Seleção: basta uma goleada contra um "pato morto" para que o oba-oba recomece

Edmo Sinedino,

fimdejo_09Nunca muda. O time de Galvão Bueno e companhia vive de engodo. Quer dizer, eles tentando, como sempre, iludir o torcedor do Brasil. Não conseguem. Duvido que alguém acredite, faça uma aposta real na conquista de uma Copa do Mundo pelo time comandado por Tite.

Nesta sexta-feira, largada da Eliminatórias, o recomeço das tentativas. O Brasil venceu de 5 a 0. Para eles, show de bola, todo mundo jogou bem, confetes e confetes. Ilusão, até mesmo nessa fraca competição classificatória o Brasil vai enfrentar dificuldades, claro, pois vai continuar insistindo com jogadores que já provaram que não têm talento e nem mesmo espírito de seleção.

Não dá para ver o treinador insistir com Roberto Firmino, Danilo ou Phellipe Coutinho, por exemplo, e nem aceitar as "invenções", novidades de Tite a casa convocação dependendo do diz a imprensa da Europa. Desta vez ele inventou o Douglas Luiz, um jogador comum que, se estivesse atuando no Brasil nunca seria lembrado.

Uma partida de classificatória, em casa, contra uma Bolíva, eu escrevi textos parecidos antes da Copa de 2014, antes de 2018. Testes, testes, jovens reais valores tendo oportunidades, não importando se eles atuam no Brasil ou no exterior. No caso de agora, jogadores com Gabriel Menino, Patrick de Paula, Gerson, Bruno Henrique, Pedro, Vinícius Júnior, por que não Thales Magno, Caio Jorge, Gabriel Verón, já deveriam fazer parte do grupo.

O Brasil demora demais a aproveitar seus meninos. Duvido que isso aconteça em outras seleções. Não entendo essa repetição absurda de atletas que, em competições passadas já mostraram seus limites, onde não deveria haver e provocaram desilusões, parece, já esquecidas, como a partida eliminatória contra uma, arrumada, é bem verdade, mas comum Bélgica.

Fundamental que talentos raros como Marcelo, Thiago Silva, Casemiro e Neymar sejam mantidos, todos eles, como uma grande base, a chamada "espinha dorsal" suportando a carga emocional e fazendo os meninos começarem a brilhar. Receita antiga que anda em desuso no proceder dos treinadores modernos de invenções tolas, como se, para jogar futebol, o talento não fizesse mais a diferença.

O Brasil não precisa de jogadores para brilhar em partidas contra uma pobre Bolívia, não, precisamos de jogadores que sejam os mesmos, mantenham o mesmo nível elevado de rendimento mesmo quando o adversário é Argentina, Alemanha, e tanto faz que o jogo seja amistoso ou em final de Copa do Mundo.

 Esses "talentos" de Tite eu já sei o limite, infelizmente, a imprensa do Brasil, quase todo mundo, esquece, basta que aconteça uma goleada contra um "pato morto" para que o oba-oba recomece.

*Foto: twitter oficial da CBF

Tags: bolivia brasil danilo firmino marcelo neymar
A+ A-