Pescadores impedidos de trabalhar no rio Potengi fecham BR-226 em Macaíba

Eles protestam contra decisão do governo federal de limitar seguro-desemprego a cadastrados na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca.

Ana Paula Oliveira,
Vlademir Alexandre
Mais de 200 pescadores não vão receber seguro-desemprego
Cerca de 200 pescadores interditaram a BR-226, na manhã desta quarta (5), nas proximidades de Macaíba, para protestar contra a resolução do Governo Federal que limita o benefício do seguro-desemprego aos pescadores que estejam cadastrados na Secretaria de Aqüicultura e Pesca do Governo Federal. Além disso, necessitam ter feito pelo menos duas contribuições ao INSS, este ano.

Os manifestantes pedem que o governo contemple todos os trabalhadores que estão impedidos de pescar no rio Potengi. “Eles têm que entender que a culpa da poluição do rio não foi nossa e que nós estamos sendo prejudicados”, desabafou o presidente da colônia de pescadores de Macaíba, Zeca Cunha.

Passado mais de um mês do acidente ecológico no rio Potengi, os pescadores ainda sofrem com a interrupção da atividade pesqueira. Impedidos de exercer sua atividade no rio por causa da fiscalização e pela escassez de peixes, os pescadores são obrigados a esperar pelo seguro-desemprego.

A documentação começou a ser entregue por alguns trabalhadores nesta quarta-feira (5), na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Entretanto, muitos pescadores não possuem cadastramento e outros têm há menos de um ano. “Estamos com pescadores com 11 meses de cadastro e que ficaram de fora”, enfatizou o presidente da colônia de pescadores de Macaíba, Zeca Cunha.

Para a presidente da colônia de pescadores Z-4 de Natal, Rosangela Nascimento, o Governo do Estado, vem sendo sensível aos apelos da comunidade pesqueira.

“A governadora encaminhou nesta terça um documento ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) solicitando que todos os pescadores, inclusive os que não possuem cadastros, sejam beneficiados com o seguro-desemprego”, declarou.

Ela afirmou que a situação é precária. “Nós recebemos as cestas básicas e foram muito bem aceitas. Mas, precisamos de dinheiro para pagar as nossas contas”, reclamou a presidente.
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