Culto ecumênico e celebrações religiosas marcam um ano do acidente com Boeing da Gol

Em nota, empresa afirmou "continua firme" em seus compromissos com as famílias das 154 vítimas do vôo 1907.

O primeiro ano do acidente que causou a morte das 154 pessoas que estavam a bordo do vôo 1907 da Gol será lembrado neste sábado (29) em todo país, por meio das mais diversas celebrações religiosas, incluindo um culto ecumênico no Jardim Botânico de Brasília.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Gol informou que ofereceu passagens e hospedagem aos familiares das vítimas que moram em outras cidades para que eles possam participar da celebração na capital federal. O convite foi feito por meio de carta.

Em Manaus, de acordo com o presidente da Associação da Região Norte de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (Arenpavaa), Camilo Barros, a data servirá para cobrar do poder público a assinatura do laudo técnico do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Segundo ele, parentes e amigos das vítimas da Gol esperam pelo documento há um ano. "Somente esse laudo poderá trazer a resposta sobre as causas e os responsáveis pelo acidente. Ainda está faltando a assinatura dos técnicos para se divulgar o resultado. Queremos saber quem deve ser punido por tudo o que aconteceu e impedir que essa tragédia acabe em pizza".

Barros informou que duas missas estão sendo organizadas em Manaus pelas famílias. Além disso, haverá um sobrevôo ao Norte de Mato Grosso, onde foram encontrados os destroços do Boeing da Gol que em 29 de setembro do ano passado se chocou com um jato Legacy.

"A maioria das famílias que vivem em Manaus optou por não participar desse sobrevôo. Na opinião de muitos deles, estar lá seria como reviver lembranças terríveis do dia do acidente".

Nesta sexta-feira (28), em nota, a Gol afirmou "continua firme" em seus compromissos com as famílias das 154 vítimas do vôo 1907. De acordo com a direção da empresa, até o momento, 32 acordos de indenização foram fechados.

De acordo com a Arenpavaa, do total de passageiros mortos, cerca de 40 deles viviam em Manaus.

* Fonte: Agência Brasil.
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