Libertadores: Flamengo e Athletico eliminados por Argentinos e Santos passa no sufoco

Edmo Sinedino,

gersonfla_09Uma noite para esquecer na Libertadores. O Athletico, já previsto, não conseguiu vencer o Ríver Plate, perdeu de 1 a 0, gol de pênalti aos 83 minutos. Até aí tudo bem. Depois foi a vez do Santos. O Peixe perdeu em casa de 1 a 0 para a LDU, mas, menos mal, classificou,  pois venceu em Quito de 2 a 1.

 O baque maior viria mais tarde. O Flamengo caiu em pleno Maracanã para a fraca equipe do Racing. Um jogo atípico, mas quem assistiu do meu lado, companheiro de rádio 96, Marco Aurélio, vai lembrar do que falei sobre as chances desperdiçadas pelo Flamengo. O futebol não perdoa, ainda mais quando se trata de Libertadores.

O treinador Rogério Ceni não tem cacife para treinar um Flamengo. Isso deveria ter ficado claro quando ele não soube, não teve poder para debelar a crise no Cruzeiro. Mas a direção apostou e nas partidas que comandou o rubro-negro ele demonstrou insegurança, escalações equivocadas e até demora nas trocas, como se deu nesta terça-feira fatídica.

A conta veio. Você não pode ficar insistindo com jogadores como Vitinho, que abusam de perder gols e fazer jogadas de peladeiros. O nível profissional de uma Libertadores não perdoa. Ou escalar o De Arrascaeta longe de sua melhor forma, pós cirurgia com um Diego 100% no banco de reservas.

O drama começou com a expulsão do mais sereno e seguros dos jogadores do Flamengo, o Rodrigo Caio. Assim que o zagueiro central saiu de campo o Gustavo Henrique voltou ao normal dele no Fla e deu um gol de presente. O time tinha que que correr atrás com um jogador a menos.

Rogério Ceni ao invés de mostrar coragem e manter o time forte, dominador, dando sangue novo sacando Arrascaeta e Vitinho colocando Diego e Pedor, fez entrar o garoto João Gomes para, dessa forma,  fazer William Arão tapar o buraco com a saída do Rodrigo Caio. 

Coisa de treinador sem imaginação e coragem, pois era hora do tudo ou tudo. E só depois, tarde, fez entrar o Pedro que já devia ter voltado do vestiário. O mais incrível é que o Ceni ainda tirou o Everton Ribeiro, criativo, decisivo, mantendo Vitinho em campo. Queria perder?

Aconteceu ainda o milagre. Arão, um dos destaques do jogo, de cabeça, em escanteio batido por Diego que, muito tarde, havia entrado no lugar de Gustavo Henrique, empatou a partida. Ironia do destino. Arão foi de herói a vilão e justamente ele foi o único a desperdiçar a penalidade.

O Flamengo está fora da Libertadores, desta vez para uma equipe que estava em vias de demitir seu treinador por maus resultados seguidos. Agora, quem corre sérios riscos de perder o emprego é o próprio Rogério Ceni, afinal, são duas eliminações seguidas: Copa do Brasil e Libertadores e estamos falando do time de maior torcida do Brasil.

*Foto: Alexandre Vidal/CRF


Tags: arao ceni racing santos vitinho
A+ A-