Uma história solidária

Edmo Sinedino,

rubao_09Quem me conhece e acompanha já me ouviu falar sobre Rubens Lemos (foto), o comentarista esportivo.

Sabem que foi ele que me proporcionou a primeira grande, incalculável alegria de ser “elogiado na rádio”. Parece bobagem? Mas na época não era.

E no outro dia, na rua, Aparício Menezes de Carvalho, Beijinha, Zé Sapateiro e outros sessentões da Cidade Alta me tratando diferente, comentando...o galego (eu) foi elogiado por Rubens Lemos, diziam admirado.

Alguns nem sabiam que eu jogava no Força e Luz de Ranilson Cristino.

Depois, já profissional, 'arengueiro', era a voz de Rubens Lemos, única, no rádio que se levantava para me defender quando era expulso por colocar o dedo em riste na cara de um árbitro.

Foi sua única voz que ouvi acreditar no meu pleito quando escrevi uma carta endereçada ao presidente do Alecrim (publicada no Diário de Natal), time que eu já defendia na época, destratando esse presidente por suas promessas não cumpridas.

Quase todos me criticavam, zombavam até, dizia um que a “carta” não podia ter sido escrita por mim (claro, jogador de futebol tem que ser analfabeto), e imaginavam ali uma armação de dirigentes querendo me tirar do Alecrim.

Rubens Lemos não. Ele acreditou e defendeu que o texto era meu, que a vontade era minha, que a indignação era minha. Ele já conhecia, sem me conhecer, um pouco de minha alma.

Rubens Lemos já havia notado que eu jogava no “seu time” e me defendia sempre, mesmo quando para isso tinha que contradizer o que acabara de afirmar um colega seu de microfone, muitas vezes na mesma resenha esportiva.

Era sim.

Por isso, no espaço do blog, reproduzo uma carta de gratidão do ex-jogador Lerson Fernando, hoje diretor do IFRN da Cidade Alta, meu amigo, endereçada a nosso amigo comum, Rubinho, filho do Rubão.

Vejam abaixo:

História solidária

Data: 04 março 2013 - Hora: 18:05 - Por: Rubens Lemos Filho

Peço licença ao leitor para transmitir uma mensagem que surpreende pela coragem do autor em ser grato. Sim, a gratidão hoje é um chicote de ousadia no mundo de tanta falsidade e conveniência. É uma história sobre o meu pai. Caiu na caixa de e-mail enquanto pensava, no sábado, o que Rubão(falecido em 1999), faria aos 70 anos.

Sempre alegria e gesto, brandindo sua espada de autenticidade. Sem ódio nem recalque. E sofreu um bocado. Ridicularizando os seus carrascos. Estaria esbanjando os valores expostos pelo professor Lerson Maia, diretor do IFRN da Cidade Alta. Para mim sempre Lerson, menino promissor do ABC. Saudade danada.

Amigo Rubinho,

Inicio este depoimento com certa intimidade, ao chamá-lo de amigo, e ainda denominá-lo no diminuitivo, Rubinho, haja intimidade. Acredito que tudo isso está relacionado com a importância que seu pai, Rubens Lemos, teve e tem em relação à minha vida. No velório, ali na rua São José, relatei em poucas palavras, até porque o momento não permitia uma longa conversa, a importância do seu pai na minha vida.

Estávamos vivendo  1981 e o ABC treinava na sua antiga sede e também concentração, em Morro Branco. Vivíamos em fase de transição para iniciar em definitivo os treinamentos em Ponta Negra. Era sábado pela manhã, em torno de 11h30, após a tradicional e atualíssima recreação.

Os jogadores se reuniam na recepção da sede para receber algum bicho (denominação da gratificação recebida pelos jogadores e comissão técnica por vitória ou empate) atrasado ou adiantamento de uma parcela do pagamento do salário mensal. Como se dizia na época, tinha jogador que era enxada, ou seja, comia na frente, ou melhor, recebia o salário adiantado, quando chegava o final do mês não tinha mais nada para receber.

No entanto, neste período o ABC passava por uma senhora crise financeira, acho que uma das piores passadas pelo clube nas ultimas décadas. Estávamos com os salários e bichos atrasados. A situação era tão complicada que alguns jogadores de fora do estado, estavam indo fazer refeições nas casas dos jogadores da terrinha. Esta situação possibilitou uma forte amizade entre o grupo, o que refletia no campo, que mesmo passando por uma crise profunda financeiramente, ganhávamos os jogos e se jogava um excelente futebol.

Neste dito sábado, estava eu na recepção, na presença de vários jogadores, bastante ansioso, porque o bicho que iria receber seria destinado para pagar a inscrição do vestibular em Educação Física, que encerraria o período de inscrição na segunda-feira seguinte. Para a surpresa desagradável de todos nós jogadores e familiares, o diretor do ABC, Edmilson Teixeira, irmão do então presidente do clube, Edson Teixeira e o Fernandinho, irmão do ex-senador João Faustino, ambos  diretores de futebol, chegaram à recepção e informaram que o dinheiro que tinha sido solicitado por empréstimo para realizar o pagamento não tinha sido liberado pelo banco e que somente no próximo sábado sairia o pagamento dos bichos referentes às vitórias sobre os saudosos Força e Luz e o Ferroviário.

Neste momento a casa caiu sobre minha cabeça: Como eu iria fazer a inscrição do vestibular se não recebesse aquele dinheiro? Papai, pobre relojoeiro, já tinha me informado que estava sem dinheiro para que eu pudesse realizar a tal inscrição. Fiquei desesperado, porque iria perder a oportunidade de fazer o vestibular, e perderia todo o esforço e tempo que fiz ao ter estudado durante o ano, no antigo e tradicional cursinho Pré-vestibular Ferro Cardoso, ali em frente a Praça André de Albuquerque.

Mas permaneci esperançoso. Fiquei na recepção à espera dos diretores para tentar sensibilizá-los pela minha causa. A sala da presidência estava com vários diretores reunidos. Aos poucos foram saindo os diretores e eu os abordava contando minha história e demonstrando o desespero que me encontrava, prestes a perder o vestibular.

De todos recebia a péssima resposta que infelizmente não poderia fazer nada, porque o banco não tinha liberado o empréstimo e eles também não tinham dinheiro para fazer o adiantamento para que eu pudesse fazer a tão sonhada inscrição (grande mentira, todos eram empresários bem sucedidos, que com certeza teriam o que equivale hoje a oitenta reais).

Já cansado de receber respostas negativas e quase sem esperança, sai da sala da presidência o jornalista Rubens Lemos, que na época se não estou enganado, exercia a função de assessor de imprensa do ABC e, em tese, o que teria a menor possibilidade de emprestar o dinheiro para que eu pudesse fazer a tão sonhada inscrição no vestibular. Pensei até em não abordá-lo, porém, o desespero era tanto que pensei comigo que o máximo que poderia receber era outro não.

No entanto, surge o homem na maior plenitude da palavra e do significado que esta palavra pode ter. Ao me dirigir a Rubens Lemos e contar minha situação ele olhou para mim, apertou minha mão, perguntou qual seria o curso que iria tentar o vestibular e disse: “Me acompanhe até o carro”; e não somente repassou o dinheiro da inscrição, como também o dinheiro equivalente às passagens de ônibus.

Amigo Rubinho, eu não preciso contar mais nada! Passei no vestibular, logo em seguida deixei de jogar futebol profissional, fui jogar por hobby no Riachuelo Atlético Clube, integrando uma das melhores equipes formada pelo saudoso RAC. No início dos anos 80, fui ser professor da rede pública estadual, e em seguida fiz três especializações. Sou professor concursado desde 1991 do atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte- IFRN, antiga Escola Técnica, hoje com mestrado em Educação. Sou consultor e formador do Ministério do Esporte, atualmente estou Diretor do Câmpus Natal Cidade Alta/IFRN.

Devo muito desta trajetória ao teu pai, exemplo de homem público, como dizia Ortega y Gasset, “o homem é o homem e suas circunstâncias”. Um jornalista que soube, assim como o mestre João Saldanha, alinhar o equilíbrio humanista de justiça social com a visão crítica sobre o futebol, o homem que imerso na euforia das conquistas do futebol brasileiro até os anos 1980, sabia como ninguém refletir sobre a sociedade brasileira. Parabéns pelo pai que você teve, ou melhor, que você tem. Os pais nunca deixam de existir, mesmo quando deixam esta existência.



Raylan, 23 anos, vem por indicação da comissão técnica

Edmo Sinedino,

raylan_09O meia Raylan (foto) é mais um contratado pelo ABC para a disputa da Série B do campeonato Brasileiro deste ano.

O jogador e 23 anos já está em Natal e realizou exames médicos no clube. Uma boa que o rapaz seja um jovem valor.

Ainda bem, ao que tudo indica, a comissão técnica do professor Paulo Porto não está mesmo deixando o ex-treinador Ferdinando Teixeira contratar.

Se deixar, se preparem, vai aparecer um monte de “ex”. Todo mundo conhece as preferências do diretor remunerado.

O reforço do alvinegro foi cria Bahia de Feira, mas já teve passagens por Atlético-GO na Série A do Campeonato Brasileiro em 2012, e depois retornou ao time baiano.

Em 2013, disputou o Campeonato Baiano pelo time de Feira de Santana.

Ano passado o meia esteve no Atlético/GO, disputou 14 jogos, sendo 11 no Brasileiro e três pela Copa Sul-Americana. Assinalou três gols.

O time goiano quis comprar os direitos do atleta mas não chegou a um acordo com o Bahia e ele acabou voltando para Feira de Santana.

Recebi informações de que o jogador atua como meia e ala. Boa sorte para ele, e para o ABC.



Presidente esclarece e confirma a negociação de Júnior Xuxa

Edmo Sinedino,

Agora, sim.

O mistério está sendo, aos poucos, resolvido.

Júnior Xuxa deve mesmo deixar o ABC. E essa negociação envolvendo sua saída não é de hoje.

O presidente Rubens Guilherme disse que “era natural o jogador negar”, e deve ser, claro, para se preservar.

Um outro esclarecimento de Rubens Guilherme: não é só com o Santa Cruz que o ABC negocia, mas também com o Náutico.

Os dois clubes querem o jogador.

O interessante dizer é que não foi somente pela atuação de Júnior Xuxa ontem, na vitória de 3 a 2 sobre o Sport, não. O interesse é antigo.

Perguntei ao presidente qual o clube teria a chance maior de levar o atleta. Aí, evidente, ele falou na questão da valorização financeira.

Isso quer dizer que o clube que oferecer a maior vantagem deve contratar o meia.

Ele acha, opinião particular, que o Santa Cruz tem mais chances.

E o presidente também deixou ciente que o ABC vai ter uma compensação financeira na nagociação.

E disse também que um outro meia, além de Geovani, contratado, deve ser procurado para ocupar a vaga de Júnior Xuxa.



Presidente confirma saída de Júnior Xuxa do ABC; atleta, no entanto, diz nada saber

Edmo Sinedino,

O presidente Rubes Guilherme, do ABC, confirmou, por telefone, que o meia Júnior Xuxa estaria deixando o clube.

E explicou que o atleta recebeu uma proposta muito boa, irrecusável, do Santa Cruz de Recife.

Disse Rubens, ainda, que o próprio jogador fez o pedido, e que foi atendido pela direção.

“O Júnior (Xuxa) nos ajudou muito, e a proposta do Santa Cruz foi muito acima do que a gente pode pagar. Eles estão com dinheiro, e podendo, por isso resolvemos atender o jogador”, disse o presidente do clube.

Estranho que, logo depois, segundos depois que postei a informação no twitter, o próprio meia, no seu microblog, negou o acerto.

Disse Júnior que nem ele ou o empresário sabiam de nada sobre o assunto.

Veja exatamente o que disse o atleta no twitter:

"pois fui pego de surpresa pq até agora nem eu sabia não fui informado nem pelo meu empresário nem por ninguém do ABC".

PS: Agora, quem precisa dar um esclarecimento sobre o assunto é o presidente do clube.



Vaninho e Ricardo Baiano vão ter convivência pacífica, claro

Edmo Sinedino,

Vaninho e Ricardo Baiano brigaram durante a decisão do Campeonato Potiguar.

Isso é fato.

Mas é fato também que os acontecimentos da partida, as brigas, as declarações, as provocações ficaram no passado da disputa.

Ricardo Baiano já havia declarado em seu twitter que os novos companheiros serivam bem-vindos.

A mesma coisa disse Renatinho Potiguar em entrevista ao programa Esporte em Pauta, da tevê Assembléia.

E Vaninho, na chegada, falou a mesma linguagem de conciliação. "Jogamos agora na mesma equipe", disse.

Vamos torcer pelo bom desempenho dos refoços.



Direção do Potiguar ainda não formalizou proposta a Celso Teixeira

Edmo Sinedino,

Vi agora no portal futebolpotiguar que a direção do clube campeão estadual ainda não formalizou uma proposta para a permanência de Celso Teixeira.

Fui ao site do Potiguar e na vi nada sobre o assunto, assim como nada se fala em outros noticiários esportivos.

O certo é que o treinador disse ter falado com o presidente por “cinco minutos” e que, até agora, nada de proposta.

O que é estranho.

Normalmente, quando um treinador ganha um campeonato é logo procurado para a renovação de contrato.

Será que a direção do Potiguar já enxergou o óbvio?



Quatro jogadores do América reforçam o Baraúnas na Série C

Edmo Sinedino,

O América já acertou o empréstimo de quatro jogadores para o Baraúnas – o zagueiro Ramon, o meia Lailson e o atacante Deivison, além do volante Judson.

O meiocampista Felipe Macena, um dos destaques do América no Estadual, também era pretendido pelo Leão, mas permanece no América.

Os garotos, que dificilmente seriam aproveitados na disputa do Brasileiro da Série B, disputam a terceira divisão pela equipe de Mossoró.



Paulo Porto elogia desepenho da equipe; eu elogio o treinador...

Edmo Sinedino,

O técnico Paulo Porto elogiou, no site do clube, a postura de sua equipe na grande vitória sobre o Sport, ontem, na Ilha do Retiro.

O técnico, na verdade, também merece elogios. É visível o crescimento da equipe sob seu comando, mesmo ele não tendo conseguido chegar à final do campeonato.

Suas mexidas, modificações táticas, têm sido decisivas para o crescimento da equipe em todos os jogos.

No primeiro, em Natal, a entrada de Rodrigo Silva, a mudança de função de Jean Carioca.

Na partida de ontem, a mudança de Geovani por Diogo e depois a entrada de Jean Carioca demoliram o Sport.

Os jogos seguidos sem perder, e contra equipes qualificadas, provam a competência do comando.

É importante, no entanto, ressaltar que as contratações de reforços continuem sob o crivo do técnico e seu assistente.

Veja o que disse o treinador sobre o jogo:

“A equipe mostrou a sua força e todos estão de parabéns. Sabíamos que o jogo seria difícil, principalmente o começo, que eles viriam para cima, o que aconteceu, mas a equipe estava muito determinada, sabia a vantagem que tinha e que não bastaria só se defender, tínhamos que atacar, pois um gol complicaria muito a vida deles”.

Sobre a reação:

“O importante é que a partir do momento que tomamos o gol o time não se acomodou. Procurou a solução dentro de campo, criou algumas oportunidades e chegou ao empate, o que dificultou para eles. Depois tomamos um gol no final do primeiro tempo, quando não podíamos, mas novamente tivemos força para voltar do intervalo e chegar à vitória. As dificuldades que tivemos, nós mostramos capacidade para superar”.

Chutão:

“Eu gosto de equipe que jogue futebol. Não gosto de chutão. A equipe tem que trabalhar a bola, estar bem posicionada quando perder a bola, mas na hora que estiver com a bola tem que ter movimentação, jogada de qualidade e isso o ABC vem mostrando, uma equipe equilibrada, que sabe defender, mas também quando sai para o ataque sai com qualidade e cria muitas oportunidades de gol”. 



Luxemburgo, Muricy, Abelão e Maldonado; o futebol do Brasil...

Edmo Sinedino,

Foto: site do Grêmio

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Você não acredita no futebol do Brasil. Impressionante, mas eu prefiro dizer: indecente.

Luxemburgo (foto) continua treinador do Grêmio. “É nas derrotas que me fortaleço”.

Uma afronta.

No Santos, que jogava bonito, pra frente, com brilho e ousadia, Muricy Ramalho fez o seu estrago.

E ainda tem quem o defenda para a seleção brasileira.

O Fluminense, time com craques do nível de Deco, Tiago Neves, Fred, patina , inseguro, numa Libertadores sem qualidade.

Abelão, herói de jornalistas cegos, ainda lamenta os desfalques. Vê se pode...

E para fechar o noticiário sobre o futebol do Brasil: acreditem: o Corinthians contrata Maldonado.

Aquele mesmo volante ruim de bola, que só sabe dar botinada, mas foi ídolo do São Paulo, Santos e Cruzeiro.

No Flamengo não o foi porque o time estava sempre em crise e ficou evidente o quanto ele era grosso.

E tem mais: Maldonado vem de contusão grave, e estava parada por quase um ano.

Eita, futebol do Brasil!


A "guerra" de correntes do América continua

Edmo Sinedino,

Foto:site do América

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O futebol é muito difícil.

E um clube de futebol dividido é a coisa mais triste do mundo.

Conversando com várias pessoas do América a gente fica sabendo de muita coisa...

E posso até estar errado, mas tem gente, dentro do América, torcendo para que o clube dê errado, querendo o insucesso de Alex Padang (foto).

Tem gente trabalhando contra, numa guerra surda, mesquinha, que seria respeitada por mim se fosse aberta, transparente.

Se é contra, se posicione. Diga os motivos. Se Alex está fazendo algo errado se reúne, aponte, e se ele não tomar medidas, use a imprensa, o Conselho...enfim.

Só não pode é o clube ficar sofrendo com esse jogo de empurra, essa balela de OAS e coisas do gênero.

Claro que o América ficaria bem melhor se tivesse a Arena América, o Arena das Dunas, o Barrettão, por que não?

Qual o problema de fazer um acordo para utilizar o estádio da Copa?

E se é contra, mostre a cara, diga os motivos. O América sempre teve a tradição da união, jogar por baixo do pano não faz o gênero desse clube que conheci.

O mais correto é uma oposição às claras, do que o fingimento de ser situação.

Agindo assim, certamente o clube vai ganhar muito mais.

Que essas pessoas mostrem a cara, até para que nós, da imprensa,possamos colocar seus nomes e ver o que a torcida acha disso tudo.



Atuações: Rodrigo Silva e Lino foram os melhores em campo

Edmo Sinedino,

Atuações do ABC na vitória de 3 a 2 sobre o Sport.

Lopes: Não achei que o Lopes teve grande atuação. Ele mostrou insegurança em alguns lances, e acho que falhou no segundo gol. Mas também fez intervenções importantes. Nota 6,5.

Bileu – Não repetiu a grande atuação do jogo passado, mas fez bem o seu papel, marcou como se deve e saiu para o jogo em algumas oportunidades. Nota 7,5.

Leandro Cardoso – Foi bem no jogo. Mostrou segurança, bem por cima e por baixo no duelo com o atacante Nunes. Algumas pixotadas também, mas faz parte. Peca quando sai jogando, se afoba. Nota 7,5.

Vinícius – Esteve “acordado” e quando joga dessa forma se sai bem. Sabe jogar. Marca bem, tem boa recuperação e, normalmente, mostra qualidade na saída para o jogo. Nota 8.

Lino – O melhor, disparado, da defesa. Por incrível que possa parecer, já que não é um atleta de velocidade, marcou bem como terceiro zagueiro, como lateral e ainda fez a função de ala em algumas jogadas. Nota 8,5.

Leandro Santos – Vai subindo no conceito de todos. Bom marcador, incansável, e começa a ter mais confiança, por isso errou menos passes. Foi sobrecarregado na partida de hoje porque o ABC tinha dois meias que não marcaram. Nota 8.

Mateus Cancian – Uma atuação discreta, notei pouco sua presença no desarme, e isso não é bom para meiocampista de marcação. Chegou na frente também muito pouco e poderia ter jogado mais com Lino pelo lado esquerdo. Nota 6,5.

Júnior Xuxa – Foi igual a novela. “Melhorou só no final” da partida, após, coincidência ou não, a entrada de Jean Carioca. Fez a grande jogada do gol de empate e teve outras boas participações quando ia ser substituído, cansado. Mas pode render muito mais. Nota 7,5.

Geovani – Apareceu pouco na partida. Não criou boas jogadas, e não voltou para ajudar na marcação. Foi substituído no intervalo. Nota 5.

Vanderlei – Se movimentou bem, criou boas jogadas de arrancadas, e algumas individuais. Finaliza mal, e isso o atrapalha demais como atacante. Acho que também precisa aprender a jogar mais pela beirada do campo. Nota 7.

Rodrigo Silva – O que dizer do “matador”? Teve participação decisiva na partida. Marcou dois gols, abriu espaços, segurou zagueiros, fez bem o pivô e cresce de produção a cada jogo. E foi determinante, claro, na vitória. É o artilheiro da Copa do Brasil. Nota 9.

Jean Carioca – Entrou muito bem. “Despertou” o ABC para a vitória. Quando joga na frente, caindo nos lados do campo é insuperável. Fez jogadas determinantes e deu passe monumental para o terceiro gol. Nota 8.

Diogo Barcelos – Teve papel tático importante, mas acho que, por ter entrado depois, poderia participar mais, ajudar mais, brigar mais. Nota 6.

Rodrigo Santos – Não teve tempo de mostrar quase nada, mas teve a sorte de marcar o terceiro gol. Mostrou frieza. Sem nota.



Um gol legítimo, um pênalti, e fim de jogo aos 45, cravados...

Edmo Sinedino,

Jailson Macedo.

Eu tinha medo do baiano. Mas o ABC não deu chance ao baiano. E o jogo estava sendo mostrado pela tevê.

Mas, os cartões amarelos por suposta “cera”, três, a “bondade” com os jogadores do Sport, um pênalti não marcado, um gol legítimo anulado, ainda poderiam ter complicado a vida do ABC.

Amarelo supostas demora na reposição de bola e o mesmo cartão amarelo para uma agressão criminosa d zagueiro Aílson sobre Rodrigo Silva.

Ele tirou o atacante do ABC de campo com chute no alto do ombro, pegando o pescoço.

Tomara que o jogador do alvinegro esteja bem.

Querem uma prova cabal e definitiva de que Jailson Macedo não fez uma arbitragem independente? Simples: quantos minutos ele deu de desconto? Nenhum.

Se o jogo estivesse 3 a 1 para o Sport, quando será que ele daria.

A coisa mais suspeita, para mim, deste jogo, muito mais que o pênalti e o gol anulado, foi o fato dele terminar a partida a exatos 45 minutos.

Faço questão de falar da arbitragem também quando o resultado é favorável.

Esse é um item que precisa de muita, mas muita atenção de nossos dirigentes, cada dia, mais.



ABC vence o Sport e chega à terceira fase da Copa do Brasil

Edmo Sinedino,

O ABC fez o que parecia improvável: além de conseguir a classificação, ainda venceu o Sport, merecidamente, na Ilha do Retiro.

O time alvinegro natalense ganhou de 3 a 2, e ainda teve um gol legítimo anulado, além de um pênalti a seu favor não marcado.

O Sport, empurrado pela torcida, abriu o placar logo aos dois minutos, num erro de marcação.

Fora e dentro da área, esse erros se repetiu durante quase toda a partida.

O zagueiro Maurício cabeceou livre e marcou.

Mas aos nove minutos, o ABC empata com Rodrigo Silva, mostrando que a noite não seria rubro-negra.

Os caras da tevê, de Recife, e o convidado, disseram que o atacante do ABC foi cruzar e "errou".

A partir desse gol o ABC, que teve chances de dificultar ainda mais as coisas para o Leão, desperdiçou oportunidades claras de gol em contra-ataques. Duas.

O Sport continuava com seu jogo, único, de levantar a bola na área. Uma jogada previsível, em que na ligação reta,direta, o Nunes fazia o pivô, e a defesa não despertava para anular.

A outra, mas também da mesma forma, o meia Lucas Lima sempre aparecendo livre do lado direito do campo, assim como foi no primeiro tempo da partida em Natal, para alçar na área

Era essa a única, única maneira que o Sport tinha de tentar furar o bloqueio.

Até acho que, ao escalar Júnior Xuxa e Geovani, os dois, meias, o técnico Paulo Porto se expôs demais, e perdia na recomposição.

Talvez aí tenha residido os maiores problemas do ABC.

O Sport ainda marcaria no primeiro tempo. Renan Teixeira, aproveitando, de novo, um levantamento manjado. Ele se antecipou a Bileu e desviou de Lopes.

Sinal amarelo aceso para a volta para o segundo tempo. Paulo Porto reforçou um pouco a pegada, mas só um pouco.

Diogo Barcelos entrou para fazer a ala e recompor pelo lado esquerdo, também como um terceiro homem de ajuda no meio-campo.

O maior volume de jogo era ainda do Sport, a torcida empurrava, mas o ABC não passava grandes sustos.

E Paulo Porto fez “a mudança”. Jean Carioca entrou no lugar de Vanderlei. Não, o Vanderlei não estava mal, mas o ABC precisava desta jogada.

E o meia entrou mesmo para decidir. Na sua primeira grande participação entrou pela esquerda em velocidade e quase marca, depois serviu Rodrigo Silva, que foi empurrado, pênalti claro não marcado.

E com Jean, na triangulação com Júnior Xuxa, o gol de empate. Ele iniciou a jogada, arrastou a marcação. Júnior se viu livre, avançou pela esquerda e achou Rodrigo Silva para estufar as redes.

Esse sim uma “ducha fria” nas pretensões do Sport. 2 a 2. Muita gente indo embora da Ilha.

O ABC passou a controlar mais o jogo, mas por incrível que possa parecer, com esse placar todo a seu favor, alguns jogadores ainda não valorizavam a posse de bola.

Júnior Xuxa, em dois lances, cometeu erros que não se pode cometer no futebol. Esnobou, tentando fazer bonito. E foram jogadas de chance clara de gol.

Paulo Porto preparava a última substituição – Rodrigo Santos no lugar de Júnior Xuxa – para garantir de vez a classificação, mas Rodrigo Silva sofreu uma agressão criminosa do zagueiro Aílson.

Ele levantou, e deixou no ar, para agredir, o pé no ombro, pegando o pescoço de Rodrigo Silva. Levou só o cartão amarelo.

Na sequência,e  jogada, mais uma, de contra-ataque, agora com Jean Carioca pela direita, ele recebeu lançamento de Júnior Xuxa, dominou na frente da defesa e deu de calcanhar...

Uma pintura de lance. Rodrigo Santos ia chegando livre e colocou no canto direito baixo de Magrão.

Sport arrasado, ABC classificado: 3 a 2.

Um grande jogo do time da Frasqueira.



Daniel, Vaninho e Kattê acertam com o América para a disputa do Brasileiro

Edmo Sinedino,

vaninho_091Eu perguntei na postagem anterior: será que o América está mesmo interessado em Vaninho (foto)?

Estava sim,tanto que o meia foi contratado.

E foram contratados também o volante Daniel e o atacante Kattê.

Isso mesmo. Os três jogadores campeões pelo Potiguar de Mossoró devem ser apresentar amanhã ao técnico Roberto Fernandes.

Ao contrário das hipóteses de sequelas que levantei, diante do aconteceu nos últimos jogos, fiquei sabendo que o técnico Roberto Fernandes recomendou a contratação.

Também de Vaninho. É que Roberto tinha dado aquela declaração polêmica sobre o fato de Vaninho ter passado pelo clube e não jogado.

Quanto a Renatinho, esse é que não tem problema mesmo. Ele disse que já havia conversado com ele no jogo, confessa que provocou, mas que vai receber o atleta muito bem.

Renatinho disse isso durante o programa Esporte em Pauta, desta noite de terça-feira.

Portanto, é isso. Sem problemas, Daniel, Vaninho e Kattê reforçam o time rubro no Brasilero da Série B.

Resta saber de também está tudo em paz com Ricardo Baiano, que chegou a chamar o meia de "Messi".



Será que o América estaria mesmo interessado em Vaninho?

Edmo Sinedino,

O América trouxe Cléber e Jérson de volta, já confirmados. O zagueiro fez uma falta danada.

Índio foi um desastre nas últimas partidas.

Só que o Cléber, se o clube não conseguir efeito supensivo ou redução de pena, só vai poder jogar na quinta rodada.

Ele pegou quatro jogos de suspensão por conta da confusão e expulsão no último jogo do ano passado contra o ABC.

Jérson, que veio do ABC e depois foi repassado, é um jogador que agrada ao técnico Roberto Fernandes.

O treinador sempre deixou isso muito claro, não sei se mudou de ideia.

Não entendi as notícias sobre o interesse do clube por Vaninho e Daniel. Mais por Vaninho, claro, jogador muito criticado por Roberto Fernandes.

E que também se indispôs demais, em campo, com Renatinho Potiguar e Ricardo Baiano.

Apesar de saber que 'futebol é futebol', não deixa de ser complicado um relacionamento amistoso depois de tudo o que houve.

É claro que ficam sequelas.

Daniel, que também estaria sendo pretendido pelo ABC não tem problema, até porque dentro de campo sempre se mostrou muita tranquilidade.



O perigo da arbitragem de Jailson Macêdo

Edmo Sinedino,

Ano passado, na partida Sport/PE x Campinense, na Ilha do Retiro, vi esse rapaz fazer horrores e marcar um pênalti que não aconteceu.

Quer dizer, sua arbitragem prejudicou muito o time de Campina Grande, mas não o suficiente para tirar a equipe da competição.

O rubro-negro havia vencido em casa de 2 a 0, mesmo placar do ABC.

Veja a matéria:

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu o trio de arbitragem que atuará na partida Sport/PE x ABC, marcada para esta terça-feira (21), às 21h, no estádio Ilha do Retiro, em Recife (PE).

Jailson Macêdo Freitas, da Federação Baiana de Futebol (FBF), será o árbitro principal do jogo, que será válido pela segunda fase da Copa do Brasil.

Confira a escala completa:

Árbitro principal: Jailson Macêdo Freitas (BA).

Assistente 1: Broney Machado (PB)

Assistente 2: Luis Filipe Gonçalves Correia (PB).

4º árbitro: Cláudio Mercante Junior (PE).



Jérson está de volta ao América

Edmo Sinedino,

Eu sabia que isso ia acontecer. Roberto Fernandes, várias vezes, afirmou que gosta muito do jogador.

Jérson dá um toque de qualidade a qualquer meio-campo. Ele e Raul, quando saíram do ABC, além de Renatinho, disse que o ABC perdia muito.

Espero que o jogador tenha tempo e condição de mostrar suas qualidades.

Veja a matéria do site:

Jérson está de volta

  O meia Jérson, que havia sido emprestado ao Ferroviária de Araraquara-SP, para disputar a Série A-2 do Campeonato Paulista, está de volta ao América.

O meia vinha sendo titular na equipe do interior de São Paulo e, agora, está à disposição do técnico Roberto Fernandes para o Campeonato Brasileiro da Série B.


Como será que vai o ABC para o jogo contra o Sport?

Edmo Sinedino,

Como será que vai o ABC para o jogo contra o Sport?

Qual o esquema utilizado por Paulo Porto para a partida em que, certamente, o alvinegro vai jogar mais fechado?

Seria sandice, acredito, jogar aberto. Mas também não deve o treinador abdicar do contra-golpe.

Um gol é mimo do céu. Se isso acontecer, o Sport terá que marcar quatro para conquistar a classificação.

Os dois volantes contratados – Mateus e Rodrigo Santos – vão para o jogo? Lino será zagueiro ou lateral esquerdo.

Até porque acho arriscado Lino jogar de ala, já que não tem tanta velocidade para a volta.

E Boaventura está à disposição. Poderia sim ser o terceiro zagueiro, o da sobra.

Três zagueiros – Boaventura, Leandro Cardoso e Vinícius; Bileu, Mateus, Leandro Santos, Júnior Xuxa e Lino; Jean Carioca e Rodrigo Santos.

Acho essa uma formação mais compacta, fechada, e com perspectivas de ótimos contra-ataques.

Talvez Boaventura ainda não reúna condições de jogo, sem ritmo. Se assim for, o time pode ter Lopes, Bileu, Leandro Cardoso, Vinícius e Lino; Leandro Santos, Mateus, Júnior Xuxa e Govani (Diogo); Jean Carioca (Vanderlei) e Rodrigo Santos.

Gostaria de ver esse ABC na partida de hoje...



Celso Teixeira não combina no papel de vítima

Edmo Sinedino,

Foto: arquivo pessoal de Ribamar Cavalcante

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Me causou sentimentos ruins as declarações e atitudes do treinador Celso Teixeira em entrevistas às tevês.

Esse é o terceiro ou quarto texto que escrevo sobre esse senhor, treinador do Potiguar.

Ele foi vil, mais uma vez. Mentiu nas entrevistas. Disse que foi ele que trouxe Renatinho Potiguar para o ABC.

Afirmou que recebeu Renatinho em sua casa. Mas não disse que, quando estava desempregado, em situação de penúria, Renatinho o ajudou por seis meses.

Todo mês durante os 180 dias. .

O que Renatinho devia a Celso Teixeira? Nada. Pelo contrário. Quando treinava o América, esse senhor deixava Renatinho no banco de reservas.

E pior: vivia implicando com o rapaz porque alguém da imprensa (eu, à época no Diário de Natal) cobrava que ele fosse titular.

Renatinho estava começando, jogando na meia, e era destaque absoluto.

E ele infernizava a vida do rapaz achando que era Renatinho que falava algo para o repórter (eu), e posso dizer que nunca mantive, na época, contato com o jogador.

Fiquei sabendo disso anos depois, um ano atrás, quando Renatinho esteve no programa Esporte em Pauta pela primeira vez.

Depois, como fazem muitos, prejudicou o rapaz aqui no América, mas assim que foi mandado embora tratou de levá-lo para o seu próximo clube.

Deve ter sido essa vez que ele recebeu Renatinho em sua casa, para visita.

Por isso é bom esclarecer as coisas, pois Celso Teixeira não tem nada de “show man”, e não passa de um palhaço que tentou, de todas as maneiras, estragar o espetáculo de domingo.

Ele mesmo, acredito, não confiava no seu time, e por isso toda a pantomima, uma espécie de “carta de garantia” caso não fosse campeão.

Celso Teixeira provoca brigas, confusões, desacertos, não é de hoje. É por isso que, vira e mexe, está em situação difícil, desempregado.

Na foto acima, enviada pelo amigo Ribamar Cavalcante, um flagrante da última passagem de Celso pelo América de Natal.

Ele agride, acho que dá para perceber, o jogador Preto, do Bahia.

E quem agride, a gente sabe, um dia acaba agredido.

Por falar em agressão, até acho que a repórter Mara Martins deveria processar o treinador pelas agressões verbais que ele proferiu ao vivo.

Ele chamou a repórter da 96 FM, que fez sua última transmissão no domingo, de "vagabunda e palhaça", e isso está gravado.


Interdição do Barrettão? Acho a medida sem cabimento...

Edmo Sinedino,

Procurador do TJD do Rio Grande do Norte, Rodrigo Cavalcanti quer a interdição, provisória, do Barrettão.

Não acho que seja de bom senso esse tipo de decisão agora. O Barrettão foi liberado pela CBF e por todos os órgãos competentes.

Acho que o que deve se pedir é a comprovação da resolução de problemas detectados, nada mais que isso.

Afinal, o Brasileiro está aí. E não acho que os problemas sejam de tão difícil solução.

A recomendação foi encaminhada ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, Honório Júnior, no sentido de que o Barrettão seja novamente vistoriado.

Aí não entendo mais nada. O Corpo de Bombeiros não foi o mesmo? E A Polícia Militar, será outra?

Acho que esse medida seria um gol contra nosso futebol.

Depois de todos os acertos, o América voltar a jogar no Nazarenão e de novo toda a polêmica de arquibancadas móveis.

Não acho que isso seja mais possível.

.A recomendação se deu em razão dos fatos ocorridos no Barrettão ontem, durante decisão do Estadual.

Mas que fatos foram esses? Iluminação? Resolvível. Alambrado, sem problema. Ingressos falsos? Em qualquer estádio pode surgir.

O pedido do procurador, será avaliado pelo presidente do TJD.


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