Deputados irão ao TJ discutir crise na saúde

Comissão terá ainda participação das secretarias e dos hospitais envolvidos na questão.

Ana Paula Oliveira,
Ana Paula Oliveira
Comissão de Saúde da AL quer solucionar impasse no pagamento de hospitais.
Resolução. Essa foi a palavra de ordem na reunião da Comissão de Saúde realizada na manhã desta quarta-feira (12), na Assembléia Legislativa. O encontro teve como objetivo solucionar definitivamente o impasse nos pagamentos atrasados aos hospitais de trauma-ortopedia.

Depois de muita discussão entre deputados, representantes de entidades da saúde e os secretários municipal e estadual, ficou acertado que uma comissão formada pelos deputados Gustavo Carvalho (PSB), Fernando Mineiro (PT), Leonardo Nogueira (DEM), além do diretor do Itorn, Cipriano Correia, secretária municipal Aparecida França e o do estado, Adelmaro Cavalcanti, iriam até o Tribunal de Justiça do Estado para deliberar as ações viáveis na resolução do pagamento.

A secretária municipal de Saúde, Aparecida França, voltou a defender que o município não poderá pagar por uma dívida que não foi contraída por ele. “Não podemos repetir os erros do passado”, revelou, referindo-se a contratos feitos entre o município e o estado que foram atrasados. Mas, admitiu que cederia assinar convênio retroativo com o Estado, desde que fosse encaminhado para o Conselho de Desenvolvimento Municipal.

“Parece que enfim, hoje entramos num consenso”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti, ressaltando que “o problema tem que ser resolvido porque o povo aguarda no corredor do hospital." O Estado se propõe a pagar os atrasados em duas parcelas, de outubro até dezembro, saldando o débito passado e o futuro.

Para o diretor do Itorn, Cipriano Correia, a reunião foi proveitosa. Porém, ele acredita que o trâmite legal para o pagamento se esbarrará na morosidade burocrática. E garantiu que, enquanto o dinheiro não estiver na conta dos hospitais, o atendimento aos pacientes continuará suspenso.

Os hospitais Itorn, Memorial e Médico Cirúrgico reivindicam o pagamento do 'plus' dos meses de abril a julho (o débito é de 870 mil) que não foram pagos devido o Ministério Público (MP) entender que o Estado não poderia mais efetuar o pagamento por via indenizatória, mas por meio de convênio.
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