Servidores da Saúde protestam no Centro Administrativo

Manifestantes cobram pagamento de atrasados, realização de concurso público e reajuste salarial.

Ana Paula Oliveira,
Ana Paula Oliveira
Servidores da saúde protestam contra o Governo do Estado
A manhã desta quarta-feira (17) foi marcada por mais uma manifestação dos servidores estaduais da saúde. O movimento aconteceu no Centro Administrativo, nas imediações do Espaço Natal, antigo Papódromo, onde provisoriamente esta funcionando a Secretaria Estadual de Administração.

Segundo o diretor de organização do Sindsaúde, Wilson Farias, o movimento visa objetivar as negociações com o Governo do Estado, no que diz respeito ao pagamento dos atrasados de setembro, outubro e novembro, do plano de carreira; a perda do adicional de insalubridade por cerca de 2 mil servidores; realização de concursos públicos e o reajuste do salário base.

O diretor de organização do Sindsaúde ressaltou a falta de concurso público no Estado. “Não temos concurso público há mais de 12 anos”, disse Farias lembrando que o concurso público para os servidores da saúde marcado para o mês passado foi postergado para setembro do ano que vem. “Se não formos atendidos, a nossa idéia é trabalhar uma possível paralisação em pleno carnatal”, revelou.

Para ele, é um absurdo o que estão fazendo com a categoria. “Falta habilidade nas negociações deles com o sindicato. Estamos há anos tentando resolver o impasse, mas as conversas não avançam. De acordo com Farias, no ano passado o próprio secretário da Searh assinou um documento comprometendo-se a resolver as reivindicações.

Segundo uma funcionária, do Hospital Alfredo Mesquita, em Macaíba, que não quis se identificar, a situação é vexatória. Ela contou que alguns servidores do município de Macaíba foram cedidos ao Estado, desde 88, e o Governo se comprometeu dizendo que todos os direitos seriam mantidos.

No entanto, este ano os servidores perderam o grapous (gratificação de plantões) e plantões eventuais retirados do contra cheque sem nenhuma explicação. “É uma vergonha. A governadora garantiu em praça pública que os nossos direitos seriam mantidos”, enfatizou a servidora que atualmente recebe pouco menos de 300 reais.
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