Funcionário da Caixa é condenado por fraudar senhas de clientes do banco

Eduardo de Paiva Castelo Branco deverá restituir à Caixa o valor de 81 mil reais, sacados ilegalmente de contas do FGTS.

Redação,
Um funcionário da Caixa Econômica Federal foi condenado nesta quarta-feira (5) por fraudar senhas para sacar valores de FGTS de clientes do banco.

O juiz federal Ivan Lira de Carvalho, titular da 5ª Vara Federal, determinou que o funcionário da Caixa, Eduardo de Paiva Castelo Branco, restitua ao banco o valor de 81 mil reais, sacados ilegalmente de contas do FGTS.

Em razão do crime de improbidade administrativa, o funcionário perde o emprego público, bem como os direitos políticos por 10 anos e está proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais e creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

A outra pessoa denunciada pelo Ministério Público Federal na ação de improbidade administrativa era José Alexandre Toyo Bastilho. O juiz Ivan Lira de Carvalho indeferiu o pedido de condenação de José Alexandre por constatar que a senha do funcionário foi, na verdade, usada por Eduardo de Paiva para fraudar as contas.

No processo, ficou constatado através da análise de fitas de vídeo que Eduardo de Paiva Castelo foi quem utilizou a senha de José Alexandre para consumar as fraudes, quando este estava ausente da agência.

A fraude em saques referentes a liberações do FGTS foram feitos na agência da Caixa da cidade de Parnamirim (região da Grande Natal) e o prejuízo é estimado em 81 mil reais.

O “modus operandi” de Eduardo de Paiva Castelo Branco era simples. Com as senhas que possuía, por ser funcionário da Caixa, eles entrava no sistema informatizado e tinha acesso aos valores de contas vinculadas dos trabalhadores que procuravam sacar o FGTS.

Os trabalhadores assinavam um documento em branco e, no momento do saque, o funcionário apresentava apenas uma conta, quando aqueles trabalhadores tinham outras contas vinculadas de FGTS.

O dinheiro dos outros valores do FGTS era passado para contas frias, sendo posteriormente sacadas através de caixas eletrônicos ou guia de retirada.

Além disso, o funcionário da Caixa ainda induzia colegas ao erro, fazendo com que esses autenticassem saques fraudulentos. Outro crime apontado era que ele usava senhas de outros colegas para acessar áreas restritas de alguns softwares do sistema.


* Com informações da Justiça Federal.
A+ A-