Pesquisa de preço de combustível encontra repasse dos aumentos de 4,03% gasolina e 5,55% diesel

Mesmo com o aumento repassado pelos postos ao consumidor, a variação ficou abaixo do anunciado.

Da redação,
Alessandro Marques/Procon Natal
O Procon Natal autuará os postos de combustíveis para que expliquem o reajuste maior que o anunciado

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, realizou pesquisa de preço dos combustíveis, nos dias 11 e 18 de janeiro, antes da estatal brasileira anunciar aumento dos combustíveis, e depois do aumento da Petrobras nas distribuidoras. A pesquisa identificou que mesmo com o aumento repassado pelos postos ao consumidor, a variação ficou abaixo do anunciado. Também foram observadas diferenças mínimas entre os preços praticados entre os postos de combustíveis pesquisados e orienta ao consumidor, que consulte os dados desta pesquisa antes de abastecer seu veículo. 

Para a gasolina, o aumento definido pela Petrobras foi de 4,85% (indo de R$ 3,09 para R$ 3,24). E para o diesel, de 8,08% (de R$ 3,34 para R$ 3,61 com o reajuste). O Núcleo de pesquisa setor do Procon Natal analisou os preços na segunda pesquisa após aumento, e encontrou repasse na bomba para o consumidor de 4,03% para a gasolina, que em dezembro teve preço médio de R$ 6,792 e com este aumento, o preço médio encontrado pelos pesquisadores foi de R$ 7,066. 

Em relação ao repasse do diesel, em dezembro do ano passado, a pesquisa identificou o preço médio de R$ 5,635 e, na segunda pesquisa de janeiro do ano corrente, o preço ficou em média de R$ 5,948, representando um aumento de 5,55% para esse combustível. Fazendo a relação com os preços médios de dezembro de 2021 para a primeira pesquisa de janeiro deste ano realizada pelo Procon Natal, antes do aumento anunciado pelo governo federal, a variação ficou em 1,99% para a gasolina e 2,44% para o diesel, uma vez que a pesquisa encontrou os preços médios na bomba dos posto a R$ 6,927 e R$ 5,773, respectivamente. 

Nesse mês de janeiro, das duas pesquisas realizadas, foi constatado que, do total de postos pesquisados, em 72,3% tiveram reajuste nos preços da gasolina depois do aumento e também foi verificado que 26,5% permaneceu com os mesmos preços, ou seja, sem repassar o aumento, e um posto não tinha esse produto sendo vendido na primeira pesquisa representando 1,2%. Já para o diesel, 59% tiveram aumento de preços repassados, e em 14,5% permaneceu praticando os mesmos preços do início do mês. Por região, a sul foi onde a pesquisa encontrou os maiores postos com reajuste, ou seja, dos 28 pesquisados dessa região, 96,43% tiveram reajuste na gasolina. Na região norte foi encontrado em 71,43%, dos 14 postos pesquisados, reajustes entre a primeira e segunda pesquisa de janeiro.

Análise 

O Núcleo de pesquisa, analisando a pesquisa antes e depois do aumento no mês de janeiro, detectou variação de 0,55% para o etanol, onde a média na primeira pesquisa foi de R$ 5,645, e na segunda pesquisa R$ 5,686. O preço médio da gasolina comum e aditivada na primeira pesquisa foi de R$ 6,927 e R$ 7,010, já na segunda pesquisa o preço médio foi de R$ 7,066 e R$ 7,156, e isso representa uma variação de 2% e 2,08% para a gasolina comum e aditivada. 

O diesel comum teve seu preço médio na segunda pesquisa R$ 5,948 e o diesel S-10 de R$ 6,150 e uma variação de 3,04% e 4,09%, uma vez que na primeira pesquisa o preço médio desses combustíveis foi de R$ 5,773 e R$ 5,909. O gás veicular com variação de 0,18% com preço médio de 4,838 e 4,847 na primeira e segunda pesquisa respectivamente. A região que manteve os preços do etanol com praticamente os mesmos valores de uma pesquisa para outra foi a região norte, onde 64,71% se mantiveram entre a primeira e segunda pesquisa deste mês.

Dentre os combustíveis pesquisados, o que chamou a atenção na pesquisa foi o etanol que teve um reajuste sem qualquer anúncio do governo federal. Em dezembro de 2021 o preço médio era de R$ 5,645, e na primeira pesquisa de janeiro estava ao preço médio de R$ 5,686 e na segunda pesquisa do mesmo mês a pesquisa encontrou nas bombas o preço médio de R$ 5,716. Uma variação de dezembro do ano passado para segunda pesquisa janeiro desse ano foi de 1,27%.

Analisando as pesquisas entre os meses de janeiro de 2022 e dezembro de 2021, tendo por base a segunda pesquisa após aumento, foi encontrada variação nos combustíveis pesquisados: Etanol de 1,27%; Gasolina comum 4,03%; Gasolina aditivada 3,54%; Diesel 5,55%; Diesel S-10 4,01% e Gás veicular 1,2%. O Núcleo de pesquisa analisou também a variação entre o maior e menor preço pesquisado e o Diesel comum e o Diesel S-10 tiveram a maior variação com 12,78% e 14,31% respectivamente; a gasolina comum e a aditivada com variação entre o maior e menor preço de 7,29% e 9,61% respectivamente. O gás veicular teve a menor variação encontrada pela pesquisa entre o maior e menor preço de 2,30%. Já o etanol, a pesquisa encontrou a maior variação dentre os demais combustíveis pesquisados entre o mais caro e o mais barato, de 16,74%.

O Núcleo de pesquisa acompanha mensalmente os preços dos combustíveis na cidade do Natal. Para ajudar o consumidor, elaborou uma lista com variações entre o maior e menor preço, como também com os menores e maiores preços encontrados pelos pesquisadores, por região e disponibiliza em sua página no endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa um ranking com endereço e região dos (10) dez postos com os preços mais baratos na cidade. 

Sempre prevalecendo o direito do consumidor de pesquisar o lugar mais barato para adquirir o produto e em caso de abuso econômico denunciar aos órgãos competentes em defesa do consumidor, ou seja, o consumidor deve exercer o poder de pesquisa e adquirir produtos com preços mais baixos.

Diante do resultado da pesquisa, em relação aos postos identificados com repasses nos combustíveis em que não houve aumento anunciado pela Agência Nacional do Petróleo ANP, órgão do governo federal que compete anunciar aumento para esse segmento. Portanto, o Procon Natal autuará os postos de combustíveis para que expliquem o reajuste maior que o anunciado pela estatal brasileira.

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