Sebrae vai apresentar estratégias para melhorar produção de confecções no Norte e Nordeste

A idéia é indicar ações diferenciadas para atender as necessidades das empresas de agradar consumidores cada vez mais exigentes.

Agência Brasil,
Novos projetos voltados para a modernização e melhoria da qualidade da produção de confecções no Norte e Nordeste serão apresentados a partir desta quinta-feira (13), até sábado, na capital pernambucana, em evento promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresas (Sebrae).

O encontro vai reunir no Hotel Onda Mar, em Boa Viagem, coordenadores e gestores estaduais da carteira têxtil do Sebrae, das duas regiões.

Segundo Érica Kovacs, do segmento de indústria do Sebrae, a idéia é indicar ações diferenciadas para atender as necessidades das empresas de agradar consumidores cada vez mais exigentes.

“A gente tem um concorrente forte que é a China. O país do continente asiático vem espalhando produtos no Brasil e precisamos adotar estratégias para proteger a indústria nacional, desenvolvendo produtos de melhor qualidade e maior aceitação pelos consumidores”.

Ela explicou que o Sebrae atua em sistema de parceria com governos estaduais, prefeituras e universidades públicas, disponibilizando as empresas consultorias e capacitações, para melhorar a competitividade do processo fabril.

A programação inclui debates sobre ameaça das empresas chinesas ao mercado nacional, inteligência competitiva e estudos de mercado.

O seminário será encerrado com visita dos participantes ao pólo de confecções do agreste de Pernambuco, que abrange três municípios, Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. A região concentra 70% da produção de vestiário do estado, gerando mais de 77 mil empregos diretos no setor.

O presidente do sindicato das indústrias de vestuário de Pernambuco, Fred Maia, informou que as peças produzidas no pólo do Agreste, cerca de 50 milhões por mês, são comercializada para todos os estados brasileiros, do Rio Grande do Norte ao Acre, representando um faturamento de R$ 1,4 bilhão anualmente.
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