Escola de Natal convida estudantes a cancelarem a cultura do cancelamento

Gerlane Lima,

O convite é inusitado. Enquanto a cultura do cancelamento ganha corpo na internet, uma escola de Natal estimula os alunos a cancelarem essa prática. Isso porque, segundo profissionais da educação, a ação que está na moda pode afetar os jovens e até comprometer a aprendizagem.

Em evidência, principalmente nas relações virtuais, o cancelamento é a atitude de negar o outro por eventuais erros antes mesmo de oportunizar reparação. Porém, a gestora educacional do Complexo Educacional Contemporâneo, Mônica Guimarães, alerta que esse sentimento de exclusão não é positivo para ninguém.

“A ação do cancelamento pode trazer consequências negativas tanto para quem é cancelado como para o ‘cancelador’, já que o sentimento de pertencimento no grupo faz parte do desenvolvimento humano, principalmente nessa fase, e conviver com a intolerância não é nada legal”, explica ela.

Para chamar a atenção dos jovens, o Contemporâneo tem tratado do tema em sala de aula, como já fazia com o bullying. “Ambos são construções sociais que determinam comportamentos ruins, que vão desencadear sentimentos negativos, exclusivos e preconceituosos em relação ao outro”, define Mônica.

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Segundo Marianny Andrade, dirigente da escola, a ideia com a abordagem é oferecer espaços saudáveis para que se possa fomentar a construção do diálogo, já que “é a partir dele que os sentimentos de pertencimento se constroem”. Para ela, “cabe ao colégio propiciar debates construtivos e alimentar o sentimento de perdão, resiliência e gratidão”. 

A provocação tem por objetivo surtir efeito a curto prazo: o estabelecimento de um desenvolvimento saudável da consciência entre os jovens, de forma que eles consigam gerar vínculos com o próximo, aceitar suas questões e elaborar as diferenças. Tudo para que antes de pensar em cancelamento, eles consigam cancelar esse pensamento.


RN ganha 1º núcleo de pesquisa em análise do comportamento e autismo

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Com o objetivo de criar um ambiente favorável ao atendimento à comunidade autista e à capacitação profissional, a clínica Núcleo Desenvolve acaba de lançar o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Análise do Comportamento (Nepac).

A ideia foi despertada em função da atual incidência de diagnósticos de pessoas com autismo no mundo. Além disso, a terapia baseada na análise do comportamento é a que possui maior evidência científica para o acompanhamento de pessoas com autismo.

Em países desenvolvidos, a análise do comportamento é altamente disseminada, enquanto no Brasil ainda há escassez de tratamentos e profissionais. "Vimos a necessidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo no RN", diz Weslley Quirino, diretor de Pesquisa do Nepac.

O Núcleo é composto por um grupo transdisciplinar de professores pesquisadores, estudantes universitários de iniciação científica, pós-graduandos, especialistas, mestres e doutores. Atualmente a equipe conta com psicólogos, terapeutas ocupacionais, médicos, profissionais de Educação Física, fonoaudiólogos e pedagogos.

Atendimento à comunidade

"O Nepac tem, ainda, o projeto de extensão Desenvolver e Incluir, que é direcionado para benefício comunitário", ressalta o diretor. "Contamos com uma equipe que planeja as atividades de forma unificada e personalizada para cada paciente", continua.

"Além disso, atuamos na capacitação profissional de atendentes terapeutas em análise do comportamento, melhorando, assim, a qualidade de vida das pessoas com autismo, e com desenvolvimento técnico-científico global, por meio da pesquisa, e profissional, com a capacitação", afirma Weslley.

Por meio do Desenvolver e Incluir, pessoas com autismo que não têm condições de financiar o tratamento recebem atendimento transdisciplinar de forma gratuita. As famílias que desejam participar e profissionais que querem ser voluntários podem entrar em contato pelo e-mail [email protected]


Pediatra explica cuidados básicos com as crianças no verão

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Chegou o verão, a estação mais quente do ano, e junto com ela chegaram também os cuidados necessários que os papais e mamães devem ter com a exposição ao sol pelos pequenos.  Esse alerta serve para evitar sérias consequências à saúde das crianças, como insolação, queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele. A pediatra do Sistema Hapvida, Dra Kallydya Fonseca, ressalta que existem horários adequados para os menores tomarem sol.

''O recomendado é antes das 10h da manhã e após as 16h da tarde, isso porque durante esse período os raios ultravermelhos são menores e, consequentemente, existe uma diminuição no risco de câncer de pele e até queimaduras. É super importante respeitar esse horários'', afirma. Seja na praia ou na piscina o que não pode faltar na bolsa para a criança é, principalmente, o protetor solar. Os itens são citados pela especialista como indispensáveis e essenciais para o lazer com segurança. 

''O principal é o uso do protetor solar cerca de 30 minutos antes da exposição e ter o retoque a cada 2 horas. Mas, os familiares devem complementar com chapéu, viseiras, roupas com proteção solar e os óculos'', detalha a pediatra do Hapvida.

Outro fator importante e indispensável é a hidratação do corpo. Com a chegada do verão é preciso manter uma alimentação saudável e refeições ricas em frutas, verduras e bastante líquido.

''É necessário ter cuidado com alimentos industrializados. Às vezes a criança fica brincando e esquece de comer ou beber água, então é fundamental oferecer a eles sucos naturais, por exemplo'', enfatiza Dra Kallydya Fonseca. Após a diversão, as crianças têm a mania de ficar com o biquíni ou sunga molhados e isso pode ser prejudicial.

''Depois do banho de mar ou piscina é importante evitar ficar com a roupa molhada para não propiciar infecções fúngicas como as micoses. É importante trocar por uma roupa sequinha assim vai evitar também as famosas brotoejas, bem comuns no verão. Nós sabemos que nesse período também é comum o surgimento de algumas doenças como as arboviroses, dengue, zika e chikungunya, além das gastroenterites, dermatites e otites. Ao primeiro sintoma de fragilidade é importante procurar o médico especialista'', finaliza a médica.


Ceia de Natal: substituindo alimentos tradicionais por uma alimentação mais saudável

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O Natal é o momento de reunir a família em volta da mesa e agradecer pelo ano que passou, avaliando as perspectivas para 2021. A ceia é tradição, na maioria dos lares, e a escolha dos alimentos saudáveis deve ser a opção mais correta para manter a saúde em dia.

Dentro das metas estabelecidas para o novo ano, fique atento à alimentação saudável, uma vez que segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual da população brasileira com mais de 20 anos considerada obesa mais que dobrou entre 2003 e 2019. Para o nutricionista do Sistema Hapvida, Dr. Alexandre Neves é importante escolher cada item da ceia com cuidado e atenção. “Os pratos tradicionais de uma ceia são bastante variados, mas também mais gordurosos e calóricos, podendo interferir nos níveis de alguns nutrientes do organismo e ocasionar um ganho de peso significativo nesta época do ano”.

Mas isso não significa uma privação total ou parcial em relação à ceia de Natal. É possível desfrutar por completo dessa época do ano, sem descuidar da saúde. “Para isso, as substituições, tanto de ingredientes, quanto de pratos inteiros são uma opção viável”, disse o nutricionista.

O especialista deu algumas dicas de substituições alimentares que não vão interferir tanto no cardápio de Natal. Use tempero caseiro e evite óleo, na sobremesa, menos leite condensado e creme de leite, modere no sal, açúcar e álcool. Confira mais dicas:

PARA A ENTRADA: Salpicão light e saladas com sementes;

PRATO PRINCIPAL: Carnes magras;

SOBREMESAS DE NATAL: A melhor opção seria tentar fazer escolhas mais saudáveis, como frutas ou fugir de sobremesas industrializadas, mas para aqueles que não conseguem abrir mão dos doces, a principal dica é buscar moderação.


O AVC é a quarta doença que mais mata no Brasil

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Imunidade infantil é tema da coluna Estar Bem

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Outubro Rosa serve de alerta para as mulheres e para os homens

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Estar Bem: Mês de setembro chama a atenção para a conscientização sobre o câncer infantojuvenil

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Especialistas alertam para o estímulo ao desenvolvimento pedagógico em casa até volta às aulas

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Vitamina D: dermatologista orienta como adquirir a substância da melhor forma

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Divulgação
Tomar sol, é uma das formas de garantir a produção da vitamina D, mas é preciso ter alguns cuidados.

A Vitamina D voltou a ganhar destaque por causa da pandemia do novo coronavírus e por ter um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico. Tomar sol, é uma das formas de garantir a produção da vitamina D, mas é preciso ter alguns cuidados para não se expor a radiação solar de maneira prejudicial.

''Para que ela se transforma na sua forma ativa precisa da radiação presente no sol chamada de UVB que só está presente das 10h da manhã às 14h da tarde e não ao longo de todo o dia. Essa mesma radiação é responsável também pela formação do câncer de pele, por isso oriento de forma correta, eficiente e protegida'', afirma a dermatologista do Hapvida Saúde, Mirella Fulco.

A especialista reforça '' a pessoa sempre vai expor a uma parcela do sol referente, por exemplo, a região do dorso da mão. Nunca regiões que são fotoexpostas diárias, como normalmente o paciente expõe rosto, braços, colo, a radiação no dia a dia, essas partes devem evitar. Esse nutriente que tem como principal função permitir que o cálcio seja absorvido para manter a saúde dos ossos, é associado com outras doenças.

"A vitamina D vai estar associada, por exemplo, às doenças cardiovasculares e os estudos mostram que também estão associadas aos quadros depressivos. Por isso, os benefícios devem ser levados em consideração já que o ideal é se expor, diariamente, no período das 10h às 15 horas, mas somente por 10 a 15 minutos, sem proteção solar'', explica a médica.

 A substância é responsável também por outras atividades, trabalhando como reguladora do crescimento, sistema imunológico, cardiovascular, músculos, metabolismo e insulina.  Pode até ser encontrada em alguns alimentos, como peixes gordurosos, óleo de fígado de bacalhau, leite, ovos, mas como a quantidade é pequena '' é necessário o consumo de grandes quantidades desses alimentos. Por isso, a principal fonte no nosso organismo vem da ação da luz solar", orienta a dermatologista Mirella Fulco.


Retorno das crianças às atividades precisa ser gradual, diz psicóloga

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Com o início da flexibilização das normas de distanciamento social no Estado e a expectativa de retorno às aulas escolares em agosto, as famílias devem começar a se preparar para o "novo normal" com as crianças.

Se a pandemia e o confinamento foram repentinos e geraram uma difícil adaptação, pode-se dizer que agora, mais de 100 dias depois da nova realidade, o desafio será voltar às ruas, à escola, ao trabalho e às demais atividades sociais.

Isso porque, apesar da flexibilização e da melhoria dos índices de transmissibilidade, a pandemia ainda é uma realidade, com muitos casos de infecção pelo novo coronavírus registrados diariamente no estado e no País.

"Tudo precisa ser feito de forma gradual, visando um menor impacto negativo no desenvolvimento das crianças", ressalta a psicóloga e analista do comportamento Luanna Martins, diretora do Núcleo Desenvolve.

"Estamos em constante adaptação, e nosso trabalho neste momento também será o de preparar a criança para este retorno e também o de orientar as famílias na condução deste processo", explica.

O Núcleo Desenvolve é uma clínica transdisciplinar com foco em Intervenção Comportamental de crianças e adolescentes. Como atende muitas famílias que convivem com o autismo, por exemplo, tem se preocupado com o impacto da nova rotina na vida dessas pessoas.

"A rotina é muito importante para pessoas com Transtorno do Espectro Autista", lembra Luanna. "A previsibilidade dos eventos facilita no lidar das demandas e estímulos, por isso deve-se manter uma rotina até mesmo nas coisas mais simples, como horários de comer, brincar e atividades de autocuidado", completa, ressaltando que isso irá facilitar uma nova readaptação.

Sobre a saúde mental das famílias de um modo geral, Luanna acredita que, ao chegarmos ao fim deste período de tantas incertezas, precisaremos trabalhar muitas sequelas que vão além da saudade dos parentes e amigos."Além do medo em retomar o convívio social, é provável que demandas como transtornos de ansiedade, depressão, pânico, insônia, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e outras consequências psicológicas venham a surgir em maior escala após esse período de tantas mudanças", prevê.


Treino além do corpo: 7 dicas para cuidar da saúde mental em meio à pandemia

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O cenário atual de pandemia e isolamento social pode afetar negativamente a saúde mental. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, houve um aumento de cerca de 48% nos atendimentos durante esse período. 

Por isso, mais do que nunca, é um momento crucial para preocupar-se com a própria saúde mental e colocar em prática o autocuidado, ou seja, assumir como hábito um papel ativo na proteção do próprio bem-estar e felicidade. Saber que esse cuidado é importante é apenas o primeiro passo. Por isso Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial, dá algumas dicas de como colocar o cuidado da saúde mental em prática.

1. Comunicar-se 

Apesar de precisar se isolar socialmente, isso não significa parar de se conectar com as pessoas. Se tiver mais tempo livre do que o normal, é importante dedicar parte dele para construir novos relacionamentos ou retomar algum contato. A dica da especialista é fazer uma lista das pessoas queridas e se comunicar digitalmente com elas. É uma atitude que pode beneficiar ambos. 

Outra sugestão para continuar relacionando-se com as pessoas nesta época é ingressar em uma comunidade on-line para se conectar com pessoas com interesses em comum. 


2. Usar a criatividade

Este é o momento perfeito para explorar hobbies. “Canalizar energia e emoções para a criatividade pode ser muito terapêutico e produzir bons resultados”, explica Liora. As opções são as mais diversas: pode ser um projeto de montar ou construir algo, fotografia, artes e artesanato, escrita ou cozinhar. Alguma atividade simples que acalme a mente e traga alegria, para fazer sempre que possível.

Ainda explorando a criatividade, é interessante reservar um tempo para introspecção. Começar um diário ou um caderno de ideias pode ser uma ótima maneira de praticar a criatividade, e ainda documentar eventos importantes, pensamentos e sentimentos com o passar do tempo. Manter um diário bem organizado pode ser extremamente gratificante, além de ser útil para o dia-a-dia. 


3. Cuidado com o excesso de informações

O conteúdo consumido diariamente é semelhante à comida: assim como alimentos ruins fazem mal ao organismo, pode acontecer o mesmo com informações negativas. 

O fluxo constante de notícias, mídias sociais ou mensagens de WhatsApp podem causar ansiedade em algumas pessoas. Se esse for o caso, a orientação da especialista é questionar o que está fazendo mal e dar uma pausa. Algumas dicas práticas são: reduzir o consumo de notícias, silenciar conversas ou limitar o tempo gasto percorrendo as mídias sociais.


4. Encontrar momentos de paz

A meditação é uma ferramenta clássica para limpar a mente e lidar com pensamentos ansiosos. Quando praticada com frequência, também pode ajudar a lidar com situações inesperadas de maneira mais calma e consciente. 

Para ajudar a acalmar e direcionar a cabeça neste período, o Freeletics conta com o Coach da Mente, também baseado em inteligência artificial, a ferramenta traz cursos e exercícios em áudio que tratam de temas como: estabelecer rotinas, lidar com contratempos, gerenciar o estresse, melhorar o foco e  qualidade do sono para ajudar os usuários a desenvolver corpo e mente em busca de um estilo de vida mais saudável, como um todo, a longo prazo.

Outras ideias de atividades calmantes incluem ler, caminhar e encontrar um novo podcast favorito.


5. Criar um hábito

Muitas vezes, no dia-a-dia normal, as pessoas se dizem muito ocupadas para seguir hábitos saudáveis, como cozinhar, fazer exercícios com regularidade e meditar. Ao conseguir mais tempo livre em casa, surge a oportunidade perfeita para colocar bons hábitos de volta nos trilhos.

É a hora de começar, por exemplo, um ritual matinal que pretende transformar em hábito ou estabelecer um novo horário de dormir, para acordar mais revigorado.


6. Ser produtivo

Muitas tarefas que são sempre adiadas podem ser eliminadas da lista de afazeres com o tempo livre que foi encontrado. Aprender uma nova habilidade ou idioma, trabalhar naquele projeto parado ou fazer uma limpeza, aproveitando para doar itens não mais usados. Nesse contexto, a progressão de habilidades e a produtividade podem ser bastante gratificantes, além de evitar que a mente se ocupe com assuntos que estão fora do controle.

Mas a especialista alerta: não é preciso ser produtivo o tempo todo. Se a vontade for relaxar e não fazer nada para aliviar o estresse, reserve um tempo para fazer exatamente isso.


7. Faça concessões

Por último, mas não menos importante, uma das formas mais comuns de autocuidado é fazer concessões, ou seja, deixar-se fazer o que der prazer. Podem ser os filmes ou livros favoritos, uma guloseima deliciosa, ou simplesmente tomar um banho quente, cuidando do corpo. Grandes ou pequenas, todas as atitudes feitas em busca do bem próprio, podem ter impacto positivo na saúde mental.


Sobre o Freeletics

O Freeletics foi fundado em 2013 com a missão de desafiar e inspirar as pessoas a se transformarem na melhor versão de si mesmas, tanto mental quanto fisicamente. Desde então, a empresa se tornou líder em coaching de treino e estilo de vida com uso de Inteligência Artificial (IA). Hoje o Freeletics conta com 40 milhões de usuários em mais de 160 países. O aplicativo Freeletics não é apenas o aplicativo fitness nº 1 da Europa, mas também oferece a mais avançada tecnologia de IA do mercado. Ele coloca um personal trainer no seu bolso, permitindo que você treine a qualquer hora, em qualquer lugar, com planos e exercícios super-personalizados. Sua tecnologia de IA permite que o aplicativo aprenda com seus 40 milhões de usuários e seus feedbacks individuais, para atender a todos de forma personalizada. Assim, são desenvolvidas Training Journeys inteligentes e projetadas de forma exclusiva para cada usuário, até o último exercício.

Para mais informações sobre o Freeletics, acesse www.freeletics.com. Para baixar gratuitamente o aplicativo Freeletics, visite a App Store ou a Google Play Store. Para ganhar uma assinatura e testar o aplicativo, por favor, entre em contato.



Educador físico orienta pais sobre melhores atividades para crianças na quarentena

Gerlane Lima,

Se a prática regular de atividade física na infância e adolescência é fundamental para o desenvolvimento comportamental e biológico, na pandemia ela é sinônimo de preservar a saúde mental. Por isso, é essencial que as famílias readequem suas rotinas em casa para garantir que os filhos continuem em movimento.

O coordenador de Educação Física do Núcleo Desenvolve, Weslley Quirino, explica que o desenvolvimento comportamental está relacionado com benefícios nos aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais. Como benefícios biológicos, se tem o aumento da plasticidade cerebral e a redução dos riscos de doenças metabólicas, como hipertensão, diabetes e obesidade.

"A mudança de rotina em função do novo coronavírus trouxe inúmeros desafios, principalmente o de nos mantermos fisicamente ativos", constata o profissional. "Usar a criatividade com seu filho e afastar os móveis da sala valem a pena e são fundamentais, especialmente com brincadeiras e jogos que necessitem de movimentos motores".

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Para o educador físico, os elementos fundamentais aliados de uma boa prática de atividade física em casa são: um espaço seguro para evitar riscos de acidentes; uso de roupas leves e confortáveis; garrafinha de água sempre disponível para manter a hidratação e bons hábitos alimentares. "Dessa forma, conseguimos manter as crianças e adolescentes saudáveis e a estimulação comportamental", reforça.

No caso das crianças e adolescentes com autismo, as atividades físicas são especialmente importantes pela aquisição de repertórios comportamentais e aumento da conectividade cerebral. "Vários estudos apontam melhoras significativas na interação social, comunicação e na redução do comportamento repetitivo", explica Weslley. 

"Pesquisas também mostram que, pelo fato de apresentarem baixa atividade em algumas áreas cerebrais, a prática regular de atividade física pode aumentar a neuroplasticidade".

Dicas de brincadeiras motoras indicadas para as crianças na quarentena:

- Amarelinha;
- Boliche;
- Twister (brincadeira que mescla coordenação de mãos e pés, com cores e jogo de cintura);
- Caça ao tesouro;
- Futebol;
- Passar por baixo de cabana de lençol;
- Saltar corda;
- Morto-vivo;
- Estátua;
- Ciranda;
- Teia de aranha (com barbante ou elástico);
- Corrida de saco;
- Just Dance (série de jogos de ritmo disponíveis na internet);
- Batata quente.


Filhos autistas ensinam a ver mundo com mais empatia, relatam mães

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aA pandemia e o isolamento social têm criado um vínculo ainda mais forte entre mães e filhos. Com muitas trabalhando em casa e as crianças sem suas atividades presenciais, a convivência tem sido desafiadora e oportuna para reforçar valores importantes.

Para mães de crianças e adolescentes com autismo, o confinamento tem proporcionado mais que a responsabilidade de preservar a rotina em casa e garantir a continuidade dos acompanhamentos. A maneira singular como enxergam o mundo pode ensinar sobre empatia e solidariedade mais do que qualquer outra experiência. 

"Ser mãe de uma criança com autismo é desafiador, mas a gente começa a enxergar o mundo de outra forma, mais leve, humana, até inocente", define a enfermeira Eliemara Lopes. A mãe de Cauã, 8 anos, percebe nele um coração sem maldade, sincero e verdadeiro. "É linda a forma como veem o mundo, apesar das dificuldades".

"Na verdade, ser mãe é uma grande aventura; o autismo apenas deixa a aventura com muito mais emoção", define esta experiência a psicopedagoga Claudia Montgomery, mãe de Davi, 10 anos. "Ser mãe de um autista é ser resiliente todos os dias, se reinventar, acreditar e perseverar", acrescenta.

Claudia conta que a vontade de ver o progresso do filho supera todos os obstáculos. "Aquele sorriso, aquele olhar, aquilo dito em palavras ou gestos, a alegria no compartilhar e no afeto, isso tudo transforma e transborda em amor mútuo", afirma.

Para Eliemara e Claudia, o mundo pós-pandemia ideal é um lugar com mais respeito. "Que as pessoas aprendam que não são melhores que as outras, que enxerguemos o próximo com suas dificuldades e limitações", deseja a enfermeira. "Que haja mais empatia e respeito, e o amor e a solidariedade sejam um bálsamo para os corações aflitos", completa Claudia.

As mães no processo terapêutico

Na vida e no acompanhamento das crianças com autismo, as mães são parte fundamental. Para a psicóloga Luanna Martins, diretora do Núcleo Desenvolve, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é um estilo de vida, portanto passar horas com o terapeuta não é suficiente. "As mães têm papel muito importante ao colocarem em prática todos os princípios no dia a dia com a criança", ressalta.

"Quando a mãe 'compra a ideia', a intervenção tem efetividade muito maior e a família se torna uma extensão da terapia", diz Luanna. "A criança consegue avançar de maneira notável, apresentando redução dos comportamentos inadequados, adquirindo novos repertórios e generalizando os comportamentos aprendidos no contexto da terapia".


Como controlar a ansiedade e não descontar na comida durante a quarentena

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 10% da população brasileira já apresentou sintomas característicos de ansiedade nos últimos anos, número que deve crescer com a crise que estamos enfrentando devido a todas incertezas que este período traz.

Perda ou aumento de apetite são queixas comuns de pessoas que sofrem ou já sofreram de ansiedade, um desequilíbrio alimentar tem relação direta com a saúde do corpo e da mente. Ganho ou perda de peso, falta de sono e estresse, microbiota intestinal desregulada, anemias, estufamento do abdômen e má digestão são algumas das consequências do problema. Para minimizar os sintomas da doença, a nutrição e a alimentação saudável podem contribuir significativamente para a melhora.

Marcela Mendes, nutricionista do Mundo Verde, rede de produtos naturais e orgânicos, dá dicas de como controlar e amenizar os sintomas:

Açúcar:  A procura por alimentos à base de açúcares é sem dúvida parte da rotina de pessoas ansiosas, uma vez que ele é capaz de estimular o cérebro e causar a sensação de prazer e bem estar. Mas, ele com certeza não é a melhor opção para se livrar dos sintomas. Substitua por alimentos ricos em triptofano. O aminoácido está relacionado com a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade e é encontrado facilmente em alimentos como a banana, cacau, oleaginosas, semente de girassol, quinoa e ovos.

Chás: Existem diversos tipos de chás relacionados ao relaxamento e redução da euforia, como o chá de camomila, melissa, erva doce e folhas de maracujá. No entanto, é importante de consumi-los puros, sem adição de açúcares e adoçantes.

Suplementos: Se preferir fazer uso de produtos encapsulados escolha entre suplementos a base de zinco, vitaminas do complexo B, triptofano, canela e magnésio estão na lista de aliados ao combate à ansiedade e depressão. Eles estimulam a produção de serotonina, ajudam a regular hormônios e as nossas emoções.

Saúde intestinal: Este é um ponto extremamente relevante quando o assunto é estado de humor e ansiedade. Invista em probióticos de qualidade e fibras para estimular seu bom funcionamento. Um intestino saudável pode facilitar a absorção de nutrientes e a produção de substâncias como: serotonina, dopamina e gaba, que têm relação direta com a ansiedade e depressão.

Mude seus hábitos: aos poucos, mas mude com consciência. Não pule refeições e não faça jejum sem orientação, isso pode gerar mais frustrações e perda de controle.

Estabeleça metas saudáveis: Faça um plano diário ou semanal do que comer, a quantidade ideal, as variações de alimentos e horário. O ato de organização pode te ajudar a diferenciar melhor a sensação de fome x vontade de comer e então, trará mais controle e confiança sobre si, reduzindo a ansiedade.

O Mundo Verde, maior rede especializada em produtos naturais e orgânicos da América Latina, é referência em qualidade de vida e alimentação saudável.


Nutricionista dá dicas de atividades e alimentos para crianças na quarentena

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Especialmente na quarentena, uma alimentação equilibrada e variada é essencial para a manutenção da saúde das crianças. Se ela é responsável, em qualquer tempo, por ajudar no desenvolvimento físico, psíquico e social, nestes dias de confinamento para enfrentar a COVID-19 torna-se imprescindível para a imunidade e a saúde mental.

A nutricionista Izabelle Oliveira, da Escola Lápis de Cor, orienta sobre como as crianças devem comer e dá algumas dicas importantes às famílias. Primeiro, é preciso ter em mente que o ideal é fazer de cinco a seis refeições diárias, incluindo alimentos de todos os grupos (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais), oferecidos de forma variada, preferencialmente em pratos bem coloridos, garantindo uma boa oferta de nutrientes.

Beber água regularmente e praticar exercícios físicos em casa também são essenciais e complementam uma boa alimentação. "Estimule seu filho a ser ativo, com jogos e brincadeiras", orienta Izabelle. "Para oferecer uma alimentação mais nutritiva, busque sempre 'descascar mais e desembalar menos', assim você terá a natureza ajudando à saúde", completa.

A rotina também é muito importante. "As refeições devem ser realizadas em horários regulares, e devemos ter muito cuidado para que as 'beliscadas' não atrapalhem as refeições principais e comprometam o equilíbrio nutricional", alerta.

"A rotina escolar não parou, está adaptada, então os nossos estudantes continuam acessando conteúdos que incluem a alimentação, como já ocorre na escola", explica a nutricionista. Além disso, as famílias receberam receitas e orientações especiais para momentos de culinária com as crianças.

Atividades que os pais podem fazer com as crianças:

- Receitas que incentivem o consumo de novos alimentos;

- Arrumar a mesa, valorizando o momento das refeições;

- Piqueniques, arrumando o lanche na varanda ou em outro ambiente da casa;

- Estabelecer horários regulares para as refeições, influenciando na quantidade ideal consumida.

Alimentos que fortalecem o sistema imunológico:

- Frutas cítricas: acerola, kiwi, laranja, limão etc (fontes de vitamina C, antioxidante que auxilia na defesa do organismo);

- Vegetais verde-escuros e feijão: espinafre, brócolis e couve (ricos em ácido fólico, nutriente importante na formação de glóbulos brancos);

- Nozes, castanhas e amêndoas (ricos em zinco e vitamina E, que fortalecem o sistema imunológico);

- Iogurtes (recompõem as bactérias benéficas da microbiota intestinal e aumentam a imunidade).

Alimentos que devem ser evitados pela baixa qualidade nutricional:

- Balas, chicletes e pirulitos (ricos em açúcar, contribuindo para o diabetes e a obesidade);

- Refrigerantes e sucos artificiais (possuem quantidade elevada de açúcar e aditivos químicos e muitos elementos antinutricionais, podendo interferir na absorção de nutrientes);

- Salgadinhos industrializados (possuem altos teores de sódio e gordura, podendo elevar a pressão e causar dislipidemias e obesidade);

- Biscoitos recheados (apresentam grande quantidade de açúcares e gorduras, contribuindo para a cárie, diabetes, dislipidemias e obesidade).


Como manter o equilíbrio emocional diante da pandemia do coronavírus

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A pandemia do novo coronavírus tem deixado o mundo inteiro em estado de alerta. A Covid-19 está presente em vários países, contaminou mais de 700 mil pessoas e matou mais de 34 mil. Ficar de quarentena como forma de combate à doença é uma situação nova para a população, que além do isolamento social também está com medo e insegurança. Para lidar com esta situação caótica da melhor maneira possível é preciso que todos fiquem atentos à saúde mental.
 
De acordo com a psicóloga do luto do Grupo Vila, Beatriz Mendes, diante de uma crise, como a provocada pela pandemia, a sensação de controle e o senso de segurança ficam abalados e a ideia de morte, tão distante para maioria das pessoas, fica mais próxima. “Rompe-se um pouco com a ilusão de total proteção que tínhamos. O Covid-19 acarreta uma ameaça física real e também uma ameaça à continuidade da vida conforme conhecíamos. Então é natural e até mesmo adaptativo que, diante desse quadro, a gente se sinta preocupado e temeroso”, afirma.
 
Por outro lado, de acordo com ela, torna-se fundamental enxergarmos o caráter protetivo desse medo. “Quando o medo nos ajuda a tomar atitudes de proteção, autocuidado e cuidado com o coletivo, é uma emoção que ajuda a nos adaptarmos ao novo. Além disso, entender que estamos tomando as medidas necessárias de proteção, evitando riscos e construindo hábitos saudáveis, também estamos lidando com ações positivas e capazes de mitigar as perdas decorrentes do adoecimento”, explica.
 
Para encarar esse momento de muitas mortes acontecendo, que traz medo e pânico nas pessoas, a psicóloga do luto fala que é importante voltarmos o nosso olhar para o potencial de casos que estão em processo de cura. “Também devemos sempre validar e observar que o que já estamos fazendo de modo a nos proteger e protegermos o coletivo ajuda a resgatar e construir algum senso de amparo para nós, além de percebermos que isso refletirá na suavização dos danos e perdas”, destaca Beatriz Mendes.
 
Ao saber que algum parente ou amigo está com a doença muitos podem cair em desespero. Para isso Beatriz Mendes orienta que é fundamental buscar informações verídicas e concretas sobre a situação de saúde do familiar ou amigo. “Para aliviar o desespero e as preocupações, devemos nos aliar à tecnologia para aproximar o contato e manter um fluxo seguro de informações sobre o ente querido adoecido”, recomenda. “Não vai contribuir muito se ficarmos fixados na pior situação de modo antecipado. É preciso viver um dia de cada vez, tomando todos os cuidados necessários. E mesmo que nosso desejo seja estar perto, é fundamental lembrar que o isolamento social é uma questão de cuidado e segurança conosco e com o coletivo”, lembra.
 
Ainda segundo Beatriz Mendes, as pessoas devem entender o verdadeiro sentido da quarentena. “Há um propósito maior e coletivo em pararmos, ficarmos em casa nos cuidando. É um tempo de recolhimento para que o retorno à nossa rotina seja o mais breve possível. E ainda que em casa, podemos estabelecer um cotidiano e perceber que várias coisas ainda permanecem sendo nossas. Estamos vivos e aprendendo, todo dia, novas formas de viver e enfrentar o que vai surgindo”, reflete.
 
A psicóloga do luto do Grupo Vila ressalta que o recolhimento social não se trata da ruptura de vínculos afetivos. “Sejamos criativos para mantermos nossas demonstrações de afeto e utilizemos todos os recursos que o mundo virtual disponibiliza para estarmos junto de quem amamos e nos fazem bem”, frisa. Diante de tudo o que está acontecendo, é de fundamental importância buscar ajuda profissional quando for necessário. “Existem vários profissionais de saúde mental disponibilizando atendimentos virtuais. Além de muitas ações de apoio emocional com profissionais competentes para conduzir um suporte telefônico ou on-line. Cada um deve buscar informações sobre essas assistências na sua região”, recomenda Beatriz Mendes.


Pedagoga defende que quarentena seja uma grande lição para o convívio familiar

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Com a determinação do Governo do RN que suspendeu as aulas nas redes privada e pública do estado, na terça-feira (17), em virtude do avanço do coronavírus, as crianças estão em casa com suas famílias, na chamada quarentena. Como a orientação é de que não se trata de um período de férias, mas de reclusão e cuidados redobrados, é preciso repensar e reprogramar os próximos dias.

A pedagoga Luciana Queiroz afirma que esta deve ser uma grande lição para o convívio familiar. "Essa fase vai passar, mas pode nos deixar o ensinamento de que a família é importante para todos, principalmente para uma criança que está em formação de hábitos para a vida", diz.

Para ela, neste período é importante estabelecer uma rotina com as crianças, mesmo longe da escola. "Não estamos acostumados a ficar em casa por tantas horas do dia, e no momento que é lançado esse desafio, todos ficam inquietos e se questionando sobre o que fazer para administrar o tempo", afirma.

De acordo com Luciana, que é coordenadora pedagógica na Escola Lápis de Cor, é preciso manter a rotina, por exemplo, nos horários de dormir e acordar. "Se a criança dorme tarde, fica propícia e uma disfunção hormonal, podendo acarretar a falta de concentração e a mudança de humor, o que pioraria a permanência em casa", alerta.

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A alimentação deve ser ainda mais balanceada e rica em frutas, legumes, água e sucos, evitando os alimentos ricos em açúcar e gordura, sobretudo na ausência de práticas esportivas e brincadeiras livres, como corridas e bicicleta.

"É um momento das famílias aproveitarem para conversar com seus filhos, comer à mesa, observar o banho e reconhecer algumas particularidades deles, pois no dia a dia e na correria cotidiana muitas situações são camufladas para todos", afirma a pedagoga. "Precisamos tirar dessa situação pontos positivos, como o envolvimento de todos da família num diálogo produtivo".

Luciana explica, ainda, que é possível estabelecer atividades pedagógicas na rotina da casa: a organização dos pertences das crianças é um exemplo. "Pode-se organizar as roupas e os calçados observando os números presentes, as cores, as variedades, com um objetivo educativo e pedagógico, levando-as a ordená-los", mostra.

"Também é possível ensinar a arrumar a cama, dobrar os lençóis, organizar os brinquedos com todos os atributos essenciais na educação infantil: cores, formas e tamanhos", acrescenta a pedagoga. Para ela, é um momento oportuno inclusive para o que chama de educação socioemocional. "Faça questionamentos como: há quanto tempo você não usa esse brinquedo? Se a criança não lembrar, faça-a refletir se não poderia doá-lo".

Por fim, ela orienta que atividades de representação de escrita (desenhos) sejam realizadas com horários preestabelecidos, propiciando um momento específico de concentração. "Também os jogos educativos são essenciais nesse período, porque envolve todos os componentes familiares, como quebra-cabeça e jogo da memória".


Coronavírus: saiba quando ir a uma unidade hospitalar

Gerlane Lima,
Divulgação
Coronavírus pertence a família de vírus chamada de Coronaviridae e tem causado doença respiratória.

Com a chegada do Covid-19 no Brasil, vários estados já estão monitorando os pacientes com casos suspeitos e, por outro lado, a população também já está em alerta. Ainda não há remédios ou vacinas para o tratamento da doença e o mais indicado é adotar procedimentos de segurança e prevenção.

O coronavírus pertence a família de vírus chamada de Coronaviridae e tem causado doença respiratória. Esta família de vírus causa e resfriados e até infecções de maior risco à saúde humana e, este novo coronavírus, traz sintomas como coriza, tosse, dor de garganta, possivelmente dor de cabeça e a febre, que pode durar alguns dias.

Com o surto da doença na China, onde se concentram os maiores números de casos, algumas características estão sendo observadas por pesquisadores e especialistas. Luciana Duarte, infectologista do Grupo América, que faz parte do Sistema Hapvida, exemplifica que a maioria dos indivíduos que adoecem, evoluem com doença branda, semelhantes a um resfriado e se recuperam espontaneamente, apenas com medidas básicas de suporte, como hidratação e sintomáticos.

“Todavia, uma parcela dos indivíduos pode evoluir com doença grave, apresentando insuficiência respiratória (falta de ar) e óbito. Os números ainda estão em estudo, mas o que esses têm demonstrado e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que cerca de 20% das pessoas podem evoluir com doença grave e a letalidade ficaria em torno de 2-3%”, explica Luciana Duarte.

Atendimento médico

Silvia Fonseca, infectologista do Grupo São Francisco, que faz parte do Sistema Hapvida, afirma que primeiramente é preciso observar a gravidade dos sintomas. “Coriza, tosse, dor de garganta, dor de cabeça e febre baixa são sintomas que podem ser tratados em casa, essas pessoas não devem sair para evitar o contágio. No caso de sintomas mais fortes, como falta de ar, febre alta, tontura, desidratação e vômitos, essas pessoas devem procurar atendimento médico independente se tiveram contato com pessoas contaminadas”.

A infectologista ressalta que esse novo vírus traz mais danos às pessoas que já apresentam alguma doença ou em idosos. Nos outros casos, a doença é mais leve, e, para prevenir, são necessários os cuidados básicos, como higienizar bem as mãos, uso do álcool em gel, e reservar as máscaras apenas para pessoas com doenças respiratórias, principalmente em ambientes de aglomeração.

É importante reforçar que ir a uma emergência hospitalar sem estar com caso grave, o paciente pode correr o risco de adquirir outras infecções. Além disso, vale destacar a consciência de não disseminar a doença e de seguir as recomendações médicas e do Ministério da Saúde para evitar novas contaminações. Divulgar informações corretas evita alardes desnecessários para a população e as fake news.

Prevenção

A infectologista Luciana Duarte diz que “os cuidados de prevenção de doenças infectocontagiosas devem sempre fazer parte do dia a dia de qualquer indivíduo, em qualquer época. Atualmente, com os casos registrados do coronavírus, algumas medidas têm sido reforçadas e se estendem à prevenção de qualquer infecção que tenha como formas de contágio as vias respiratória, fecal-oral e contato”. Abaixo, Luciana Duarte dá algumas dicas de prevenção que todos podem adotar:

• Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
• Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
• Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Manter os ambientes bem ventilados;
• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
• Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.


Carnaval com crianças: como manter rotinas e respeitar a sensibilidade auditiva

Gerlane Lima,

gePara crianças com muita sensibilidade auditiva e apego a rotinas, como as autistas, o carnaval pode ser um período difícil e até se tornar um pesadelo. Excesso de barulho, feriado longo, viagens: tudo isso precisa ser levado em conta pelas famílias na hora de planejar os dias de folia.

Seja descansando, viajando ou indo pro bloco, é preciso alguns cuidados para que a rotina das crianças não seja quebrada de forma tão inesperada e brusca. O psicólogo Gleison Souza e a terapeuta ocupacional Vanessa Maia, do Núcleo Desenvolve, dão algumas dicas e orientações para o período.

No caso das famílias que vão viajar, um exercício que funciona bem é mostrar às crianças, antes, o passo a passo, com figuras e vídeos. "Isso vai criando uma rotina visual, dando uma ideia do que vão encontrar no deslocamento e no destino", explica Gleison. Para ele, não se deve fazer surpresas no estilo: acordamos, vamos viajar! "O ideal é trabalhar com elas pequenas quebras de rotina antes de uma grande quebra como o carnaval".

Sensibilidade auditiva

Para determinadas crianças, como as autistas, alguns barulhos que para outras pessoas são "normais" se tornam insuportáveis e dolorosos. O ideal é tentar prepará-las e explicar o contexto da situação, tentando precaver possíveis surpresas sonoras e mostrando que o barulho uma hora acabará.

"Se estamos falando de uma situação que não faz parte da rotina da criança, prepare-a para o que vai acontecer, de forma gradativa: a fantasia que irá usar, a música que irá ouvir, a multidão que irá enfrentar, os confetes, serpentinas e até a pintura no rosto", orienta Vanessa.

Uma dica, segundo a terapeuta, é ir apresentando músicas em baixo volume, antes do carnaval, e aos poucos aumentando, de forma explicada. "Desta maneira, a criança vai se familiarizando com a música e com o som", diz. "Jamais devemos levá-la a uma festa sem prepará-la para o que irá ver, ouvir e sentir".

Vanessa também ressalta a importância de respeitar os limites de cada criança. "Haverá as que vão suportar ir e permanecer um pouco no bailinho de carnaval, mas também as que não", explica. Outra dica é levar objetos de conforto, como brinquedos que ela goste e a faça se sentir mais segura. "Também vale usar fones de ouvidos, quando aceitos".

Brincadeiras

Dependendo do ambiente, há uma diversidade de brincadeiras que podem ser feitas durante os dias de descanso ou folia. "As atividades devem ser compreensíveis, sem complexidade, de fácil manejo", orienta Gleison. "A bola é uma boa, por exemplo, assim como a bolha de sabão, os jogos de causa e efeito".

Vanessa também lembra que as atividades ligadas às artes são outras opções indicadas. "Além de trabalhar os aspectos cognitivos, são prazerosas, tranquilas e podem ser inseridas no contexto do carnaval", destaca. "Registrar tudo através de fotos e vídeos e depois vê-los com a criança será um momento único".

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