Teatro Alberto Maranhão recebe “Quartas Clássicas” da Orquestra Sinfônica do RN

Série de reportagens registra entrega de prédios culturais à sociedade pelo Governo Cidadão, como o TAM, que recebeu R$ 12,9 milhões em recursos.

Da redação,
Divulgação
Após quase sete anos fechado, o Teatro Alberto Maranhão voltou a abrir suas cortinas, em dezembro de 2021, trazendo novo fôlego à cultura potiguar.

Uma longa fila na porta do Teatro Alberto Maranhão (TAM), formada por idosos, crianças e jovens casais, já indicava uma noite disputada e cobiçada por gerações diversas. Depois de quase sete anos fechado, este espaço cultural voltou a abrir suas cortinas, em dezembro de 2021, trazendo novo fôlego à cultura potiguar. Aos poucos, o lugar vem sendo ocupado por apresentações de dança, comédia e música e por saudosos espectadores.

Na noite desta quarta-feira (25), finalmente, foi a vez de a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN) voltar ao lugar que abrigou o início de suas atividades, lá em meados dos anos 1970. Graças ao apurado serviço de restauração do prédio, realizado pelo Governo do Estado, os músicos e a plateia potiguar puderam novamente se encontrar no Teatro que acumula 118 anos de memória cultural norte-rio-grandense.

Investimentos

O Poder Executivo Estadual investiu o montante de R$ 12,9 milhões neste relevante e centenário espaço. Os recursos foram viabilizados pelo empréstimo junto ao Banco Mundial, por meio do Projeto Governo Cidadão e da Secretaria de Estado de Turismo e Fundação José Augusto (FJA). Ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), coube fiscalizar toda a intervenção para garantir que fosse preservada a arquitetura eclética e com elementos da art nouveau – movimento artístico iniciado na Europa, muito comum na virada do século 18 para o 19, época da construção – presente no prédio de dois pavimentos e de estilo chalé. Como o prédio é tombado, serviços especializados foram requeridos neste processo de restauração.

O teatro teve renovadas as suas estruturas elétricas e hidráulicas e foi dotado de acessibilidade por meio de rampas, piso tátil, poltronas largas para pessoas maiores e elevadores. Um sistema moderno de climatização central também foi instalado, assim como um novo sistema de esgotos. 

Do total investido, R$ 10,4 milhões se destinaram a obras e equipamentos e R$ 2,5 milhões foram para a renovação de toda a caixa cênica, composta pelo palco e pelos acessórios de iluminação, adereços e sonorização que completam a arte do espetáculo apresentado.

“O Teatro recebeu sua primeira grande intervenção e agora possui uma estrutura bem mais adequada para potencializar a arte dos grandes nomes que aqui se apresentam”, disse o diretor do Teatro, Ronaldo Costa.

Expectativas

Quando as cortinas do espaço se descerraram para exibir o projeto Movimento Sinfônico, com a apresentação “Quartas Clássicas”, o clima era de muita expectativa entre o público. A química Marcela Pontes foi uma das que conseguiu um dos 600 ingressos distribuídos gratuitamente – e altamente disputados. Estava ansiosa pela apresentação ao lado de mais três amigos. “Sempre frequentei o TAM com meus filhos e estou muito feliz por estar aqui novamente, após tantos anos!”, disse, emocionada. “A recuperação das poltronas, da fachada, é nítida! E dá pra perceber que também tem muitas melhorias que não estão visíveis, mas que aumentam a qualidade do espetáculo”.

As expectativas e percepções da espectadora correspondem às do maestro Linus Lerner: “A acústica do TAM é mais adequada à música acústica, que é a melhor forma de se ouvir música erudita”, explicou o regente, que completou: “É um orgulho muito grande estar aqui de volta, onde podemos fazer apresentações mais intimistas neste espaço tão acolhedor”. Para esta apresentação, Lerner trouxe o duo Stankov, formado pelo violinista Ivo e pelo pianista Lachezar, irmãos búlgaros que fizeram carreira na Inglaterra, intérpretes das melhores tradições da música de concerto.

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte tem o Governo do RN como seu principal mantenedor, por meio da Fundação José Augusto (FJA), também gestora do TAM. Conta com 60 músicos e realiza ações de cunho educativo, formando novas plateias, e de difusão da música de qualidade, seja ela erudita ou popular, trabalho essencial ao desenvolvimento cultural portiguar e alinhado com as premissas do Projeto Governo Cidadão.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Gustavo Coelho, “a restauração deste Teatro e dos demais prédios beneficiados com melhorias, como a Pinacoteca, promovem um avanço inegável no desenvolvimento da cultura potiguar”. Coelho atualmente coordena o Governo Cidadão (em Substituição Legal - Portaria Nº 68, de 28 de março de 2022, publicada no Diário Oficial do Estado em 29 de março de 2022).

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