Situação se tornou insustentável. Não dá mais!

Carlos Alberto,

A situação do governo Bolsonaro se tornou insustentável. Caiu por terra o discurso de que no seu governo não haveria corrupção. A gota d`água são os indícios muito fortes de fraude num processo de R$ 1,6 bilhão para aquisição de vacinas, falo da vacina indiana Covaxin. O presidente prevaricou ao tomar conhecimento de que o líder do governo, Ricardo Barros, confirmado por ele mesmo, estaria envolvido, e não tomou as providências, apenas insinuou que iria tomá-las. Caiu por terra, repito, a avaliação de que o governo Bolsonaro podia cometer erros, mas não havia corrupção.

Agora mesmo a Revista Fórum e o Canal CNN estampam que o governo Bolsonaro pode estar envolvido em outro escândalo na compra de vacinas com ligação direta também do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

De acordo com os dois órgão de imprensa a negociação da compra da vacina do laboratório chinês CanSino também entrou na mira da CPI da Covid.

Segundo a Fórum e a CBN, a comissão pretende investigar uma carta de intenção assinada pelo Ministério da Saúde para a aquisição de 60 milhões de doses do imunizante por aproximadamente R$ 5 bilhões.

A reportagem teve acesso a um documento assinado em 4 de junho prevendo que a negociação deve ser feita pela Belcher Farmacêutica do Brasil.

Detalhe:

A CPI também quer saber mais sobre a ligação da empresa com o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, do PP. É que um dos sócios é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, que foi presidente da empresa de urbanização de Maringá, a Urbamar, durante a gestão de Ricardo Barros como prefeito da cidade, entre as décadas de 1980 e 1990.”

Além disso o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues, já disse que o colegiado investiga, ainda, o suposto lobby do presidente Jair Bolsonaro para a compra de insumos na Índia por empresas brasileiras para fabricação de cloroquina como tratamento preventivo à Covid-19.

Neste domingo (27) mais um azimute foi acrescentado as investigações da CPI. Segundo o jornal O Globo, a ex-mulher de Eduardo Pazuello procurou a CPI da Covid se oferecendo para depor.

“Andréa enviou um e-mail elencando os pontos que poderia abordar num depoimento sobre atos que têm o ex-marido como protagonista.”

De acordo com o site O Antagonista, usando um certo sarcasmo, "há uma ex-mulher em todos os escândalos brasileiros. As ex-mulheres são a mais confiável instituição nacional".

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