O gol

Edmo Sinedino,

Toda rodada é a mesma coisa. Independente de atuação, o destaque é o gol. Claro, claro, a grande maioria deve dizer que é o mais importante, e é, mas ele não aparece nos esportes coletivos sem a divisão de tarefas, a muitas mãos ou pés. Para os colunistas, maior parte, não importa, o nome que fica é o gol.

Como só temos o Alemão para acompanhar, por enquanto, trago os exemplos do Bayern de Munique, tratado com o supertime do momento porque desfila tranquilo, batendo todos os adversários, fracos, à exceção de dois ou três, do Campeonato alemão. Independente de idade, antigos ou jovens comentaristas falam a mesma linguagem.

Semana passada o herói foi o Kimmich. O belo gol que marcou na vitória sobre o Borússia o colocaram no patamar dos melhores do mundo, dos "diferentes", e ele não é. O gol foi belo, sem dúvida, mas contou com a "parceria" do goleiro adversário. Um colunista o pôs no rol dos jogadores de um "novo tempo", vamos dizer assim, exemplo de como deve ser o jogador do futuro. E existe essa bobagem?

Na rodada de hoje, o nome, que passou apagado na rodada anterior, quase sem pegar na bola (não marcou) foi o polonês Lewandokski que, neste sábado, na goleada do líder, seu time, sobre o Fortuna Düsseldorf por 5 a 0 marcou duas vezes. Um blogueiro  já pediu bola de ouro para ele, enquanto que outros tantos repetem exageros que estendem também à equipe.

Na semana que vem pode tudo ser diferente, ou quando voltarem os jogos da Champions e aqueles que já pregam o time bávaro como melhor da Europa mudam de tom, vestem outra camisa sem precisar nem reconhecer que exageraram na dose dos elogios.


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