Em um país sério o Messias seria afastado e Moro declarado suspeito

Carlos Alberto,

Se o Brasil fosse um país sério Jair Messias Bolsonaro seria afastado da Presidência da República e o ex-juiz Sergio Moro considerado suspeito no caso da Lava Jato. Ex aliados, hoje desafetos políticos.

O Messias já acumula motivos mais do que suficientes para ser afastado do poder. Não à toa que já tem três dezenas de pedidos para abertura de processo de impeachment, mas que o engavetador presidente da Câmara, Rodrigo Maia, guarda a sete chaves alegando a pandemia do coronavírus.

A última do Messias foi ao extremo: segundo a revista Piauí, em reportagem do último dia 6, o Messias ameaçou dar um "golpe" no STF (Supremo Tribunal Federal. De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da Folha, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados encaminhou requerimentos pedindo informações aos ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, Walter Braga Netto, sobre a reunião na qual Jair Bolsonaro cogitou enviar tropas militares para fechar o STF. Ou seria um jipe, um soldado e um cabo?

Agora, após o Brasil ultrapassar a casa das 100 mil mortes, o governo do Messias tenta imputar os óbitos ocorridos no país devido a pandemia a governadores e prefeitos. Um documento elaborado pelo Palácio do Planalto e divulgado nesta segunda-feira (10), com dados do último sábado (8), traz em destaque os nomes de governadores e prefeitos das regiões com maior número de casos e óbitos por Covid-19. Claro, governadores e prefeitos de oposição ao seu governo.

Já o ex-juiz aguarda sofregamente a 2ª Turma do STF concluir o julgamento de sua suspeição na condenação do ex-presidente Lula ainda antes da saída do decano Celso de Mello, que se aposentará da corte em novembro.

Mendes, que é relator do processo, declarou na semana passada na sessão da 2ª Turma, que o então juiz Sergio Moro pretendeu criar um “fato político” contra o ex-presidente Lula ao incluir o acordo de delação de Antonio Palocci às vésperas da eleição de 2018.

“Resta claro que as circunstâncias que permeiam a juntada do acordo de delação de Antonio Palocci no sexto dia anterior à realização do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 não deixam dúvidas de que o ato judicial encontra-se acoimado de grave e irreparável ilicitude”.

Portanto, caro leitor, temos aí uma pequena mostra do quão este país varonil não é sério. Os antes aliados hoje desafetos ainda terão muito o que se falar deles.

A conferir!

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