Autoridades ignoraram informações sobre suspeitos de ameaçar indigenista

Afirmaçao foi dada por membro da Univaja que convidou autoridades para uma reunião sobre os suspeitos, contudo nenhum órgão compareceu.

Da redação,
Reprodução rede social
Nota divulgada pelo Itamaraty menciona a possibilidade de desaparecimento ter sido causado por atividade criminosa.

As autoridades que atuam na busca pelo indigenista, Bruno Pereira, e pelo jornalista inglês, Dom Phillips, têm ignorado informações sobre os suspeitos do desaparecimento. A informação é do assessor jurídico Elieseo Marubo, da organização indígena União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).

Segundo Elieseo Marubo, a organização criou uma sala de situação para ajudar os órgãos oficiais e indicar nomes de suspeitos que já haviam ameaçado o indigenista no passado. No entanto, nenhuma das autoridades compareceu a reunião na manhã de hoje (7).

"Tenho percebido que as autoridades vieram para cá, mas não conversaram conosco. (...) Agendamos com a Polícia Federal, com a Marinha, e com o comando da Polícia Militar do Amazonas, às 8h aqui. Ainda não apareceu nenhum deles aqui. A intenção seria, a partir dessa sala, iniciar a coordenação dos trabalhos e informar o nome dos suspeitos e indicar onde eles podem ser encontrados", afirmou Marubo.

Hoje, o Itamarty divulgou uma nota sobre o desaparecimento de Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, na Amazônia. O texto menciona a possibilidade de crime e diz que “na hipótese de o desaparecimento ter sido causado por atividade criminosa, todas as providências serão tomadas para levar os perpetradores à Justiça”, diz a nota.

Sobre não comparecer a reunião da Univaja, a Marinha afirmou que acredita "que a informação esteja equivocada" e não publicou nota. O coronel do Comando Militar da Amazônia (CMA), André Terra, disse que é preciso ver com quem os representantes da Univaja entraram em contato. Segundo ele, "a preocupação do Exército nesse momento são as buscas, e qualquer informação nesse sentido é de grande importância". 

 A Polícia Federal não se pronunciou sobre o assunto.

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