Sem açodamento governo Fátima cumpre o seu papel em defesa da vida

Carlos Alberto,

Não faz tanto tempo assim a governadora Fátima Bezerra (PT) usou sua conta no twitter para dizer: "nosso objetivo é proteger a vida e a saúde do povo. Não se pode, de maneira nenhuma, deixar que qualquer divergência de natureza política, ideológica ou eleitoral, tire o nosso foco que é cuidar da saúde da população."

Registro a fala da governadora para dizer que o governo do Rio Grande do Norte estava certo em, principalmente, pensar em preservar a vida diante da crise sanitária que se instalou no mundo com a pandemia do coronavírus. Aliás, bom ressaltar que o governo do estado foi o primeiro no país a implantar um protocolo de medidas visando a pandemia, isso ainda no final de janeiro quando convocou uma coletiva para anunciar as ações a serem desenvolvidas.

O "fique em casa" foi e continua sendo um bordão do governo Fátima que, em que pese as críticas de alguns, deu resultado. O fato do Rio Grande do Norte figurar entre os estados com quadro de estabilidade no combate a pandemia nas últimas semanas comprova isso. No entanto, não custa lembrar que os estados de SP, GO e RN, que estavam em estabilidade, agora registram alta nas mortes, segundo a variação da média dos 7 últimos dias em relação à média de duas semanas atrás, divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa na noite desta segunda-feira (21). Isso serve de alerta para o não relaxamento.

Dentre as medidas acertadas está também a decisão da governadora de só liberar o retorno as aulas na rede pública estadual de ensino em 2021.
Trata-se de uma medida, acima de tudo, para proteger a saúde de crianças, adolescentes e professores diante da pandemia do coronavírus.

Somado as medidas para proteger a saúde dos norte-riograndenses, o governo Fátima vai aos poucos retomando o ritmo normal da economia sem açodamento. Ainda nesta segunda-feira (21) o governo do RN lançou o Programa RN Cresce +, plano multisetorial de incentivo à retomada e crescimento da economia com ações de curto, médio e longo prazo.

O programa prevê incentivos fiscais, desburocratização, melhoria no ambiente de negócios e novos investimentos para a geração de emprego e renda. As propostas integram projetos de Lei e decretos de adequação da legislação vigente e precisam ser aprovadas pela Assembleia Legislativa.

Detalhe: o presidente do grupo Guararapes, Flávio Rocha, participou do ato de forma virtual e considerou o RN Cresce + “um marco para recuperar nossa capacidade competitiva. Renova a capacidade de luta para disputar espaço na economia neste momento pós-Covid-19. O RN tem vocação natural para a cadeia têxtil, podemos transformar a nossa realidade levando prosperidade para o estado. Anuncio agora que vamos gerar mais 1.369 empregos a partir de outubro. Governadora conte conosco neste novo momento de retomada da economia”. 

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As coincidências do lavajatismo

Carlos Alberto,

Em novo capítulo da Vaza Jato publicado nesta segunda-feira (14) pela Agência Pública em parceria com o site The Intercept, numa reportagem que mostra diálogos entre o diretor da Transparência Internacional, Bruno Brandão, e o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol, em que o procurador pede a ajuda de Brandão para compor a minuta da Fundação Lava Jato, que estaria vinculada a Petrobras e receberia R$ 2,5 bilhões para investir em projetos, iniciativas e entidades com atuação na prevenção e combate à corrupção, o que foi considerado ilegal pelo STF, a Lava Jato, também nesta segunda-feira, noticia uma "nova denuncia" que a força-tarefa da operação prepara contra o ex-presidente Lula, desta feita tentam criminalizar quatro doações feitas pela empresa Odebrecht ao Instituto Lula entre 2013 e 2014. Muita coincidência.

Primeiro os lavajateiros deveriam justificar - se é que existe justificativa pra isso - a sugestão dada pelo diretor da Transparência Internacional ao ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba: Brandão sugeriu a Dallagnol que fossem incorporadas pautas identitárias na minuta para ajudar a "blindar" a fundação de críticas de "certos grupos". Mesmo assim, Dallagnol, que deixou a Lava Jato na semana passada, ignorou a sugestão. Brandão também sugeriu que o Ministério Público Federal não obtivesse uma cadeira no conselho da Fundação Lava Jato para evitar acusações de que o órgão estaria criando sua própria instituição para ficar com o dinheiro das multas recolhidas pela Petrobras, no valor de R$ 2,5 bilhões. Da mesma forma ignorada por Dallagnol.

Agora a coincidência um tanto quanto requentada. Os lavajateiros, como bem se refere o procurador-geral da República, Augusto Aras, aos meninos de Curitiba, querem criminalizar quatro doações, devidamente registradas e contabilizadas, feitas pela Odebrecht ao Instituto Lula. Segundo o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin, "as doações, classificadas pela Lava Jato como "dissimuladas", estão devidamente documentadas por meio de recibos emitidos pelo Instituto Lula e foram devidamente contabilizadas.

" Essa nova investida da Lava Jato contra Lula reforça a necessidade de ser reconhecida a suspeição dos procuradores de Curitiba em relação ao ex-presidente, que está pendente de análise no Supremo Tribunal Federal, assim como a necessidade de ser retomado o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro — a fim de que os processos abertos pela Lava Jato de Curitiba em relação a Lula sejam anulados", diz Zanin.

A Lava Jato mais uma vez recorre a acusações sem materialidade contra seus adversários, no momento em que a ilegalidade de seus métodos em relação a Lula foi reconhecida recentemente em pelo menos três julgamentos realizados pelo STF. No caso do uso da delação de Palocci em processos contra Lula às vésperas das eleições presidenciais de 2018, o Supremo, por maioria de votos, também identificou possível motivação política do ato, além da própria ilegalidade. Para além disso, o mesmo tema tratado na nova denúncia já é objeto de outra ação penal aberta pela mesma Lava Jato de Curitiba contra Lula, que foi recentemente sobrestada por decisão proferida pelo STF, acolhendo pedido da defesa do ex-presidente. 

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O presidente voltou!

Carlos Alberto,

Há muito não via um pronunciamento tão eloquente do ex-presidente Lula como o deste 7 de setembro. Direto, objetivo e principalmente sob a razão se dirigindo aos milhões de brasileiros. Diria até que foi um discurso de estadista, sem nenhum exagero. O presidente voltou!

" Estamos entregues a um governo que não dá valor à vida e banaliza a morte. Um governo insensível, irresponsável e incompetente, que desrespeitou as normas da Organização Mundial de Saúde e converteu o Coronavírus em uma arma de destruição em massa", disse o ex-presidente Lula.

Lula foi enfático ao afirmar que "o mais grave de tudo isso é que Bolsonaro aproveita o sofrimento coletivo para, sorrateiramente, cometer um crime de lesa-pátria. Um crime politicamente imprescritível, o maior crime que um governante pode cometer contra seu país e seu povo: abrir mão da soberania nacional".

Lula deu novas esperanças ao povo brasileiro ao dizer que "nós provamos ao mundo que o sonho de um país justo e soberano pode sim, se tornar realidade. Eu sei – vocês sabem – que podemos, de novo, fazer do Brasil o país dos nossos sonhos. E dizer, do fundo do meu coração: estou aqui. Vamos juntos reconstruir o Brasil. Ainda temos um longo caminho a percorrer juntos. Fiquem firmes, porque juntos nós somos fortes. Viveremos e venceremos.”

O ex-presidente foi cirúrgico ao afirmar que não entrou pela porta dos fundos, entrou no Palácio do Planalto pela rampa principal. E isso os poderosos jamais perdoaram.

"Reservaram para mim o papel de figurante, mas virei protagonista pelas mãos dos trabalhadores brasileiros", alfinetou!

Lula voltou da prisão política, diria, com um discurso remasterizado, mas sempre em sintonia com o povo. Se reclamavam pela falta de uma liderança capaz de representar a esquerda, não se tem mais do que reclamar. O 7 de setembro foi emblemático para a fala do ex-presidente Lula.

A conferir!

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O governo Fátima e a obviedade dos fatos

Carlos Alberto,

Sempre que tenho oportunidade comento aqui e acolá que tentam arranjar para o governo Fátima Bezerra (PT) um "bode expiatório". Já citei também que o escritor e filósofo italiano Umberto Eco – in memoriam – afirmou certa vez que “nem todas as verdades são para todos os ouvidos e nem todas as mentiras podem ser suportadas.”  Isso certamente é um antídoto para àqueles que são de certa forma ingênuos ou melhor dizendo, incautos que preferem a farsa do que a verdade, ou na pior das hipóteses, usam de má-fé.

Dias atrás o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Thiago Martins Guterrez, manifestou que a antecipação de recursos, mesmo antes de celebrar contrato, não configura crime, dado o momento de emergência sanitária. Guterrez se referia aos recursos antecipados no valor de R$ 48,7 milhões repassados pelo governo do RN ao Consórcio Nordeste para a compra de respiradores não entregues. Sobre isso o chefe do Ministério Público de Contas destacou que há investigações que se debruçam sobre o caso na seara criminal, realçando que o papel do TCE neste caso é verificar se houve crime na antecipação dos recursos. Ou seja, o "bode expiatório" que tentaram colocar no governo sobre o caso foi abaixo, tendo em vista que o MP de Contas concluiu que o governo do RN não cometeu crime ao antecipar dinheiro ao Consórcio Nordeste.

A bem da verdade o governo do Rio Grande do Norte, sem nenhum estardalhaço, já vem movendo desde maio uma ação coletiva junto com os demais estados que participam do Consórcio Nordeste, para ressarcimento dos recursos da compra de respiradores não entregues pela empresa Hempcare Pharma Representações LTDA. Portanto, repito Umberto Eco: "nem todas as verdades são para todos os ouvidos e nem todas as mentiras podem ser suportadas".

Outro "bode expiatório" que foi por água abaixo: dizer que a governadora Fátima Bezerra não tem competência administrativa e que por isso a Petrobras está deixando o Rio Grande do Norte. Não é verdade. Isso faz parte de uma política do governo Bolsonaro ao qual o ministro das Comunicações, Fábio Faria, pertence, e que criticou Fátima. Como bem disse em Nota o governo, "a atual gestão encontrou um estado quebrado, com quatro folhas de pagamento do servidor estadual em atraso. Para aqueles que falam em competência administrativa, herdeiros desse passivo que deixou o estado em completa agonia, ou esquecem rápido a realidade ou agem por completa má-fé".

"A ameaça da saída da Petrobras nada tem a ver com a gestão estadual. Muito pelo contrário. Se dependesse do governo do estado, a Petrobras jamais sairia do Rio Grande do Norte, ameaçando o emprego de 5.476 trabalhadores diretos – sem contar os indiretos – bem como a retirada de investimentos econômicos e sociais nos municípios onde a estatal atua", concluiu a Nota.

Bom que se diga que a governadora Fátima Bezerra ainda tenta evitar a saída da Petrobras do Rio Grande do Norte. Para tentar evitar que a estatal venda todo o ativo de produção de petróleo e gás no estado, inclusive a Refinaria Clara Camarão, que tornou o estado o único do país autossuficiente na produção de todos os derivados do petróleo, ela reuniu a bancada federal. A governadora Fátima Bezerra tratou com deputados e senadores do Rio Grande do Norte o apoio em nível nacional para evitar que a Petrobras deixe o estado.

“Estivemos com a diretoria da Petrobras por duas vezes e uma com o ministro das Minas e Energia desde o ano passado. Queremos mais e mais investimentos privados, mas queremos também a permanência da empresa, que há 47 anos atua em nosso estado. A saída da Petrobras, simplesmente, não é o melhor caminho. Sair do RN é uma decisão do governo federal, não da companhia”, disse Fátima Bezerra.

Daí reafirmar o que tem no título deste artigo: O governo Fátima e a obviedade dos fatos!

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O Messias em seu estado normal

Carlos Alberto,

Depois de alguns dias adotando a linha "paz e amor", pegando carona no auxílio emergencial que o governo vem dando as pessoas que estão sem trabalhar devido a pandemia do coronavírus, Jair Messias Bolsonaro voltou ao seu estado normal. Neste domingo (23), o Messias se irritou quando questionado por um repórter do jornal O Globo acerca dos depósitos recebidos por Michelle Bolsonaro do ex-assessor Fabrício Queiroz.
ameaçando "dar porrada" no jornalista.

Nada de anormal na atitude do Messias, não sendo a primeira vez e certamente não será a última vez que ele agride a imprensa. Um presidente que tem como seu ídolo o torturador Coronel Brilhante Ulstra - já falecido -, há de se esperar o que? Aliás, o presidente Jair Messias Bolsonaro, a bem da verdade, mais uma vez, quebrou com o decoro que o cargo exige, cometendo, inclusive, crime de responsabilidade.

O jornalista de O Globo agredido pelo presidente Jair Messias Bolsonaro é Daniel Gullino. Em cumprimento de sua obrigação profissional, ele tentou extrair um comentário do presidente sobre os depósitos de Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama Michelle, num montante de R$ 89 mil. À indagação, Messias Bolsonaro retrucou grosseiramente: “Vontade que tenho é encher sua boca de porrada”.

Após a agressão ignóbil, o repórter perguntou se o presidente estaria o ameaçando, mas não obteve resposta.

Gullino já teve outros dissabores na cobertura presidencial. Em 4 de março, ele era um dos jornalistas que estava de plantão na saída do Alvorada, onde Bolsonaro protagonizou uma das cenas mais patéticas de seu governo. Transferiu ao humorista Márvio Lúcio, o Carioca, a tarefa de responder às perguntas sobre o pífio resultado do PIB, divulgado na véspera.

Em tempo: depois de ameaçar "dar porrada" num jornalista que lhe fez uma pergunta para a qual não tem resposta, Jair Messias Bolsonaro viu milhares de internautas levantarem a mesma questão: afinal, por que Michelle Bolsonaro recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz? A pergunta que não quer calar, presidente!

Em nota, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) disse que “falta compostura” a Jair Bolsonaro, que “busca impedir questionamentos incômodos”. "Tal comportamento mostra não apenas uma inaceitável falta de educação. É, também, uma tentativa de intimidação da imprensa, buscando impedir questionamentos incômodos", afirmou a entidade.

A ABI se solidarizou com o profissional atingido e reafirmou que a pergunta feita ao presidente era pertinente e de interesse público. Por fim, lembrou, ao primeiro mandatário do país que o cargo que ocupa exige maior decoro.

O problema é que o Messias não está acostumando ou não sabe o que é democracia. Talvez não tenha aprendido isso durante o tempo que passou na caserna, daí as suas reações grosseiras e intempestivas.

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O Estado deve desculpas a Luiz Inácio Lula da Silva

Carlos Alberto,

O que se imaginava parece que aos poucos vai se desmoronando. A revelação feita neste domingo (16) pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, de que a Polícia Federal concluiu que as acusações feitas por Antonio Palocci e vazada pelo então juiz Sergio Moro às vésperas das eleições de 2018, sobre um suposto caixa milionário de propinas para Lula administrado pelo banqueiro André Esteves, do BTG, não têm provas e que foram todas desmentidas pela investigação, nos leva a dizer que o Estado brasileiro deve desculpas, sim, a Luiz Inácio Lula da Silva.

O delegado Marcelo Daher encerrou o inquérito sem indiciar os acusados e afirmando que as informações dadas por Palocci em sua delação “parecem todas terem sido encontradas em pesquisas de internet”, sem “acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais”. E mais: Palloci teria embolsado R$ 30 milhões para incriminar Lula e não teria agido sozinho. Quem mais estaria se beneficiando? Quem? E qual o interesse? O que não é tão difícil descobrir, obviamente.

De acordo com o jornalista Joaquim de Carvalho, do site DCM (Diário do Centro do Mundo), durante mais de dois anos, Palocci se ofereceu a Moro para delatar. Ameaçou entregar a Globo e bancos, em depoimento que tratou de outro assunto.” Na época, em chat privado, a procuradora Laura Tessler chegou a comentar sobre a farsa, como se saberia pela Vaza Jato do site Intercept Brasil. “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, afirmou. “O melhor é que (Palocci) fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja”, acrescentou Antônio Carlos Welter, outro procurador da força tarefa de Curitiba.

Como bem disse o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin, na sua conta no Twitter, a delação de Palocci era um instrumento da Lava Jato para a prática de lawfare contra Lula, assim como as delações em geral". Ou seja, a Lava Jato comandada pelo então juiz Sergio Moro se utilizou da lei e dos procedimentos legais pelos agentes do sistema de justiça para perseguir quem fosse declarado inimigo, no caso Lula. Assim, o sistema jurídico foi manipulado para dar aparência de legalidade às perseguições aos adversários.

Fica mais do que provado que a Lava Jato estava a serviço do então candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro. O objetivo era tornar Lula inelegível e para isso seria preciso prendê-lo, custasse o que custasse e tirar assim seus direitos políticos. Repito o que disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, relator do processo que julga o pedido de suspeição de Sergio Moro na condenação do ex-presidente: o então juiz Sergio Moro pretendeu criar um “fato político” contra o ex-presidente Lula ao incluir o acordo de delação de Antonio Palocci às vésperas da eleição de 2018.

“Resta claro que as circunstâncias que permeiam a juntada do acordo de delação de Antonio Palocci no sexto dia anterior à realização do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 não deixam dúvidas de que o ato judicial encontra-se acoimado de grave e irreparável ilicitude”, ressaltou Gilmar Mendes.

Ainda em julho de 2018, em entrevista à Folha, um dos principais procuradores da Lava Jato à época, Carlos Fernando dos Santos Lima, admitiu que a delação premiada de Antônio Palocci, que a mídia conservadora qualificou como “delação do fim do mundo”, e que seria capaz de “destruir o PT”, era um blefe. Na entrevista, concedida ele reconheceu que havia uma guerra entre o Ministério Público e a Polícia Federal pelo controle da Lava Jato. Agora a Polícia Federal coloca a farsa abaixo.

Alguém ainda tem dúvidas sobre essa farsa que a Lava Jato produziu para incriminar Lula sem nenhuma prova? Portanto, digo que o Estado brasileiro deve desculpas a Luiz Inácio Lula da Silva em nome da justiça e da moralidade.

A conferir!

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Em um país sério o Messias seria afastado e Moro declarado suspeito

Carlos Alberto,

Se o Brasil fosse um país sério Jair Messias Bolsonaro seria afastado da Presidência da República e o ex-juiz Sergio Moro considerado suspeito no caso da Lava Jato. Ex aliados, hoje desafetos políticos.

O Messias já acumula motivos mais do que suficientes para ser afastado do poder. Não à toa que já tem três dezenas de pedidos para abertura de processo de impeachment, mas que o engavetador presidente da Câmara, Rodrigo Maia, guarda a sete chaves alegando a pandemia do coronavírus.

A última do Messias foi ao extremo: segundo a revista Piauí, em reportagem do último dia 6, o Messias ameaçou dar um "golpe" no STF (Supremo Tribunal Federal. De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da Folha, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados encaminhou requerimentos pedindo informações aos ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, Walter Braga Netto, sobre a reunião na qual Jair Bolsonaro cogitou enviar tropas militares para fechar o STF. Ou seria um jipe, um soldado e um cabo?

Agora, após o Brasil ultrapassar a casa das 100 mil mortes, o governo do Messias tenta imputar os óbitos ocorridos no país devido a pandemia a governadores e prefeitos. Um documento elaborado pelo Palácio do Planalto e divulgado nesta segunda-feira (10), com dados do último sábado (8), traz em destaque os nomes de governadores e prefeitos das regiões com maior número de casos e óbitos por Covid-19. Claro, governadores e prefeitos de oposição ao seu governo.

Já o ex-juiz aguarda sofregamente a 2ª Turma do STF concluir o julgamento de sua suspeição na condenação do ex-presidente Lula ainda antes da saída do decano Celso de Mello, que se aposentará da corte em novembro.

Mendes, que é relator do processo, declarou na semana passada na sessão da 2ª Turma, que o então juiz Sergio Moro pretendeu criar um “fato político” contra o ex-presidente Lula ao incluir o acordo de delação de Antonio Palocci às vésperas da eleição de 2018.

“Resta claro que as circunstâncias que permeiam a juntada do acordo de delação de Antonio Palocci no sexto dia anterior à realização do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 não deixam dúvidas de que o ato judicial encontra-se acoimado de grave e irreparável ilicitude”.

Portanto, caro leitor, temos aí uma pequena mostra do quão este país varonil não é sério. Os antes aliados hoje desafetos ainda terão muito o que se falar deles.

A conferir!

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A Lava Jato passada a limpo

Carlos Alberto,

Nos últimos dias os procuradores da Lava Jato, sobretudo, os que fazem a "República de Curitiba" juntamente com o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, Sergio Moro, se viram em apuros depois que o procurador-geral da República, Augusto Aras, declarou que "é hora de corrigir rumos para que o lavajatismo não perdure".

Aras disse ainda que a sua gestão a frente da PGR visa a acabar com o "punitivismo" do Ministério Público e que não pode existir “caixa-preta” no MP. E mais: "não podemos aceitar processos escondidos da Corregedoria. Temos 50 mil documentos invisíveis. E a corregedoria vai apurar os responsáveis por isso. Na multidão, perderam-se processos, metodologia que atenta contra publicidade", afirmou o procurador-geral da República
ao participar de um debate virtual, promovido por um grupo de advogados.

O procurador-geral entrou em atrito com a força-tarefa após a chefe da Lava Jato na PGR, Lindôra Araújo, se dirigir a Curitiba com o objetivo de acessar dados de investigações. Não se sabe se a pedido de Bolsonaro ou não, fato é que atingiu Moro. Como bem disse o deputado
Alexandre Padilha (PT-SP), "a lava-jato é um dos maiores casos de utilização da justiça como forma política. Sérgio Mouro se utilizou da operação para se levantar politicamente e ganhar um Ministério do governo fascista de Bolsonaro. Não devemos nos esquecer que ele fez parte do governo e ajudou a criá-lo".

Resta saber agora se o Supremo vai julgar e aprovar a suspeição de Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato que mandou prender o ex-presidente Lula para evitar sua candidatura à Presidência da República.

A bem da verdade a Lava Jato já vinha sofrendo um processo de desgaste desde as primeiras denúncias do site The Intercept Brasil, que vazou diálogos entre os procuradores da "República de Curitiba" e o então "todo-poderoso" juiz Sérgio Moro, até hoje não desmentidos, questionados sim, mas desmentidos não.

O Livro das Suspeições que reúne 34 artigos originais de juristas e advogados que atuaram na “lava jato” mostra a verdade. Os autores examinam os detalhes da operação e mostram como, em vários momentos, o então juiz Sergio Moro e os procuradores da força-tarefa assumiram uma postura parcial ou faltaram com a isenção. A proposta do livro é levar a história dos bastidores da “Lava Jato” para além da comunidade jurídica, apontando os fatos que estiveram por trás de uma operação que, sob o pretexto da moralidade, alterou profundamente os rumos da política brasileira. Clique aqui para ter acesso online à obra.

Mais cabuloso ainda é o fato de que procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba comemoraram a decisão do ministro Edson Fachin, do STF, que suspendeu a decisão do ministro Dias Toffoli que determinava o compartilhamento de dados da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo com a Procuradoria Geral da República (PGR). 

O que a Lava Jato afinal quer esconder? Por que não querem entregar os dados para a PGR? Por que recorreram ao STF?

A conferir!

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Qual o interesse do Messias em desbloquear as contas de amigos no twitter e face usando a AGU?

Carlos Alberto,

Estranho, muito estranho o comportamento de um presidente da República que usa a AGU (Advocacia Geral da União) para com uma Adin (Ação direta de inconstitucionalidade), junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) tentar liberar as contas de amigos que usavam as redes sociais para plantar mentiras e difamar autoridades sob o comando do chamado "gabinete do ódio", instalado dentro do Palácio do Planalto. Entre os apoiadores de Bolsonaro que tiveram suas contas bloqueadas estão Roberto Jefferson, Luciano Hang, Sara Winter e Allan dos Santos.

Como bem disse o governador do Maranhão, Flávio Dino, na sua conta nas redes sociais, "não é papel do presidente da República proteger criminosos".

Na última quarta-feira (22), o ministro Alexandre de Moraes, relator no STF do inquérito que apura ataques a ministros da Corte e disseminação de informações falsas, solicitou o bloqueio junto ao Twitter e Facebook dos perfis de 16 aliados e apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro. Os perfis foram bloqueados pelo Twitter e pelo Facebook na sexta-feira (24).

Moraes pediu o bloqueio das 16 contas do Twitter e 12 perfis no Facebook, com multa de R$ 20 mil ao dia para as empresas que descumprissem a ordem. Todas foram suspensas na sexta.

Em maio, o grupo já tinha sido alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro, em desdobramento do inquérito. Na época, Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais de todos os investigados. Os perfis seguiam ativos até semana passada, o que levou o magistrado a reforçar a determinação na última quarta.

O que é de causar estranheza, é que um presidente da República se utilize de um órgão de governo para provocar uma ação junto ao Supremo para beneficiar amigos que supostamente estão produzindo fake news nas redes sociais. Aliás, procedimento esse que já vem sendo investigado desde a campanha presidencial, o que poderá, inclusive, levar a cassação da chapa Bolsonaro/Mourão.

Nunca na história política do Brasil se viu tamanho abuso de uma autoridade no cargo da Presidência, ainda mais para beneficiar amigos e aliados que, sequer, fazem parte do governo, usando pra isso a AGU. A meu ver isso já é motivo, por si só, pra ser questionado.

E mesmo com suas contas banidas do Twitter e do Facebook os bolsonaristas buscaram contas alternativas para prosseguirem se manifestando na rede social. Roberto Jefferson e Allan dos Santos usaram contas alternativas. Já o empresário Luciano Hang preferiu usar o Instagram para se pronunciar sobre o caso, o que configura uma afronta também ao Supremo Tribunal Federal.

Cabe ao STF a responsabilidade de interpretar sobre a liberdade de manifestação do pensamento, de expressão, respeitando a Constituição.

Cito o governador do Maranhão mais uma vez:

-Liberdade de expressão não protege cometimento de crimes. Executar campanhas de calúnias e ameaças é coisa de criminoso. Não é papel do presidente da República proteger criminosos. A não ser que os considere como sócios.

A conferir!

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Estão querendo criar um "bode expiatório" pra governadora

Carlos Alberto,

Como não encontram brechas para falar mal do governo Fátima Bezerra (PT) no Rio Grande do Norte, estão querendo criar um "bode expiatório" - alguém erroneamente culpabilizado - para tentar acusar o seu governo de algum tipo de improbidade administrativa. Até impeachment já sugeriram, sem sucesso porque os argumentos não se sustentaram. Outro dia vi nas redes sociais que "Fátima Bezerra era uma mera pagadora de salários de servidores". Ué, e o governante não é pra pagar os servidores não, que trabalham e ajudam o governo na condução do Estado?

Certamente este cidadão que falou isso queria que o governo atrasasse os salários para ter motivos de criticar a governadora Fátima Bezerra. Mas, apesar da crise sanitária e com a arrecadação em queda, Fátima Bezerra tem cumprido com o compromisso de não atrasar salários. Contudo, alguns insistem em transformar a pandemia numa bandeira política com motivações eleitoreiras. Lamentável que isto ocorra num momento em que o estado enfrenta a pior crise na saúde pública de sua história e com reflexos na economia.

O Consórcio Nordeste, do qual o Rio Grande do Norte participa, virou alvo para atingir o governo. A compra de respiradores vira e mexe volta a pauta da imprensa potiguar como forma de fustigar o governo petista. A PGE (Procuradoria Geral do Estado), por exemplo, ja deu ciência ao secretário estadual de saúde, Cipriano Maia, das providências que estão sendo tomadas no âmbito do Consórcio Nordeste, por meio do Estado da Bahia, estado-líder, para recuperação dos valores pagos na aquisição de 30 respiradores para o Rio Grande do Norte que não foram entregues.

Por meio de ofício enviado ao secretário estadual de saúde, que já comunicou à Assembleia Legislativa, a PGE, representante do Estado do Rio Grande do Norte, informou sobre as comunicações feitas ao Ministério Público Federal no Estado da Bahia e ao Ministério Público Estadual, esclarecendo fatos e providências tomadas, bem como da petição protocolada requerendo ingresso no feito, como assistente, na ação movida contra a empresa HempCare em busca da recuperação do montante destinado à compra de respiradores voltados para a preservação de vidas humanas diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Como disse o governo, "o cenário pandêmico vem impondo ao gestor verdadeiros desafios. O contexto impõe que as alternativas à disposição sejam examinadas em todos os seus desdobramentos."

O jornalista Dinarte Assunção, questionou em seu blog o governo sobre uma outra compra de respiradores e só ter desistido após receber os equipamentos do governo federal.

Pois muito bem, o que o governo disse:

-A compra dos equipamentos, em que pese se demonstre notoriamente justificada diante da essencialidade do bem, indispensável ao enfrentamento da COVID-19, vem sendo alvo de diuturnas especulações, de modo que alguns esclarecimentos se fazem necessários:

a) Das propostas recebidas:O Estado do Rio Grande do Norte recebeu por volta de 16 (dezesseis) propostas, cujo teor continha os mais diversos tipos de respiradores. Dentre as propostas apresentadas a empresa PV Distribuidora enviou documento ofertando 42 (quarenta e dois) respiradores mecânicos do modelo H-80M, no valor unitário de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), com prazo de entrega de 5 (cinco) dias úteis. Todavia, os equipamentos ofertados pela empresa eram respiradores do tipo não invasivos. Com efeito, cumpre elucidar que o tipo de equipamento cuja especificidade possibilita a ventilação mecânica e o consequente o tratamento da COVID-19, são os respiradores invasivos. Sendo essa a modalidade de respirador apta a intubação do paciente.Pelo consignado, e tendo em vista que os equipamentos ofertados pela empresa PV DISTRIBUIDORA não eram aptos à intubação dos infectados, a oferta foi descartada.

b) Da escolha da Baumer: não é exagerado registrar que a escolha dentre as propostas foi tarefa de incansável estudo e trabalho bastante árduo. Para gerir o risco da aquisição de tamanha importância, deveria se ter em mente a segurança no recebimento do material, no tempo em que era necessário e com valor que não fosse excessivamente acima do ofertado no mercado.Sob essas premissas a escolha pela empresa Baumer foi a que se revelou mais vantajosa. Das 16 propostas apresentadas, a Baumer, apresentou oferta contendo respirador tipo invasivo, modelo SVB19, a serem vendidos em 3 lotes, e com seguro da compra de todos os itens ofertados. O primeiro lote oferecido pela empresa continha 15 unidades do respirador com entrega prevista para a data de 10 de Junho de 2020, o segundo lote continha outras 15 unidades, para entrega na data de 30 de Junho, e o terceiro lote era composto por 20 unidades a serem entregues no dia 15 de julho. Neste cenário, e tendo sido ponderado os vieses em torno da aquisição, principalmente no que diz respeito ao prazo de entrega, já que dentre as propostas a empresa Baumer era a única que poderia entregar até o dia 12 de junho, o Estado do Rio Grande do Norte optou pela compra do primeiro lote oferecido pela empresa, de modo que foram adquiridos junto a Baumer 15 respiradores, equipamentos estes devidamente entregues e que se encontram em pleno funcionamento nas unidades hospitalares do Estado.

c) Da não contratação direta da Pulsar e da não celebração de Convênio com o Estado da Bahia: justamente na lógica da gestão dos riscos envolvendo à compra dos respiradores, o Estado do Rio Grande do Norte optou pela não aquisição direta com a empresa Pulsar.A empresa Pulsar ofertava respiradores do tipo invasivo, modelo Dragër. Quanto ao modelo ofertado pela empresa, é essencial pontuar que os equipamentos Dragër são reconhecidos por sua excelência e por assim serem, são considerados como top de linha, e logicamente, mais caro do que os convencionais. Neste ponto, aclare-se que o valor do equipamento ofertado pela empresa, embora em situação não pandêmica já seja elevado, pois como dito são melhores respiradores encontrados no mercado, quando confrontado com o contexto do enfrentamento à COVID-19 se encontrava com percentual de sobrepreço dentro dos parâmetros observados no comércio. No entanto, e embora tenha sido ponderado a superioridade nos equipamentos ofertados, soma-se a não opção pela contratação direta da empresa Pulsar, o fato que proposta apresentada era desprovida de seguro e requeria o pagamento adiantado. Pelas razões apresentadas é que o Estado do Rio Grande do Norte decidiu por não contratar diretamente com a empresa. Conquanto a não contratação direta da Pulsar pelo Estado do Rio Grande do Norte, pontue-se que o Estado da Bahia havia comprado ditos equipamentos. Nesse sentido, foi levantada a possibilidade do RN celebrar convênio com aquele, visando o repasse dos equipamentos já adquiridos. A pactuação somente seria perfectibilizada após a entrega dos respiradores em solo norte rio-grandense.

Sem embargo, o contexto descrito foi modificado. O Estado do Rio Grande do Norte que desde o início da pandemia havia encaminhado inúmeros ofícios ao Governo Federal solicitando o envio de respiradores para abastecimento da rede de saúde pública estadual, e somente após ampla negociação realizada diretamente pela Excelentíssima Governadora do Estado, Fátima Bezerra com o General Ramos, possuiu seu pedido atendido. Desse modo, foram encaminhados 80 respiradores pelo Governo Federal, de modo que não se vislumbrou mais a necessidade de adquirir nenhum outro ventilador pulmonar, ou de celebrar qualquer outro instrumento congênere visando a aquisição.

Portanto, repito, querem criar um bode expiatório para a governadora Fátima Bezerra em ano eleitoral.

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O MP tem que ir a fundo nas conversas de WhatSapp no Hospital de Campanha de Natal

Carlos Alberto,

O Ministério Público do Rio Grande do Norte, que já apura o caso das conversas privadas entre profissionais de saúde - enfermeiros e médicos - que atuam no Hospital de Campanha de Natal, onde foram relatadas que a UTI do hospital conta com uma série de desorganização que teria resultado até em mortes de pacientes, conforme informou o jornalista Dinarte Assunção em seu blog - clique aqui para ler - precisa ir a fundo na investigação.

Os diálogos realizados numa rede de WhatSapp e vazados ao Blog do Dina, desmontam a narrativa oficial de que o Hospital de Campanha de Natal foi um trunfo no combate à pandemia de covid-19 e expõem que a UTI do hospital reúne uma série de desorganização que teria resultado em óbitos de pacientes por negligência, segundo o jornalista.

Apesar do assunto ser sério a imprensa potiguar principalmente a de Natal, ou passou despercebida ou ignorou, o que é pior. Neste quesito o blogdobarbosa valorizou o assunto dando repercussão ao que Dinarte Assunção escreveu - clique aqui para conferir - suitando, inclusive, a reportagem. Suitar no jargão jornalístico é dar continuidade ao assunto, ouvindo o Conselho Municipal de Saúde que sugeriu ao Ministério Público requerer as gravações das conversas ao jornalista Dinarte Assunção. Veja aqui.

O secretário municipal de Saúde de Natal, George Antunes, que é um homem sério, já solicitou abertura de sindicância interna para apurar as denúncias.

Alguns dos relatos transcritos no Blog do Dina:

“Posso durante essas ligações [para as famílias] tbem relatar os erros que equipe de enfermagem está fazendo nesta UTI como correr 400ml de dieta em 3h, usar água em cateter central, fazer meropenem em sonda vesical, deixar noradrenalina em dose dobrada com 60ml/h desligada por mais de 20min, checar medicação sem ser administrado no paciente. São exemplos de algumas coisas que eu vi sendo feito nessa UTI que relatei no prontuário médico, porém não relatei para os familiares que estão passando por este momento de aflição de ter um familiar grave internado na UTI”, reclamou um dos médicos nos diálogos.

Uma das mensagens escancara as consequências, diz o jornalista:

“[…]temos cometidos muitos erros e isso tem ceifado a vida de muitos pacientes, uns podem apoiar [NOME OMITIDO] outros podem discordar, qual lado vcs estão não importa, o que importa são às vidas, estamos perdendo vidas uma estamos perdendo por causa da gravidade da doença, outra estamos perdendo por causa dos erros do processo de cuidar e isso eu digo de uma equipe como um todo, talvez vos se sintam ofendidos pq a equipe de enfermagem é a espinha dorsal de todo hospital”.

E completa:

As mensagens despertaram reação dos profissionais ligados à enfermagem, o que levou um dos participantes a voltar à carga para defender o médico que postou a primeira mensagem, afirmando que ele só não queria mais assinar óbitos resultantes da ação de terceiros: “Acho que ele já esta cansado de assinar óbitos por incompetência dos outros”.

O ponto a que chegou a discussão revela como a falta de controle está afetando o trabalho da equipe e como os sucessivos erros descritos se refletem sobre pacientes, relata o jornalista.

Ao responder a um dos participantes da discussão, uma das pessoas informa que até terceirizados da empresa JMT, que presta serviços gerais no hospital, acessam informações médicas”, ressalta Assunção.

Daí reforçar que o Ministério Público precisa ir a fundo neste caso que pode virar um caso de polícia.

A conferir!

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Querem cercear a palavra do médico Ricardo Lagreca

Carlos Alberto,

Um simples artigo em que o médico cardiologista, professor da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), ex-diretor do HUOL (Hospital Universitário Onofre Lopes) e ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, em que faz críticas ao governo Bolsonaro por não saber combater a pandemia da Covid 19 que assusta o mundo e, claro, o Brasil, causou uma frenesi no meio médico do Rio Grande do Norte.

Lagreca, a quem tenho apreço, homem de reputação ilibada que dirigiu o HUOL por longos vinte anos e foi secretário de Saúde por 1 ano e três meses no governo Robinson Faria, deixando o governo por não concordar com ingerência política na pasta, e que ao deixar o cargo foi motivo de elogios por toda a imprensa potiguar, quando a mídia disse que naquele momento Robinson estava perdendo o seu melhor secretário, foi crucificado por colegas ao dizer em texto que "Não há mais lágrimas para chorar, há muita indignação para se mostrar". E é verdade! Dr Lagreca não disse nenhuma injúria, embora alguns não afeitos a liberdade de expressão não respeitem a palavra do médico pernambucano que adotou Natal como cidade para morar e trabalhar.

O que Dr Lagreca disse em artigo, publicado, inclusive, no blogdobarbosa é a mais pura e triste realidade que estamos presenciando por falta de uma política sanitária por parte do governo Bolsonaro. "Como um governo sem rumo, desorientado, desagregador, apoiado por políticas mantenedoras do “status quo “ não permitiu em nenhum momento que houvesse a  uniformidade Federativa, tão necessária nesses momentos de tamanha gravidade e que possivelmente teria dado um  outro rumo a esta tragédia".

E completou:

"Os órgãos de classe , por sua vez, seguem a mesma trilha, fazem a mesma política e lavam as mãos. A morbimortalidade dos profissionais de saúde observada entre nós assume uma cifra que ultrapassa o esperado. A cada dia que se passa sabemos de mais uma morte de um colega médico. Não deve ser assim. Algo precisa ser feito para maior cuidado de quem por obrigação e uma  boa dose de altruísmo é submetido a uma possibilidade de maior  exposição ao vírus".

Para usar um termo da medicina, Ricardo Lagreca foi cirúrgico em sua análise e talvez por isso tenha ferido os brios de colegas que não sabem o significado amplo da liberdade de expressão. Por isso Lagreca foi chamado de petista, como se ser petista fosse um mal. Aliás, ser petista é ser humanista, ao contrário de ser de direita ou ultra-direita, e porque não dizer fascista que não dão valor a vida.

Lembro Jair Messias Bolsonaro, que não consegue apenas lamentar os óbitos por covid-19. O instinto de sobrevivência do presidente brota de suas entranhas e irrompe pela boca, impedindo-o de fazer um comentário em que simplesmente transmita empatia. "A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo".

Os seguidores e admiradores de Jair Messias Bolsonaro certamente pensam como ele ao tecer críticas ao Dr Lagreca.

Cito o filósofo e linguista americano Noam Chomsky que disse que "o coronavírus é algo sério o suficiente, mas há algo mais terrível se aproximando". Ele se referia as ameaças de Trump à China. Mas aqui, no Brasil, já vivenciamos uma eterna ameaça do fascismo. E como disse
Chomsky, "o coronavírus é terrível e pode ter péssimas consequências, mas será superado, enquanto as outras não serão. Se deixarmos nosso destino com sociopatas bufões, será o fim".

A conferir!

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Querem macular o governo Fátima ouvindo o galo cantar não sabem onde

Carlos Alberto,

Diz um dito popular que quando alguém se refere a alguma coisa por escutar dizer sem saber do que se trata, ouviu o galo cantar não sabe onde. Isso se aplica aos que, referindo ou querendo explicar os fatos, ignoram as circunstâncias indispensáveis e essenciais.

Pois muito bem, caro leitor: nas terras de Poti estão ouvindo o galo cantar mais não sabem onde. Me reporto ao dito popular para dizer que pessoas e até entidades de classe estão tentando macular a imagem da governadora Fátima Bezerra para dizer que " o Governo Fátima do PT pagou quase R$ 2 milhões para empresa que só tem um médico implantar 30 leitos de UTI e até agora nada", numa referência a Organização Social (OS) Avante Social.

A bem da verdade, de acordo com o que relata o Termo de Audiência, no qual foi celebrado acordo com a Organização Social Instituto Jurídico para Efetivação da Cidadania e Saúde - Avante Social, vencedora do Chamamento Público Emergencial COVID 19 nº 02/2020, com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte (Cremern), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) e o Ministério Público Federal (MPF), nos autos da Ação Civil Pública nº 0004715-12.2012.4.05.8400, o governo do Estado do Rio Grande do Norte repassou o valor para a Justiça Federal no Rio Grande do Norte e o processo de implantação dos 30 leitos de UTI nos Hospitais João Machado e Alfredo Mesquita está sendo monitorado pela Justiça Federal.

Cumpre ressaltar, caro leitor, que compete a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) a fiscalização do cumprimento do contrato nº 512/2020 assinado com a Avante Social. A data prevista para a apresentação da prestação de contas desse 1º mês de vigência do contrato com a OS foi o dia 1º de julho.

Após a apresentação de contas pela OS, a Sesap analisará e enviará com parecer técnico à Justiça Federal para que se mantenha o pagamento da organização social ou não.

Por fim, destacamos que compete a OS nesse momento explicar por que não cumpriu os prazos estipulados em acordo judicial (abertura nos dias 21 e 30 de junho de 2020) dos leitos de UTI nas supracitadas Unidades Hospitalares.

Ouviram também o galo cantar, mas não sabem em que terreiro foi o cacarejo de que o governo estaria contratando uma OS com apenas um anestesiologista.

Pois é, sobre isso digo que a Secretaria de Estado da Saúde Pública esclarece que não é possível realizar uma licitação exigindo que na etapa de habilitação a empresa já apresente corpo clínico. Como ocorre com a contratação de empresas de mão-de-obra, a definição dos empregados só pode ser exigida no ato de assinatura do contrato. Inclusive, é possível determinar um prazo mesmo após a assinatura do contrato. 

Caso a Sesap fizesse a exigência de corpo clínico anteriormente à licitação, as empresas poderiam entrar na Justiça, por meio de Mandado de Segurança por restrição de concorrência. De qualquer forma, nesse momento, a Sesap esclarece que o processo de contratação está em fase de recurso, já que a Coopanest apresentou recurso e está no prazo da empresa apresentar a contrarrazão, a ser julgada.

Portanto, caro leitor, estas pessoas que ouvem o galo cantar não sabem onde, deveriam, primeiro, se informar melhor para não saírem por aí maculando a imagem do governo principalmente profissionais de imprensa que têm a responsabilidade de levar à sociedade a verdade.

Todo jornalista tem direito a ter opinião e a explicitar suas posições políticas. Mais que direito, tem até a obrigação. Mas não pode brigar com os fatos, nem confundir realidade com desejo.

Tenho dito!

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Wassef tem tudo pra ser o PC Farias do Messias

Carlos Alberto,

A coluna transforma em seu editorial um texto que não leva assinatura, mas que me foi passado em um grupo de redes e que considero que retrata bem o momento em que o Brasil vive no cenário político. O texto relata as ligações do advogado Frederick Wassef com a família Bolsonaro. Ou seja, Wassef tem tudo pra ser o PC Farias de Jair Messias Bolsonaro. Segue o texto:

Wassef, advogado chamado "anjo" que escondia o Queiroz, tem pelo menos nove procurações para advogar em em nome do clã Bolsonaro. São três de Bolsonaro, três de Flávio e outras três do Carluxo. Wassef tem casas em São Paulo, Brasília, Angra dos Reis e na Flórida, nos Estados Unidos. 

Ele foi responsável pelo pedido de suspender todas as investigações feitas com base no compartilhamento de dados bancários. Medida acatada por Dias Toffoli para proteger Flávio Bolsonaro.

Wassef era marido da empresária Maria Cristina Boner. No início dos anos 90, Boner apareceu em uma foto com o bilionário Bill Gates para anunciar que representaria a Microsoft.Boner disputa com seu outro ex-marido, Antonio Bruno Di Giovanni Basso, ex-vice-presidente de contas de mercado governamental da Microsoft, um patrimônio avaliado em mais de R$ 300 milhões. Wassef é advogado também do ex-marido de Boner.

Boner é ré por corrupção. Ela foi flagrada em um vídeo de 2006 no qual negocia propinas em troca de contratos com o governo do Distrito Federal (DF), à época comandado por José Roberto Arruda.
Boner, a ex-mulher do advogado "Anjo" de Bolsonaro, foi alvo da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Investigação ficou conhecida como “mensalão do DEM”.Boner recebeu 168 acusações por corrupção passiva e 21 por lavagem de dinheiro. 

E veja só: o advogado "Anjo" de Bolsonaro continua sendo advogado de Boner sua ex-mulher. Boner também aparece na Lava Jato. Uma de suas empresas, a B2BR, efetuou pagamentos às empresas de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Boner também integrou o consórcio Agiliza Rio, que ganhou R$ 32,4 milhões entre 2009 e 2013.

Agora a cereja do Bolo: Foi Wassef quem apresentou Fábio Wajngarten, atual secretário da SECOM, a Bolsonaro. O pai de Fábio, o cardiologista Maurício Wajngarten, e o empresário Henri Armand Szlezynger foram membros do Conselho Deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein.
Szlezynger é pai de Leo Edward Szlezynger, sócio de quem? Wassef, o advogado "anjo" de Bolsonaro. 

Wassef é próximo da cúpula do Einstein e foi um dos motivos que levaram Bolsonaro a ser transferido ao hospital depois da "facada" e também Fabrício Queiroz por ter "câncer”.

Voltando a Boner. Wassef é advogado dela junto com Paulo Henrique dos Santos Lucon. Lucon foi nomeado por Temer como conselheiro da Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP) e virou presidente do órgão no governo Bolsonaro.

Por fim… Boner, a ex- mulher do "Anjo", que recebeu 168 acusações por corrupção passiva e 21 por lavagem de dinheiro, fechou contrato com o Banco Central. 

*Ela vai cuidar da criptografia do sistema de pagamento instantâneo do Banco Central.

É de chorar! 

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Os ignóbeis e a boiada desprezam a democracia

Carlos Alberto,

Os ignóbeis de plantão seguidores do Messias desprezam a democracia tão duramente conquistada. Racismo, preconceitos, obscurantismo, negacionismo, ignorância, raiva, ódio, desprezo pela dor humana, homofobia, criminalização dos pobres, assassinatos, fazem parte do universo macro de uma parte da sociedade brasileira, como também de muitas relações familiares no atual contexto político-social que o Brasil vive, como bem colocou a socióloga Márcia Moussallem, em artigo publicado no Jornal GGN , do jornalista Luís Nassif.

Não se concebe que numa democracia grupos raivosos ardentes de vingança afrontem os Poderes constituídos, caso do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, ou que invadam hospitais sobre o pretexto de fiscalizar se alí tem doentes infectados por uma pandemia que assola o mundo e que no Brasil não é diferente. Estas pessoas sofrem de transtorno psicótico causados pelo ódio, talvez um mal maior ou tão igual ao coronavírus.

Não à toa são comparados a uma boiada guiada pela toada de um "Messias" que disse que veio para acabar com a corrupção no Brasil e com a "velha política" do toma lá da cá, mas o que se ver é tudo ao contrário do que dissera em campanha. Acuado pelas denúncias contra o seu governo, o Messias apelou para o toma lá da cá tão "combatido" por ele para tentar evitar um possível impeachment no Congresso Nacional, recriando até ministérios para alojar políticos do chamado "Centrão", que em outras palavras significa oportunistas de carteirinha.

Mais essa mesma boiada de ignóbeis com transtornos psicóticos, leva ao pé da letra o que o Messias diz e o defende com unhas e dentes como se ele fosse um líder messiânico no comando de uma seita. Uma seita que está levando o Brasil a bancarrota e a um cenário mórbido de muitas mortes e sofrimento que atinge uma grande parcela da população brasileira.

A cada dia ou semana vemos o Brasil virar uma anarquia onde autoridades são achincalhadas até por ministros de Estado e nada, absolutamente nada, se faz de concreto para se dar um basta nesta situação. O que se ver a cada ato estapafúrdio do Messias e de seus asseclas e seguidores, são discursos retóricos como resposta de líderes de entidades representativas da sociedade e dos Poderes - Judiciário e Legislativo - sem nenhuma ação efetiva capaz de dar um fim na caótica situação em que se encontra este Brasil varonil.

Vamos esperar até quando pra todo esse pandemônio acabar? Não bastasse a pandemia na saúde, em que brasileiros estão indo a óbito, e o Messias diz se tratar apenas de uma "gripezinha", temos que conviver com uma crise institucional no país que a cada dia se agrava mais.

Basta!

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Num governo fadado ao fracasso até 'guru' diz que Bolsonaro prevaricou

Carlos Alberto,

O governo do Messias está mesmo fadado ao fracasso. Ainda no último sábado (6) o seu "guru", filósofo Olavo de Carvalho, gravou um vídeo levado as redes sociais onde rompe com Jair Messias Bolsonaro e seu governo.

Olavo de Carvalho fez ameaças explícitas ao presidente da República. "Se as pessoas não conseguem derrubar o seu governo, eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo essa merda desse seu governo".

E mais: o "guru" bolsonarista disse que "o gabinete do ódio foi inventado contra mim, não contra o Bolsonaro. Se você não é capaz de me defender dessa gente toda, você não foi meu amigo. Só tira proveito".

Para tentar contornar a merda que Olavo de Carvalho jogou no ventilador,
um dia após receber críticas abertas do filósofo, o presidente Jair Bolsonaro promoveu um dos representantes da chamada ala ideológica do governo, Felipe Martins, de 31 anos. Ele ocupava o cargo de assessor-adjunto na Assessoria de Assuntos Internacionais, atualmente ligada à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Com a mudança de status, divulgada nesta segunda-feira (8), Martins passou para assessor-chefe da pasta.

Mas o estrago já estava feito. Olavo de Carvalho, um dos mentores desse governo fascista, chegou até a usar de palavriado chulo mandando o presidente Jair Bolsonaro enfiar uma condecoração que lhe foi atribuída "no cu" e tachou de prevaricação o que Bolsonaro vem fazendo contra crimes que estão sendo praticados no seu governo e não são apurados e ainda disse que o governo é "acobertado por generais covardes ou vendidos".

O guru de Bolsonaro ainda ofendeu Luciano Hang, o dono da Havan, que, segundo ele é um “palhaço”, que se veste de Zé Carioca, em alusão ao terno verde do empresário. Ele disse que Hang é “gente que não tem cultura e não gosta de quem tem”.

E sem a menor cerimônia, em resposta ao ataque, o dono da Havan também divulgou um vídeo para dizer que o guru bolsonarista fez apenas um desabafo, chutou o pau da barraca e que tem razão.

O empresário ainda pediu apoio financeiro ao filósofo para ajudá-lo a lutar pela direita no Brasil. Hang nega que tenha solicitado ajuda em dinheiro. Diz que só pediu para os apoiadores da direita comprarem livros do guru e se inscreverem nos cursos. O dono da Havan também sugere que advogados defendam Olavo gratuitamente.

Empresários apoiadores de Bolsonaro dizem que não vão dar dinheiro para ajudar o guru do presidente, Olavo de Carvalho, que foi multado em R$ 2,8 milhões por uma acusação de pedofilia contra o cantor e compositor Caetano Veloso.

Flávio Rocha (Riachuelo), Sebastião Bomfim (Centauro), Edgard Corona (SmartFit) e Washington Cinel (Gocil), que circulam no entorno do presidente, negaram intenção de participar da ajuda financeira.

Caetano Veloso botou quente no "guru" bolsonarista, que agora se vê numa situação vexatória atrás de dinheiro para pagar a multa imposta pela Justiça por injúria e difamação. Este é o governo do Messias que alguns incautos ainda insistem em defender.

Clique aqui para ver o vídeo

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Democracia em vertigem tá mais que atual

Carlos Alberto,

 'Democracia em Vertigem', documentário brasileiro de 2019 dirigido por Petra Costa, indicado ao Oscar de Melhor Documentário de Longa Metragem em 2020, define uma "tragédia épica de corrupção e traição no Brasil. O documentário retrata os bastidores do impeachment da primeira mulher presidente, Dilma Ruosseff, o julgamento do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, a eleição do candidato de extrema-direita, Jair Messias Bolssonaro, e a crise política-econômica, e agora mais precisamente, sanitária do Brasil. O filme entrelaça o pessoal e o político para narrar um momento decisivo da história recente do Brasil, também considerado como "uma advertência a todas as democracias do mundo" .

Me reporto ao documentário de Petra Costa para dizer quão é a realidade da alteração no centro do equilíbrio (vertigem) da democracia brasileira, neste momento em que enfrentamos uma crise institucional entre os poderes Executivo e Judiciário com afrontas e desafios frequentes do Messias presidente e a sua trupe de seguidores que carregam consigo o ódio na alma já transformados visivelmente em transtornos psicóticos. Prova maior é que todos os domingos, como se fosse uma seita, essa trupe de apoiadores se planta na frente do Palácio do Planalto, com a presença do "Messias", claro e obviamente, para decantar aos quatro cantos do Planalto a quebra da normalidade democrática com chavões pouco republicanos.

E quem é o maior culpado pela eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, o presidente com o maior índice de rejeição entre todos pós o processo de redemocratização do país? Você que votou nele! E não tenho o menor constrangimento em afirmar isso às "vivandeiras" do poder que têm saudades da ditadura, muitos deles (as) que nem vivenciaram ou, sequer, leram algum livro que fala sobre o regime militar no Brasil. Quando o deputado Eduardo Bolsonaro, com seus arroubos invocou a possibilidade de edição de um “novo AI-5” para enfrentar opositores, não foi um exagero retórico. Ele externou o que pensa o grupo que ora está no poder, a começar pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, que passou toda a sua vida como político a lamentar o fim da ditadura. Também é de Eduardo Bolsonaro a fala de que para fechar o Supremo Tribunal Federal basta "um jipe, um soldado e um cabo".

O Messias, por sua vez, tem como ídolo o torturador da ditadura militar Coronel Brilhante Ulstra - já falecido -, chegando a evocar seu nome na votação do impeachment da presidente Dilma. O Messias não faz por menos quando disse na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril que vai dar armas à população. A fala do presidente Jair Messias Bolsonaro sobre dar armas para a população foi rejeitada por 72% das pessoas entrevistadas em pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (31) pelo jornal Folha de S.Paulo. Menos mal.

Contudo, ainda neste domingo, em São Paulo, houve confrontos entre os grupos pró-Bolsonaro e os manifestantes antifascistas que foram à Paulista protestar em favor da democracia e contra o nazi-fascismo. Isso já é um reflexo dos discursos antidemocráticos e pouco republicano do Messias que não veio para salvar e sim dividir o Brasil.

Ditadura nunca mais!

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Data Venia Sr presidente, mas o governo do Sr acabou

Carlos Alberto,

O governo Jair Bolsonaro acabou literalmente. Um governo da ilegalidade que não se sustenta numa reunião ministerial, onde era pra se discutir os problemas do Brasil e procurar soluções, acabou virando uma comédia pastelão, onde ao menos 34 palavrões saíram da boca do presidente para reclamar principalmente que não recebia relatórios dos órgãos de informações do seu governo, mais precisamente da Polícia Federal.

Clara e abertamente o Messias disse na reunião a seus asseclas que queria armar a população para que ela possa se defender contra uma possível "ditadura". Ou as menções foram à formação de milícias fascistas armadas para reagirem à políticas públicas que lhes desagradem. A declaração do presidente foi muito grave, uma ameaça a democracia brasileira.

E o fato de que ele não iria deixar o clã se "fuder" e que para isso tinha o seu canal de informantes particular, que segundo o próprio atua melhor do que os´órgãos de informação de seu governo? A bem da verdade, o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), coordenado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), recebeu um total de 1.272 relatórios de inteligência produzidos por diversos órgãos do governo nos anos de 2019 e 2020. Esses relatórios são usados para repassar informações estratégicas ao Palácio do Planalto para ajudar na tomada de decisões. Claro, o Messias queria informações sobre o seu clã, óbviamente, em supostas investigações.

E os desmentidos frequentes sobre a sua interferência na Polícia Federal, que o Messias disse que no fatídico vídeo sobre a reunião ministerial não iria ficar provado nada. Como assim cara pálida? O presidente decidiu tirar Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal e avisou o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, horas antes da reunião ministerial de 22 de abril. É o que apontam mensagens trocadas entre Bolsonaro e Moro no início daquele dia. As mensagens integram o inquérito que apura supostas tentativas do presidente de tentar interferir na PF.

O Messias mostrou também na reunião com os asseclas como se deve agir para proteger os amigos:

" E assim nós devemos agir, como tava discutindo agora. O Iphan, não é? Tá la vinculado à Cultura. Eu fiz a cagada em escolher, nu ... não escolher uma, uma pessoa que tivesse o ... também um outro perfil. E uma excelente pessoa que tá lá, tá? Mas tinha que ter um outro perfil também. O Iphan para qualquer obra do Brasil, como para a do Luciano Hang. Enquanto tá lá um cocô petrificado de índio, para a obra, pô! Para a obra. O que que tem que fazer? Alguém do Iphan que resolva o assunto, né? E assim nós temos que proceder", afirmou o presidente.

Data Venia Sr presidente, mas nem o Sr merece ocupar a cadeira de presidente da República, nem tampouco os seus ministros merecem os cargos que têm. Olhem o que pregaram na reunião dita ministerial:

A "Maria Louca da República", se comparada a do Império é bem pior; quer
prender governadores e prefeitos. Paulo Guedes, o ministro da Economia que só pensa em privatização, inclusive, privatizar o Banco do Brasil, quer salvar os grandes empresários prejudicados com a pandemia da Covid-19 e mandar os médios e pequenos as favas. Aos servidores públicos ele manda bananas, tal qual o seu chefe.

Weintraub, ministro da Educação - será mesmo? - revela racismo aberto, ofende os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chamando-os de vagabundos. E Ricardo Salles, o ministro destruidor de florestas, revela toda a razão cínica que o populismo de direita de Bolsonaro tenta ocultar com seu proselitismo ativista.

Pra não ficar só na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril, que é o Dia do Descobrimento do Brasil, mas que pode ser chamado agora também do Dia da Ilegalidade, tamanha as ilegalidades colocadas nesta reunião, cito um fato que considero tão grave ou até maior do que já foi dito aqui. Me reporto a uma declaração do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que em entrevista publicada na imprensa na semana passada disse que "Bolsonaro quis alterar a bula da Cloroquina".

“Me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista. […] E a ideia que eles tinham era de alterar a bula do medicamento na Anvisa, colocando na bula indicação para Covid”, afirmou Mandetta. 

A cloroquina ganhou destaque no noticiário nacional, após ser defendida por Bolsonaro. A Apsen é a empresa farmacêutica responsável pela produção do remédio composto por hidroxicloroquina e tem como dono um eleitor bolsonarista, o empresário Renato Spallicci.

Ah, antes que esqueça: a jornalista Andréia Sadi informou em seu blog que o empresário Paulo Marinho lhe disse que tenta recuperar um antigo celular do ex-ministro Gustavo Bebianno, morto por infarto em março. O aparelho está nos Estados Unidos e guarda informações de um ano e meio da coordenação de campanha de 2018 do presidente Jair Bolsonaro

"Esse celular tem registros de conversas dele durante um ano e meio de convívio da campanha, entre ele e todas as pessoas que participaram da campanha", disse. "Eu não posso te dizer o que tem, até porque eu não tenho conhecimento, mas eu quero resgatar esse telefone, até pra saber o que tem ali, para acabar com essa dúvida, que é sua e que é minha também."

Paulo Marinho prestou depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, na semana passada, depois de afirmar que o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, foi avisado por um delegado da PF de que seu assessor, Fabrício Queiroz, seria alvo de uma operação policial. Isso na campanha eleitoral de 2018.

O empresário disse também que a ação foi adiada para que não deixasse a família em evidência em período eleitoral. Hoje, Marinho rompeu com o clã Bolsonaro e é pré-candidato do PSDB à prefeitura do Rio.

A conferir!

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Cloroquina pra quem tem transtorno pisicótico

Carlos Alberto,

 "Cloroquina, cloroquina, cloroquina lá do SUS, eu sei que tu me salvas em nome de Jesus", cantaram os apoiadores do Messias que levam o ódio no coração e sofrem de transtorno psicótico. Bolsonaro, não esqueçamos, é defensor intransigente do uso da cloroquina pra combater o coronavírus.

Assim, como Bolsonaro, seu discípulo, Trump insiste em fazer publicidade de um remédio específico como a cura para o Covid-19, embora médicos e pesquisadores tenham dúvidas sobre a utilidade do remédio ou seus efeitos colaterais em pacientes da doença.

Aliás, o jornal americano The New York Times investiga relações de Trump com laboratórios de cloroquina. Se a hidroxicloroquina se tornar um tratamento aceito, várias empresas farmacêuticas terão lucro, incluindo acionistas e executivos seniores com conexões com o presidente americano. O próprio Trump tem interesse financeiro pessoal na Sanofi, a farmacêutica francesa que fabrica o remédio.

Aqui no Brasil os fanáticos seguidores de Jair Messias Bolsonaro agora também levantam a bandeira da cloroquina e quem é contra é comunista. Dois ministros da Saúde já caíram fora do governo por discordar do Messias - Luis Henrique Mandetta e Nelson Teich - enquanto o país vê o número de vítimas da Covid-19 aumentar diariamente.

Nos bastidores, porém, auxiliares do presidente admitem que a ideia é que o general Pazuello, que ocupa interinamente a pasta da Saúde, assine a mudança no protocolo da cloroquina - como quer Bolsonaro - pois o governo tem sido alertado de que nenhum médico de renome concordará com a ideia.

É como bem disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, na sua conta pessoal no twitter: "a saída de dois ministros da saúde em menos de um mês e, o mais grave, em plena pandemia, nos deixa estarrecidos e preocupados com o futuro do nosso país. O que está acontecendo no Brasil não se vê em lugar nenhum do mundo: um governo mergulhado em uma crise política e que deixa em segundo plano, o que deveria ser seu principal dever no momento: o cuidado e a proteção com a saúde das pessoas".

Repito o que já dissera em artigo aqui na coluna:neste momento se faz necessário, mais do que nunca, alertar a população da importância da mudança comportamental ficando em casa e saindo a rua em caso de extrema necessidade. Percebe-se claramente que nos últimos dias houve um relaxamento no isolamento. Não é hora pra isso. Desacreditar os estudos realizados por especialistas é um desserviço à sociedade, como alguns vêm fazendo e até “jornalistas” que têm o papel fundamental, neste momento, de esclarecer a população sobre os perigos desse vírus que tem levado milhares a morte em todo o mundo.

Fingir que está tudo sob controle e debochar de estudos sérios com base científica, quando se percebe que o número de casos confirmados da Covid-19 aumenta em todo o país e, claro, também no Rio Grande do Norte, só faz sustentar o argumento de que a doença não passa de “uma gripezinha”, enquanto o coronavírus se alastra por todo o planeta.

Deixem os que sofrem de transtorno psicótico defenderem a cloraquina como prega o Messias deles. Hoje o remédio mais eficaz para evitar a contaminação é o isolamento social. Aliás, evitar a contaminação do coronavírus e dos que sofrem de transtorno psicótico, a bem da verdade.

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'Trabalhar é preciso, viver não é preciso'

Carlos Alberto,

Pelo o que diz, pensa e age o presidente Jair Bolsonaro, "trabalhar é preciso, viver não é preciso". Prova maior disso é que dois dias após o Brasil ultrapassar a casa das 10 mil mortes por coronavírus, já atingindo o patamar de mais de 11 mil óbitos, Jair Messias Bolsonaro, sem consultar, sequer, o ministro da Saúde, Nelson Teich, baixou decreto incluindo academias, salões e barbearias nos serviços essenciais, ou seja, que podem abrir.

Governadores reagem e afirmam que nada muda nas políticas de restrições em seus estados, respaldados por decisão anterior do STF (Supremo Tribunal Federal), que delegou aos estados decidir sobre o fim do isolamento social. Ainda bem que existem governantes coerentes e que pensam na vida das pessoas como prioridade número um, mesmo deixando de arrecadar impostos.

Exemplo disso é a governadora Fátima Bezerra (PT) que tem responsabilidade e quer preservar a vida do povo do Rio Grande do Norte com os decretos que determinam o isolamento social.  Aliás, o Rio Grande do Norte já ultrapassou os 90 óbitos por Covid-19, isso em apenas dois meses e se não fosse o isolamento social certamente a situação seria igual ou pior do que estados como Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ninguém se iluda porque não existe vacina contra a Covid-19, a melhor e mais eficaz imunização neste momento é o distanciamento das pessoas, até porque a criação de uma vacina específica para imunizar a população mundial ainda está em estudos e demanda um certo tempo. Até lá o isolamento social é a melhor maneira para se evitar o contágio segundo médicos e especialistas. Ignorância se pensar o contrário.

Não nos deixemos tomar conta pelo transtorno psicótico, este sim, talvez uma doença pior do que a Covid-19. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia alertado que a pandemia do novo coronavírus está desencadeando “um tsunami de ódio e xenofobia”. Ele fez um apelo para que as pessoas iniciem um “esforço total para acabar com o discurso de ódio globalmente”.

Infelizmente o "Capitão Covid" defende "o trabalho a vida" e acha que ir para a academia neste momento é "saudável". Esquece que uma academia é fechada com ar-condicionado e onde há aglomeração de pessoas.

Como diz a letra de Blowin' In The Wind, de Bob Dylan:

"Quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Até que ele possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter
Até que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento
A resposta está soprando ao vento

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1-20 de 1962