Manobra da oposição no Senado atrasa início das discussões sobre prorrogação da CPMF

Fiador do acordo com a oposição na Casa, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) prometeu conversar com Lula para recomendar o veto.

Agência Brasil,
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Marco Maciel (DEM-PE), José Agripino (DEM-RN) e Kátia Abreu (DEM-TO) conversam durante reunião.
Brasília - A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 ainda não entrou em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Desde o início da sessão, a oposição adotou a estratégia de atrasar ao máximo o processo de votação da matéria.

O pretexto para a oposição adiar as discussões foi a aprovação nesta terça-feira (13), pela Câmara dos Deputados, da medida provisória (MP) que permite o repasse de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para estados, municípios e organizações não-governamentais durante o período eleitoral.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), fez um protesto contra a medida. Alegando rompimento do acordo entre o governo e a oposição, que haviam acertado a derrubada dos repasses em época eleitoral durante a tramitação da MP no Senado, o tucano ameaçou iniciar um processo de obstrução das votações no Senado caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vete esse artigo ao sancionar o texto.

Fiador do acordo com a oposição na Casa, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) prometeu conversar com Lula para recomendar o veto.

A partir de então, senadores do PSDB e do Democratas pediram sucessivas questões de ordem para discutir o assunto e debaterem a substituição do senador Pedro Simon (PMDB-RS) pelo líder peemedebista, senador Valdir Raupp, na vaga de titular na CCJ.

Irritado com a demora da abertura do processo de votação da CPMF, o líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), cobrou do presidente da comissão, Marco Maciel (DEM-PE), agilidade no início das discussões.

“A oposição não tem mais o que discutir. Agora tem que relaxar e gozar”, afirmou o petebista, em paródia à declaração da ministra do Turismo, Marta Suplicy, sobre o impacto da crise aérea no setor turístico.
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