Gerson, "Canhotinha de Ouro", completa 80 anos

Edmo Sinedino,

Vi uma homenagem linda do Roberto Vieira, poeta, escritor fantástico, ao Gerson, o nosso canhota de ouro.  Genial Gerson. Só quem conhece de futebol sabe dimensionar a importância dele na Copa de 1970. O gênio completou hoje 80 anos e recebeu homenagens de Fla, Flu, Bota, São Paulo e Fifa.

Só quem odeia brucutus vai saber e lembrar que Gerson era meia e volante ao mesmo tempo, cadenciava e apressava o jogo ao seu bel prazer. Gerson gênio e vencedor em todos o clubes que passou. O ritmo vencedor do tricampeonato mundial do Brasil.

O papagaio falador, o homem da vantagem em tudo, o que não é nada para quem vive no país de Bolsonaro, e sabe que, naquele tempo, a grana era muito curta para tanto talento. Qual o mal em levar "aquela vantagem em tudo, certo?"

Minha nossa Senhora dos desaparecidos! Quando vamos ter um novo Gerson? Nunca. Imitações baratas, sem intenção, claro, surgem às centenas, todos eles, sem exceção, milionários jogando a metade, da metade do canhota.

Coisas da vida. Vou escrevendo e vendo os gols do Botafogo, do Fluminense, do São Paulo, da seleção brasileira saindo dos pés mágicos, do pé esquerdo mágico deste cara fantástico que completou 80 anos. Ele também jogou no Flamengo, foi seu primeiro time profissional.

Tenho certeza que, mesmo no ano de completar 33 anos, em 1974, não fosse a contusão, teria evitado aquele vexame da seleção de Zagallo, afinal, talvez o treinador fosse ele, em campo.

Didi, Zizinho, Gerson, como bem disse o cronista poeta, nunca mais!


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