Retorno das crianças às atividades precisa ser gradual, diz psicóloga

Gerlane Lima,

Com o início da flexibilização das normas de distanciamento social no Estado e a expectativa de retorno às aulas escolares em agosto, as famílias devem começar a se preparar para o "novo normal" com as crianças.

Se a pandemia e o confinamento foram repentinos e geraram uma difícil adaptação, pode-se dizer que agora, mais de 100 dias depois da nova realidade, o desafio será voltar às ruas, à escola, ao trabalho e às demais atividades sociais.

Isso porque, apesar da flexibilização e da melhoria dos índices de transmissibilidade, a pandemia ainda é uma realidade, com muitos casos de infecção pelo novo coronavírus registrados diariamente no estado e no País.

"Tudo precisa ser feito de forma gradual, visando um menor impacto negativo no desenvolvimento das crianças", ressalta a psicóloga e analista do comportamento Luanna Martins, diretora do Núcleo Desenvolve.

"Estamos em constante adaptação, e nosso trabalho neste momento também será o de preparar a criança para este retorno e também o de orientar as famílias na condução deste processo", explica.

O Núcleo Desenvolve é uma clínica transdisciplinar com foco em Intervenção Comportamental de crianças e adolescentes. Como atende muitas famílias que convivem com o autismo, por exemplo, tem se preocupado com o impacto da nova rotina na vida dessas pessoas.

"A rotina é muito importante para pessoas com Transtorno do Espectro Autista", lembra Luanna. "A previsibilidade dos eventos facilita no lidar das demandas e estímulos, por isso deve-se manter uma rotina até mesmo nas coisas mais simples, como horários de comer, brincar e atividades de autocuidado", completa, ressaltando que isso irá facilitar uma nova readaptação.

Sobre a saúde mental das famílias de um modo geral, Luanna acredita que, ao chegarmos ao fim deste período de tantas incertezas, precisaremos trabalhar muitas sequelas que vão além da saudade dos parentes e amigos."Além do medo em retomar o convívio social, é provável que demandas como transtornos de ansiedade, depressão, pânico, insônia, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e outras consequências psicológicas venham a surgir em maior escala após esse período de tantas mudanças", prevê.


Treino além do corpo: 7 dicas para cuidar da saúde mental em meio à pandemia

Gerlane Lima,

O cenário atual de pandemia e isolamento social pode afetar negativamente a saúde mental. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, houve um aumento de cerca de 48% nos atendimentos durante esse período. 

Por isso, mais do que nunca, é um momento crucial para preocupar-se com a própria saúde mental e colocar em prática o autocuidado, ou seja, assumir como hábito um papel ativo na proteção do próprio bem-estar e felicidade. Saber que esse cuidado é importante é apenas o primeiro passo. Por isso Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial, dá algumas dicas de como colocar o cuidado da saúde mental em prática.

1. Comunicar-se 

Apesar de precisar se isolar socialmente, isso não significa parar de se conectar com as pessoas. Se tiver mais tempo livre do que o normal, é importante dedicar parte dele para construir novos relacionamentos ou retomar algum contato. A dica da especialista é fazer uma lista das pessoas queridas e se comunicar digitalmente com elas. É uma atitude que pode beneficiar ambos. 

Outra sugestão para continuar relacionando-se com as pessoas nesta época é ingressar em uma comunidade on-line para se conectar com pessoas com interesses em comum. 


2. Usar a criatividade

Este é o momento perfeito para explorar hobbies. “Canalizar energia e emoções para a criatividade pode ser muito terapêutico e produzir bons resultados”, explica Liora. As opções são as mais diversas: pode ser um projeto de montar ou construir algo, fotografia, artes e artesanato, escrita ou cozinhar. Alguma atividade simples que acalme a mente e traga alegria, para fazer sempre que possível.

Ainda explorando a criatividade, é interessante reservar um tempo para introspecção. Começar um diário ou um caderno de ideias pode ser uma ótima maneira de praticar a criatividade, e ainda documentar eventos importantes, pensamentos e sentimentos com o passar do tempo. Manter um diário bem organizado pode ser extremamente gratificante, além de ser útil para o dia-a-dia. 


3. Cuidado com o excesso de informações

O conteúdo consumido diariamente é semelhante à comida: assim como alimentos ruins fazem mal ao organismo, pode acontecer o mesmo com informações negativas. 

O fluxo constante de notícias, mídias sociais ou mensagens de WhatsApp podem causar ansiedade em algumas pessoas. Se esse for o caso, a orientação da especialista é questionar o que está fazendo mal e dar uma pausa. Algumas dicas práticas são: reduzir o consumo de notícias, silenciar conversas ou limitar o tempo gasto percorrendo as mídias sociais.


4. Encontrar momentos de paz

A meditação é uma ferramenta clássica para limpar a mente e lidar com pensamentos ansiosos. Quando praticada com frequência, também pode ajudar a lidar com situações inesperadas de maneira mais calma e consciente. 

Para ajudar a acalmar e direcionar a cabeça neste período, o Freeletics conta com o Coach da Mente, também baseado em inteligência artificial, a ferramenta traz cursos e exercícios em áudio que tratam de temas como: estabelecer rotinas, lidar com contratempos, gerenciar o estresse, melhorar o foco e  qualidade do sono para ajudar os usuários a desenvolver corpo e mente em busca de um estilo de vida mais saudável, como um todo, a longo prazo.

Outras ideias de atividades calmantes incluem ler, caminhar e encontrar um novo podcast favorito.


5. Criar um hábito

Muitas vezes, no dia-a-dia normal, as pessoas se dizem muito ocupadas para seguir hábitos saudáveis, como cozinhar, fazer exercícios com regularidade e meditar. Ao conseguir mais tempo livre em casa, surge a oportunidade perfeita para colocar bons hábitos de volta nos trilhos.

É a hora de começar, por exemplo, um ritual matinal que pretende transformar em hábito ou estabelecer um novo horário de dormir, para acordar mais revigorado.


6. Ser produtivo

Muitas tarefas que são sempre adiadas podem ser eliminadas da lista de afazeres com o tempo livre que foi encontrado. Aprender uma nova habilidade ou idioma, trabalhar naquele projeto parado ou fazer uma limpeza, aproveitando para doar itens não mais usados. Nesse contexto, a progressão de habilidades e a produtividade podem ser bastante gratificantes, além de evitar que a mente se ocupe com assuntos que estão fora do controle.

Mas a especialista alerta: não é preciso ser produtivo o tempo todo. Se a vontade for relaxar e não fazer nada para aliviar o estresse, reserve um tempo para fazer exatamente isso.


7. Faça concessões

Por último, mas não menos importante, uma das formas mais comuns de autocuidado é fazer concessões, ou seja, deixar-se fazer o que der prazer. Podem ser os filmes ou livros favoritos, uma guloseima deliciosa, ou simplesmente tomar um banho quente, cuidando do corpo. Grandes ou pequenas, todas as atitudes feitas em busca do bem próprio, podem ter impacto positivo na saúde mental.


Sobre o Freeletics

O Freeletics foi fundado em 2013 com a missão de desafiar e inspirar as pessoas a se transformarem na melhor versão de si mesmas, tanto mental quanto fisicamente. Desde então, a empresa se tornou líder em coaching de treino e estilo de vida com uso de Inteligência Artificial (IA). Hoje o Freeletics conta com 40 milhões de usuários em mais de 160 países. O aplicativo Freeletics não é apenas o aplicativo fitness nº 1 da Europa, mas também oferece a mais avançada tecnologia de IA do mercado. Ele coloca um personal trainer no seu bolso, permitindo que você treine a qualquer hora, em qualquer lugar, com planos e exercícios super-personalizados. Sua tecnologia de IA permite que o aplicativo aprenda com seus 40 milhões de usuários e seus feedbacks individuais, para atender a todos de forma personalizada. Assim, são desenvolvidas Training Journeys inteligentes e projetadas de forma exclusiva para cada usuário, até o último exercício.

Para mais informações sobre o Freeletics, acesse www.freeletics.com. Para baixar gratuitamente o aplicativo Freeletics, visite a App Store ou a Google Play Store. Para ganhar uma assinatura e testar o aplicativo, por favor, entre em contato.



Educador físico orienta pais sobre melhores atividades para crianças na quarentena

Gerlane Lima,

Se a prática regular de atividade física na infância e adolescência é fundamental para o desenvolvimento comportamental e biológico, na pandemia ela é sinônimo de preservar a saúde mental. Por isso, é essencial que as famílias readequem suas rotinas em casa para garantir que os filhos continuem em movimento.

O coordenador de Educação Física do Núcleo Desenvolve, Weslley Quirino, explica que o desenvolvimento comportamental está relacionado com benefícios nos aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais. Como benefícios biológicos, se tem o aumento da plasticidade cerebral e a redução dos riscos de doenças metabólicas, como hipertensão, diabetes e obesidade.

"A mudança de rotina em função do novo coronavírus trouxe inúmeros desafios, principalmente o de nos mantermos fisicamente ativos", constata o profissional. "Usar a criatividade com seu filho e afastar os móveis da sala valem a pena e são fundamentais, especialmente com brincadeiras e jogos que necessitem de movimentos motores".

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Para o educador físico, os elementos fundamentais aliados de uma boa prática de atividade física em casa são: um espaço seguro para evitar riscos de acidentes; uso de roupas leves e confortáveis; garrafinha de água sempre disponível para manter a hidratação e bons hábitos alimentares. "Dessa forma, conseguimos manter as crianças e adolescentes saudáveis e a estimulação comportamental", reforça.

No caso das crianças e adolescentes com autismo, as atividades físicas são especialmente importantes pela aquisição de repertórios comportamentais e aumento da conectividade cerebral. "Vários estudos apontam melhoras significativas na interação social, comunicação e na redução do comportamento repetitivo", explica Weslley. 

"Pesquisas também mostram que, pelo fato de apresentarem baixa atividade em algumas áreas cerebrais, a prática regular de atividade física pode aumentar a neuroplasticidade".

Dicas de brincadeiras motoras indicadas para as crianças na quarentena:

- Amarelinha;
- Boliche;
- Twister (brincadeira que mescla coordenação de mãos e pés, com cores e jogo de cintura);
- Caça ao tesouro;
- Futebol;
- Passar por baixo de cabana de lençol;
- Saltar corda;
- Morto-vivo;
- Estátua;
- Ciranda;
- Teia de aranha (com barbante ou elástico);
- Corrida de saco;
- Just Dance (série de jogos de ritmo disponíveis na internet);
- Batata quente.


Filhos autistas ensinam a ver mundo com mais empatia, relatam mães

Gerlane Lima,

aA pandemia e o isolamento social têm criado um vínculo ainda mais forte entre mães e filhos. Com muitas trabalhando em casa e as crianças sem suas atividades presenciais, a convivência tem sido desafiadora e oportuna para reforçar valores importantes.

Para mães de crianças e adolescentes com autismo, o confinamento tem proporcionado mais que a responsabilidade de preservar a rotina em casa e garantir a continuidade dos acompanhamentos. A maneira singular como enxergam o mundo pode ensinar sobre empatia e solidariedade mais do que qualquer outra experiência. 

"Ser mãe de uma criança com autismo é desafiador, mas a gente começa a enxergar o mundo de outra forma, mais leve, humana, até inocente", define a enfermeira Eliemara Lopes. A mãe de Cauã, 8 anos, percebe nele um coração sem maldade, sincero e verdadeiro. "É linda a forma como veem o mundo, apesar das dificuldades".

"Na verdade, ser mãe é uma grande aventura; o autismo apenas deixa a aventura com muito mais emoção", define esta experiência a psicopedagoga Claudia Montgomery, mãe de Davi, 10 anos. "Ser mãe de um autista é ser resiliente todos os dias, se reinventar, acreditar e perseverar", acrescenta.

Claudia conta que a vontade de ver o progresso do filho supera todos os obstáculos. "Aquele sorriso, aquele olhar, aquilo dito em palavras ou gestos, a alegria no compartilhar e no afeto, isso tudo transforma e transborda em amor mútuo", afirma.

Para Eliemara e Claudia, o mundo pós-pandemia ideal é um lugar com mais respeito. "Que as pessoas aprendam que não são melhores que as outras, que enxerguemos o próximo com suas dificuldades e limitações", deseja a enfermeira. "Que haja mais empatia e respeito, e o amor e a solidariedade sejam um bálsamo para os corações aflitos", completa Claudia.

As mães no processo terapêutico

Na vida e no acompanhamento das crianças com autismo, as mães são parte fundamental. Para a psicóloga Luanna Martins, diretora do Núcleo Desenvolve, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é um estilo de vida, portanto passar horas com o terapeuta não é suficiente. "As mães têm papel muito importante ao colocarem em prática todos os princípios no dia a dia com a criança", ressalta.

"Quando a mãe 'compra a ideia', a intervenção tem efetividade muito maior e a família se torna uma extensão da terapia", diz Luanna. "A criança consegue avançar de maneira notável, apresentando redução dos comportamentos inadequados, adquirindo novos repertórios e generalizando os comportamentos aprendidos no contexto da terapia".


Como controlar a ansiedade e não descontar na comida durante a quarentena

Gerlane Lima,

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 10% da população brasileira já apresentou sintomas característicos de ansiedade nos últimos anos, número que deve crescer com a crise que estamos enfrentando devido a todas incertezas que este período traz.

Perda ou aumento de apetite são queixas comuns de pessoas que sofrem ou já sofreram de ansiedade, um desequilíbrio alimentar tem relação direta com a saúde do corpo e da mente. Ganho ou perda de peso, falta de sono e estresse, microbiota intestinal desregulada, anemias, estufamento do abdômen e má digestão são algumas das consequências do problema. Para minimizar os sintomas da doença, a nutrição e a alimentação saudável podem contribuir significativamente para a melhora.

Marcela Mendes, nutricionista do Mundo Verde, rede de produtos naturais e orgânicos, dá dicas de como controlar e amenizar os sintomas:

Açúcar:  A procura por alimentos à base de açúcares é sem dúvida parte da rotina de pessoas ansiosas, uma vez que ele é capaz de estimular o cérebro e causar a sensação de prazer e bem estar. Mas, ele com certeza não é a melhor opção para se livrar dos sintomas. Substitua por alimentos ricos em triptofano. O aminoácido está relacionado com a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade e é encontrado facilmente em alimentos como a banana, cacau, oleaginosas, semente de girassol, quinoa e ovos.

Chás: Existem diversos tipos de chás relacionados ao relaxamento e redução da euforia, como o chá de camomila, melissa, erva doce e folhas de maracujá. No entanto, é importante de consumi-los puros, sem adição de açúcares e adoçantes.

Suplementos: Se preferir fazer uso de produtos encapsulados escolha entre suplementos a base de zinco, vitaminas do complexo B, triptofano, canela e magnésio estão na lista de aliados ao combate à ansiedade e depressão. Eles estimulam a produção de serotonina, ajudam a regular hormônios e as nossas emoções.

Saúde intestinal: Este é um ponto extremamente relevante quando o assunto é estado de humor e ansiedade. Invista em probióticos de qualidade e fibras para estimular seu bom funcionamento. Um intestino saudável pode facilitar a absorção de nutrientes e a produção de substâncias como: serotonina, dopamina e gaba, que têm relação direta com a ansiedade e depressão.

Mude seus hábitos: aos poucos, mas mude com consciência. Não pule refeições e não faça jejum sem orientação, isso pode gerar mais frustrações e perda de controle.

Estabeleça metas saudáveis: Faça um plano diário ou semanal do que comer, a quantidade ideal, as variações de alimentos e horário. O ato de organização pode te ajudar a diferenciar melhor a sensação de fome x vontade de comer e então, trará mais controle e confiança sobre si, reduzindo a ansiedade.

O Mundo Verde, maior rede especializada em produtos naturais e orgânicos da América Latina, é referência em qualidade de vida e alimentação saudável.


Nutricionista dá dicas de atividades e alimentos para crianças na quarentena

Gerlane Lima,

Especialmente na quarentena, uma alimentação equilibrada e variada é essencial para a manutenção da saúde das crianças. Se ela é responsável, em qualquer tempo, por ajudar no desenvolvimento físico, psíquico e social, nestes dias de confinamento para enfrentar a COVID-19 torna-se imprescindível para a imunidade e a saúde mental.

A nutricionista Izabelle Oliveira, da Escola Lápis de Cor, orienta sobre como as crianças devem comer e dá algumas dicas importantes às famílias. Primeiro, é preciso ter em mente que o ideal é fazer de cinco a seis refeições diárias, incluindo alimentos de todos os grupos (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais), oferecidos de forma variada, preferencialmente em pratos bem coloridos, garantindo uma boa oferta de nutrientes.

Beber água regularmente e praticar exercícios físicos em casa também são essenciais e complementam uma boa alimentação. "Estimule seu filho a ser ativo, com jogos e brincadeiras", orienta Izabelle. "Para oferecer uma alimentação mais nutritiva, busque sempre 'descascar mais e desembalar menos', assim você terá a natureza ajudando à saúde", completa.

A rotina também é muito importante. "As refeições devem ser realizadas em horários regulares, e devemos ter muito cuidado para que as 'beliscadas' não atrapalhem as refeições principais e comprometam o equilíbrio nutricional", alerta.

"A rotina escolar não parou, está adaptada, então os nossos estudantes continuam acessando conteúdos que incluem a alimentação, como já ocorre na escola", explica a nutricionista. Além disso, as famílias receberam receitas e orientações especiais para momentos de culinária com as crianças.

Atividades que os pais podem fazer com as crianças:

- Receitas que incentivem o consumo de novos alimentos;

- Arrumar a mesa, valorizando o momento das refeições;

- Piqueniques, arrumando o lanche na varanda ou em outro ambiente da casa;

- Estabelecer horários regulares para as refeições, influenciando na quantidade ideal consumida.

Alimentos que fortalecem o sistema imunológico:

- Frutas cítricas: acerola, kiwi, laranja, limão etc (fontes de vitamina C, antioxidante que auxilia na defesa do organismo);

- Vegetais verde-escuros e feijão: espinafre, brócolis e couve (ricos em ácido fólico, nutriente importante na formação de glóbulos brancos);

- Nozes, castanhas e amêndoas (ricos em zinco e vitamina E, que fortalecem o sistema imunológico);

- Iogurtes (recompõem as bactérias benéficas da microbiota intestinal e aumentam a imunidade).

Alimentos que devem ser evitados pela baixa qualidade nutricional:

- Balas, chicletes e pirulitos (ricos em açúcar, contribuindo para o diabetes e a obesidade);

- Refrigerantes e sucos artificiais (possuem quantidade elevada de açúcar e aditivos químicos e muitos elementos antinutricionais, podendo interferir na absorção de nutrientes);

- Salgadinhos industrializados (possuem altos teores de sódio e gordura, podendo elevar a pressão e causar dislipidemias e obesidade);

- Biscoitos recheados (apresentam grande quantidade de açúcares e gorduras, contribuindo para a cárie, diabetes, dislipidemias e obesidade).


Como manter o equilíbrio emocional diante da pandemia do coronavírus

Gerlane Lima,

A pandemia do novo coronavírus tem deixado o mundo inteiro em estado de alerta. A Covid-19 está presente em vários países, contaminou mais de 700 mil pessoas e matou mais de 34 mil. Ficar de quarentena como forma de combate à doença é uma situação nova para a população, que além do isolamento social também está com medo e insegurança. Para lidar com esta situação caótica da melhor maneira possível é preciso que todos fiquem atentos à saúde mental.
 
De acordo com a psicóloga do luto do Grupo Vila, Beatriz Mendes, diante de uma crise, como a provocada pela pandemia, a sensação de controle e o senso de segurança ficam abalados e a ideia de morte, tão distante para maioria das pessoas, fica mais próxima. “Rompe-se um pouco com a ilusão de total proteção que tínhamos. O Covid-19 acarreta uma ameaça física real e também uma ameaça à continuidade da vida conforme conhecíamos. Então é natural e até mesmo adaptativo que, diante desse quadro, a gente se sinta preocupado e temeroso”, afirma.
 
Por outro lado, de acordo com ela, torna-se fundamental enxergarmos o caráter protetivo desse medo. “Quando o medo nos ajuda a tomar atitudes de proteção, autocuidado e cuidado com o coletivo, é uma emoção que ajuda a nos adaptarmos ao novo. Além disso, entender que estamos tomando as medidas necessárias de proteção, evitando riscos e construindo hábitos saudáveis, também estamos lidando com ações positivas e capazes de mitigar as perdas decorrentes do adoecimento”, explica.
 
Para encarar esse momento de muitas mortes acontecendo, que traz medo e pânico nas pessoas, a psicóloga do luto fala que é importante voltarmos o nosso olhar para o potencial de casos que estão em processo de cura. “Também devemos sempre validar e observar que o que já estamos fazendo de modo a nos proteger e protegermos o coletivo ajuda a resgatar e construir algum senso de amparo para nós, além de percebermos que isso refletirá na suavização dos danos e perdas”, destaca Beatriz Mendes.
 
Ao saber que algum parente ou amigo está com a doença muitos podem cair em desespero. Para isso Beatriz Mendes orienta que é fundamental buscar informações verídicas e concretas sobre a situação de saúde do familiar ou amigo. “Para aliviar o desespero e as preocupações, devemos nos aliar à tecnologia para aproximar o contato e manter um fluxo seguro de informações sobre o ente querido adoecido”, recomenda. “Não vai contribuir muito se ficarmos fixados na pior situação de modo antecipado. É preciso viver um dia de cada vez, tomando todos os cuidados necessários. E mesmo que nosso desejo seja estar perto, é fundamental lembrar que o isolamento social é uma questão de cuidado e segurança conosco e com o coletivo”, lembra.
 
Ainda segundo Beatriz Mendes, as pessoas devem entender o verdadeiro sentido da quarentena. “Há um propósito maior e coletivo em pararmos, ficarmos em casa nos cuidando. É um tempo de recolhimento para que o retorno à nossa rotina seja o mais breve possível. E ainda que em casa, podemos estabelecer um cotidiano e perceber que várias coisas ainda permanecem sendo nossas. Estamos vivos e aprendendo, todo dia, novas formas de viver e enfrentar o que vai surgindo”, reflete.
 
A psicóloga do luto do Grupo Vila ressalta que o recolhimento social não se trata da ruptura de vínculos afetivos. “Sejamos criativos para mantermos nossas demonstrações de afeto e utilizemos todos os recursos que o mundo virtual disponibiliza para estarmos junto de quem amamos e nos fazem bem”, frisa. Diante de tudo o que está acontecendo, é de fundamental importância buscar ajuda profissional quando for necessário. “Existem vários profissionais de saúde mental disponibilizando atendimentos virtuais. Além de muitas ações de apoio emocional com profissionais competentes para conduzir um suporte telefônico ou on-line. Cada um deve buscar informações sobre essas assistências na sua região”, recomenda Beatriz Mendes.


Pedagoga defende que quarentena seja uma grande lição para o convívio familiar

Gerlane Lima,

Com a determinação do Governo do RN que suspendeu as aulas nas redes privada e pública do estado, na terça-feira (17), em virtude do avanço do coronavírus, as crianças estão em casa com suas famílias, na chamada quarentena. Como a orientação é de que não se trata de um período de férias, mas de reclusão e cuidados redobrados, é preciso repensar e reprogramar os próximos dias.

A pedagoga Luciana Queiroz afirma que esta deve ser uma grande lição para o convívio familiar. "Essa fase vai passar, mas pode nos deixar o ensinamento de que a família é importante para todos, principalmente para uma criança que está em formação de hábitos para a vida", diz.

Para ela, neste período é importante estabelecer uma rotina com as crianças, mesmo longe da escola. "Não estamos acostumados a ficar em casa por tantas horas do dia, e no momento que é lançado esse desafio, todos ficam inquietos e se questionando sobre o que fazer para administrar o tempo", afirma.

De acordo com Luciana, que é coordenadora pedagógica na Escola Lápis de Cor, é preciso manter a rotina, por exemplo, nos horários de dormir e acordar. "Se a criança dorme tarde, fica propícia e uma disfunção hormonal, podendo acarretar a falta de concentração e a mudança de humor, o que pioraria a permanência em casa", alerta.

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A alimentação deve ser ainda mais balanceada e rica em frutas, legumes, água e sucos, evitando os alimentos ricos em açúcar e gordura, sobretudo na ausência de práticas esportivas e brincadeiras livres, como corridas e bicicleta.

"É um momento das famílias aproveitarem para conversar com seus filhos, comer à mesa, observar o banho e reconhecer algumas particularidades deles, pois no dia a dia e na correria cotidiana muitas situações são camufladas para todos", afirma a pedagoga. "Precisamos tirar dessa situação pontos positivos, como o envolvimento de todos da família num diálogo produtivo".

Luciana explica, ainda, que é possível estabelecer atividades pedagógicas na rotina da casa: a organização dos pertences das crianças é um exemplo. "Pode-se organizar as roupas e os calçados observando os números presentes, as cores, as variedades, com um objetivo educativo e pedagógico, levando-as a ordená-los", mostra.

"Também é possível ensinar a arrumar a cama, dobrar os lençóis, organizar os brinquedos com todos os atributos essenciais na educação infantil: cores, formas e tamanhos", acrescenta a pedagoga. Para ela, é um momento oportuno inclusive para o que chama de educação socioemocional. "Faça questionamentos como: há quanto tempo você não usa esse brinquedo? Se a criança não lembrar, faça-a refletir se não poderia doá-lo".

Por fim, ela orienta que atividades de representação de escrita (desenhos) sejam realizadas com horários preestabelecidos, propiciando um momento específico de concentração. "Também os jogos educativos são essenciais nesse período, porque envolve todos os componentes familiares, como quebra-cabeça e jogo da memória".


Coronavírus: saiba quando ir a uma unidade hospitalar

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Divulgação
Coronavírus pertence a família de vírus chamada de Coronaviridae e tem causado doença respiratória.

Com a chegada do Covid-19 no Brasil, vários estados já estão monitorando os pacientes com casos suspeitos e, por outro lado, a população também já está em alerta. Ainda não há remédios ou vacinas para o tratamento da doença e o mais indicado é adotar procedimentos de segurança e prevenção.

O coronavírus pertence a família de vírus chamada de Coronaviridae e tem causado doença respiratória. Esta família de vírus causa e resfriados e até infecções de maior risco à saúde humana e, este novo coronavírus, traz sintomas como coriza, tosse, dor de garganta, possivelmente dor de cabeça e a febre, que pode durar alguns dias.

Com o surto da doença na China, onde se concentram os maiores números de casos, algumas características estão sendo observadas por pesquisadores e especialistas. Luciana Duarte, infectologista do Grupo América, que faz parte do Sistema Hapvida, exemplifica que a maioria dos indivíduos que adoecem, evoluem com doença branda, semelhantes a um resfriado e se recuperam espontaneamente, apenas com medidas básicas de suporte, como hidratação e sintomáticos.

“Todavia, uma parcela dos indivíduos pode evoluir com doença grave, apresentando insuficiência respiratória (falta de ar) e óbito. Os números ainda estão em estudo, mas o que esses têm demonstrado e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que cerca de 20% das pessoas podem evoluir com doença grave e a letalidade ficaria em torno de 2-3%”, explica Luciana Duarte.

Atendimento médico

Silvia Fonseca, infectologista do Grupo São Francisco, que faz parte do Sistema Hapvida, afirma que primeiramente é preciso observar a gravidade dos sintomas. “Coriza, tosse, dor de garganta, dor de cabeça e febre baixa são sintomas que podem ser tratados em casa, essas pessoas não devem sair para evitar o contágio. No caso de sintomas mais fortes, como falta de ar, febre alta, tontura, desidratação e vômitos, essas pessoas devem procurar atendimento médico independente se tiveram contato com pessoas contaminadas”.

A infectologista ressalta que esse novo vírus traz mais danos às pessoas que já apresentam alguma doença ou em idosos. Nos outros casos, a doença é mais leve, e, para prevenir, são necessários os cuidados básicos, como higienizar bem as mãos, uso do álcool em gel, e reservar as máscaras apenas para pessoas com doenças respiratórias, principalmente em ambientes de aglomeração.

É importante reforçar que ir a uma emergência hospitalar sem estar com caso grave, o paciente pode correr o risco de adquirir outras infecções. Além disso, vale destacar a consciência de não disseminar a doença e de seguir as recomendações médicas e do Ministério da Saúde para evitar novas contaminações. Divulgar informações corretas evita alardes desnecessários para a população e as fake news.

Prevenção

A infectologista Luciana Duarte diz que “os cuidados de prevenção de doenças infectocontagiosas devem sempre fazer parte do dia a dia de qualquer indivíduo, em qualquer época. Atualmente, com os casos registrados do coronavírus, algumas medidas têm sido reforçadas e se estendem à prevenção de qualquer infecção que tenha como formas de contágio as vias respiratória, fecal-oral e contato”. Abaixo, Luciana Duarte dá algumas dicas de prevenção que todos podem adotar:

• Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
• Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
• Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Manter os ambientes bem ventilados;
• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
• Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.


Carnaval com crianças: como manter rotinas e respeitar a sensibilidade auditiva

Gerlane Lima,

gePara crianças com muita sensibilidade auditiva e apego a rotinas, como as autistas, o carnaval pode ser um período difícil e até se tornar um pesadelo. Excesso de barulho, feriado longo, viagens: tudo isso precisa ser levado em conta pelas famílias na hora de planejar os dias de folia.

Seja descansando, viajando ou indo pro bloco, é preciso alguns cuidados para que a rotina das crianças não seja quebrada de forma tão inesperada e brusca. O psicólogo Gleison Souza e a terapeuta ocupacional Vanessa Maia, do Núcleo Desenvolve, dão algumas dicas e orientações para o período.

No caso das famílias que vão viajar, um exercício que funciona bem é mostrar às crianças, antes, o passo a passo, com figuras e vídeos. "Isso vai criando uma rotina visual, dando uma ideia do que vão encontrar no deslocamento e no destino", explica Gleison. Para ele, não se deve fazer surpresas no estilo: acordamos, vamos viajar! "O ideal é trabalhar com elas pequenas quebras de rotina antes de uma grande quebra como o carnaval".

Sensibilidade auditiva

Para determinadas crianças, como as autistas, alguns barulhos que para outras pessoas são "normais" se tornam insuportáveis e dolorosos. O ideal é tentar prepará-las e explicar o contexto da situação, tentando precaver possíveis surpresas sonoras e mostrando que o barulho uma hora acabará.

"Se estamos falando de uma situação que não faz parte da rotina da criança, prepare-a para o que vai acontecer, de forma gradativa: a fantasia que irá usar, a música que irá ouvir, a multidão que irá enfrentar, os confetes, serpentinas e até a pintura no rosto", orienta Vanessa.

Uma dica, segundo a terapeuta, é ir apresentando músicas em baixo volume, antes do carnaval, e aos poucos aumentando, de forma explicada. "Desta maneira, a criança vai se familiarizando com a música e com o som", diz. "Jamais devemos levá-la a uma festa sem prepará-la para o que irá ver, ouvir e sentir".

Vanessa também ressalta a importância de respeitar os limites de cada criança. "Haverá as que vão suportar ir e permanecer um pouco no bailinho de carnaval, mas também as que não", explica. Outra dica é levar objetos de conforto, como brinquedos que ela goste e a faça se sentir mais segura. "Também vale usar fones de ouvidos, quando aceitos".

Brincadeiras

Dependendo do ambiente, há uma diversidade de brincadeiras que podem ser feitas durante os dias de descanso ou folia. "As atividades devem ser compreensíveis, sem complexidade, de fácil manejo", orienta Gleison. "A bola é uma boa, por exemplo, assim como a bolha de sabão, os jogos de causa e efeito".

Vanessa também lembra que as atividades ligadas às artes são outras opções indicadas. "Além de trabalhar os aspectos cognitivos, são prazerosas, tranquilas e podem ser inseridas no contexto do carnaval", destaca. "Registrar tudo através de fotos e vídeos e depois vê-los com a criança será um momento único".


Carnaval: médicos alertam para cuidados com a prevenção de doenças

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Com cores, música e irreverência, a folia do carnaval é motivo de desejo por muitos brasileiros após a virada do ano. Data mais celebrada no Brasil, reúne milhares de pessoas nas ruas e, consequentemente, gera um contato físico maior durante os dias de feriado. E é aí que vem um alerta para o cuidado com a saúde e a prevenção de doenças que são ainda mais proliferadas no período, mas podem ser evitadas.

Para o Dr. Thiago Sampaio Camargo, médico infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein e especialista parceiro da Care Plus, há cuidados que podem ser tomados ao longo do ano, a fim de evitar doenças contagiosas, além de visitas frequentes ao médico.

Confira abaixo a lista de doenças mais comuns e saiba como evitá-las, de acordo com informações do Ministério da Saúde.

Sífilis

Segundo o Ministério da Saúde, houve um forte aumento nos registros de casos de sífilis no Brasil. Entre 2010 e 2018, a taxa de infecção da doença aumentou de 2,1 para 75,8 casos a cada 100 mil pessoas. A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.

Como se prevenir?

O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina é a medida mais importante de prevenção da sífilis, por se tratar de uma Infecção Sexualmente Transmissível. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal de qualidade também contribui para o controle da sífilis congênita.

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Herpes e mononucleose (Doença do Beijo)

Muito comum no carnaval, a mononucleose infecciosa, conhecida como doença do beijo, é uma síndrome com maior índice de incidência em pessoas de 15 a 25 anos de idade. Da família dos herpes, também pode ser contraída através de tosse, espirro e objetos levados à boca, como copos e talheres. Os sintomas frequentes e progressivos são dor de garganta, febre, calafrio, inchaço dos gânglios (ínguas), fadiga, mal-estar e sudorese.

Como se prevenir?

Como a doença é transmitida pelo beijo, a principal dica para prevenção é evitar o contato com pessoas infectadas e sempre higienizar as mãos.

Conjuntivite

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. Ela pode ser aguda ou crônica, afetar um dos olhos ou os dois. A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem, etc.).

Como se prevenir?

Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes; lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos. Não coçar os olhos e usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, ou lavar todos os dias as toalhas de tecido.

Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada, geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. No período carnavalesco, comumente esses cuidados são esquecidos, o que facilita a transmissão dessas doenças.

Dados do último boletim epidemiológico do HIV/Aids mostram que 73% dos novos casos de HIV em 2017 ocorreram no sexo masculino. Um em cada cinco novos casos de HIV estão entre homens de 15 a 24 anos (2017). Entre homens na faixa etária de 20 a 24 anos a taxa de detecção de aids cresceu 133% entre 2007 a 2017, passando de 15,6 para 36,2.

Como se prevenir?

Uma das maneiras mais eficazes de se prevenir contra as ISTs é fazer exames regulares. Inúmeros exames são sugeridos para as mais diversas formas de ISTs e com regularidades diferentes. Usar preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão.

Gastroenterite (infecção intestinal)

Gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal que afeta o estômago e o intestino delgado. Os sintomas mais comuns são diarreia, vômitos e dor abdominal. Outros possíveis sintomas incluem febre, falta de energia e desidratação.

Como se prevenir?

No carnaval, a preocupação com a alimentação deve ser levada em conta. A infecção intestinal é muito comum quando são ingeridos produtos de procedência não identificada. Por isso, é importante dar preferência a restaurantes conhecidos e lavar as mãos após ir ao banheiro. É essencial evitar consumir carnes e ovos malpassados e beber muita água, de origem confiável.

Sobre a Care Plus

A Care Plus faz parte da Bupa, que tem presença em mais de 190 países. Há mais de 27 anos, fornece soluções de saúde premium, por meio de uma ampla gama de produtos (medicina, odontologia, saúde ocupacional e prevenção de doenças para medicina preventiva). É a principal operadora de saúde no Brasil no seu nicho de mercado, atendendo a mais de 1.000 empresas e cerca de 112 mil beneficiários.


Especialista orienta sobre o que fazer em caso de água no ouvido e como evitar infecções

Gerlane Lima,

Ao sair da piscina, do banho ou do mar, pode ser comum a água no ouvido ser o incômodo de muita gente. O que pode se tornar um agravante é a maneira de solucionar esse quadro. O otorrinolaringologista Pedro Cavalcanti, do Hapvida Saúde, recomenda soluções comuns já realizadas pela população.

''As manobras que são feitas, de virar a cabeça de lado e puxar a orelha pra trás e para cima, são soluções imediatas. Além de pulinhos ou tapinhas do lado oposto da cabeça também serem bastante frequentes''. 

Se o abafamento e o problema persistirem, a água no ouvido é um alerta para os cuidados como explica o especialista. ''Se os métodos que foram feitos não solucionar o incômodo pode pingar duas gotinhas de álcool, aguardar cerca de 5 segundos e depois virar a cabeça para a água no ouvido sair''. 

Os cuidados precisam ser redobrados, caso repita os procedimentos algumas vezes e não conseguir solucionar. Em determinados casos, as soluções caseiras podem ser arriscadas e causar infecções. Então, o ideal é procurar um médico otorrinolaringologista. 

''A dor irá surgir quando ocorrer inflamações causadas pela proliferação de bactérias no ouvido. É preciso atenção porque qualquer manuseio errado pode causar infecção. Por isso, a prevenção é sempre o melhor remédio'', finaliza o médico.


Hanseníase: O que é Mito? O que é Verdade?

Gerlane Lima,

Janeiro é o mês dedicado a conscientização, combate e prevenção da Hanseníase. Popularmente, referida como uma enfermidade bíblica, a mais antiga da humanidade, a Hanseníase tem cura, mas ainda hoje representa um problema de saúde pública no Brasil.

Doença tropical negligenciada, infectocontagiosa de evolução crônica, se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É transmitida por um bacilo por meio do contato respiratório próximo e prolongado entre as pessoas. Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos minuciosos e, principalmente, da capacitação do médico. No entanto, fica o alerta: quando descoberta e tratada tardiamente, a Hanseníase pode trazer deformidades e incapacidades físicas.

No Brasil, o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde. 

Para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, a dermatologista Sandra Durães, Coordenadora da Campanha Nacional de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia, destaca o que “MITO” e o que “VERDADE” sobre a doença:

- Hanseníase: doença tão antiga que já foi eliminada! É MITO

A Hanseníase ainda possui grande ocorrência grande no mundo e, principalmente, no Brasil.

- Pessoa de qualquer sexo, idade e classe social pode “pegar” a Hanseníase! É VERDADE

Apesar de qualquer um estar sujeito a adquirir a bactéria, 90% da população tem resistência para adoecer.

- Apenas a população de baixa renda tem Hanseníase. É MITO

Qualquer um pode ter a doença. Locais de moradia aglomerada facilitam a sua transmissão.

- A Hanseníase pode causar deformidades e incapacidades físicas! É VERDADE

Com diagnóstico e tratamentos tardios, há o risco de graves sequelas. Isso pode ser evitado com o tratamento rápido, que cura e é gratuito em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

- É possível “pegar” Hanseníase de um animal! É MITO

A Hanseníase só é transmitida de uma pessoa que tenha a doença na forma infectante, e não tratada, para outra pessoa

A aglomeração de pessoas facilita a transmissão da Hanseníase! É VERDADE

Ambientes muito fechados e com pouca circulação de ar são locais propícios para a transmissão da doença.

Ao suspeitar dos sintomas, procure uma unidade de saúde da família mais próxima ou um dermatologista nas unidades de saúde do SUS e, também, no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Especialista alerta para prevenção de dengue e síndromes gripais

Gerlane Lima,

O período de chuvas começa a se intensificar em boa parte do Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste devido aos fatores climáticos das regiões, e algumas doenças como as Síndromes gripais (Influenza A (H1N1) e Influenza B), doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, (dengue, zika e chikungunya), são motivos de preocupação para a maioria da população, principalmente a que mora em áreas afetadas pelo grande volume de águas. 

De acordo com o Superintendente Nacional de Rede Própria do Hapvida, Anderson Nascimento, essas são doenças graves que todos os anos acometem a população e precisam de cuidados, isso porque elas podem ser confundidas com os sintomas da gripe, gerando complicações no quadro, caso não sejam tratadas. “É de fundamental importância a população reconhecer os sintomas dessas doenças e buscar atendimento médico. Os principais sintomas se manifestam, principalmente, através de dores no corpo, febre, tosse, desânimo, dor atrás dos olhos, dor de cabeça e dor de garganta. Nas crianças, pode ocorrer coriza (secreção no nariz), olhos lacrimejando e tosse. Procurar uma unidade de saúde o mais breve possível pode salvar vidas”, explica o médico.

O especialista afirma que é necessário redobrar a atenção durante o regime de chuvas e tomar as devidas precauções. “Caso o paciente tenha apresentado algum desses sintomas e tenha sido medicado no centro médico, mas não apresentou melhoras, a recomendação é voltar rapidamente para o hospital, fazer os exames necessários para que seja possível diagnosticar a enfermidade de forma acertada e ficar em observação”, esclarece Anderson.

Além disso, Anderson alerta para o público jovem estar mais atento aos sintomas e buscar atendimento médico, haja vista que essa população não se encontra no grupo prioritário de vacinação, mas quando são acometidos pelas doenças podem sofrer danos irreversíveis.

 Prevenção

O médico garante que alguns cuidados básicos podem contribuir para se prevenir dessas doenças, principalmente da dengue. “Medidas simples como usar telas nas portas e janelas, evitar o acúmulo de água em recipientes e pneus, limpar calhas, piscinas e aquários e colocar areia nos vasos de plantas, são ações importantes para proteger todos da casa contra o mosquito causador da dengue. É fundamental também as famílias criarem uma rotina semanal de checar os reservatórios para evitar criadouros dentro do mosquito nas casas”, destaca Anderson.

Com relação às síndromes gripais, o especialista explica que transmissão pode ocorrer através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, espirrar e tossir ou por meio das mãos (tocando boca, nariz e olhos) após contato com locais contaminados.

Por isso, as recomendações para se prevenir são: não compartilhar alimentos, copos toalhas e objetos de uso pessoal; lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar; e procurar um médico ou unidade de saúde mais próxima em caso de gripe para diagnóstico.

A influenza é uma doença transmitida através do vírus influenza e provoca febre, dores de garganta e outros sintomas. A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, podendo haver anos com maior ou menor intensidade de circulação de vírus influenza. Os sintomas da influenza A aparecem entre 3 e 7 dias após contato com o vírus. Existem outros tipos de influenza que podem trazer danos à saúde.

Já a dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue transmitidas pelo Aedes aegypti: sorotipos 1, 2, 3 e 4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.


Exercícios físicos no veraneio: saiba como não perder o foco nos treinos durante as férias

Gerlane Lima,

Litoral, sol, piscinas e mar. Esses são os destinos mais comuns na época mais aguardada do ano, as férias de verão. Entre os passeios, viagens e lazer em casas de praia, aqueles que passam o ano inteiro nas academias fazendo exercícios e cuidando do corpo muitas vezes relaxam e deixam os treinos um pouco de lado.

Porém, estar na praia não é motivo para abandonar os exercícios. A rotina e a rota podem até mudar um pouco, mas o hábito pode e deve permanecer sendo executado. A empresária Lorena Dapieve conta que, apesar de estar passando o mês em uma casa de praia no litoral, não abandona as atividades físicas. “Os treinos fazem parte da minha rotina e eu faço por prazer, lamento quando não consigo realizar essa parte do meu dia a dia e, por isso, mesmo não indo diretamente ao ambiente da academia, me exercito na praia mesmo, com as devidas orientações do personal”, relata.

Devido à consciência dos benefícios dos exercícios físicos estar cada vez mais presente nas pessoas hoje em dia, os treinos são mantidos por alunos como Lorena, tanto ao ar livre quanto em hotéis e pousadas que dispõem de equipamentos de treino. A opção de treino na praia é a mais utilizada, graças à alta dos exercícios funcionais, em que os alunos fazem um circuito de exercícios até mesmo na areia, comandados por um profissional de educação física e visando manter o corpo ativo.

“Geralmente os treinos mais comuns no verão são as caminhadas ou corridinhas na praia. Por serem ao ar livre, essas atividades se tornam mais agradáveis. Mesmo assim, é extremamente necessária a orientação de um profissional para essa mudança na rotina de treinos. É necessário estar atento à transição, mesmo que rápida, também nos aspectos de hidratação e proteção solar”, explica o profissional de Educação Física da Bodytech Tirol, Emmanuel Lacerda.

Os treinos externos e em contato com a natureza despertam o corpo e também a mente, além dos benefícios da vitamina D, que é responsável pelo equilíbrio mineral do corpo e previne doenças autoimunes. “Pratico essas atividades ao ar livre e é sempre muito prazeroso, muda a rotina e dá um ar de leveza maior aos treinos”, conta Lorena.

Para os alunos da Bodytech, o app BTFIT é um auxílio nos treinos fora da academia. Com ele é possível montar uma rotina de treinos em qualquer lugar e a ferramenta é uma boa pedida para quem está longe da cidade, como nos casos de viagem, por exemplo. “O app dispõe de treinos personalizados, programas de treinamento, aulas coletivas e treinos de 15 a 25 minutos, e tudo isso pode ser usado pelo aluno no momento em que ele escolher ser ideal para os exercícios”, conclui Emmanuel.


Pedagoga dá dicas para escolher a escola ideal para as crianças

Gerlane Lima,
Divulgação
Ao entrar na escola, as famílias precisam ter acesso, em primeiro lugar, à Coordenação ou Direção Pedagógica.

Com a proximidade do fim do ano, muitas famílias precisam decidir onde vão matricular os filhos, seja para iniciar a vida escolar ou mesmo trocar de colégio. As dúvidas são muitas e passam por questões como espaço físico, localização, metodologia e custo-benefício. A pedagoga Luciana Queiroz dá algumas dicas importantes para ajudar na decisão. "A escola precisa ter uma estrutura que dê condições à criança para que tenha autonomia", afirma.

Uma das maiores dúvidas dos pais é sobre quando matricular o filho na escola. Para Luciana, coordenadora pedagógica na Escola Lápis de Cor, em Natal, quanto mais cedo, melhor. "Na primeira infância, de 0 a 3 anos, a integração em um ambiente coletivo é essencial para a organização da rotina estabelecida por horários e sequências de situações de aprendizagem que levam o bebê a pensar sobre as coisas e executá-las", explica.

Um ambiente arejado, projetado e adaptado para a autonomia das crianças também é um fator a ser levado em conta. "Até os seis anos, na primeira e segunda infância, elas precisam mais do que nunca estar em locais abertos, claros e estruturados, tendo condições de agir sobre o ambiente", aconselha. "A metodologia precisa ser ativa, trabalhar o desenvolvimento cognitivo, social e motor, fundamentais para o desenvolvimento humano", completa.

Conhecendo a escola

Luciana diz, ainda, que, ao entrar na escola, as famílias precisam ter acesso, em primeiro lugar, à Coordenação ou Direção Pedagógica. "Estes profissionais darão aos pais os recursos que permitam entender quais pensadores e teorias a escola aplica para a formação integral", afirma. "E aí eles avaliam se estão de acordo".

Para a pedagoga, a escola deve proporcionar uma formação cidadã pautada em valores que levem ao pensamento coletivo. "A criança vai agir não só por ela, mas pelo outro, desenvolvendo características como empatia e resiliência", ressalta. "Ela não deve estar apenas imersa em conteúdos, mas vivenciar conceitos estabelecidos para viver coletivamente".

Aula-visita

Algumas escolas de Natal oferecem às famílias a oportunidade de conhecer previamente e mais profundamente seus espaços e metodologias em um dia de atividades. A Escola Lápis de Cor, por exemplo, faz um convite aos pais para que vejam como acontece a imersão das crianças na língua materna e inglesa, já que é bilíngue.

Enquanto os gestores fazem a apresentação da proposta pedagógica aos pais, as crianças ficam com os professores simulando um dia letivo na escola, com atividades lúdicas e outras programações.

A escola mostra como trabalha seus projetos, oportunizando a pesquisa e a busca de respostas não só junto ao professor, mas nos dados coletados. "Os estudantes aprendem que a criticidade sobre o que se apresenta é importante, que são seres pensantes e reflexivos desde pequenos", afirma Luciana.


Colônia de férias é o ideal para pais que continuam trabalhando

Gerlane Lima,

O verão já chegou e as férias escolares também. Este é o momento perfeito para que a rotina das atividades infantis seja desacelerada e para que os pais busquem opções saudáveis, lúdicas e divertidas de lazer e entretenimento para seus filhos.

Depois de um ano inteiro de estudos, esportes, idiomas e outros estímulos físicos e intelectuais, os pequenos estão com todo o tempo livre e cheios de energia, mas, enquanto isso, muitos pais continuam trabalhando e não conseguem dar toda atenção que as crianças merecem.

Com o intuito de agradar os pequenos e auxiliar os pais, a Roboeduc, escola especializada em Tecnologia e Robótica para alunos de todas as idades, lançou mais uma edição da colônia de férias. Este ano, a escola traz uma edição especial, que vai focar na cultura Maker, do “faça você mesmo”, para estimular as crianças e proporcionar passatempos que unam diversão com aprendizado, sem deixar de lado, é claro, as aulas de programação, as atividades envolvendo a robótica e modelagens 3D, que já são desenvolvidas durante todo o ano na Roboeduc.

Estimular a criatividade, sem esquecer da diversão, é o principal objetivo da Roboeduc na colônia de férias. Para os pais, que continuam trabalhando e cumprindo seus horários tranquilamente, a ação torna-se um suporte a mais no dia a dia. Além disso, tem o prazer de saber que o filho estará gastando energia brincando, mas também aprendendo. “Final de ano é o período mais longo de férias escolares e os pais têm essa opção, que estimula o desenvolvimento da criança. Além disso, todas as práticas realizadas incentivam a reciprocidade, respeito mútuo e trabalho em equipe, gerando um impacto muito positivo na formação infantil”, conta a coordenadora pedagógica da escola, Jadiliana Tavares.

Durante a programação, além das oficinas de robótica, também são trabalhadas as brincadeiras mais atuais, como oficinas de Slime e YouTube. As brincadeiras tradicionais, como amarelinha, pique-esconde e pular corda também fazem parte da programação. “A gente corre, brinca, mas o que eu mais gosto é de montar robô, já montei carro e avião”, comenta Igor Dantas, de 9 anos, participante ativo da Colônia de Férias.

A pedagoga Jadiliana Tavares revela que é possível se divertir e aprender nas férias.  “Desde que o estilo mais tradicional de ensino seja deixado de lado e que o tempo livre das crianças seja explorado com brincadeiras e atividades que possibilitem maiores estímulos, dá para inserir conhecimentos das disciplinas da grade comum curricular nas brincadeiras. Para as crianças e adolescentes, é preciso fazer com que eles enxerguem algum significado no que estão fazendo”, diz.

O diretor executivo da Roboeduc, Cássio Leandro, explica que as crianças ficam mais felizes e associam saberes mais facilmente durante uma atividade mais lúdica. “É por meio dessas atividades que as crianças e os adolescentes criam, consertam e modificam objetos do seu jeito, com suas próprias mãos, o que torna essa experiência bastante significativa, já que desenvolve a criatividade e o talento para a área tecnológica. É fundamental proporcionar experiências educativas no campo da diversão”, conta.

Toda a programação já está sendo realizada no Complexo Tecnológico da Roboeduc, em Morro Branco. Todo o plano de atividades é indicado para crianças a partir dos três até 14 anos de idade. A colônia de férias tem duração de três horas, nos horários da manhã e tarde. As atividades seguem até o dia 20 de dezembro, com uma pausa durante as festividades de Natal e Réveillon, e retornam no dia 7 de janeiro de 2020, seguindo até o dia 17 do mesmo mês. 


Harmonização corporal: procedimentos estéticos oferecem resultados mais satisfatórios

Gerlane Lima,

Unir num mesmo tratamento vários protocolos de procedimentos estéticos.  A alternativa está sendo apontada como uma das mais eficazes para o alcance do corpo ideal. Em Natal e João Pessoa, a Clínica Emagrecer vem trabalhando a harmonização corporal como uma ferramenta a mais para apresentar resultados satisfatórios aos clientes - respeitando, claro, as diferenças e particularidades de cada pessoa.  Assim, após uma minuciosa avaliação, o paciente segue o protocolo indicado para amenizar as suas queixas, sejam elas gordura localizada, flacidez ou celulite, por exemplo.

O fisioterapeuta e empresário, Hallamo Saraiva, que está à frente da Clínica Emagrecer nas duas cidades, explica que, como o próprio nome sugere, a harmonização corporal visa promover a harmonia entre a saúde da pele e os contornos do corpo, por meio de procedimentos estéticos combinados. “O objetivo é gerar um resultado bastante natural. Na prática, é possível, por exemplo, eliminar a gordurinha localizada para melhorar o contorno corporal, além de tratar sinais de celulite, estrias e flacidez. É a maneira mais segura e eficaz de garantir que as partes do seu corpo combinem com o todo”, detalha Hallamo.

A esteticista Ianne Câmara, que compõe a equipe de profissionais envolvidos na avaliação e diagnóstico da harmonização corporal, explica o processo de identificação do melhor tratamento para cada queixa. “Existe uma personalização dos protocolos. Então, cada paciente tem um protocolo pessoal e, de acordo com suas necessidades apresentadas no momento da avaliação, é montado o cronograma de atendimento, que unirá diferentes tratamentos num mesmo protocolo”, conta.

Todo o processo busca a percepção natural dos resultados. “O tratamento para gordura é diferente do tratamento para celulite. Então, na harmonização, nós buscamos tratar diversas queixas num mesmo protocolo. Queremos que, quando o paciente se olhe, perceba que está havendo uma melhora no quadro geral e não por partes”, exemplifica Ianne.

Procedimentos estéticos requerem tecnologia de ponta e profissionalismo. A recomendação geral é que as pessoas interessadas em intervenções combinadas, como a harmonização corporal, busquem clínicas sérias. Isso porque, no processo, participam especialistas que planejarão quais procedimentos são necessários, quando e como serão realizados.

"Quando falamos da nossa saúde, estamos tratando de um bem precioso. Por isso, para realizar uma harmonização de fato é preciso recorrer a lugares possuam todas as tecnologias disponíveis no mercado, além de profissionais capacitados e treinados. Só assim, é possível fazer o perfeito cruzamento entre suas insatisfações com a própria aparência e as reais necessidades do seu corpo", enfatiza Hallamo.


Novembro Azul: câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens

Gerlane Lima,
Em todo o Brasil, o mês de novembro é dedicado ao combate e prevenção do câncer de próstata, localizada na glândula que só o homem possui e que se encontra na parte baixa do abdômen. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata no país.

Ainda de acordo com a pesquisa, o câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, sendo a cada 41 homens, pelo menos 1 morrerá de câncer de próstata, doença que normalmente acomete homens idosos. O exame deve ser realizado a partir dos 40 anos em pacientes considerados de alto risco, ou seja, que já tenham histórico na família. 

O Urologista do Hapvida Saúde, Felipe Melo, alerta para os sintomas que normalmente são silenciosos e ressalta a importância do tratamento individualizado. “Geralmente o homem vai ao médico com desconforto urinário, com a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal’’.

O diagnóstico precoce ainda é a melhor possibilidade de alcançar a cura. Alguns fatores podem ser considerados "protetores", como atividade física, baixo peso, baixo consumo de gordura. Mas, não são determinantes no aparecimento da doença. ‘‘Em torno de 90% dos casos são curados, quando realizado o diagnostico precoce’’.

O especialista reforça que existem algumas barreiras que vêm sendo ultrapassadas nos últimos anos, como por exemplo, a resistência masculina em procurar ajuda médica.  “O apoio e incentivo familiar pela  busca da prevenção tem um papel importante na superação do preconceito. Também é recomendado manter um estilo de vida saudável", finaliza.


Tecnologia proporciona cirurgia de implante dentário sem dor

Gerlane Lima,

Associar procedimentos dentários à dor é uma ideia que tem ficado para trás. A tecnologia é quem tem mudado esse cenário e, por meio das cirurgias guiadas por computadores, tem transformado o universo da odontologia mundial. A possibilidade de implantar dentes sem as temidas dores ou o sangramento excessivo, chamou recentemente a atenção do professor Edson da Silva Lima. “Eu já vinha em visitas ao dentista desde fevereiro, e descobri sobre a cirurgia guiada por computador. Só tinha dentes na parte inferior e isso me incomodava. Poder implantar dentes e no outro dia e ir trabalhar normalmente é muito bom. Além disso, só saber que não teria dor, facilitou muito”, relata.

Os implantes do professor Edson foram realizados pelo cirurgião bucomaxilofacial Rodrigo Rodrigues. O especialista conta que os avanços tecnológicos facilitam a vida de quem procura corrigir o sorriso. “A cirurgia é indicada para qualquer paciente que necessite de implantes, por perda total ou parcial dos dentes. A tecnologia implementada no procedimento vem revolucionando a vida de muitas pessoas, em especial, aqueles que tinham medo de tratamentos odontológicos, que podem ser atendidos com a certeza que terão o mínimo de dor” explica.

Ainda segundo o dentista, no método convencional de cirurgia para implantes, o paciente é exposto aos cortes para que sejam inseridos os implantes, o que torna a recuperação mais longa e cuidadosa. “Na cirurgia guiada, não são necessários cortes, pois o cirurgião opera através de uma guia 100% virtual e feita previamente, que auxilia na remoção do tecido gengival unicamente no ponto do implante, o que torna o procedimento mais rápido, além de mais seguro e assertivo que o tradicional, devido ao planejamento prévio, que evita possíveis imprevistos”, assegura.

Levando em consideração que o tempo cirúrgico é reduzido, nessa técnica guiada o pós-operatório é mais agradável e diminui a morbidade e o uso de medicamentos para dor, como ressalta Dr. Rodrigo. “Os benefícios são vários, como o conforto associado ao mínimo de trauma, rapidez na execução e qualidade final no resultado do tratamento. Esses fatores permitem que o pós seja otimizado. Na maioria dos casos, o paciente consegue voltar à sua rotina de trabalho no dia seguinte ao procedimento”, detalha.

Implantes dentários no Brasil

Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo) mostrou que cerca de 800 mil implantes são realizados anualmente no Brasil. Sobre próteses dentarias, a pesquisa revela que 2,4 milhões são produzidas no país. Além disso, o levantamento revelou que 16 milhões de pessoas não possuem dentes e outros 14 milhões perderam algum dente, o que justifica a grande procura por implantes dentários.

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