Pacientes aguardavam nos corredores do Walfredo enquanto hospitais regionais estavam com leitos vazios

Somente nesta terça-feira (11), a Sesap resolveu fazer a transferência. Coordenadora admite que unidades podem atender demanda reprimida.

Karla Larissa,
arquivo Nominuto
Hospitais regionais estavam com leitos vazios, enquanto filas do Walfredo Gurgel cresciam.
A solução para atender a demanda reprimida pela paralisação dos hospitais privados que realizam cirurgia de trauma-ortopedia estava bem ao lado, nos hospitais regionais, que apresentavam baixa demanda, enquando o Walfredo Gurgel estava superlotado. Mas só foi adotada nesta terça-feira (11) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

De acordo com a coordenadora de Planejamento e Controle das Ações e Saúde da Sesap, Walmira Guedes, esses hospitais têm plenas condições de suprir esses pacientes, inclusive, para as cirurgias de alta complexidade.

Questionada sobre o porquê dessa medida não ter sido adotada antes pela Sesap, Walmira preferiu afirmar apenas que o órgão está pensando em solucionar a crise deste momento. Mas revelou, que enquanto, a fila crescia no Walfredo Gurgel, os hospitais regionais permaneciam com grande parte dos leitos vazios.

De acordo com ela, o hospital Deoclécio Marques, de Parnamirim que conta com equipe de cinco ortopedistas, por exemplo, está com apenas quatro dos 14 leitos ocupados.

Transferências
Os 56 pacientes que estão na fila de espera no hospital Walfredo Gurgel passarão nesta quarta-feira (12) por avaliação para que sejam escolhidos 25 para serem transferidos, sendo nove para o hospital regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, e outros 16 para o regional de Currais Novos.

Segundo Walmira Guedes, o sistema do Estado tem condições de realizar as cirurgias desses pacientes que estão na fila de espera. Ela informa que essas transferências devem ser adotadas até o final de setembro, a fim de aliviar a situação do hospital Walfredo Gurgel. “Esses hospitais estão preparados para esse tipo de cirurgia”, garante.

Perspectiva
Walmira Guedes conta que, à medida que os pacientes forem recebendo alta nesses hospitais, outros pacientes serão transferidos. Ela acrescenta que o hospital regional de Mossoró, Tarcísio Maia, também será acionado para, pelo menos, atender os pacientes da região.
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