Prefiro feijão no prato do que um fuzil na mão

Carlos Alberto,

Até quando vamos ter que aturar declarações estapafúrdias e bravatas de um presidente da República que idolatra um torturador como o Cel Brilhante Ulstra, terror dos terrores da ditadura militar? E que faz questão de explicitar isso.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”.

Palavras do Sr presidente da República Jair Messias Bolsonaro dirigidas a apoiadores do seu governo.

Sou mesmo idiota, prefiro feijão no prato do que um fuzil na mão!

Até quando vamos ter que ver os poderes constitucionais serem desafiados por um presidente que falta com o decoro que o cargo exige como chamar o presidente do TSE, Luiz Roberto Barroso de "filho da puta"?

Até quando o Supremo Tribunal Federal vai continuar com a retórica do discurso e ver um pedido de impeachment de um ministro da Corte - caso de Alexandre de Moraes - ser solicitado pelo presidente da República, sem colocar em prática, como declarou na semana passada o presidente do STF, ministro Luiz Fux, medidas enérgicas: "é inadmissível uma “ditadura sectária” na democracia e que pedido de impeachment de ministro do Supremo tenha “roupagem de ameaça”.

Para Fux, diante de uma ameaça, a Corte deve tomar medidas de urgência, mesmo que sejam “drásticas”. “É preferível evitar que o cão morda”, afirmou.

Aliás, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, publicou neste domingo (29) um importante alerta para todos aqueles que estejam eventualmente planejando um golpe de estado ou um ataque a outros poderes no dia 7 de setembro. “No Brasil, como reação ao regime autoritário instalado no passado ainda próximo, a Constituição de 1988 estabeleceu, no capítulo relativo aos direitos e garantias fundamentais, que ‘constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis e militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático’”, escreve o ministro, em artigo publicado na Folha.

Daí dizer:

Que o Supremo saia da retórica e parta para a prática antes que seja tarde demais.

E que o 7 de setembro seja realmente o Dia da Independência do Brasil com feijão no prato!

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