Setembro Amarelo: exercício físico é essencial para a saúde mental

Gerlane Lima,

O mês de setembro é dedicado à campanha nacional de prevenção do suicídio, mas é preciso falar sobre saúde mental o ano todo. Sobretudo em tempos de pandemia, este cuidado mostrou-se ainda mais importante para superar os desafios do isolamento social, medo e ansiedade.

Um dos fatores que podem contribuir para o bem estar e qualidade de vida é, comprovadamente, a prática regular de exercícios físicos. A expressão "corpo são, mente sã" tem feito cada vez mais sentido para o mundo.

De acordo com o médico residente em Psiquiatria Leonardo Autran Nunes, a fuga do sedentarismo é crucial para manter a mente saudável. "Vários são os estudos que comprovam que a atividade física atua na liberação de endorfina, estimulando o centro de compensação no nosso cérebro", afirma.

"Em consequência, há melhora da nossa capacidade cognitiva e diminuição dos níveis de estresse e ansiedade, servindo ao tratamento de doenças como a depressão e na prevenção do suicídio", completa o médico.

Durante o período de confinamento, segundo a pesquisa "ConVid Comportamentos", realizada pela Fiocruz em parceria com a Unicamp e a UFMG, 34% dos fumantes passaram a consumir mais cigarros ao dia e 17% das pessoas passaram a ingerir mais bebidas alcoólicas.

Além disso, de acordo com o estudo, o tempo gasto em TV e internet aumentou em mais de uma hora por dia. Enquanto isso, o percentual de pessoas que realizam atividade física semanal reduziu de 30,4% para 12,6%.

Para a profissional de Educação Física e professora da academia Pulse Rayssa Brito, estes hábitos e comportamentos influenciam negativamente na saúde mental da população.

"Estamos em um momento de mudanças, e o exercício, por não oferecer efeitos colaterais e ser acessível, pode ser uma das alternativas para ajudar no combate de doenças causadas e agravadas pelo estresse e a ansiedade, como a depressão", explica.

Para aqueles que querem dar o primeiro passo, Rayssa orienta a buscar um ambiente com profissionais capacitados que possam avaliar as condições de cada indivíduo e realizar os devidos encaminhamentos e prescrições.

"Outra dica é incluir na rotina de treinamento atividades que você goste, como nadar, caminhar ou dançar, que serão aquele incentivo para continuar", diz.


Push Pop It: brinquedo é “febre” entre as crianças e auxilia no desenvolvimento dos pequenos

Gerlane Lima,

Com diversas cores, tamanhos e formas, os Push Pop It têm sido uma “febre” entre as crianças. O brinquedo, que é cheio de bolinhas e lembra a sensação prazerosa de apertar os famosos plásticos bolhas, proporciona muito mais do que diversão, eles trazem benefícios sensoriais e motores em crianças, segundo a psicopedagoga da MedPrev do Sistema Hapvida em João Pessoa, Lucilene Almeida.
 
“O desenvolvimento infantil é um processo dinâmico, que consiste na construção, aquisição e interação de novas habilidades. Estas habilidades são advindas da remodelação cerebral, conhecida como plasticidade cerebral. Desse modo, o Push Pop It é uma excelente ferramenta sensorial para relaxar e proporcionar interação sensorial. Além disso, o brinquedo exercita o cérebro para conseguir manter equilíbrio e realizar atividades que requerem movimentos precisos e rápidos”, explica.
 
A especialista esclarece que a variação de cores, formas e tamanhos encontrados no mercado têm uma ligação direta com a área que se pretende desenvolver com a criança. Lucilene Almeida aponta que as cores exercem influência direta sobre os indivíduos e ajuda a entender melhor o comportamento do ser humano, sendo assim, algumas evidências científicas indicam que as cores podem afetar diretamente o centro das emoções.
 
“Cada um de nós responde às cores de uma forma diferente. As crianças tendem também a serem atraídas não só pelas cores, mas também pelas formas, o que influencia no processo de desenvolvimento cognitivo e imaginário mais íntimo, profundo e até inconsciente”, pondera.
 
Outras atividades – A psicopedagoga do Sistema Hapvida afirma que o Push Pop It é um brinquedo adequado para qualquer faixa-etária, mas sugere supervisão do manuseio para crianças menores de dois anos. Além disso, ela aponta que o brinquedo possui grande potencialidade no processo de aprendizagem com as crianças, estimulando a parte sensorial por meio do toque e da mudança de posição das bolinhas.
 
Lucilene Almeida destaca a importância lúdica do brinquedo. “O lúdico é um recurso metodológico de suma importância para auxiliar a aprendizagem das crianças na educação, sendo assim, o Push Pop It possibilita ainda as crianças aprender a contar e a categorizar, por exemplo”, assegura.
 
Controle de uso – O brinquedo, mesmo gerando inúmeros benefícios, como descarregar um pouco da tensão e desconectar do excesso de informações das telas, não pode ser usado em excesso.
 
“Fazendo um paralelo entre o celular ou um tablet, esse brinquedo tem muito menos estímulo, o que de alguma forma tem um efeito mais calmante, mas o uso em excesso não faz bem. Isso porque pode gerar na criança uma dependência”, esclarece Lucilene.
 
Liberando emoções – A especialista lembra ainda que há outras formas para as crianças liberarem as emoções, que vão além da utilização dos Push Pop It e que contam diretamente com a interação familiar. Confira:
 
• Se conectem com seus filhos e diminua o uso de eletrônicos;
• O diálogo entre pais e filhos é muito importante. O brincar, ou seja, o lúdico, também pode ser uma importante ferramenta, dos pais ou responsáveis para exercitar esse hábito do diálogo;
• Procure ter um tempo de qualidade com as crianças. Façam passeios ao ar livre, juntos e lembrando de respeitar as medidas sanitárias;
• Seja positivo e faça elogios.  Quando elogiado, a criança ou o adolescente se sente importante e querido por você. Isso vai fazer com que sua relação fique mais próxima;
• Se necessário procure ajuda profissional ou psicológica, só eles terão as ferramentas necessárias para te auxiliar.


A importância da alimentação na primeira infância

Gerlane Lima,

É considerada a primeira infância a faixa etária de zero a seis anos. Nesse período a alimentação se divide em duas etapas, como explica o nutricionista do Hapvida, Alexandre Neves. “O leite materno é o alimento essencial na dieta dos bebês, todos os nutrientes que a criança necessita para se desenvolver com saúde são fornecidos por meio da amamentação”, disse.

Segundo o nutricionista, após os seis meses de vida já é possível iniciar a alimentação dos pequenos com outros tipos de alimento, devendo manter a amamentação como complemento. “O ideal é iniciar com os legumes, pode colocar uma carne mais pastosa e deixar a criança à vontade para sentir a comida, tocar com as mãos isso faz parte do processo”, completa.

O especialista alerta que com o passar da idade a criança vai ficando mais seletiva, mas, é importante não deixar de oferecer os alimentos mais saudáveis e usar a criatividade na hora da preparação. “Os alimentos industrializados se utilizam de outras artimanhas para conquistar a criançada, as embalagens por exemplo são super atrativas e coloridas, saber lidar com esses percalços também vai ajudar a manter o foco na dieta rica em nutrientes”, frisa.

De acordo com o Dr. Alexandre, a alimentação dos pais também  têm forte influência na nutrição das crianças.


Professor de educação física orienta sobre como aliar exercícios físicos à rotina agitada

Gerlane Lima,

Acordar cedo, comer bem, pegar ônibus, trabalhar, estudar, levar os filhos para a escola, cuidar dos afazeres domésticos, passear com o pet, brincar com as crianças, descansar. Essas são tarefas comuns do dia a dia de boa parte dos brasileiros e, que segundo especialistas, precisam ser equilibradas com atividade física para evitar a exaustão e o sedentarismo.

O assunto tem sido cada vez mais discutido e acende o alerta sobre a importância da prática de exercícios físicos para a prevenção e combate de doenças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem fazer atividade física moderada de 150 a 300 minutos ou de 75 a 150 minutos de atividade física intensa, quando não houver contraindicação.

“Com a vida agitada, muitos compromissos e cada vez menos tempo para si, as pessoas tendem a não iniciar ou não dar importância para o exercício físico. Isso torna o sedentarismo uma realidade que pode trazer malefícios futuros como doenças relacionadas ao sobrepeso e dores articulares, gerando limitações de movimento e podendo tirar do indivíduo ações simples, como sentar no chão para brincar com o filho”, explica o professor de educação física da Bodytech Tirol, em Natal, Marcos Vinícius.

Para ajudar homens e mulheres a darem start em uma vida mais saudável a partir dos exercícios físicos, o professor Marcos Vinícius lista quatro dicas para conciliá-lo em meio à rotina agitada.

1 - Procure um local para se exercitar perto de sua casa ou do trabalho. Isso facilitará a sua locomoção e poderá despertar o desejo da prática de exercícios.

2 - Manter o hábito não é fácil. Procure um exercício que te dê prazer e vontade de praticá-lo mais e mais. Se você ainda não sentiu desejo pela atividade que está sendo executada, provavelmente ainda não encontrou a atividade que mais combina com o seu perfil.

3 - Com a terceira idade chegando, há diminuição de força e massa muscular. Neste caso, busque exercícios que estimulem melhoria de força como musculação e pilates.

4 - Torne sua rotina mais ativa. Passe menos tempo sentado, troque elevadores por escadas ou até mesmo use menos o carro quando o deslocamento foi pequeno.


Saiba como tratar a queda capilar pós-Covid

Gerlane Lima,

Se a queda capilar já era uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos, com a pandemia da Covid-19 os casos se tornaram ainda mais frequentes. Isto porque situações de infecção e alta inflamação estão comumente ligadas ao problema.

Cientificamente chamada eflúvio telógeno, a queda capilar também se tornou mais frequente na pandemia como resultado do estresse fisiológico e até mental por que passa o organismo em contato com o vírus.

A dermatologista Keline Jácome explica que a mesma inflamação que a Covid-19 causa no corpo atinge também o folículo piloso, estrutura que faz parte de cada fio de cabelo.

"Não é só a Covid-19 que leva à queda capilar, mas muitas infecções virais e bacterianas, perda nutricional importante, deficiência de vitamina D, processos pós-operatórios etc.", explica.

"A queda capilar após um quadro infeccioso, vale ressaltar, não começa no momento da infecção, mas geralmente três meses depois", destaca a médica. "Não há como evitá-la, mas há como ajudar para um crescimento mais rápido do cabelo".

Uma vez percebido o aumento da queda, como fios caindo no travesseiro, no ralo do banheiro ou pela casa, é hora de procurar atendimento dermatológico. Somente assim é possível diagnosticar e até verificar se a queda tem mais de uma causa associada.

"É indispensável fazer uma investigação laboratorial, analisar a história clínica e realizar uma tricoscopia, procedimento com aparelho dermatoscópio para avaliar o couro cabeludo e a haste capilar", descreve Keline.

O segundo passo, de acordo com a dermatologista, é começar o tratamento ideal para cada caso, auxiliando tanto no crescimento quanto na qualidade do fio.

"Existem tratamentos tópicos com medicamentos aplicados diretamente no couro cabeludo, além de orais e injetáveis", diz. "Outra alternativa que vem apresentando resultados muitos satisfatórios é o uso de LEDs, aparelhos que melhoram a circulação local e estimulam o crescimento, podendo ser associado aos protocolos na clínica à base de injetáveis".

Keline lembra que, embora temporária, a queda capilar pós-Covid pode ser angustiante e interferir ainda mais na saúde física e mental dos pacientes. Por isso, o diagnóstico e tratamento são tão importantes. "Quanto mais rápida a recuperação, menos traumática", afirma.


Mortes de grávidas por Covid-19 triplicam no Rio Grande do Norte

Gerlane Lima,

A covid-19 provocou, de 1º de janeiro a 20 de julho de 2021, em todo o Rio Grande do Norte, a morte de 41 grávidas ou puérperas. Em alguns casos, os bebês também não sobreviveram à doença. O número é praticamente o triplo ou 192,85% maior do que os 14 óbitos registrados para a doença em todo o ano passado no território potiguar. O levantamento foi feito pelo Instituto Santos Dumont (ISD) com base em dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN). Grávidas e puérperas integram o grupo de risco para o novo coronavírus, e o ISD, através do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita), em Macaíba, desenvolve ações com o objetivo de reduzir a mortalidade materno-infantil.

Uma das mulheres que não resistiu às complicações causadas pelo novo coronavírus foi a dona de casa Maria Aparecida Camilo de Souza, de 39 anos. Após dar entrada duas vezes na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Macaíba com sintomas respiratórios característicos da covid-19 e não ter sido internada, ela foi atendida pela infectologista Carolina Damásio, preceptora do ISD. Ao constatar o agravamento da doença, a médica encaminhou Maria Aparecida ao Hospital Giselda Trigueiro, em Natal. Ela foi internada em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu poucos dias depois. Maria Aparecida estava grávida de seis meses, e passou por uma cesárea de emergência. O bebê nasceu vivo, mas não resistiu.

“A gestação é um grande fator de risco para a Covid-19. Aumenta a chance de complicação, mesmo que a gestante não tenha outras comorbidades, e aumenta, também, a chance dela morrer. Por isso, a gente precisa proteger e vacinar as gestantes”, ressalta Carolina Damásio. Ela relata, ainda, que as mulheres grávidas que procuravam atendimento nas unidades de saúde no Estado já apresentavam sintomas graves. “Elas chegavam com dificuldade de orientação, de monitoramento no início do tratamento e chegavam aos hospitais bem mais graves, necessitando de intubação”, declara a infectologista do ISD.

Conforme a subcoordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap/RN, Diana Rego, o aumento considerado “alarmante” das mortes entre grávidas e puérperas não foi causado por uma cepa mais letal da covid-19, mas pela dinâmica do avanço da pandemia no Estado.  “Entre março e maio deste ano tivemos um pico de mortes entre grávidas e puérperas, que integram o grupo de risco. Ocorreu uma disseminação alarmante do vírus nas festas de final de ano e veraneio. Não houve uma cepa específica para esse grupo. Foi um reflexo da pandemia como um todo. Tivemos números alarmantes”, analisa Diana Rego. No total, o Estado registra, até esta quarta-feira (21/07), 55 óbitos por infecção pelo novo coronavírus entre pessoas inseridas nesses grupos.

Conforme os números analisados pelo Instituto Santos Dumont, entre março e maio deste ano, o quantitativo de óbitos de grávidas ou puérperas atingiu o pico. Em março foram 7; no mês seguinte 8, atingindo 11 em maio (o maior em um mês desde o início da pandemia até hoje). Para reduzir as ocorrências, a Sesap/RN promoveu uma campanha de imunização específica para mulheres inseridas nesse contexto em junho passado. O resultado foi a diminuição das mortes entre elas, com 8 casos em junho e 2 entre o início e o dia 20 deste mês de julho.

“A gente continua mantendo a dinâmica de vacinação para esses grupos e fazendo a busca ativa por mulheres grávidas ou puérperas de todas as idades. O ideal é que todas elas tomem a vacina contra a covid-19 independente da idade”, ressalta Diana Rego.

Brasil

Em junho deste ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou um levantamento com dados nacionais sobre a morte de mulheres nesses grupos. A situação de morte das grávidas e puérperas por covid-19, segundo os especialistas, agrava o problema crítico de mortalidade materna que o Brasil vive há anos. Eles observam que esta preocupação foi crescendo à medida que a Covid-19 passou a apresentar condições que escapavam à regra de uma síndrome respiratória clássica, mas com efeito sistêmico.

“Além do risco devido a essa plausibilidade biológica, a mortalidade materna é fortemente influenciada pelo acesso e disponibilidade de recursos de cuidado para o pré-natal, parto e puerpério”, destacam. O estudo aponta que, em 2020, foram relatadas no país. 560 mortes pela Covid-19 em mulheres grávidas e puérperas. Em 2021, até o fechamento desta análise (em junho), as mortes maternas já superaram o número relatado no ano anterior: foram registradas 1.156 mortes, mais que o dobro do que em 2020. A maioria delas, de acordo com a análise, ocorre durante a gestação e não no puerpério.

Lei nacional

Em maio deste ano, a Presidência da República sancionou a Lei 14.151, que dispõe sobre “o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial durante a emergência de saúde pública de importância nacional decorrente do novo coronavírus”. O documento normatiza o afastamento das mulheres nesse perfil das atividades de trabalho presencial, sem prejuízo de sua remuneração.

“A empregada afastada (...) ficará à disposição para exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho a distância”, diz o parágrafo único da lei em referência.

BATE PAPO

“Vacinar esse grupo de mulheres é essencial”
Dr. Reginaldo Freitas Júnior, médico obstetra e diretor-geral do ISD

- O número de grávidas e puérperas mortas pela Covid-19 no RN praticamente triplicou nos primeiros sete meses deste ano em relação a todo o ano de 2020. Como explicar esse aumento? A doença recrudesceu?

Não é possível identificar uma explicação única para esse cenário tão desolador, mas é inegável que a maior exposição das nossas gestantes e puérperas é um reflexo do comportamento da nossa sociedade frente às medidas de prevenção da contaminação, e que esses óbitos não significam somente questões especificamente inerentes ao comportamento da doença na gravidez, mas, sobretudo, a fragilidade de uma rede de cuidados com a saúde materna que ainda não é capaz de garantir o direito à maternidade segura.

É possível traçar um perfil dessas mulheres? São jovens, com comorbidades?

No Brasil, historicamente, a mortalidade materna é muito maior entre as mulheres negras, de menor renda e menor escolaridade. E as principais causas são hipertensão arterial na gravidez, hemorragia pós-parto e infecções. Entretanto, a Covid-19 tem impactado esse cenário de muitas formas, inclusive no perfil epidemiológico das mulheres que morrem. O impacto pode ser identificado em diversas faixas etárias, classes sociais, e entre mulheres com e sem comorbidades.

O que é possível fazer para reduzir a mortalidade de grávidas e puérperas por covid? O que preconiza a OPAS/OMS nesse sentido?

O ponto crucial é repensar a organização da rede de cuidados, num esforço conjunto de todos os níveis da gestão do SUS no sentido de fortalecê-la.  Planejamento reprodutivo e pré-natal, sem dúvidas, são peças chave nesse enfrentamento. A suspensão desses serviços durante a pandemia contribuiu muito para a tragédia que estamos testemunhando agora. Qualificar a atenção hospitalar é outro aspecto vital para garantir que essas mulheres tenham acesso aos melhores cuidados possíveis. No Brasil, há um dado que muito nos preocupa:  uma a cada cinco gestantes e puérperas mortas pela Covid-19 não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e 33% não foram intubadas. Isso, claramente, significa não ter tido acesso aos cuidados necessários para a chance de cura. Por fim, vacinar esse grupo de mulheres é, sem sombra de dúvidas, essencial.

Em relação às vacinas contra a Covid-19, elas podem ser aplicadas nas grávidas e puérperas sem nenhum risco?

No momento, esse aumento expressivo da mortalidade materna por Covid-19 no Brasil não nos permite questionar a vacinação de gestantes e puérperas. Todas, com e sem comorbidades, devem ser vacinadas, respeitando as melhores evidências científicas disponíveis e essa informação precisa ser divulgada para que a adesão da população aconteça. Também considero importante que não sejam exigidos relatórios, prescrições ou atestados, além daqueles que obviamente comprovam a gravidez e o puerpério, como estratégia para alcançarmos o maior número possível de mulheres vacinadas.

SOBRE O ISD

O Instituto Santos Dumont é uma Organização Social sem fins lucrativos vinculada ao Ministério da Educação. É referência em ensino, pesquisa e extensão em saúde materno-infantil, da pessoa com deficiência, em neurociências e neuroengenharia. O Instituto opera por meio de duas unidades localizadas em Macaíba (RN): O Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita) e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS).


Julho Neon: correta higienização bucal é fundamental para evitar o tratamento de canal

Gerlane Lima,

Um dos procedimentos dentários mais conhecidos no consultório odontológico é o tratamento de canal. Realizado por um endodontista, a técnica é adotada quando uma cárie atinge um ponto mais profundo do dente, causando uma infecção ou lesão.

De acordo com o endodontista, dr. Felipe de Oliveira Resende (CRO/RN 5038), credenciado da Humana Odonto, a falta de hábitos saudáveis de higienização bucal é a principal causa para a realização do tratamento de canal. "Ter hábitos saudáveis como a escovação dos dentes após as refeições e a utilização do fio dental são grandes aliados, porque ajudam a evitar a formação de cáries. Cáries, que se não forem evitadas, podem causar infecções que no futuro podem trazer sérios danos ao dente", explicou.

O profissional ainda ressalta a importância da visita regular ao dentista como grande aliado para manter a saúde bucal. "Visitar regularmente o dentista é fundamental para que seja acompanhada toda saúde oral, lembrando também que o dentista é quem vai dizer se existe algum problema e qual a melhor maneira de impedir complicações nos dentes", ressaltou dr. Felipe de Oliveira Resende.

Julho Neon
Com apoio da Humana Odonto, a campanha no Rio Grande do Norte busca trabalhar várias frentes com o objetivo de proporcionar uma vida mais saudável para a população brasileira por meio do acesso à saúde bucal de qualidade. A campanha irá divulgar uma informação de qualidade sobre os hábitos saudáveis, cuidados preventivos, além de trazer esclarecimentos sobre algumas doenças bucais.

Saúde bucal no RN
Os dados mais recentes, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, através da Pesquisa Nacional de Saúde apontam que no Rio Grande do Norte, em relação à saúde bucal, 90,9% dos Norte-rio-grandenses escovam os dentes pelo menos duas vezes ao dia; e que 49,1% faz o uso da escova de dente, creme dental e fio dental.


Dia do Homem: psicóloga explica relação da população masculina com os sentimentos do luto

Gerlane Lima,

Conscientizar a população masculina sobre os cuidados com a saúde física e mental. Esse é o objetivo do Dia do Homem, data comemorada nacionalmente nesta quinta-feira (15). Os estereótipos de masculinidade, do ser forte e infalível, tendem a afetar o comportamento dos homens em relação as suas emoções, frente a situações de perda, como explica a especialista do luto, Mariana Simonetti.

“A expectativa que a sociedade coloca de que o homem precisa ser forte a todo tempo é danosa. Para atender essas expectativas no processo do luto, eles podem acabar segurando alguns sentimentos que poderiam ser colocados para fora, tornando o momento ainda mais difícil e trazendo mais sofrimento”, afirma.

Os processos de perda e luto independem de gênero. Como na morte de um filho, pai e mãe sofrem cada um ao seu modo. A expectativa apontada é aquela que promove pensamentos como “só uma mãe sabe a dor de perder um filho”, o que, muitas vezes, invalida a dor dos homens, levando-os a esconder sentimentos.

Mariana Simonetti, que lida diariamente com o assunto no Serviço de Psicologia do Luto do cemitério e crematório Morada da Paz no Rio Grande do Norte, conta como essa possível ausência de expressão do sentimento se torna um problema. “No luto, independente de gênero, todas as pessoas precisam entender que é um processo em que o sofrimento é natural e, quando acharem necessário, deem vazão aos sentimentos e não fiquem tentando, como muitos homens, segurar ‘porque preciso ser forte’ ou ‘ninguém pode ver que estou sofrendo’. A sensação do ‘sentimento não autorizado’ prejudica muito a naturalização de que o luto precisa para que seja passado de uma forma saudável”, complementa.

Ainda segundo a especialista em luto, refletir sobre como lidar melhor com a situação da perda pode ajudar o homem neste contexto. Perguntas como “vai ser melhor ficar mais reservado?”, “conversar com pessoas de confiança pode me ajudar?”, “será que não é importante buscar uma rede de apoio?”, ajudará na tomada de iniciativas para que o sofrimento não evolua para algo prejudicial à saúde.

“Para evitar que esse processo seja um problema, acredito que a primeira coisa é tentar se livrar de responder essas expectativas de ‘homem forte’ e 'homem é aquele que não chora’. Também é importante se colocar enquanto ser humano, que tem suas potencialidades e suas fragilidades, que vai sofrer sim e passar por alguns processos de sofrimento, pois tudo isso faz parte da vida. Ou seja, dois trabalhos: o de conscientizar a sociedade de desconstruir essas ideias sem fundamentos e do homem em entender o luto como um processo saudável”, orienta a psicóloga Mariana Simonetti.


Yoga ajuda a viver momento presente e é aliada na pandemia

Gerlane Lima,

Filosofia de vida surgida na índia há mais de 5 mil anos, a Yoga tornou-se uma prática capaz de trazer relaxamento e tonicidade ao corpo e positividade à mente, além de melhorar a memória, concentração, criatividade, disposição física e o nível de energia vital.

Importante aliada durante a pandemia, tem ganhado cada vez mais adeptos, ensinando sobre viver no momento presente e ajudando a lidar com a ansiedade e incertezas do isolamento social fruto de uma crise sanitária que atinge o mundo todo.

Sua popularidade chegou inclusive às academias, com a proposta de complementar outras modalidades, como musculação e atividades aeróbicas. É o caso da Pulse, que oferece o programa Pulse Zen e conta também com Pilates e alongamento. "É a valorização do cuidado e atenção com o corpo em vários aspectos", explica o professor de Yoga Lucas Macedo.

Para ele, em um período de isolamento social, a Yoga ajuda a lidar com o medo e outras emoções. "Na pandemia, surgem muitas dúvidas e questionamentos", diz. "Parar e olhar para si mesmo vai diminuir a criação de futuros destrutivos", explica Lucas, que é profissional de Educação Física.

"Claro que o medo de ficar doente, por exemplo, existe, mas pensar nisso 24h por dia deixa o corpo em constante estado de alerta desnecessariamente", ressalta o professor. "A ansiedade pode ser prejudicial à saúde e até diminuir a imunidade".

Lucas destaca, ainda, que a prática da Yoga tem como objetivo principal o trabalho do autoconhecimento, o olhar para dentro, para as emoções e sentimentos através da observação do corpo, da respiração, do movimento. "Muitos dos nossos problemas vêm da desconexão do sentir, fazer e pensar", afirma.

"A Yoga não salva a humanidade do dia para a noite, mas é uma caminhada", acrescenta Lucas. "Acredito que, com a autoconsciência mais elevada, passamos a ver os problemas como eles realmente são, sem criar monstros ou desafios homéricos para as dificuldades naturais da vida".


Diretora do Mundial comemora resultado do Sisu com reflexão sobre educação

Gerlane Lima,

Ser aprovado em uma universidade é a realização de um sonho e um divisor de águas na vida dos jovens e o Mundial Colégio e Curso, escola líder na Zona Norte de Natal, fez questão de reconhecer este esforço dos estudantes aprovados no Sisu em diversas universidades do Estado.

Entre os aprovados estão Paulo Eduardo em Engenharia de Petróleo na UFRN, João Heráclito em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na UFRN, Mateus Silva em Sistemas de Informação na UFERSA, Livia Lima em Letras na UFERSA, Ana Beatriz em Direito na UNP, Maria Clara em Serviço Social na UFRN, Gabrielly Beatriz em Arquitetura e Urbanismo na UNP, Malena Leticia em Serviço Social na UFRN e Nathan Sousa em Ciência e Tecnologia na UFRN.

Referência quando o assunto é educação de qualidade e formação integral voltada ao desenvolvimento humano, a escola traz em seus pilares a máxima de resultados para a vida e o resultado positivo no Enem é um deles. No instagram, Kelly Dantas - diretora administrativa do Mundial - divulgou uma carta aberta com uma reflexão sobre o resultado e a educação.

Carta a você, que escolheu o seu futuro!

“É chegado mais um momento importante na vida do estudante, o resultado para aprovação do ENEM e Vestibulares para o tão sonhado ingresso na Universidade.

Sonhos que já são traçados pelos pais assim que as crianças nascem. Uma das primeiras perguntas que é feita aos pequenos é: “o que você vai ser quando crescer?” E a partir daí, começa uma estrada para um ponto “final”, A DECISÃO.

É então que na escola as crianças vão aprendendo tantas coisas diferentes, vão tendo contato com tantos conteúdos e vivências, a mente desperta para os mais diferentes mundos, se preenche de conhecimentos que, sem dúvida, são os responsáveis em formar os adultos da próxima geração.

Cada ensinamento é como uma pequena nota musical, que ao final, tudo junto, vira a partitura de uma vida.
Tão importante o professor, que sempre tem o brilho no olhar ao dividir o que sabe, e que ajuda todas as pessoas a encontrarem o seu destino. Tão inteligente o físico, o químico, que através dos seus cálculos consegue fazer descobertas que auxiliam o avanço da humanidade. Tão necessário o enfermeiro e o médico, que vão cuidar do bem mais precioso, a vida. Tão encantador o artista, que pode ser quantas pessoas quiser, que passa mensagens tão importantes, que conversa com a alma...

Quantas possibilidades...Na medida em que vão crescendo, os estudantes passam a observar como cada conhecimento os toca. Onde desperta mais interesse, onde se tem vocação. E de repente, “Eureca! É isso! Quero ser “isso” quando eu crescer”. E a Escola vem como uma grande incentivadora, uma verdadeira fábrica de sonhos reais. E vai lutar até onde puder para que os estudantes saíam formados para a vida, para enfrentar o mundo, para conseguirem seus objetivos.

E finalmente chega o dia do RESULTADO. E a aprovação vem em diversos cursos, diversas áreas, diversas colocações. E as escolas e cursinhos passam apenas a divulgar o NOTICIÁVEL, o VENDÁVEL. Parece até ser possível ter uma sociedade apenas de médicos e juristas, e que, mesmo nesse grupo, os que mais têm valor são os primeiros colocados.
E os pedagogos? E os psicólogos? E os engenheiros? E os artistas? E o 29º lugar em Medicina? Esses não se esforçaram? Não estão indo encontrar seus sonhos??? Esses não merecem destaque?

Aqui no Mundial sim! Estaremos sempre valorizando a SUA escolha, o SEU esforço. Porque pra gente, não é a nota ou número, o que realmente importa é o seu SUCESSO NA VIDA!

E que felicidade temos de, nesses 21 anos, poder receber de volta como profissionais, esses eternos alunos. Uma fruta nunca cai distante do pé! E nós temos essa certeza, que estamos oferecendo a sociedade os melhores e mais belos frutos.

Germinem. Cresçam. Que daqui, estaremos sempre vibrando por suas conquistas."


Nutricionista escolar orienta sobre importância da alimentação saudável na primeira infância

Gerlane Lima,

A frase “você é aquilo o que você come” cai como uma luva quando o assunto é importância da alimentação saudável. Na infância, a afirmação é baseada em constatações científicas e propagadas por especialistas que atestam que uma alimentação balanceada e equilibrada favorece o crescimento físico e intelectual das crianças, as protegendo de doenças e contribuindo para a formação do corpo como um todo.

Nessa perspectiva, tem se falado cada vez mais sobre a importância de adotar e incentivar hábitos alimentares saudáveis no contexto familiar. Nutricionista da Educação Infantil do Colégio Nossa Senhora das Neves, em Natal, Aline Santos destaca que o que a criança come durante sua infância vai dizer como ela será em sua fase adulta. “Um adulto que come bem ou que tem restrições alimentares? Saudável ou com predisposição a ter doenças crônicas degenerativas como hipertensão, diabetes, até mesmo obesidade? Como ela se alimenta não influencia só no agora, mas no futuro também”, frisa.  

Para que tenha saúde e uma maior qualidade de vida ainda na primeira infância e nas outras fases da vida, os pais precisam estar atentos ao paladar dos pequenos. Nos primeiros anos, as crianças passam pelo processo de seletividade alimentar, momento de desinteresse por alguns alimentos, o que aumenta as chances de gostar de produtos saborosos, mas menos nutritivos, como é o caso dos industrializados. “É importante que se tenha constância na alimentação saudável, porque o alto consumo de gorduras, açúcares e sódio viciam o paladar. Isso faz com que a criança tenha uma seletividade, que ela queira mais e mais esses alimentos”, explica Aline. 

Substâncias nocivas ao corpo e presentes em alguns alimentos são muito comuns para a hora do lanche. Seja na escola ou em casa, o momento é um dos mais aguardados pelas crianças. Essa refeição faz parte da rotina delas e serve para dar energia entre o intervalo de atividades. Por essa razão, as lancheiras da criançada também precisam ser compostas de alimentos mais naturais. “Daí a importância de observar melhor os rótulos e as embalagens, procurando e avaliando a quantidade de açúcares, sal, gordura, corante e conservantes. Vale ressaltar que a criança não tem o poder de compra, e sim os pais ou responsáveis “, lembra.

Planejamento, organização, responsabilidade, criatividade, carinho e amor são ingredientes indispensáveis no momento de preparar o lanche das crianças. Ainda segundo a nutricionista Aline Santos, uma das estratégias para facilitar a ingestão de alimentos saudáveis é inserir o filho no processo de elaboração do cardápio semanal e no processo de preparo das comidas. “Se os pais se planejam e são organizados, fazem o lanche do filho com mais responsabilidade. Se enviam os mesmos alimentos todos os dias, da mesma forma e com o mesmo corte, a criança vai enjoar. Por isso, é importante ser criativo. E por último, cozinhar para o filho e preparar sua lancheira é um ato de carinho e amor. O exemplo conta muito nesta etapa”, afirma.

Para ajudar as famílias neste processo, Aline separou algumas dicas que podem ser adotadas no momento de preparação das lancheiras dos filhos.

Frutas:
Dê preferência para as que podem ser comidas com casca ou que a casca pode ser retirada facilmente.

Proteínas:
Queijos, carnes, ovos ou iogurtes.

Carboidratos:
Tapioca, batata doce, cuscuz, pães integrais, biscoito sem recheio ou bolos caseiros. Eles são importantes para dar energia, mas não precisa exagerar na quantidade.

Líquidos:
Água, sucos naturais, chás ou água de coco.


Escola de Natal convida estudantes a cancelarem a cultura do cancelamento

Gerlane Lima,

O convite é inusitado. Enquanto a cultura do cancelamento ganha corpo na internet, uma escola de Natal estimula os alunos a cancelarem essa prática. Isso porque, segundo profissionais da educação, a ação que está na moda pode afetar os jovens e até comprometer a aprendizagem.

Em evidência, principalmente nas relações virtuais, o cancelamento é a atitude de negar o outro por eventuais erros antes mesmo de oportunizar reparação. Porém, a gestora educacional do Complexo Educacional Contemporâneo, Mônica Guimarães, alerta que esse sentimento de exclusão não é positivo para ninguém.

“A ação do cancelamento pode trazer consequências negativas tanto para quem é cancelado como para o ‘cancelador’, já que o sentimento de pertencimento no grupo faz parte do desenvolvimento humano, principalmente nessa fase, e conviver com a intolerância não é nada legal”, explica ela.

Para chamar a atenção dos jovens, o Contemporâneo tem tratado do tema em sala de aula, como já fazia com o bullying. “Ambos são construções sociais que determinam comportamentos ruins, que vão desencadear sentimentos negativos, exclusivos e preconceituosos em relação ao outro”, define Mônica.

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Segundo Marianny Andrade, dirigente da escola, a ideia com a abordagem é oferecer espaços saudáveis para que se possa fomentar a construção do diálogo, já que “é a partir dele que os sentimentos de pertencimento se constroem”. Para ela, “cabe ao colégio propiciar debates construtivos e alimentar o sentimento de perdão, resiliência e gratidão”. 

A provocação tem por objetivo surtir efeito a curto prazo: o estabelecimento de um desenvolvimento saudável da consciência entre os jovens, de forma que eles consigam gerar vínculos com o próximo, aceitar suas questões e elaborar as diferenças. Tudo para que antes de pensar em cancelamento, eles consigam cancelar esse pensamento.


RN ganha 1º núcleo de pesquisa em análise do comportamento e autismo

Gerlane Lima,

Com o objetivo de criar um ambiente favorável ao atendimento à comunidade autista e à capacitação profissional, a clínica Núcleo Desenvolve acaba de lançar o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Análise do Comportamento (Nepac).

A ideia foi despertada em função da atual incidência de diagnósticos de pessoas com autismo no mundo. Além disso, a terapia baseada na análise do comportamento é a que possui maior evidência científica para o acompanhamento de pessoas com autismo.

Em países desenvolvidos, a análise do comportamento é altamente disseminada, enquanto no Brasil ainda há escassez de tratamentos e profissionais. "Vimos a necessidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo no RN", diz Weslley Quirino, diretor de Pesquisa do Nepac.

O Núcleo é composto por um grupo transdisciplinar de professores pesquisadores, estudantes universitários de iniciação científica, pós-graduandos, especialistas, mestres e doutores. Atualmente a equipe conta com psicólogos, terapeutas ocupacionais, médicos, profissionais de Educação Física, fonoaudiólogos e pedagogos.

Atendimento à comunidade

"O Nepac tem, ainda, o projeto de extensão Desenvolver e Incluir, que é direcionado para benefício comunitário", ressalta o diretor. "Contamos com uma equipe que planeja as atividades de forma unificada e personalizada para cada paciente", continua.

"Além disso, atuamos na capacitação profissional de atendentes terapeutas em análise do comportamento, melhorando, assim, a qualidade de vida das pessoas com autismo, e com desenvolvimento técnico-científico global, por meio da pesquisa, e profissional, com a capacitação", afirma Weslley.

Por meio do Desenvolver e Incluir, pessoas com autismo que não têm condições de financiar o tratamento recebem atendimento transdisciplinar de forma gratuita. As famílias que desejam participar e profissionais que querem ser voluntários podem entrar em contato pelo e-mail [email protected]


Pediatra explica cuidados básicos com as crianças no verão

Gerlane Lima,

Chegou o verão, a estação mais quente do ano, e junto com ela chegaram também os cuidados necessários que os papais e mamães devem ter com a exposição ao sol pelos pequenos.  Esse alerta serve para evitar sérias consequências à saúde das crianças, como insolação, queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele. A pediatra do Sistema Hapvida, Dra Kallydya Fonseca, ressalta que existem horários adequados para os menores tomarem sol.

''O recomendado é antes das 10h da manhã e após as 16h da tarde, isso porque durante esse período os raios ultravermelhos são menores e, consequentemente, existe uma diminuição no risco de câncer de pele e até queimaduras. É super importante respeitar esse horários'', afirma. Seja na praia ou na piscina o que não pode faltar na bolsa para a criança é, principalmente, o protetor solar. Os itens são citados pela especialista como indispensáveis e essenciais para o lazer com segurança. 

''O principal é o uso do protetor solar cerca de 30 minutos antes da exposição e ter o retoque a cada 2 horas. Mas, os familiares devem complementar com chapéu, viseiras, roupas com proteção solar e os óculos'', detalha a pediatra do Hapvida.

Outro fator importante e indispensável é a hidratação do corpo. Com a chegada do verão é preciso manter uma alimentação saudável e refeições ricas em frutas, verduras e bastante líquido.

''É necessário ter cuidado com alimentos industrializados. Às vezes a criança fica brincando e esquece de comer ou beber água, então é fundamental oferecer a eles sucos naturais, por exemplo'', enfatiza Dra Kallydya Fonseca. Após a diversão, as crianças têm a mania de ficar com o biquíni ou sunga molhados e isso pode ser prejudicial.

''Depois do banho de mar ou piscina é importante evitar ficar com a roupa molhada para não propiciar infecções fúngicas como as micoses. É importante trocar por uma roupa sequinha assim vai evitar também as famosas brotoejas, bem comuns no verão. Nós sabemos que nesse período também é comum o surgimento de algumas doenças como as arboviroses, dengue, zika e chikungunya, além das gastroenterites, dermatites e otites. Ao primeiro sintoma de fragilidade é importante procurar o médico especialista'', finaliza a médica.


Ceia de Natal: substituindo alimentos tradicionais por uma alimentação mais saudável

Gerlane Lima,

O Natal é o momento de reunir a família em volta da mesa e agradecer pelo ano que passou, avaliando as perspectivas para 2021. A ceia é tradição, na maioria dos lares, e a escolha dos alimentos saudáveis deve ser a opção mais correta para manter a saúde em dia.

Dentro das metas estabelecidas para o novo ano, fique atento à alimentação saudável, uma vez que segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual da população brasileira com mais de 20 anos considerada obesa mais que dobrou entre 2003 e 2019. Para o nutricionista do Sistema Hapvida, Dr. Alexandre Neves é importante escolher cada item da ceia com cuidado e atenção. “Os pratos tradicionais de uma ceia são bastante variados, mas também mais gordurosos e calóricos, podendo interferir nos níveis de alguns nutrientes do organismo e ocasionar um ganho de peso significativo nesta época do ano”.

Mas isso não significa uma privação total ou parcial em relação à ceia de Natal. É possível desfrutar por completo dessa época do ano, sem descuidar da saúde. “Para isso, as substituições, tanto de ingredientes, quanto de pratos inteiros são uma opção viável”, disse o nutricionista.

O especialista deu algumas dicas de substituições alimentares que não vão interferir tanto no cardápio de Natal. Use tempero caseiro e evite óleo, na sobremesa, menos leite condensado e creme de leite, modere no sal, açúcar e álcool. Confira mais dicas:

PARA A ENTRADA: Salpicão light e saladas com sementes;

PRATO PRINCIPAL: Carnes magras;

SOBREMESAS DE NATAL: A melhor opção seria tentar fazer escolhas mais saudáveis, como frutas ou fugir de sobremesas industrializadas, mas para aqueles que não conseguem abrir mão dos doces, a principal dica é buscar moderação.


O AVC é a quarta doença que mais mata no Brasil

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Outubro Rosa serve de alerta para as mulheres e para os homens

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