Diário da Manhã entrevista candidatos a prefeito em Natal

Jornalista Diógenes Dantas conversou com quatro dos 13 concorrentes à cadeira do Executivo.

Da redação,
Reprodução
Programa ouviu nessa semana mais quatro postulantes ao cargo de prefeito em Natal, por meio de videoconferência.

Dando sequência à série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Natal nas eleições deste ano, o programa Diário da Manhã, com o jornalista Diógenes Dantas, ouviu nessa semana mais quatro postulantes, por meio de videoconferência. Com a desistência do candidato Fernando Pinto, do Novo, anunciada na tarde de ontem (16), a capital conta agora com 13 concorrentes à vaga no Executivo municipal. Oito deles já puderam expor suas propostas e falar sobre os principais desafios da capital.


Terça-feira (13)

Kelps Lima, do Solidariedade, foi o quinto entrevistado. O deputado estadual disse que pretende realizar a licitação no sistema de transporte público da capital. “A licitação é o básico. Ela é o alicerce para que a gente melhore a questão da mobilidade em Natal e ela tem que ser feita. Natal é a única capital do Brasil que não teve licitação no transporte público”, argumentou.

De acordo com Kelps, somente através de um processo licitatório bem definido que será possível superar os obstáculos que impedem uma melhor frota e preços mais adequados à realidade do natalense. “Na hora que você licita, você tem um contrato. Você vai ter frota nova, vai ter estabilidade no sistema, vai ter uma tarifa mais justa”, disse.



Quarta-feira (14)

Sexta candidata a ser entrevistada, Nevinha Valentim, que integra a chapa coletiva do PSOL - formato este inédito no âmbito do Executivo -, explicou como ocorrerá a tomada de decisões, caso seja eleita, e falou sobre a revisão do Plano Diretor de Natal. “Muita coisa preocupa nesse processo. Menos de 800 pessoas participaram das discussões, quando Natal possui quase 900 mil habitantes”, disse. Segundo Nevinha Valentim, a minuta do PDN apresentada pode trazer consequências socioambientais dramáticas para a cidade.

A candidata também criticou projetos como o de mobilidade urbana apresentados para a Avenida Engenheiro Roberto Freire e para a Avenida Mor-Gouveia, para Copa de 2014.  “Nós, que fazemos os movimentos populares, despendemos muita energia resistindo aos projetos equivocados das gestões. E entendemos que é preciso começar a discutir outra cidade, a cidade que queremos”, destacou.




Quinta-feira (15)

Hermano Morais, do PSB, foi o sétimo entrevistado no Diário da Manhã. O deputado estadual criticou a falta de uma licitação no sistema de transporte público na capital. “Isso é uma vergonha. Entra e sai governo, 20 anos que se fala nessa licitação. Cidadão paga R$ 4 hoje e diz que já vem aumento depois da eleição e tem um serviço de péssima qualidade. A frota muito antiga, poucas linhas e ainda cortaram várias linhas para irritar ainda mais o cidadão, o usuário”, disse.

O candidato prometeu, caso seja eleito, que irá trabalhar para que seja oferecido um serviço de qualidade e integrado não apenas na cidade, mas em toda a região metropolitana. “Nós vamos fazer uma licitação para que quem for o vencedor fique na obrigação de oferecer um serviço de qualidade. Vamos fazer um sistema integrado também com a região metropolitana, um sistema ferroviário com o sistema rodoviário. Nós vamos integrar melhor esses serviços complementares de transportes, esses serviços alternativos para áreas onde não chegam os serviços”, afirmou.




Sexta-feira (16)

Oitavo entrevistado no Diário da Manhã, o candidato Afrânio Miranda, do Podemos, tem o combate à corrupção como principal proposta de campanha. O empresário afirmou que, segundo dados da ONU, perde-se hoje no Brasil algo em torno de R$ 200 bilhões por causa da corrupção. “São necessárias leis mais rigorosas para combater isso. A lei penal precisa ser mudada para que todo dinheiro público que seja usado indevidamente possa ser devolvido em um percentual maior do que o que foi retirado, além das penalidades a serem aplicadas. O que se tira do serviço público, deixa-se de atender o cidadão de uma maneira melhor, como se pode ver na saúde, que está sucateada”, argumentou.

O candidato também pretende aumentar o contingente de guardas municipais, além de oferecer melhores condições de trabalho para os que estão trabalhando, caso seja eleito. O ideal, segundo ele, seriam 800 agentes, mas antes de contratar, irá usar a tecnologia para fortalecer a segurança pública na capital. Para o candidato, é preciso fazer um enxugamento na Prefeitura para, cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, abrir concurso público.



Tags: Afrânio Miranda candidatos a prefeito de Natal Diário da Manhã entrevistas Hermano Morais Kelps Lima Nevinha Valentim
A+ A-