As vitórias do Palmeiras me doem duplamente

Edmo Sinedino,

Nem mesmo a presença de Veron, que entrou depois, nem mesmo fato de Renato Gaúcho ter feito a preferência por Paulo Miranda, no lugar de nosso Tonhão (Rodrigues) me fez torcer pelo Palmeiras. Em todos os jogos desse time verde, os torcedores, tenho amigos e um filho, Filipe, me perdoem, torço contra. Não teve jeito, entetanto, a vitória verde saiu com um gol de um estrangeiro, Gustavo Gomes, que, também não entendo, tratam como super jogador. 

O problema, porém, meus amigos, é o Felipe Melo. Eu nunca suportei esse cara. Sua passagem desastrosa pela seleção do não menos brucutu Dunga, suas atitudes, sua forma de atuar, sempre provocando, destratando e machucando, ou tentando, compenheiros de profissão me fizeram tomar ojeriza a esse atleta que considero exemplo da prática do anti-jogo. 

No entanto, neste domimgo, dando chutões para o lado, reclamando, batendo, se livrando da bola, enfim,  para alguns, e até para o idiota comentarista Paulo Nunes, foi um dos destaques do duelo diante do Grêmio, primeira partida da final da Copa do Brasil.

Como se não bastasse o que representa dentro de campo, o Felipe Melo desde que foi contratado pelo Palmeiras, ganhando o absurdo salário de R$ 800 mil por mês, tornou-se, em campo, o maior representante do genocida Bolsonaro e sua trupe, posando ao seu lado em conquista de título, fazendo continência e outras obscenidades do gênero.

Felipe Melo, para mim, é o retrato mais fiel da decadência absurda do futebol brasileiro que, mesmo quando ganha, perde. Não por menos que esse mesmo Palmeiras que ele comanda se tornou piada na disputa do Mundial ao perder as duas partidas que disputou. Nenhuma delas contra um time de representatividade.

Domingo que vem, às 18h, no Alianz Parque, em São Paulo, a segunda partida da decisão da Copa do Brasil. Estarei de novo vidrando na tevê torcendo contra Felipe Melo.

Sobre o jogo (sem paixão)

O Palmeiras foi melhor todo o tempo que esteve com onze. Brigou mais pela bola, criou as melhores jogadas, teve duas chances claras de marcar. O Grêmio, nada. O criador, Jean Pierre jogando atrás, jogadas de ataque individuais e previsíves. Depois, quando o Luan foi expulso, Renato encheu o campo de atacantes, o Abel de defensores, jogando somente com o Veron na frente. Pressão sem organização, o empate poderia ter saído, mas não seria merecido.

*Foto: Twitter do Palmeiras

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