UFRN registra mais quatro abalos em Taboleiro Grande

Um técnico do laboratório sismológico da UFRN está na cidade para investigar a causa do tremor.

Gabriela Duarte,
O abalo sísmico que ocorreu nesta quinta-feira (13) na cidade de Taboleiro Grande, por volta das 7h41, foi registrado pela estação de Agrestina (PE) e segundo o coordenador do laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Joaquim Ferreira, o abalo atingiu 3.1 graus na escala Richter.

Joaquim Ferreira ressaltou que este abalo não foi o primeiro registrado pelos pesquisadores na região, e na mesma quinta-feira (13) foram sentidos mais quatro tremores, esses últimos não foram medidos pela Escala Richter, pois tremores menores que três graus são imperceptíveis. A escala mede abalos que variam de 0 a 9 graus.

Um técnico do laboratório sismológico da UFRN, Eduardo Alexandre, está em Taboleiro Grande para medir com exatidão a magnitude e a causa do tremor, recolhendo os registros das estações mais próximas. De acordo com Joaquim Ferreira, serão analisados pelo menos cinco registros para que se tenha dados mais exatos.

Joaquim Ferreira explicou que o movimento ocorreu devido às forças do interior da placa e as rochas, uma vez que o RN está localizado sobre uma placa tectônica. O maior registro já registrado no Estado foi no ano de 1986, na cidade de João Câmara, onde a escala Richter registrou 5.1 graus. Ele também explicou que os estados do Ceará e Rio Grande do Norte estão sobre a Bacia Potiguar e são os estados brasileiros com maior risco de tremores.
A+ A-