Agosto Lilás: Natal recebe reforço no combate à violência doméstica e apoio à mulher

Projeto da Estácio beneficia mulheres em vulnerabilidade com atendimento multidisciplinar e foco no empreendedorismo, para a geração de renda.

Da redação,
Pexels
Em 2020, foram registradas 105.671 denúncias de violência contra a mulher, tanto do Ligue 180 quanto do Disque 100.

O mês de agosto carrega a bandeira do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, em referência ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com a cor lilás, por todo o mês, atividades são desenvolvidas para sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre os serviços especializados da rede de atendimento às vítimas e os mecanismos de denúncia existentes. 

Informações divulgadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) mostram que, em 2020, foram registradas 105.671 denúncias de violência contra a mulher, tanto do Ligue 180 (central de atendimento à mulher) quanto do Disque 100 (direitos humanos). Do total de registros, 72% (75.753 denúncias) são referentes à violência doméstica e familiar contra a mulher. 

Neste ano, em que a Lei Maria da Penha completa 15 anos, um projeto de extensão criado pela Estácio, o Mulheres Empreendedoras Empoderadas (MEE), surge com o intuito realizar atendimentos gratuitos para mulheres em situação de vulnerabilidade social, oferecendo cursos de capacitação em gestão e empreendedorismo, acompanhamento psicológico, nutricional e jurídico.

Criado a partir das iniciativas de diversos campi que já estimulam o empreendedorismo feminino e o enfrentamento da violência familiar, junto com dados que mostram a realidade vivida por muitas mulheres em relação à violência doméstica e o mercado de trabalho, o projeto se consolida com um modelo interdisciplinar de apoio às mulheres. Os serviços prestados são gratuitos e têm por objetivo auxiliar as mulheres a se colocarem no mercado de trabalho, cuidarem da sua saúde e até mesmo para que recebam apoio em casos de violência doméstica.

O gestor da Estácio Natal, André Zago, destaca a importância da iniciativa para que as mulheres participantes possam ter acesso a meios de alcançar sua independência financeira e emocional e, assim, quebrar o ciclo da violência a que estão submetidas.

“Com todo o suporte que o projeto oferece, com atividades como cursos gratuitos, palestras e atendimentos, essas mulheres podem encontrar uma rede de apoio junto à instituição para trilhar novos caminhos. Estamos muito confiantes com o trabalho que vamos oferecer e esperamos que muitas se sintam convidadas a participar”, afirma o gestor. 

Acolhimento

O primeiro passo é o acolhimento às mulheres, realizado por alunos supervisionados por docentes da Psicologia. A ideia é escutar e conhecer as mulheres que serão beneficiadas pelo projeto, descobrindo seus talentos e desejos, de modo a garantir o suporte necessário para atender suas metas e necessidades. Por meio de contato com trajetórias interessantes e de sucesso de outras mulheres, o projeto busca ainda demonstrar às participantes que tudo é possível. 

O projeto serve de instrumento para buscar soluções às questões sociais, com atividades que mudarão a vida das participantes, trabalhando principalmente a autoestima, confiança e uma melhor capacidade para tomada de decisões, objetivando a qualidade de vida da população local.

Com três eixos principais: acompanhamento de carreira, acompanhamento psicológico e/ou jurídico; e saúde e bem-estar, o projeto ainda inclui, de forma integrada e de acordo com a necessidade observada durante o acompanhamento de cada mulher atendida no projeto, outros cursos como Nutrição, Comunicação e Educação Física.

Esta participação viabiliza um envolvimento de vários segmentos da sociedade que influenciam no desenvolvimento dos trabalhos, em razão de ser um espaço que conta com a presença da pluralidade social e com isto, diferentes realidades e pontos de vista.

Atendimento em Natal

As mulheres da cidade de Natal interessadas em participar do projeto podem se inscrever pelo formulário  disponível no link https://bit.ly/ProjetoMEENatal

Sediado na unidade Alexandrino, o projeto conta com a coordenação conjunta de quatro professores da instituição: Anne Katarine Miranda (coordenadora das atividades de Gestão); Elaine Eufrásio (coordenadora da área de Psicologia); Helry Costa (coordenador para Nutrição) e Edjane Buriti, coordenadora de Extensão na instituição.

Sobre o Mulheres Empreendedoras Empoderadas

Mulheres Empreendedoras Empoderadas (MEE), projeto de extensão da Estácio criado no primeiro semestre de 2021, tem como intuito realizar atendimentos gratuitos para mulheres de baixa renda, em especial desempregadas e estudantes, oferecendo cursos de capacitação, acompanhamento psicológico, nutricional e jurídico. 

Por meio dos serviços prestados, o projeto auxilia as mulheres em situação de vulnerabilidade social a se colocarem no mercado de trabalho, cuidarem da sua saúde e até mesmo para que recebam apoio em casos de violência doméstica.

Contando com mais de 1.200 estudantes, supervisionados por docentes dos diversos cursos oferecidos pela Estácio, o projeto já impactou mais de 15 mil pessoas entre março e maio de 2021. O MEE da Estácio está disponível também nas cidades de Juiz de Fora – MG; Porto Alegre – RS; e São Luís – MA, além de Natal – RN.

Atuante em projetos que contribuem para o desenvolvimento social e cultural do País, a Estácio apoia iniciativas ligadas ao esporte, escola, cidadania, cultura, inovação e empreendedorismo. O Programa de Responsabilidade Social Corporativa Educar para Transformar reflete o compromisso da instituição de oferecer uma educação de qualidade e acessível, e assim, gerar um impacto positivo para a construção de uma sociedade mais justa.

Tags: Agosto Lilás Mulheres Empreendedoras Empoderadas violência contra a mulher violência doméstica
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