América peca no ataque e fica no empate sem gols diante do Campinense

Edmo Sinedino,

Difícil falar sobre uma partida que decepcionou. O empate do América diante do Campinense, 0 a 0, foi frustrante. O time rubro terá que buscar o resultado sábado que vem em Campina Grande. Não sei se minha opinião é igual à maioria, mas achei o time paraibano mais efetivo nas jogadas de ataque. O duelo primeiro, desta partida de 180 minutos, foi realizada na tarde deste sábado, na Arena das Dunas.

Não foi, de novo, uma semana de preparação como um treinador gostaria. Renatinho foi atrapalhado pelas contusões. Se ressentiu da falta de Elvinho, não contou com Leozinho, ala, além de não escalar de começo dois jogadores super importantes na campanha – Guedes e Alvinho – que não estavam 100%  recuperados e prontos para jogar. Max, que não atuava desde julho, foi escalado com a 9.

O primeiro tempo fiquei meio sem entender a continuidade da insegurança, me pareceu, dos jogadores rubros. Será que foi a presença, ótima, da torcida? Não era para ser o contrário? Tanto que em nenhum momento houve vaia ou falta de apoio. Observei várias ações precipitadas, chutes sem pretensão e falta de tranquilidade na hora da criação das jogadas. Um maior domínio territorial, um pouco mais de posse de bola, nada mais. Um resumo do time na primeira etapa: falta de criatividade e efetividade no setor ofensivo.

No segundo tempo, quase a mesma pegada. Entraram Alvinho e Felipe Cruz, saíram Max e Felipinho. Se bem que, novamente, as situações , não chances de gols, quase não tivemos, foram do Campinense, o que não significa que o time de Campina Grande foi melhor. Evidente que a gente tem que levar em consideração os problemas que o Renatinho tem enfrentado, e teve que escalar Max que não jogava há três meses e o Alvinho, sem estar 100% recuperado. De novo, fico com a impressão que o time rubro potiguar é melhor, mas precisa saber transformar essa supremacia em resultado e gols.

Renatinho Potiguar

O técnico Renatinho Potiguar falou sobre a partida e, apesar do empate, afirmou ter ficado satisfeito com o rendimento dos seus comandandos, fazendo a ressalva da falta de objetividade, diria, no quesito conclusão e criação. “Falei com o Luiz Henrique, por exemplo, que precisava um pouco mais de determinação e fazer algo diferente em algumas jogadas perto do gol, e não só o previsível”, disse.

O treinador destacou o valor do adversário que joga junto deste o começo da competição e, principalmente, os problemas que tem enfrentado desde que assumiu. “Terminei a partida sem mais opção de mudar no ataque, de fazer ou tentar algo diferente”. Ele destacou Max que não vinha jogando, parado muito tempo, e Alvinho sem estar recuperado totalmente. “Estou confiante, assim é mata-mata, jogo de 180 minutos, o fato de decidir em Campina Grande é normal. Tivemos dificuldades, mas podemos e vamos melhorar”, acredita.

O jogo terminou 0 a 0, qualquer empate em Campina Grande, sábado, 16, leva a decisão para as penalidades. O treinador Renatinho Potiguar nã vai poder contar com o goleiro Samuel Pires, que tomou o terceiro cartão.

Falhou

A segurança e vigilância, que sai tão cara aos cofres dos clubes. Torcedores que compraram ingressos mais baratos pularam para outros setores sem que nada acontecesse. Administração da Arena das Dunas sempre falhando quando é mais necessária sua atuação.

Público: pagante de 7.333 e não pagante 29, total em campo 7.361 para uma renda bruta de R$ 291.565.

O América jogou com Samuel Pires, Felipinho (Felipe Cruz), Jean Pierre, Rômulo e Iranilson (Roni); Wellington César, Erick Varaã e Esquerdinha (Patrick Alan); Luiz Henrique e Max Alvinho).

*Foto: Canindé Pereira/AFC

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