PMDB pode retirar o time de campo?

Leonardo Souza,

Sim, de protagonista a um mero coadjuvante, assim poderá sair o PMDB potiguar nas eleições desse ano. O partido criou a todo custo, condições favoráveis para disputar o governo do Rio Grande do Norte, esqueceu apenas de um detalhe: Ter um candidato 'natural' para realizar este feito.

Disputar o governo do estado não é uma tarefa fácil, a história mostra que as candidaturas criadas sem o apelo da população, ficam longe do êxito na eleição.

Foi exatamente isso que o partido de Henrique Alves empreendeu por aqui. Elaborou as razões para uma ampla aliança, mas não construiu um nome capaz de despertar a causa nas pessoas. Resultado: Não tem respaldo eleitoral.

Sem viabilizar ninguém a essa altura do campeonato, restaria outra alternativa ao PMDB do quê apoiar um nome já em via popular?

A última esperança da legenda foi derrubar a candidatura de Fátima Bezerra (PT) ao senado, através da influência com o ex-presidente Lula. Queriam Fátima fora da disputa com Wilma, mas dentro da coligação, apoiando o candidato do PMDB. Pretensão nunca foi de menos.

Mas, Lula não apareceu, o plano não rendeu e o Partido dos Trabalhadores achou até graça desse episódio.

Por fim, passado o carnaval e antecedendo a Semana Santa, o PMDB deve começar a ensaiar uma saída honrada da pré-eleição, abrindo mão da causa para apoiar nomes em melhores condições. Uma saída honrada, mas não menos frustrada.  


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