Chega a ser surreal o momento político e social que o Brasil vive hoje

Carlos Alberto,

Não, não estamos diante de um filme de ficção, mas de uma realidade, diria, cruel, aos milhões de brasileiros que "sobrevivem" a uma crise sanitária jamais vista no mundo e que, ainda por cima, têm que conviver com um presidente da República irresponsável que considera a Covid-19 uma "gripezinha" em tom de deboche. Não só isso, usa a máquina governamental para proteger seu clã, numa clara e evidente improbidade administrativa, motivo mais do que suficiente para sofrer um processo de impeachment. e que por razões estranhas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não coloca na pauta da Câmara como último ato sano de sua gestão.

Não sabemos o que tá por trás do fato de Rodrigo Maia "passar a mão na cabeça de Bolsonaro" e não colocar, sequer, um dos mais de 50 pedidos de impedimento para governar do presidente Jair Bolsonaro. Fato é que o Brasil vê estarrecido o que Bolsonaro tem protagonizado com relação a pandemia e com relação a proteção de seus filhos envolvidos em coisas pouco republicanas.

Veja, caro leitor, as denúncias contra Jair Bolsonaro se somam a cada semana. Agora vem à tona de que o trabalho paralelo feito pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para o senador Flávio Bolsonaro, que justificaria o impeachment de seu pai, também pretendia usar a AGU (Advocacia-Geral da União) para anular provas ligada ao esquema Queiroz – o da chamada “rachadinha”, que consistia no desvio de salários de servidores públicos. 

Fosse Lula o presidente ou qualquer outro político do PT ou da esquerda, o Congresso Nacional a esta altura já estaria em polvorosa para pedir o impedimento do presidente. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pretenso candidato à Presidência da República, já teria colocado o assunto em pauta, certamente. Mas, ao contrário, vem engavetando os pedidos. A menos que sua intenção seja "fritar" Bolsonaro, e se apresentar como "Salvador da Pátria" em 2022, a atuação de Maia não tem justificativa. E mesmo que seja para "fritar" Bolsonaro, é um tiro no pé porque só está pensando na sua "eleição" e prejudicando com isso o Brasil. Milhões de vidas estão sendo ceifadas com uma falta de política do governo federal para o combate a Covid-19, e além do que Bolsonaro age de forma improba para proteger seus filhos de irregularidades usando órgãos governamentais como a Abin.

Como bem indagou o jornalista Marcelo Auler em artigo no site Brasil 247, um dos mais experientes jornalistas do país, já tendo atuado em vários órgãos de imprensa, "até quando as instituições se acovardarão para impedir Jair Bolsonaro de governar, o que tem sido uma praxe, permitindo que a família Bolsonaro continue ameaçando a nossa democracia ao mesmo tempo em que incentiva o genocídio, ao menosprezar o combate ao vírus que já matou quase 200 mil brasileiros. Até quando se omitirão? 

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