Petrobras e BNB, as dores de cabeça do RN

Carlos Alberto,

A diminuição de investimentos e o consequente desemprego que vem sendo promovidos pela Petrobras em Mossoró, assim como o leilão de terras de pequenos e médios proprietários rurais devido a falta de pagamento de débitos que se acumulam junto ao BNB (Banco do Nordeste), tem sido a principal dor de cabeça dos políticos do Rio Grande do Norte. A bem da verdade, do governo do Rio Grande do Norte.

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), agendou uma reunião com a presidente da estatal do petróleo, Graça Forster, para saber o que ela tem a dizer. A bancada federal e mais alguns deputados estaduais juntamente com a governadora Rosalba Ciarlini acompanhariam o presidente da Câmara nesta reunião marcada para acontecer às 10h de hoje. Espera-se uma boa explicação da manda-chuva da Petrobras.

Quanto a reunião no BNB para tratar das terras que estão para ir à leilão, esta acontecerá na próxima semana. Falta ainda confirmar dia e hora. Da mesma forma é esperado uma posição do banco estatal sobre o assunto que envolve diretamente os pequenos e médios proprietários de terra no estado que já sofrem com o castigo da seca, a maior nos últimos 50 anos, segundo especialistas no assunto.

Para um estado que já é pobre por natureza a diminuição de investimentos da Petrobras e a seca que castiga sem pudor o agricultor e o pecuarista - os que tem ainda um pouco de reserva apelam para a justiça para confinar seu gado em outro estado -  as decisões tomadas por duas empresas estatais no que se refere a economia local só faz piorar mais ainda a situação.

Que os "poderes" que estão sendo depositados ao presidente da Câmara por toda a classe política potiguar neste momento possam realmente, senão resolver como um todo, mas pelo menos amenizar a já combalida economia potiguar.

Independente de Henrique Alves ser candidato ou não a governador nas eleições do próximo ano, registre-se a sua postura firme em defesa dos interesses do Rio Grande do Norte no momento em que ocupa uma posição das mais importantes na esfera federal. Merece o meu respeito e acredito de todo o norte-riograndense. Se com todo o poder que Henrique Alves tem hoje não fizesse nada pelo estado que representa como político eleito que foi pelo voto popular, melhor seria abandonar a política.


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