Polícia e MP fazem operação contra desvios na saúde na Prefeitura do Rio

Cinco mandados de prisão são cumpridos contra suspeitos de desviarem cerca de R$ 6 milhões.

Da redação, Estadão Conteúdo,

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) e a Polícia Civil realizam operação na manhã desta quinta-feira (23), para cumprir cinco mandados de prisão contra dirigentes do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas). Eles são acusados de cometerem crimes de peculato e lavagem de dinheiro em contratos na área da Saúde. A suspeita é de desvios de mais de R$ 6 milhões apenas com a Prefeitura do Rio, mas o grupo é investigado também por contratos com os Estados do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul, além da capital paulista.

Segundo o MP-RJ, foram presos o empresário Luis Eduardo da Cruz, acusado de ser administrador oculto da Iabas; sua esposa, Simone Amaral da Silva Cruz; Adriane Pereira Reis, apontada como "testa de ferro" do casal; Marcos Duarte da Cruz, meio-irmão de Luis; e Francesco Favorito Sciammarella Neto, também empresário.

De acordo com a denúncia, após a organização social receber verba pública para a prestação de serviços, contratava empresas pré-selecionadas comandadas pelo próprio grupo. Os pagamentos ainda seriam superfaturados.

Além da capital fluminense, o Iabas fechou contratos com os Estados do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul e com o município de São Paulo. A organização social já foi alvo da Operação Placebo, no fim de maio, que apura irregularidades na gestão de hospitais de campanha no Estado do Rio.

De acordo com a força-tarefa, a antiga gestão do Iabas atuou nas administrações de Eduardo Paes e Marcelo Crivella.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) do Rio se pronunciou sobre a operação. Em nota, a secretaria afirmou que "a Iabas foi desqualificada na gestão do prefeito Marcelo Crivella, que, ao assumir, herdou a contratação da gestão do prefeito anterior".

Segundo a pasta, "o motivo da desqualificação foi má gestão dos recursos públicos, gerando desassistência aos usuários". Ela ocorreu no fim de abril do ano passado, sendo que a Prefeitura ainda multou o instituto em R$ 27,9 milhões.

A reportagem aguarda posicionamento da Iabas e dos outros citados. O espaço está aberto para manifestações.

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