CPI: pode ter havido chacina em cadeia de MG

Cabo PM afirmou em depoimento que ouviu mais de 20 tiros sendo disparados pouco antes das luzes do presídio se apagarem.

O cabo da Polícia Militar Dueber Baptista de Oliveira, que estava de prontidão na guarita da delegacia de Ponte Nova na madrugada do massacre na cadeia pública da cidade, afirmou em depoimento que ouviu mais de 20 tiros sendo disparados pouco antes das luzes do presídio se apagarem.

Para o presidente da CPI do Sistema Carcerário da Câmara, deputado Neucimar Fraga (PR-ES), esta informação pode ser indício de que houve uma chacina. 

Segundo ele, após as mortes os corpos poderiam ter sido amontoados e queimados para dificultar a identificação. Fraga suspeita também que havia mais de uma arma na cadeia e que os presos usaram algum tipo de combustível para provocar o incêndio.

"É difícil acreditar que o fogo começou apenas com um palito de fósforo riscado e jogado em cima de um colchão. Se houvesse apenas uma arma com o grupo de presos agressor, como o outro grupo de 25 presos ficou inerte e não reagiu? Essas são algumas perguntas que esperamos ter as respostas ao longo das investigações", disse o deputado.

Os deputados da CPI vão ouvir no sábado às 9h, no Instituto Médico Legal de Belo Horizonte, os médicos legistas que fazem a identificação dos corpos dos 25 presos que morreram.

O massacre na cadeia pública de Ponte Nova teria começado por volta da 1h de quinta. Segundo as primeiras informações divulgadas pela polícia, um grupo de presos teria acuado e ateado fogo nos 25 detentos de uma facção rival.

Fonte: Terra
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