Assembleia da FNFS acaba em confusão e muitas denúncias de irregularidades

Edmo Sinedino,

macau123_09macau123_09Acompanhei na manhã de ontem (quarta-feira, 15) do que pretendia ser uma Assembleia Geral da FNFS para aprovação das contas da gestão de Fausto Cunha. Muita confusão e supostas irregularidades apontadas por representantes de clubes que, para o presidente, não tinham direito a voto e nem voz. O tempo esquentou.

Apenas seis clubes listados pelo presidente teriam direito a participar. A grita foi geral. O primeiro ponto apresentado pela oposição: o mandatário não poderia presidir a Assembleia. E destacaram isso mostrando o Artigo 7, comprovando o que afirmavam. No entendimento de Fausto, ele estaria legal e só seria impedido de presidir a Assembleia Eletiva.

Num certo momento, o vice presidente da gestão, que não quer mais fazer parte do "time" de Fausto, João Maria, representante de Macau,  se revoltou com a atitude do presidente, chamou-o de mal caráter, acabou  também ofendido e quase os dois se atracam indo às vias de fato. 

Depois de muita confusão, e nada que sequer fosse parecido com uma Assembleia de apreciação de contas, o presidente Fausto Cunha deu por encerrada a Assembleia e  contas aprovadas, provocando surpresa até mesmo nos seus aliados. Não houve demonstrativo de receitas, despesas, ou qualquer documento apresentado.

Por esse motivo, muito provavelmente, ainda não existe a palavra oficial de um representantes da oposição, mas acho que será dada entrada numaação judicial para anular o que, na verdade, não aconteceu. Me parece óbvio isso.

Segundo ainda membros da oposição, o presidente ignorou o Estatuto da entidade e está criando dificuldades para uma eleição transparente. Apenas seis equipes presentes com direito a voto e voz. ABC, fundador da Federação, que pode até  não ter direito a voto, mas a voz sim.  

Segundo informação do próprio Fausto Cunha, antes do início da Assembleia, tem direito a voto quem a Confederação mandar. Mas e o Estatuto? Todos entendem que tem haver respeito ao documento que rege as federações.

Fausto Cunha afirmou, em alto e bom som,  antes do começo da Assembleia, que esta  seria "a eleição mais limpa da história da entidade fundada em 1957". Os oposicionistas perguntaram então se a eleição que o colocou na presidência, foi ilegal? Sem dúvida, pergunta cabível.

Dênis Lisboa, Djavan, Gileno Souto, Jorian Fontes, Inaldo Costa, Sílvio e mais o apoio de  nomes que fizeram história no futsal- Agamenon, Zé Carlos, Juca, Cacau e outros - querem o que definem como o "resgate do futsal" e classificam a gestão de Fausto como a pior da história.

Vamos esperar as próximas ações, se bem que, nesses casos devemos esperar e torcer por uma solução amigável, de ajuntamento de forças, mas nesse caso, me parece impossível. Ouvi também entre os opositores se falar no termo intervenção. 

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O caso Dênis Lisboa

Impedido de falar na Assembleia, o professor Dênis Lisboa, representante do ABC, ele que foi um dos maiores nomes de nosso futebol de salão, até admite que o clube que representa esteja, neste momento, sem direito a voto. Ele questiona, no entanto o absurdo de falta de democracia, pois o alvinegro é um dos fundadores da federação.

Para surpresa, Dênis conta que, dias atrás,  recebeu ligação do próprio Fausto, pedindo seu voto, sufrágio que ele concedeu no pleito e que o colocou na presidência na eleição passada. Só que, desta vez, às claras, o abcdista afirmou que não votaria nele. 

Fausto questionou, se chateou, disse que procuraria o presidente do clube, e ficou nisso. Para surpresa de Dênis e de todos, o voto do ABC que ele pediu, agora, depois de saber que não seria dele, perdeu a validade. O ABC está inapto.

E parece que essa situação não é única, pois segundo denúncias de outros representantes de ligas, como Macau, que teria participado de todas as competições e estaria sendo tirado o direito de votar. Esse caso, evidente, deve parar na Justiça.


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