O voto consciente e o papel vegetal

Carlos Alberto,

A Coluna republica um editorial de 2012 face o momento político-eleitoral exigir uma reflexão dos eleitores. Segue o texto.

O Brasil volta as urnas nos próximos dias para exercer o direito à cidadania. Fala-se que o voto em uma eleição municipal é o mais importante de todos, pois que o eleitor tem a oportunidade de eleger aquele que vai conviver diretamente com ele nos próximos quatro anos, ou seja, vereadores e prefeitos. Não duvido. Daí a importância do voto consciente.

No dia 15 de novembro ao depositar o voto na urna estaremos selando o futuro de nossa cidade. Por isso pense bem antes de apertar a tecla “confirma”. O discurso do medo e o voto do ódio têm que ser deixados de lado, afinal, eleição é feita para que se tenha a oportunidade de renovar. Não nos deixemos enganar. Muitas vezes o velho vem travestido de novo e aí corre-se o sério risco de um engodo eleitoral.

Decidir uma eleição em um único turno quando temos a oportunidade de avaliar melhor os candidatos numa nova etapa, é jogar fora o que a Justiça Eleitoral nos proporciona, ou seja, o segundo turno, caso de Natal que tem mais de 800 mil habitantes. O eleitor natalense sabe que o açodamento não faz bem a democracia. Temos exemplos recentes de eleições decididas em um único turno que resultaram numa grande enganação.

Eleição é coisa séria. O Rio Grande do Norte e Natal sabem perfeitamente os erros cometidos por decidirem eleições em um único turno. Poder avaliar melhor os candidatos é uma oportunidade ímpar que não deve ser descartada, sob pena de termos que lamentar nos próximos quatro anos o erro cometido nas urnas. E aí não adianta ir às ruas pedir o impeachment de fulano ou sicrano porque não está administrando bem a cidade, como ocorreu com a gestão da prefeita Micarda de Souza.

O voto é livre. O eleitor natalense tem que ter a consciência de que ao depositar o seu voto na urna está fazendo o melhor não só pra ele, mas, sobretudo, pela coletividade. Natal é uma cidade que não saiu do papel nos últimos vinte anos. Veja editorial clicando Aqui.

Daí temos que ter a consciência de que o melhor pra cidade é levarmos a eleição ao segundo turno, para que possamos avaliar com maior profundidade as propostas dos candidatos que nele estarão. Do contrário, repito, corremos o risco de um novo engodo eleitoral e a capital dos Reis Magos continuar apenas no papel vegetal, aquele que os arquitetos usam para fazer projetos. 

A conferir!

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