Ponte Forte-Redinha: Adalberto Pessoa ainda não sabe quanto custará giradouro

Segundo o secretário, obra que não estava prevista inicialmente é importante para manter data de inauguração.

Ana Paula Oliveira,
Vlademir Alexandre
Ponte Forte-Redinha: inauguração garantida por "plano B"
 “Ainda não sabemos exatamente quanto vai custar o giradouro, mas posso garantir que o valor pago será por um aditivo que deverá ser fechado até a próxima terça-feira (11)”. Isso é o que respondeu o secretário estadual de Infra-estrutura Adalberto Pessoa, quando questionado sobre o aumento no valor global da ponte Forte-Redinha mais uma vez.

Anunciado esta semana como Plano B, o giradouro é um investimento que não estava previsto inicialmente e acontece por causa dos atrasos nas desapropriações de terrenos no lado da Redinha que vão dar lugar a um viaduto. Como a Prefeitura de Natal, através da Procuradoria Geral do Município, ainda não conseguiu resolver as indenizações de todas as casas, o Governo teve que dar um jeito para manter a data de inauguração.

“No final de outubro, estaremos entregando a ponte Forte-Redinha”, garantiu o secretário estadual de Infra-estrutura, Adalberto Pessoa, confessando que já fez promessa para São Francisco e Nossa Senhora da Aparecida.

Segundo o secretário, a entrega da ponte nesse prazo só será possível graças à construção do giradouro. “Encontramos um 'plano B' para poder concluir a ponte e entregá-la à população”, revelou Pessoa, comentando que o giradouro será uma obra útil, de apoio ao viaduto. Ainda segundo ele, essa rotatória será construída exatamente entre duas das três alças de acesso da ponte Newton Navarro.

Com relação aos aditivos (até agora são 15), o secretário afirmou que eles são normais e previstos numa obra grande como a da ponte. Ele explicou que o giradouro não estava previsto na obra inicial. Porém, foi a melhor solução encontrada para terminar a ponte.

Ele citou como exemplo uma tubulação da Caern (não prevista) nas imediações do Forte, onde foi necessário encontrar soluções técnicas e financeiras para resolver o problema. “Os aditivos servem para dar suporte financeiro ou não, na realização das obras complementares que vão surgindo ao longo de uma grande construção”.

Quando questionado sobre um aditivo que foi publicado no Diário Oficial do Estado, dado ao contrato da empresa Queiroz Galvão para a realização de monitoramento dos estais por 18 meses, o secretário afirmou que já havia a previsão contratual de que, ao término da obra, o consórcio seria obrigado a monitorar os estais por 18 meses. “Como estávamos com a obra praticamente concluída, tive que fazer isso, porque nem posso concluir de fato a obra, nem posso deixá-la caducar”, enfatizou.

De acordo com o secretário de Infra-estrutura, o Governo já autorizou o início dos serviços do lado da Redinha e na próxima semana deverão ser liberados os trabalhos para a construção do giradouro, através do aditivo. Ele admitiu que, com a liberação da ponte Forte-Redinha, metade do fluxo de veículos que trafegam atualmente pela ponte de Igapó (cerca de 65 mil) deverá passar para a nova ponte.
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