Para alguns é melhor dissimular do que ouvir verdades

Carlos Alberto,

Quando no final de março Anthony Fauci, especialista em doenças infectocontagiosas e conselheiro do presidente Donald Trump para a pandemia do novo coronavírus, afirmou que entre 100 mil e 200 mil pessoas podem morrer nos Estados Unidos vítimas da Covid-19, o mundo se espantou.

"Em função do que vemos hoje, diria que entre 100 mil e 200 mil", afirmou o doutor Fauci ao canal CNN sobre o possível número de mortes. Ele também citou "milhões de possíveis casos". 

Cauteloso, o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infectocontagiosas recordou, no entanto, que os modelos sempre são baseados em diferentes hipóteses. 

"Apresentam o pior e o melhor cenário. E geralmente a realidade fica em algum ponto intermediário", explicou. 

Contudo, a percepção do tamanho da tragédia do coronavírus na cidade de Nova York ganhou novos contornos depois que vieram à tona imagens de pessoas com trajes especiais enterrando caixões em valas comuns na última sexta-feira (10)

Me reporto ao fato, pois que no Rio Grande do Norte um grupo de especialistas da Universidade Federal (UFRN) e o médico Ricardo Volpe apresentaram estudos parecidos sobre o aumento de casos da Covid-19, levando em consideração o fato de parte da população do estado não está vivenciando uma mitigacão legítima, ou seja, quando aceita que não se pode deter a doença e trata de evitar ao máximo casos de contágio que fariam colapsar os sistemas público e privado de saúde, embora o governo já tenha baixado vários decretos para evitar que isso venha a ocorrer como aconteceu na Itália, por exemplo.

Neste momento se faz necessário, mais do que nunca, alertar a população da importância da mudança comportamental ficando em casa e saindo a rua em caso de extrema necessidade. Percebe-se claramente que nos últimos dias houve um relaxamento no isolamento. Não é hora pra isso. Desacreditar os estudos realizados por especialistas é um desserviço à sociedade, como alguns vêm fazendo e até "jornalistas" que têm o papel fundamental, neste momento, de esclarecer a população sobre os perigos desse vírus que tem levado milhares a morte em todo o mundo.

Fingir que está tudo sob controle e debochar de estudos sérios com base científica, quando se percebe que o número de casos confirmados da Covid-19 aumenta em todo o país e, claro, também no Rio Grande do Norte, só faz sustentar o argumento de que a doença não passa de "uma gripezinha", enquanto o coronavírus se alastra por todo o planeta.

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