Vice-presidente da República defende o reaparelhamento das Forças Armadas

José Alencar é favorável a retomada dos investimentos na indústria bélica para atender as necessidades das Forças Armadas Brasileira e de outros países do continente.

Agência Brasil,
Marcello Casal JR/ABr
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o vice-presidente, José Alencar
O vice-presidente da República, José Alencar, defendeu o reaparelhamento das Forças Armadas para que elas tenham condições de cumprir com o seu papel na defesa do território nacional.

“As Forças Armadas estão trabalhando com objetivo de se atualizar em equipamentos, para manter as condições de cuidar daquilo que lhes é atribuído, que é a defesa nacional. Temos 15 mil quilômetros de fronteira na costa oeste e temos quase um terço do Brasil de mar territorial, onde está a riqueza, porque dali sai 80% do petróleo que nós estamos extraindo. Portanto, é preciso que a Marinha esteja forte, para cuidar dessa região. E é claro que este plantão tem um custo, mas na falta dele o custo pode ser maior. Então, é preciso que se reaparelhe a Marinha, o Exército e a Aeronáutica para valer”, afirmou.

José Alencar participou da parada naval em comemoração aos 200 anos do Almirante Tamandaré, patrono da Marinha, que reuniu 20 navios de 10 países, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

O vice-presidente defendeu a retomada dos investimentos na indústria bélica para atender as necessidades das Forças Armadas Brasileira e de outros países do continente. “Nós temos indústrias bélicas no Brasil capazes não só de atender ao reaparelhamento das três forças, como também para exportar para outros países, especialmente aqui da região”, disse José Alencar.

Ele disse ainda que a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro é outra ação importante na área militar para o país. “Eu gostaria que saísse, porque nós precisamos dele. O Brasil têm não só 8 mil quilômetros de costa, como 200 milhas de mar territorial, além de uma outra área, que amplia isso para 4 milhões de quilômetros quadrado. Então o Brasil tem que cuidar disso - é riqueza nacional”, afirmou.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também participou das homenagens e disse que está sendo preparado um projeto estratégico de defesa nacional, um “PAC da Defesa”.

“Nós tivermos um aumento no orçamento de R$ 6 bilhões, para R$ 9 bilhões, ou seja, R$ 3 bilhões a mais, e ainda teremos uma otimização de mais R$ 1 bilhão para execução orçamentária. Afora isso, teremos a elaboração de um projeto estratégico de defesa nacional. Dentro dele está o reequipamento das Forças Armadas, mas ligado ao desenvolvimento nacional, à indústria nacional de defesa”, disse Jobim.

Segundo ele, tudo isso será trabalhado a partir da semana que vem. “Logo que o ministro Mangabeira Unger [Secretaria de Planejamento de Longo Prazo] retornar, nós teremos uma reunião para definir a metodologia deste processo. Aí teremos, durante um ano, até 7 de Setembro do ano que vem, uma definição. Será o PAC da Defesa”, disse Jobim.

No evento, o ministro da Defesa também afirmou que foi superado o atrito recente com militares, que criticaram o lançamento de um livro pelo governo sobre as vítimas da ditadura militar, e negou que tenha terminado a crise na Agência Nacional de Aviação (Anac).
A+ A-