A decepção norueguesa

Edmo Sinedino,

Talvez eu seja muito chato e exigente quando o assunto é futebol da Europa. Vi os melhores momentos de Borússia Dortmund, em casa, perdendo de 1 a 0 para o Bayern, eventual campeão, gol de Kimmich, falha do goleirão Bürki, adiantado e "mão de repolho".

Um jogo truncado, sem belos lances, muita troca de passe, quase chutes, o que mostra o quesito de domínio de bola bem acentuado. Sim, nada de profundidade, alargamento, quase tudo concentrado no meio, muita marcação e ajuntamento. Um futebol feio.

Tive a curiosidade de ver em ação a "maravilha" chamada Haaland, norueguês nascido no Reino Unido, em Leeds. Decepção. Vejo sempre um colega jornalista falar tantas maravilhas que fiquei pasmo. 

O galegão teve duas chances claras de gol, mas mostrou qualidade nenhum, nem de arremate, visão de gol ou técnica apurada. Evidente que um jogo só é muito pouco, mas prometo ver outros e rever meu conceito, se for o caso.

Lembrei de Fred, sim, Fred, que está fazendo lobby de todo jeito para continuar jogando, agora pelo Flu (e vai conseguir). Lembrei dele porque uma coisa é você marcar muitos gols e brilhar contra "minhocas", outra bem diferente é enfrentar equipes e marcadores de bom nível.

Haaland saiu machucado aos 27 minutos do segundo tempo. Nada fez. No futebol do mundo temos muitos exemplos desse tipo de jogador, cito sempre um que, tenho certeza, muita gente fica irritada comigo, o nosso Daniel Alves, que costuma dar show de bola contra equipes fracas e passar vergonha contra equipes que têm jogo forte na extrema.

Sorte de Daniel e muitos outros é que a grande maioria que acompanha futebol é cega, e, claro, seu mérito em ter conseguido muitos títulos é incontesti. Assim é o subjetivo futebol, onde Telê e Zico numa ganharam uma Copa do Mundo, mas Parreira, Felipão, Zinho e Mauro Silva, sim.


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