Roberto Fernandes e Edson Rocha preocupados com o Ji-Paraná

Edmo Sinedino,

bobfernandes_09O técnico Roberto Fernandes (foto), o outro treinador entrevistado no Esporte Fino de ontem, demonstrou, e eu compreendo, uma preocupação muito grande com a partida da Copa do Brasil.

“Só o América tem a perder”, disse ele. E é certo. O Ji-Paraná vem a Natal para fazer o jogo da sua vida.

Quer dizer, a despreocupação, o fato de ser “franco atirador” não vai transformar o time rondoniense do dia para a noite.

Não vai deixar de ser humilde, um mero participante nessa competição tão importante, mas é ela, é a Copa do Brasil de tantas surpresas.

E futebol, todos sabem, mesmo com a tecnologia, conhecimento, modernidade, tudo, tudo, nunca vai deixar de ser futebol.

Não estaremos livres, absolutamente livres de surpresas.

“Se nós ganharmos de goleada, a torcida vai dizer que era obrigação. Numa partida dessas só temos a perder, por isso que estou tendo conversas especiais a toda hora com o grupo”, disse o treinador.

O capitão Edson Rocha, no mesmo tom, falou ao site oficial do clube, descartou o desgaste e falou do cuidado que todos devem ter..

Veja o que ele disse:

“Esse ritmo de jogos é cansativo, mas futebol é assim mesmo. Temos que estar sempre ligados, para que possamos dar sequência nas competições. Vamos enfrentar o Ji-Paraná e sabemos que eles estão tendo dificuldades no campeonato estadual deles, mas a gente vai procurar manter o nosso ritmo pra vencer a partida”.



Lopes tem retorno garantido no domingo, mas, e Hamilton?

Edmo Sinedino,

Foto: site oficial do ABC

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O técnico Paulo, entrevistado ontem, no programa Esporte Fino da Rádio 96 FM, não demonstrou muita firmeza sobre o retorno do volante Hamilton (foto).

Não entendi bem.

Hamilton, ao contrário de Leandro Santos, não jogou só uma partida boa. Ele vem de uma seqüência.

Ele foi taxativo ao afirmar que o goleiro Lopes voltaria ao time, mas sobre o capitão ele não deu a certeza.

Deve ser o efeito empolgação da atuação do Leandro. Confesso que não entrei nessa.

Vi e revi os principais lances do jogo, e não vi participação tão efetiva assim do volante.

De qualquer forma, cada qual sabe onde o sapato aperta. Vamos esperar.

Gostei do Bileu no jogo, mas a torcida é muito ingrata com esse jogador, e a imprensa, boa parte, tem a predisposição de ignorá-lo.

O técnico Paulo Porto deve tomar cuidado, pois o Alecrim, adversário de domingo, vem crescendo nessa reta final de certame.

Veja a matéria do site do ABC:

O elenco abecedista retornou aos treinamentos na manhã desta terça-feira (23), no CT Alberi Ferreira de Matos, e deu início aos preparativos para o clássico do próximo domingo (28), contra o Alecrim, marcado para as 17h, no estádio Frasqueirão.

O grupo realizou um trabalho para prevenção de lesões musculares e uma atividade de força geral no CTFIS-ABC e na sequência participou de um treino de força especial com subida em rampa aliada com multi-saltos.

O lateral Raulen, o volante Edson, os meias Junior Xuxa e Jean Carioca e o atacante Vanderlei não treinaram e fizeram tratamento intensivo com os médicos e fisioterapeutas alvinegros.

O grupo foi liberado após a movimentação e voltará aos treinamentos no turno da tarde, a partir das 16h, no campo do CT.



Gileno Souto Júnior é o novo titular da Codesp

Edmo Sinedino,

Foto: divulgação

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O professor Gileno Souto Júnior foi oficializado como o novo coordenador de esportes da Codesp.

A notícia foi confirmada hoje pela secretária de Educação do Estado, Betânia Ramalho.

Gileno, professor de educação física formado pela UFRN, com experiência de muitos anos, ex-atleta laureado do futsal, foi, sem dúvida, uma ótima escolha.

Que Gileno possa dar sequência ao ótimo trabalho desenvolvido pelo hoje sub-secretário Osvaldo Neto.

Gileno e sua equipe já começam a traçar os planos de lançamento dos Jogos Escolares 20134.


Danilo Menezes faz parte da história do milésimo gol de Pelé

Edmo Sinedino,

milgol_09Blog escrito por mim, para ser meu mesmo, ter minha assinatura indiscutível, precisava de uma postagem sobre Danilo Menezes.

Tava lendo minhas coisas antigas, e vi essa postagem dos festejos dos 40 anos do mil gol de Pelé (texto de 2009).

E Danilo Menezes estava lá.

Por isso resolvi reproduizir aqui na nova fase do blog No Ataque do portal Nominuto.com.

E tudo que escrevo sobre Danilo e Bora tem uma repercussão maravilhosa, coisas muito boas acontecem.

Leiam:

O gol mil de Pelé completa 40 anos. No Dia da Filosofia.

Lembrar Pelé, Kant, Sócrates, Sófocles, Kant,Maquiavel, Marx, Descartes, Bacon, Nietzsche, Platão, Rousseau e Sartre, entre outros, tudo a ver.

E, claro, o filósofo Danilo Menezes Nuñes. Uma figura conhecida de todos nós natalenses que teve o privilégio de estar no Maracanã naquele dia.

Por isso só ele já merece registro em nossa história, se bem que esse personagem foi muito além que a participação do milésimo gol de Pelé.

O gringo potiguar era o camisa 11 do Vasco naquela noite de 19 de novembro de 1969.

Danilo afirma que viu Pelé empalidecer um pouco quando olhou para o capitão Carlos Alberto e ouviu ele dizer: “vai lá e faz”.

Pelé, ainda narra Danilo. Parece ter se recomposto. Pôs as mãos nas cadeiras, deu uma paradinha e, pimba!

- Andrada quase pega. Ele ficou louco esmurrando o chão – diz o gringo.

A festa do gol, da conquista, da história, todo mundo sabe, foi narrada mais vezes que mesmo os mil gols de Pelé.

O que pouca gente sabe é o outro lado.

Segundo Danilo, Andrada não se conformou por não ter pego o pênalti.

-Até hoje não entendo. Ou o Andrada é muito burro ou muito orgulhoso. Ora, se ele pega o pênalti naquele dia, Pelé faria em outro goleiro, e ele, o trouxa, não estaria na históra até hoje – fala Menezes sorrindo muito.

- No caminho para casa, vocês precisavam ver – a gente morava numa localidade perto, pegava um ônibus no Maracanã, (vejam só que diferença de hoje), saltávamos e íamos caminhando – continua Danilo.

- Morava a turma junto num pensionato. A cada dez metros, Andrada resmungava, chutava o chão, reclamando por ter tomado o gol. Será que ele pensava que seria lembrado como o goleiro que evitou o mil gol de Pelé – comenta Menezes rindo muito.

Para encerrar, Danilo disse ainda que o goleiro argentino do Vasco ficou vários dias emburrado, se se chateava quando os repórteres vinham perguntar sobre o gol.

Que bobo: Edgard Norberto Andrada, nascido em Rosário, na Argentina, tem que agradecer ao rei por ter ficado um pouco mais famoso e na história, para sempre, do futebol mundial.

Andrada está com 70 anos hoje.

Para Danilo, claro, a emoção foi de Pelé, dos santistas, da imprensa, do Brasil, mas ficou honrado e ainda se lembra com orgulho de ter participado desta página histórica do futebol do Brasil e em pleno Maracanã.

Times:

Santos FC 2 x 1 Vasco

Gols: Santos FC- Pelé (pênalti) e Renê (contra); Vasco - Benetti

Árbitro: Manoel Amaro de Lima

Local: Estádio do Maracanã (RJ)

Público: 100 mil

Data: 19 de novembro de 1969

Santos FC

Aguinaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo, Lima, Manoel Maria e Edu; Pelé (Jair Bala) e Abel.

Vasco da Gama

Andrada; Fidélis, Moacir, Fernando e Eberval; Bougleaux, Renê, Acelino (Raimundinho) e Adílson; Benetti e Danilo Menezes .



Justiça do Trabalho: Atlético/PR terá que pagar R$ 600 mil ao jogador Netinho

Edmo Sinedino,
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O ala/meia Netinho (foto), do América, vai receber uma bolada de R$ 600 mil do Atlético/PR.
 Uma grana que dá para ficar um bom tempo de papo para o ar.

Veja a matéria pulbicada no lancepress, reproduzida no Extra:

O Atlético-PR terá de pagar indenizações para dois ex-jogadores do clube. O meia Netinho, que atualmente defende o América-RN, e o lateral-esquerdo Márcio Azevedo, que recentemente deixou o Botafogo rumo ao Metalist Kharkiv (UCR).

O meia deve receber aproximadamente R$600 mil, referentes à diferença de férias, salários atrasados, 13º e luvas. As mesmas reivindicações darão direito a cerca de R$500 mil para o lateral.

O advogado de ambos, Dyego Tavares, afirma que tentou acertar um acordo com o clube, mas o Furacão não se pronunciou em nenhum momento, fazendo com que os jogadores seguissem com a ação movida na justiça.

- Durante todo o momento do processo tentamos chegar a um acordo com o clube, mas o Atlético-PR não se manifestou e não fez nenhuma proposta. Em razão disto, continuamos levando o processo, e agora os jogadores terão que ser indenizados. Mas, independente das decisões judiciais, os dois jogadores tem um carinho muito grande pelo clube. Foi no Atlético-PR que eles construíram uma parte da carreira deles - disse o advogado.

O atacante Rafael Moura, também defendido por Tavares, está com uma ação trabalhista com as mesmas reivindicações dos outros jogadores. Além destas, ele também cobra danos morais por ter sido chamado de ''laranja podre'' por um dirigente do clube e por ter treinado em separado.

- Esta também é uma situação bastante delicada. O Rafael Moura passou por um constrangimento enorme, o que nenhum jogador espera que aconteça na carreira. Estamos reivindicando apenas o que é de direito dele - afirmou.



América bem perto de fazer jogo de inauguração/teste no estádio Barretão

Edmo Sinedino,

Foto: Alan Oliveira/Divulgação

barretao_09América e Alecrim podem jogar dia 1º de maio no Estádio Barretão, em Ceará-Mirim, jogo da sétima rodada.

Essa possibilidade é bem palpável.

O presidente do América e o empresário Marconi Barretto estão ultimando os preparativos.

O Barrettão está com o gramado pronto, visualmente muito bom, mas irregular (sem buracos) para quem conhece.

A infra-estrutura será avaliada nesta sexta-feira pelo  Corpo de Bombeiros.

Resta saber se vai ter condição de tranporte, e de como vai ser o deslocamento do torcedor até o estádio.

Para o empresário Marconi Barretto, responsável pela construção, toda a infraestrutura de arquibancadas, vestiários, iluminação e gramado já está concluída.

O contrato que foi assinado em março, e vai até mais no ano que vem, já pode começar a ser utilizado agora.

Vamos esperar e ver.


Mesmo errado, Ítalo Medeiros fez o certo

Edmo Sinedino,

Eu até compreendo a atitude do árbitro Ítalo Medeiros. Nesses tempos "bicudos" de tanta violência, acho, ele fez o certo.

O árbitro da CEAF esperou 2 horas e 18 minutos até começar o clássico Potiguar x Baraúnas, em Mossoró.

A direção do Potiguar pediu ajustamento de conduta, e aumento da capacidade do estádio para 4.500 torcedores.

A contrapartida seria se responsabilizar pelo reforço na segurança - brigada de incêndio e carro pipa com 15 mil litros d´água.

Nada chegou na hora.

Ítalo espero meia, uma hora e quando ia tomar uma decisão, talvez cancelar, ouviu o pedido de um comandante de policiamento.

A autoridade temia uma revolta, pancadaria, confrontos e muita violência. Por isso o pedido.

Ele atendeu, claro. Ninguém quer ser responsável por confrontos e até mortes.

Como o árbitro tem autonomia nesses casos, Ítalo bancou.

Mas que fique registrado a falta de compromisso e respeito com o público dos dirigentes do Potiguar de Mossoró.



Celso Teixeira critica atuação de sua equipe no clássico

Edmo Sinedino,

O técnico Celso Teixeira, evidente, não gostou do rendimento de sua equipe no clássico em Mossoró.

Usando o mesmo artifício de Roberto Fernandes em jogos passados, o treinador quis enganar o treinador rival.

Ele fez publicar no site oficial do clube na sexta-feira que não contaria com Daniel e Vaninho. Os dois jogaram normalmente.

Jogaram, mas pouco fizeram, presos no esquema bem armado do técnico Samuel Cândido.

O Baru, repetindo boas atuações, desta vez venceu e enbolou todo o segundo turno.

América, Potiguar, Baraúnas e ABC estão na briga pela classificação à final do segundo turno.



Será que o Ji-Paraná assusta ao América?

Edmo Sinedino,

Ji-Paraná. Será que esse time representa perigo?

Acho que sim, mas tão somente porque estamos falando de futebol.

Ontem, o time rondoniense perdeu pela quinta vez no Rondoniense. Faz uma campanha vergonhosa e corre sérios riscos de rebaixamento.

O time embarcou hoje para Natal, justo no dia que completa 22 anos, alimentando o sonho de fazer história na Copa do Brasil.

Sonhando se transformar na maior zebra da competição até agora.

Esse tipo de perspectiva afeta sim o adversário.

Um jogo que tem tudo para ser muito fácil para o América, mas é Copa do Brasil...



Definitivamente, Renatinho Potiguar voltou a jogar em grande estilo

Edmo Sinedino,

Foto: futebolpotiguar.com.br

renatinho_09Escutei as manchetes de Chico Inácio e a entrevista de Renatinho (foto), após a partida, e li no blog vermelho de paixão, elogios sobre o ala.

Concordo com os dois. O bom moço de  Ceará-Mirim está voando baixo. Vai chegar no seu melhor para a disputa do Brasileiro da Série B.

Fico muito feliz com isso. Aliás, é preciso que se diga, Renatinho vem jogando muito e merecendo ser titular do time do América.

Sábado, quando escrevi sobre a partida, achei naturalmente que Roberto Fernandes sacaria Índio Oliveira, mudaria o esquema e jogaria com Netinho e Renatinho no mesmo time.

Até acho que ele foi coerente ao manter o mesmo time.

No domingo, durante o jogo, mesmo com o Netinho tendo tomado o cartão amarelo, achei que o treinador não mudaria.

Netinho é, acho, experiente o bastante para jogar todo um segundo tempo pendurado. E se ele por Renatinho no lugar do Índio Oliveira, a coisa teria virado de vez para o América.

Voltando ao ala Renatinho, já comentei isso em outra postagem, se Índio Oliveira estivesse bem na partida, certamente o time rubro teria ganho a partida por aquele lado.

Renatinho estava imarcável.



Roberto Fernandes, técnico do América, diz que o clássico foi equilibrado

Edmo Sinedino,

O técnico Roberto Fernandes, do América, falou sobre o jogo, e eu reproduzo aqui o que ele disse ao site oficial do clube.

No caso do Roberto, discordo em parte com sua opinião, mas, claro, respeito.

Veja o que ele disse:

“foi um jogo equilibrado. Em que cada equipe, em determinado momento, mandou no jogo”.

“Os jogadores estavam tão focados na vitória, que estavam chateados, no vestiário. E eu falei pra eles que levantassem o astral, porque mantivemos uma invencibilidade dentro da competição. Não é de dois, nem de três, nem de quatro jogos. São treze jogos dentro do Campeonato Estadual. E ainda mantivemos um tabu”.

“Esse foi um resultado importantíssimo! Um passo importante do América, em busca de chegar à final do segundo turno. Depois que ganhamos o primeiro, todo mundo achou que o América iria relaxar. Mas não vai relaxar não. Vamos disputar, vamos brigar pra estar na disputa da final do segundo turno e, quem sabe, ser campeão”.



Sem exageros...Leandro Santos não jogou "maravilhosamente bem"

Edmo Sinedino,

Grande jogo!

Vi agora no site do ABC elogios ao volante Leandro Santos.

O rapaz jogou bem, mas tem um adjetivo “maravilhosa apresentação” é um pouco além da conta.

Leandro Santos fez o seu papel de marcador, bem, mas sem nada de extraordinário.

Melhor que ele esteve Bileu, que chegou à frente, chutou no gol, arriscou jogadas individuais.

As pessoas elegem ídolos...

Para jogar “maravilhosamente bem “ (bota exagero), o cara teria que ter tomado todas as bolas, armados várias jogadas de ataque e ainda fazer um gol, pelo menos.

Assim, concordaria com o “maravihosamente...”

Alexandre, enquanto esteve em campo, Thiaguinho, Bileu e Jean Carioca foram os destaques maiores do ABC, sem dúvida.

Rodrigo Silva fez bom jogo, Leandro fez bom jogo, Júnior, quando entrou, pela vontade, garra e procura do acerto, fez bom jogo.

Eita povo para gostar de volante...



Violência dos bandidos travestidos de torcedores venceu o futebol de goleada

Edmo Sinedino,

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Tristeza.

Mas tenho que relatar. A gente não pode ficar omisso diante de tantos absurdos e violências.

Na verdade, nós, que estamos protegidos (até quando?) em nossas cabines, chegamos mais cedo, e saímos bem mais tarde do estádio, não tomamos conhecimento de 10% da violência que acontece em dias de clássico.

Definitivamente, não dá mais. E não vou mais, a partir de hoje, não vou mais conclamar torcedor para ver o clássico.

A Polícia, definitivamente, perdeu a guerra para os bandidos travestidos de torcedores.

Nesta hora que escrevo (já passa das 22h30) quantos confrontos e agressões não aconteceram pela cidade?

Todas se valendo do disfarce do jogo ABC x América.

Nada tem a ver com o futebol, com a partida, mas os clubes são usados, então, vamos parar com tudo isso.

Não dá mais para fazer clássicos em Natal, apenas os de uma torcida só. E mesmo que não aconteça nada nos estádios, nos outros recantos da cidade, sabemos que a coisa não é bem assim.

Relatos me chegam e tenho que reproduzir.

Em um deles, torcedores que estacionaram seus carros na rua lateral do primeiro posto à direita depois do sinal da Rota do Sol, ficaram entre fogo cruzado.

Foram pelo menos cinco tiros numa pracinha entrando para o Conjunto Ponta Negra e os rapazes, torcedores do ABC, correram risco de morte.

O motorista acelerou o carro, fechou os olhos e pediu proteção a Deus. Escaparam ilesos.

Este posto, onde os ônibus param, é guarnecido por policiais militares. Mas esses mesmos policiais não têm como conter ou impedir que os “bandidos” se agridam, entrem em conflito 200 metros depois, na rua escura do lado do posto.

E tem mais: no trajeto para quem vai tomar os ônibus, do Frasqueirão até o local da parada, não tem policiamento, e, claro, acontecem confrontos.

Me digam: me digam: qual o louco que vai pegar esses ônibus para ir ao estádio? Quem vai expor seu filho ou filha, esposa, irmão, pai, mãe a essa disparate?

E ainda perguntei, vejam só, por que o Frasqueirão não lotou no clássico deste domingo.

Hoje escutei mais um depoimento de um apaixonado torcedor do ABC. Daquele tipo que não perde um jogo: eu não vou ao estádio nunca mais. Ele estava dentro do carro que quase foi crivado de balas.

Esses, minha gente, são os relatos das proximidades do Frasqueirão. Ônibus foram apedrejados, confrontos em frente ao shopping Midway foram registrados e certamente muitos outros serão narrados nas crônicas policiais de Tiago Medeiros, do portal Nominuto e outros colegas repórteres policiais.

Não dá mais para chamar o torcedor aos estádios.

Não dá mais para conviver com tanta insanidade e descaso das autoridades com a segurança de quem paga imposto.

É o fim de nosso futebol, infelizmente.

Os exemplos estão em toda parte, Norte, Sul, Oeste, Sudeste e Nordeste...



Paulo Porto, técnico do ABC, acha que o resultado do clássico foi injusto

Edmo Sinedino,

Concordo com o técnico Paulo Porto. Também acho que o ABC merecia a vitória no clássico de ontem contra o América.

Veja o que o treinador disse ao site oficial do clube:

“O resultado não foi bom, não era o que queríamos. Mas se formos analisar o que a equipe demonstrou em campo, afirmo que me deixou bastante feliz. Fizemos uma grande partida. Dominamos praticamente todo o primeiro tempo, no segundo o América voltou melhor, mas logo equilibramos e até tomamos o gol quando estávamos melhor no jogo. Daí depois tivemos força para buscar o empate e até chance de virar. Acredito que foi um placar injusto. Acho que, pelo que apresentamos, merecíamos sair com os três pontos”.



Torcedor do América esconde a camisa com medo de ser molestado

Edmo Sinedino,

Não gosto de torcida organizada, com raríssimas exceções.

Não gosto das músicas, as provocações, e muito menos da violência.

Torcida organizada mete medo, atrapalha o trânsito e tira os verdadeiros torcedores dos estádios principalmente em dias de clássico.

Torcida organizada também, talvez sem culpa, acaba atraindo para seus quadros agentes de violência gratuita, que nem torcedores são.

Ontem, depois de ver alguns confrontos e notícias de prisões, tive reforçada a minha impressão.

E lá de cima do meu “posto de observação” vi uma prova do que penso no modo de agir de um rapazinho, torcedor do América.

Ele vinha vestido com a camisa do seu clube. Mas, vi que ele precisava ir, por algum motivo, do outro lado, onde estava a grande massa de alvinegros.

Com uma camisa branca por baixo, ele tirou a do América, e a colocou dentro do calção.

Com a camisa do seu clube bem escondida ele foi lá do outro lado, rapidinho, comprou um churrasco, acho, e voltou.

Depois, já do outro lado, tirou camisa do “esconderijo” e vestiu de novo.

E seria da mesma forma se fosse o contrário, a partida em Goianinha, por exemplo.




Bebidas alcóolicas proibidas nos bares do estádio, mas liberadas na entrada

Edmo Sinedino,

Os pobres donos de bares do Frasqueirão.

Eles não podem vencer bebidas alcoólicas, sofrem para sair do prejuízo, na maioria das vezes nem conseguem, mas lá fora, na porta do estádio, tudo livre.

Não é uma hipocrisia tudo isso.

Vi no noticiário que a PM estaria vigiando também essa venda ilegal, mas como?

A Polícia não tem como dar conta de tudo isso.

Não está na hora de rever essas bobagens todas e liberar as cervejas nos estádios?

Afinal, o futebol é lazer, como um aniversário, uma festa, um são joão, um carnaval, então,c Omo proibir o lazer completo com a bebida.

Os excessos, aí sim, caso de polícia...

Neste domingo, lá de cima das cabines, olhando para a frente do estádio, comércio livre...



Um jogão de bola sem destaques individuais

Edmo Sinedino,

Os melhores em campo.

Uma grande partida, mas sem grandes destaques individuais.

Os craques não estiveram inspirados – Cascata e Júnior Xuxa.

Os artilheiros não apareceram – Itamar, Índio Oliveira, Rodrigo Silva e Junior.

Os operários habilidosos hoje estiveram muito bloqueados – Daniel, Fabinho e Bileu.

Mas todos, quase todos mesmo, estiveram muito bem.

Foram protagonistas de um grande clássico, um duelo de ótimo nível.

Para mim, o melhor em campo foi Jean Carioca. Seguido de perto por Alexandre e Renatinho Potiguar, cada ala atuou por meio tempo somente.

Se não tivemos grandes destaques individuais contamos com grandes lances de entrega, de garra e de muita,mas muita vontade de vencer.

Acho que o que ficou evidente foi que, neste domingo, Roberto Fernandes perdeu o duelo para Paulo Porto.

Mas, salvou-se, afinal, não perdeu o jogo e continua em alta com a torcida do América.

Já são treze jogos no Estadual, e um tabu de oito para o principal rival, com seis vitórias e dois empates.

E isso é muita coisa.



ABC joga melhor no clássico, mas ainda não conseguiu quebrar "escrita"

Edmo Sinedino,

Um jogão de bola. Perdeu de ver quem não foi ao Frasqueirão.

E reafirmo: o ABC merecia ter saído de campo com uma vitória.

Nos primeiros 30 minutos, o time alvinegro praticamente não deixou o América “andar” em campo.

Atuando num esquema que variava do 3-6-1 para o 3-5-2, com a marcação adiantada, com o Jean Carioca sendo o segundo homem de ataque, e mais um meia na recomposição, o técnico Paulo Porto armou uma “teia” que prendeu o time do América.

Boas jogadas de ataque foram criadas sempre por intermédio das passagens de Alexandre e Thiaguinho, com a participação direta de Jean Carioca, pelos dois lados do campo.

Júnior Xuxa articulava bem, e tornava o time mais rápido. Apesar das boas chances o alvinegro não conseguiu marcar.

O América, preso, não conseguia criar nada. Nem mesmo saía jogando. Somente a partir dos 30 minutos, após um lance, isolado, de Daniel, que serviu Itamar, que cabeceou na trave, o time rubro acordou.

Acordou, saiu para o jogo, se reencontrou, fez uma meia pressão, mas logo, logo a partida voltou a se equilibrar.

E assim se foi os primeiros empolgantes 45 minutos.

No segundo tempo, menos intensidade do ABC. Um equilíbrio maior, mas mesmo assim ainda domínio do alvinegro.

O América veio com Renatinho que entrou no jogo com tudo, mas era só ele, jogada isolada, e Índio Oliveira, companheiro por aquele lado, não estava bem, não oferecia o suporte que o ala precisava.

O ABC chegava com Thiaguinho e levava muito perigo nas estocadas de Alexandre e Jean Carioca.

Mas o primeiro gol, surpreendentemente, foi do América. Aos 26 minutos, em cobrança de falta do zagueiro Índio. Acho que o goleiro Rafael falhou.

O ABC se abalou, mas não tanto, Paulo Porto mexeu no time, deu uma sacudida e conseguiu achar o empate. Um lance de gol contra. Bileu bateu falta e Edson Rocha resvalou de cabeça, traindo Dida, aos 39 minutos.

O ABC ainda tentou, forçou, criou mais duas boas oportunidades, mas a partida terminou mesmo de 1 a 1.

Um resultado injusto para um time que jogou melhor.



Arbitragens se transformam em “bodes expiatórios” para algumas mazelas do futebol

Edmo Sinedino,

Ainda bem que vamos ter, já está acertado, arbitragem Fifa no clássico de hoje, caríssima, mas Fifa.

Pelo menos vamos passar a semana sem esse tiroteio besta de gente procurando jogar a culpa em tudo que dá errado nas arbitragens.

É certo, é certo, Belchior Ferreira errou. O gol do ABC foi legal. Mas isso é coisa comum no futebol pelo Brasil, para citar um exemplo recente.

Espero que o rapaz não seja crucificado.

Acho que ele agiu no reflexo, e o lance foi  muito, mas muito rápido mesmo.

Na outra partida, em Santa Cruz, a do América, mesmo vencendo, o treinador Roberto Fernandes já vê “conspiração” em semana de clássico.

Ele acha que Lenilson de Lima, que fez uma arbitragem boa, teria distribuído muitos cartões para o América.

E até fez comparações de lances, deixando nas entrelinhas que havia essa intenção do árbitro.

Claro que não concordo.

Arbitragem, minha gente, ao longo dos anos, tem servido de desculpa para muitas coisas, todas ruins.

E o pior é que continua.

Treinadores “tiram carta de garantia”, dirigentes usam como escudo para suas dívidas não cumpridas, imbróglios na Justiça, jogadores contratados de forma equivocada, e até mesmo com contusões crônicas, e por aí vai…

Não sou defensor dos árbitros, dia desses até tive que responder um senhor que saiu atirando contra quem estava criticando as arbitragens, mas não posso ficar indiferente a essa bobagem.

Defendo o direito.

Portanto, sugeriria que os clubes caprichassem nas contratações, pagassem suas obrigações, lavassem bem suas “roupas sujas” e não tentassem desviar o fogo para as arbitragens.

E por último, falar mal de arbitragem não é uma premissa dos que se acham donos do campeonato, não, nos clubes do interior também impera a existência de uma “teoria da conspiração”.

Segundo muita gente boa de Baraúnas, Potiguar, Santa Cruz e Coríntians, para não citar todos, a FNF e os árbitros conspiram para que só dê ABC e América nas finais.

E eu desmonto tudo isso: No primeiro turno, deu América x Coríntians na final.

ASSU quase chega à final neste mesmo turno, e até agora, na Copa Cidade do Natal, o Potiguar de Mossoró lidera.

Pergunto então: onde está esta conspiração?

Sei que nem tudo é perfeito, mas entendo que, os que entram em campo para jogar futebol, e jogam, se dão sempre muito melhor do que aqueles que só reclamam.



Paz no clássico

Edmo Sinedino,

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O nosso futebol está em crise, está sim.

Não o do RN só, mas de todo Brasil. A cada dia testemunhamos com tristeza a diminuição dos públicos nos estádios.

O pior é que não tenho certeza de que alguém da CBF, por exemplo, esteja preocupado com isso.

E até sabemos muito bem de quem é, parte, a culpa por esse esvaziamento.

Sabemos sim quem elitiza o futebol e colhe lucros inimagináveis com isso. Mas o pessoal da CBF, será que sabe?

Sabe sim. Eles fazem parte desse acerto.

De qualquer forma vamos continuar tentando, por que não?

E esperamos que neste domingo, ABC e América, no Frasqueirão, possam fazer um clássico da paz.

E aproveito para parabenizar a todos que têm essa preocupação – torcedores, fnf, imprensa e dirigentes.

O que se preocupam realmente.

Vamos sim fazer um clássico da paz, pois se a coisa já está ruim, imagine se bandidos travestidos de torcedores continuarem a aprontar nos estádios...

Será, sem dúvida, o fim.

Quem sabe, pelo menos essa ação possamos desempenhar sem que a CBF e seus compromissos venham a nos atrapalhar.

9781-9800 de 9855