Beto entrou faltando 3 minutos; as "chances" que os garotos das bases têm

Edmo Sinedino,

É uma limpa das bases. Me desculpem os torcedores do América, pode até parecer que tenho algo contra o clube rubro, mas vejo isso todo santo dia e nunca vou me cansar de combater. As bases nunca aproveitadas.

Enquanto acompanhava a partida do América contra o Globo, me atualizando de tudo, me lembrei que o Juninho, volante, que nunca teve chance de jogar em sequência no rubro, apesar de ter feito belas partidas ainda sob o comando de Leandro Campos, vai jogar o segundo turno no Santa Cruz. E tem o outro Judson, volante, que não sei onde anda.

De Maike Van Van nunca mais tive notícia. Jadson foi ignorado e, até de forma antiética, praticamente descartado pelo Moacir Júnior, o forasteiro da vez, hoje se não me engano está no Ceará.

Ainda hoje vi a transferência de Adílio, atacante de qualidade, melhor que alguns que ficaram e custaram caro ao rubro, emprestado para uma equipe da Segunda Divisão do futebol português. Bom, tem mais um monte de exemplos...

O desfecho do que penso veio hoje, no finalzinho da partida, escrevo para fazer registro mesmo: o garoto Beto, joia rara, talento que deveria ser aproveitado mesmo, adocicado, dado moral, entra na partida faltando três minutos para o jogo acabar.

E era uma partida que o rubro vencia de 2 a 0, com um homem a mais, poderia ter colocado o garoto logo depois do segundo gol, enfim. Depois, nas redes sociais, se ele não vingar, vai ter torcedor afirmando que ele "teve todas as chances". Revoltante.

Digo isso, pois foi assim que acompanhei, dia desses, um comentário afirmando que o Tiquinho, Soares, gozou dessa oportunidade no América e não aproveitou. Nesses casos lembro sempre de Judson: se não fosse aquele milagre da Copa do Brasil ainda estaria sendo emprestado para outros clubes de menor expressão do Nordeste.


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