Polícia Federal apreende remédios falsificados usados no tratamento de leucemia

O Lote Z0047 do Glivec teria sido adulterado por laboratórios clandestinos, que trocaram o medicamento por uma substância do tipo placebo.

Agência Brasil,
Rio de Janeiro - Agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio, da Polícia Federal, cumpriram hoje (13), em vários bairros do Rio, 11 mandados de busca e apreensão de falsificações do medicamento Glivec, produzido pelo laboratório Novartis.

Segundo denúncia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Lote Z0047 do Glivec teria sido adulterado por laboratórios clandestinos, que trocaram o medicamento por uma substância do tipo placebo (que não tem nenhum tipo de influência no organismo)

O Glivec é usado por pacientes com leucemia, um tipo de câncer que pode levar à morte, se não for tratado, e custa cerca de R$ 8 mil. O laboratório Novartis foi notificado pela Anvisa a recolher todos os produtos do lote no país.

Seis fiscais da Anvisa e seis servidores da Vigilância Sanitária do estado participaram da operação no Rio, em parceria com a Polícia Federal.

A agência recomenda aos usuários do remédio que, em caso de suspeita de uso do lote suspeito de falsificação, procurem imediatamente um médico para fazer uma reavaliação do quadro clínico, e entrem em contato com o Serviço de Informação ao Cliente do laboratório Novartis, pelo telefone 0800-888-3003.

De acordo com o Código Penal, a adulteração de medicamentos é considerada crime hediondo contra a saúde pública. Os fabricantes e distribuidores em situação irregular têm as atividades paralisadas e não podem fabricar, nem comercializar qualquer produto. As empresas podem também multadas em até R$ 1,5 milhão.
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