Casos de dengue em 2007 apresentam maior gravidade

Número de vítimas da febre hemorrágica por dengue já ultrapassa, de janeiro a setembro, em 31 com relação ao mesmo período do ano passado.

Karla Larissa,
Karla Larissa
Suely pede para população prestar atenção nos sintomas de alarme.
Os casos de dengue registrados este ano no Estado apresentam uma característica peculiar: a gravidade. O número de vítimas da febre hemorrágica por dengue já ultrapassa, de janeiro a setembro, em 31 com relação ao mesmo período do ano passado.

As mortes, apesar de terem reduzido em pouco menos de dez casos, também demonstra uma especificidade: as pessoas na faixa etária entre 05 e 38 anos são as mais atingidas.

A subcoordenadora de vigilância epidemiológica do Estado, Suely Correia Pereira, explica que a gravidade dos casos se deve pelo fato de desde 1994 virmos tendo casos de dengue no Estado. “A cada ano vai se agravando, porque as pessoas já tiveram”, explica.

Outro fator que contribui para a gravidade dos casos é automedicação, que segundo Suely prejudica no diagnóstico da doença. “A dengue se confunde com outras viroses, por isso, é importante tomar a medicação e a dosagem correta, por que senão pode provocar complicações e até outras doenças, como hepatite”, informa.

Suely Correia alerta para que a população e os médicos prestarem atenção nos sintomas de alarme, que indicam os casos mais grave da doença e diferem dos sintomas da doença clássica. Os sintomas são os seguintes: dor abdominal, vômito persistente, fezes escuras, desmaio ao se levantar, ausência de febre.

Ela também orienta que os médicos que estão tendo dificuldades em fazer o diagnóstico procurem a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) para participar de cursos de capacitação.

Casos do RN

O Rio Grande do Norte ultrapassa tanto na incidência quanto no índice de infestação predial os valores recomendados pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a subcoordenadora de vigilância ebidemiológica, Suely Correia Pereira, os 9.842 casos notificados neste ano indicam uma incidência de 313, 96 a cada 100 mil habitantes.

Esse dado é três vezes maior do que o recomendado pelo Ministério, que é de 100 para cada 100 mil. O índice de infestação que deveria ser de 1% dos imóveis é maior que 4%. “Para evitar essa infestação é importante a ação conjunta do Estado, municípios e a população que devem cooperar no combate ao mosquito”, afirma a subcoordenadora.

Comparativo 

                                                                2006     2007
Casos notificados                              8.554      9.874
Febre Hemorrágica do Dengue      182          213
Óbitos                                                    33            24
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