O Potiguar não conseguiu segurar a "avalanche" pelo lado direito

Edmo Sinedino,

Pensei que o América correria mais riscos jogando com o Netinho na ala.Tirando isso, o que eu pensei, na maior parte, aconteceu.

Celso Teixeira tentou tirar proveito da escalação de Netinho na ala.Só não contava que o meia deslocado cumprisse bem seu papel.

Também já deveria esperar ele que o técnico Roberto Fernandes reforçasse a marcação do setor.

Estiveram sempre ajudando por ali os volantes Daniel e Ricardo Baiano, algumas vezes até mesmo o Fabinho.

Mas onde o América ganhou mesmo o jogo foi na forçada da jogada pela direita.E como funcionou hoje. Parecia uma avalanche.

Norberto e Fabinho, contando com outro ator importante, o Daniel, fizeram a festa por aquele lado.

Celso mudou no primeiro tempo ainda, tirou um ala, colocou um lateral, mas de nada adiantou.

Além da forte jogada por ali, o time rubro ainda contou com o Itamar fazendo com perfeição a função de centroavante.

E atacante de referência minha gente, não tem mais que ficar paradão na área, não! O Itamar saía, abria espaço, arrastava zagueiro quando tinha que arrastar, e prendia quando tinha que prender.

Essa “sanfona” do negão abria espaços para as investidas dos alas pela direita, e ainda dava ao Cascata, a chance de poder jogar nesses claros abertos na defesa do Potiguar.

Só não funcionava, da mesma forma, ou mesmo de forma nenhuma, as jogadas pela esquerda.

Índio foi muito mais um meia de ajuda na criação e na pegada que atacante de beirada.

No segundo tempo, o América mudou, se encolheu? Não, diria que se acomodou.

Correu riscos desnecessários e foi salvo por uma jogada individual de Daniel.

Exagero? Acho que não. Naquele momento do jogo poderia acontecer sim até uma virada.

Depois do terceiro gol, assim como depois do primeiro na etapa inicial, o time rubro não correu mais riscos, e poderia ter feito mais que 4 a 1.

Agora, domingo, o bicho vai pegar no clássico.

E haja adrenalina!


Tags: america, risco, daniel, lance, salvou, classico
A+ A-