Ver a Espanha é como repetir sobremesas de doce de coco

Edmo Sinedino,

Pela facilidade que o fraco time do Uruguai venceu ao Tahiti chega-se a conclusão de que não foi tanto mérito da Espanha assim nos 10 a 0.

É que a imprensa brasileira tem a mania, o velho complexo de vira-latas de endeusar o que não é nosso.

O que essa Copa das Confederações está mostrando?

Em quase todos os jogos,  um futebol previsível e sem grandes avanços técnicos e táticos.

A Espanha, sem os seus melhores, contra esse Tahiti, demorou mais de 30 minutos para fazer o segundo gol.

E jogando um futebolzinho pobre.

O “tic-tac” é bonito, envolvente, impressiona a posse de bola?

Sim, mas o que me impressiona mais é o medo dos adversários da Espanha.

No jogo contra o Uruguai isso ficou latente.

Jogando assim, e os adversários se comportando desta mesma forma, por muito tempo ainda Iniesta e Xavi vão reinar.

Na verdade, o futebol mundial passa por uma crise.

A Espanha joga bonito, é a melhor, e tudo o mais, no entanto, onde está o júbilo, a emoção que provoca a jogada espetacular.

Minha nossa! Faltam Pelés, Garrinchas, Maradonas, Messis, Neymars, Romários, Ronaldos.

Ver a Espanha jogar é como comer muito doce de coco...enjoa.

É tudo muito previsível, metódico, melhor para os meninos ficarem nos jogos eletrônicos.


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