Servidores da Tributação de Natal ameaçam greve

Categoria discute indicativo de greve nesta terça-feira (28). Titular da pasta diz que reajuste só pode ser garantido pelo prefeito ou pela área econômica.

Elaine Vládia,
Os educadores estaduais colocaram um ponto final à greve de 40 dias há cerca de 10 dias, os servidores de órgãos da administração indireta do Estado ainda estão parados, os técnico-administrativos da UFRN pensam em voltar ao trabalho nesta semana, mas o fato é que a greve no funcionalismo público está longe de dar uma pausa. Cada vez mais categorias se reúnem em assembléia para decidir se usam esse instrumento de pressão contra os governos. Desta vez, a ameaça parte dos servidores municipais da Tributação.

Eles convocaram assembléia para esta terça-feira (28), a partir das 8h30. A decisão será tomada na frente da própria Semut - Secretaria Municipal de Tributação, no Centro. O motivo, como em todos os casos, é principalmente salarial. A categoria reivindica a reposição da GAF - Gratificação de Atividade Fazendária, defasada desde 1997. Após inúmeras reuniões de negociação, foi proposta a reposição de 57,04% em duas vezes a partir de janeiro de 2008, sendo 34,93% em janeiro e 22,11% em abril/08.

A titular do órgão, Maria Gorete A. Cavalcanti, teria assumido o compromisso de encaminhar essa proposta para aprovação no Conselho de Desenvolvimento Municipal (CDM) e, assim, ficar garantido no orçamento da Semut no ano de 2008. Mas como a Semut não teria cumprido o acordo, segundo os servidores, eles estão colocando a greve em votação. Agora, a Procuradoria Geral do Município está intermediando as negociações e os servidores definem amanhã se entram ou não em greve.

Surpresa
Procurada pelo Nominuto.com, a secretária reagiu com surpresa. Além de não ter recebido nada oficialmente informando sobre a sinalização da greve, ela garante que não fez acordo com o sindicato representativo – Sinsenat, até porque não teria autoridade para decidir sobre algo do tipo. Essas respostas, ressalta, só podem vir do gabinete do prefeito Carlos Eduardo Alves, da secretária de Planejamento, Virginia Ferreira ou do secretário da Administração, Paulo César Medeiros.

“Meu compromisso foi levar para o prefeito. Nem posso fazer acordo. Alguém não está sabendo interpretar. A reivindicação foi levada para a CDM, mas a A negociação passa pelo gabinete do prefeito. A decisão final não é minha. O caminho correto eles não tão percorrendo”, declara.

Ainda assim, Gorete disse que passou o dia tentando falar com o gabinete do prefeito, mas não conseguiu êxito. Ela opina que a medida seria precipitada, porque ainda não foram esgotadas todas as tentativas. Mas, enfatiza que os servidores têm livre arbítrio para decidirem seus caminhos. Sobre os possíveis prejuízos com a paralisação dos cerca de 200 servidores, ela destaca que muitos serviços são via internet e muitos funcionários são de cargos comissionadas, que não entram em greve.
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