Faltando 15 dias para o fim do prazo, nenhuma casa foi demolida na APA de Jenipabu

Moradores contam que nada foi feito até agora e que não há indícios de que a determinação da Justiça será cumprida.

Karla Larissa,
Vlademir Alexandre
Situação na APA de Jenipabu continua inalterada.
Faltando cerca de 15 dias para esgotar o prazo de 60 dias dado pela juíza de Direito da Comarca de Extremoz, Ana Karina de Carvalho, para a retirada das casas construídas na Área de Proteção Ambiental (APA), em Jenipabu, nada mudou. As casas ainda permanecem intactas, e não há nenhum índicio de que a  desocupação será feita em tempo hábil para cumprir a deteminação.

A juíza Ana Karina determinou que o Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema) realizasse dentro do prazo de 60 dias, dos quais se passaram mais de 45, a demolição de todas as construções situadas na APA, e que tenham sido edificadas depois da criação da área de proteção, em 1995. Ao órgão também foi estabelecida a fiscalização ostensiva, para evitar novas construções.

Para o município de Extremoz, a determinação era que anulasse os alvarás e cartas de aforamentos concedidos na APA e deixasse de conceder novas cartas de aforamentos e alvarás de construção ou de funcionamento de empreendimento em toda a APA de Jenipabu, sob pena de multa por descumprimento. 

Mas, como mostrou matéria do Nominuto.com, publicada no final de agosto, até aquela data, o prefeito do município, Enilton Trindade ainda não havia sido localizado pelo oficial de Justiça, para ser notificado da decisão. 

Os moradores da região relatam que, até o momento nada foi feito. Segundo a comerciante Ana Maria Cardoso, nenhuma casa foi tirada e nem há nenhum movimento de que isso será feito em pouco tempo. “Nada foi feito”, diz e emenda: “deveriam ter impedido, quando começaram a construir as casas. Agora, acho que só deveriam sair os veranistas, e não os nativos”.

Priscila Galdino, comerciante, conta que ainda não viu nada acontecer às casas, nem ouviu comentários de que seria feito. “Acho errado resolverem fazer isso depois de tantos anos”, salienta.
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