Hospitais privados voltam a atender após assinatura do convênio

Cinco idosos que estão à espera de atendimento no Walfredo Gurgel devem ser transferidos ainda na noite desta quarta-feira (12).

Karla Larissa,
Karla Larissa
Autora da ação, promotora Iara Pinheiro, assina convênio
Os hospitais privados que realizam o atendimento de trauma-ortopedia irão retomar o atendimento ainda nesta quarta-feira (12).

A decisão foi tomada às 17h40 quando terminou a reunião no Fórum Miguel Seabra e que resultou na assinatura de convênio entre as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e estes hospitais.

Ainda na noite desta quarta-feira (12), cinco idosos que estão à espera de atendimento no Walfredo Gurgel devem ser transferidos.

O diretor do Itorn, Cipriano Correia, considerou que o convênio atende aos hospitais privados e que com isso a crise deve estar encerrada. “Temos que ser maleáveis. Com a chancela do judiciário acredito que tudo caminhará”, disse.

O secretário Estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti, garantiu que, dentro de até cinco dias, os hospitais privados receberão os pagamentos dos meses de abril e junho. Em seguida, deverá ser quitado os débitos de julho a setembro.

A partir da validação do convênio, de outubro até abril de 2008, os pagamentos serão feitos através do repasse fundo-a-fundo, ou seja, direto aos hospitais e não pelo repasse à Prefeitura. “Dessa forma todo mundo fica protegido”, assegura Adelmaro.

A secretária Municipal de Saúde, Aparecida França, comemorou o fato de sua sugestão ter sido acatada. Para ela, o acordo com o repasse fundo-a-fundo evitará novas crises. “Depois de todos darem a palavra espero que tudo esteja claro”, declarou.

Autora da ação que pediu a realização do convênio, a promotora da Saúde Iara Pinheiro elogiou o desempenho do juiz Cícero Martins, que conduziu o acordo e a quem parabenizou. “Em uma reunião, ele congregou todas as partes e temos um acordo”, salientou.

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Juiz Cícero Macedo mediou reunião na tarde desta quarta-feira (12).
O juiz Cícero Pinheiro, titular da 4ª Vara da Fazenda  Pública, revelou que o impasse foi difícil, mas disse que foi resolvido com boa vontade e bom censo. “Coube ao judiciário colocar a situação com sensibilidade, pensando na sociedade”, esclarece.

De acordo com o juiz, como o acordo foi homologado pela Justiça, caso uma das partes seja descumprida, o poder judiciário poderá exigir o cumprimento de imediato. “Esse convênio vai evitar as discussões legais”, garante.

O deputado Fernando Mineiro (PT), que sugeriu a reunião, e também contou com a participação dos deputados Gustavo Carvalho (PSB) e Leonardo Nogueira (DEM), disse que a contribuição do poder legislativo foi colocar as partes para discutir e expor as propostas.

Mas para Mineiro, apenas esta crise foi resolvida e para evitar o desencadeamento de outras é necessário haver uma discussão de médio prazo. “Tem que se mudar o papel do Walfredo Gurgel. O hospital tem que ser de urgência, não pode ser ambulatório”, enfatizou.
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