Num ano que se deve esquecer, o RN fica mal na foto na esfera federal

Carlos Alberto,

O ano de 2020 deve ser esquecido pelo mundo e por todos os brasileiros, onde fomos afetados por uma crise sanitária e uma crise econômica sem precedentes devido a pandemia do coronavírus. Como bem disse a ex-presidenta Dilma Ruosseff, em entrevista ao canal Opera Mundi,
“os golpistas criaram a crise econômica e a crise política no país”, o que tornou o Brasil instável para investimentos, agravados ainda mais com a crise sanitária e um governo de gente incompetente a começar pelo presidente.

Neste cenário aterrorizador e devastador, diria, temos na esfera federal dois ministros que não merecem estar onde estão, salvo pelo governo que representam. Falo do ministro das Comunicações, Fabio Faria, filho do ex-governador do estado, Robinson Faria, que deixou os salários dos servidores atrasados e genro do apresentador de televisão, Silvio Santos, e do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que troca de legenda como quem troca de camisa para se acomodar as situações. Veja por quantos partidos Rogério Marinho já passou, até "socialista" ele foi um dia, abandonando a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) simplesmente por não ter sido escolhido por ela, certa vez, pra ser candidato a prefeito de Natal, saindo então do PSB vomitando fagulhas contra sua ex-líder. A história retrata isso.

Mas, nos detemos aos predicados dos dois ministros: Fábio Faria, como já disse, foi escolhido ministro das Comunicações em situação atípica ao regime republicano. Não bastasse, para agradar a Bolsonaro, em meio a pandemia que assola o país, não resistiu a um convite do patrão e junto com o apresentador do STB, Ratinho, e mais o empresário Luciano Hang, se reuniu para uma pescaria e um jantar em São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, na última segunda (21) e terça-feira (22). O jantar foi no Forte Marechal Luz, que faz parte das dependências do Exército brasileiro.

Rogério Marinho, todos conhecem, foi deputado federal do RN que não conseguiu se reeleger porque traiu a classe trabalhadora, mas acabou recebendo de presente de Bolsonaro um ministério. Marinho, bom que se diga, foi nomeado inicialmente para a Secretaria Especial de Previdência Social, por ser um ferrenho defensor das reformas que retiraram direitos da classe trabalhadora. E depois foi relator ainda como deputado da reforma previdenciária, se tornando um "verdugo" dos idosos.

Marinho foi escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar a Previdência por sua experiência como relator e maior defensor da reforma Trabalhista que extinguiu mais de 100 itens da CLT e legalizou formas precárias de trabalho, como o contrato intermitente.

Hoje, Rogério Marinho é um desafeto de Guedes e conhecido na área econômica do governo como "fura-teto".

Na Esplanada dos Ministérios, Marinho sempre atuou em favor da austeridade fiscal. Tanto que ele possui como legado as articulações políticas em prol da reforma da Previdência e, quando era deputado federal trabalhou em favor de outras pautas liberais como o teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer (MDB). Agora, ao defender a flexibilização de gastos dentro do governo, para agradar ao patrão, Marinho mudou sua postura.

Como se observa, caro leitor, o Rio Grande do Norte apesar de contar com dois ministros no governo Bolsonaro, o que não é nada para ser lisonjeado, tendo em vista o governo retrógrado que Jair Bolsonaro representa, está mal na foto com estes representantes.

Diante de tudo isso, 2020 é um ano que se deve esquecer sob todos os aspectos.

Tenho dito!

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