A monetização na internet propiciou o jornalismo de ocasião

Carlos Alberto,

Não sou contra se ganhar dinheiro como jornalista editando portais, até porque jornalista é um profissional e como tal tem direito ao seu ganha pão. Ocorre que, a profissão de jornalista se prostituiu, qualquer um hoje se diz jornalista e coloca um site, um blog, seja lá o que for, para ganhar dinheiro com a monetização da internet. Basta que o seu canal tenha tantos acessos, muitas vezes por robôs, e, pronto: tá feita a sua renda mensal, em alguns casos plantando mentiras.

Sou do tempo em que a profissão de jornalista era levada a sério. A imprensa era respeitada, hoje isso não ocorre mais. As pessoas dão mais credibilidade ao que se publica em sites e blogs mercantilistas que visam o $ e nas redes sociais que plantam mentiras do que escreve um Jornalista profissional. Sim, Jornalista com J maiúsculo.

Outro dia li um texto assinado por Claudio Odri, jornalista e professor de história, sob o título "A ignorância democrática das redes e o jornalismo de ocasião" em que dizia que, "andamos indignados com a situação do país e decepcionados com nossos representantes. Sobram denúncias e isto não é novidade. A diferença é que agora as provas aparecem. Seja porque a Justiça está "mais competente" ou os corruptos "menos zelosos", o fato é que processos se transformam em denúncias e viram inquéritos. Alguns, transitados e julgados, resultam em prisões.

Perdidos nesse cenário estão os meios de comunicação que tentam capturar a indignação popular. Ao interpretar os anseios populares abrem mão da sua função primordial que é informar. Antes, para produzir sua matéria-prima, a notícia, havia um processo de pesquisa, levantamento de dados, checagem de fontes, ouvir contraditórios e opiniões divergentes para nos auxiliar na formação de um ponto de vista crítico e construtivo sobre a realidade. Não é mais assim. Todos tem opinião que não passa de palpite."

Certamente o que disse Odri em seu artigo tem a ver com o que ocorre hoje, ou seja, o jornalismo deixou de ter sua função, que é o de apurar a matéria e com isso a profissão abriu espaço para a "prostituição". Prova maior disso foi o que disse o jornalista investigativo Joaquim de Carvalho, que produziu um documentário sobre a farsa da facada em Bolsonaro na campanha à Presidência da República para a TV 247, um canal independente que incomoda a mídia tradicional fazendo um jornalismo sério como nos bons tempos.

Ao ter o seu documentário criticado por parte de alguns colegas, Joaquim de Carvalho disse: "os veículos de imprensa comerciais “perderam o senso ético na prática do bom  jornalismo. Os jornais não têm mais o monopólio da palavra".

Daí volto a repetir que o jornalismo de ocasião se aproveitou disso. Hoje, qualquer um se acha no direito de ser jornalista, a profissão se prostituiu de uma forma tal com o advento da internet que as fake news têm mais credibilidade do que uma reportagem apurada como se aprende ou se aprendeu nos bancos de faculdade.

Blogs e sites são criados para servir de interesses políticos, muitas vezes maculando a reputação de adversários.

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, a jornalista filipina Maria Ressa acusou o Facebook de ser uma ameaça à democracia. Segundo ela, a empresa de Mark Zuckerberg falha em proteger seus usuários contra a disseminação do ódio e a desinformação, além de ser “tendenciosa contra os fatos”.

O Facebook se tornou o maior distribuidor de notícias do mundo e “ainda assim é tendencioso contra os fatos, é tendencioso contra o jornalismo”, disse Ressa.

A chefe do portal de notícias Rappler tem sido alvo de intensa campanha de ódio dos apoiadores do presidente filipino Rodrigo Duterte. “Estes ataques online nas mídias sociais têm um propósito. Eles são direcionados e usados como uma arma”, disse a ex-jornalista, que trabalhou na CNN Filipinas. As apurações do portal Rappler têm exposto a guerra de Duterte contra as drogas, com execuções extrajudiciais. 

Os filipinos estão no topo do mundo no tempo gasto em mídia social, de acordo com estudos de 2021 realizados por empresas de gerenciamento de mídia social.

Procurado para comentar as observações da Ressa, um porta-voz do Facebook disse que a empresa investe na remoção e na redução de visibilidade de conteúdo nocivo.

É fato que as informações que chegam as redes precisam tem um maior rigor no que diz respeito a sua credibilidade. Já houve um certo avanço, mas ainda é muito pouco.

Pelo fim do jornalismo de ocasião, pelo fim da prostituição no jornalismo, pelo bem da informação com credibilidade. A democracia agradece!



Falta de decoro: marca maior dos bolsonaristas

Carlos Alberto,

Por falta de argumento que possa convencer seus eleitores é comum parlamentares bolsonaristas se utilizarem de palavras chulas para tentar desqualificar adversários políticos. É o caso do deputado estadual Cel Azevedo (PSC), que merece ir à comissão de Ética da Assembleia Legislativa por faltar com decoro parlamentar agredindo acintosamente a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT)

De forma desrespeitosa e grosseira, usando palavras chulas e sendo até homofóbico, por não ter argumentos, repito, o deputado-militar se dirigiu a governadora Fátima Bezerra dizendo que "a governadora insiste em fazer menino com o pinto dos outros". Azevedo se refere ao fato de Fátima Bezerra ter distribuído viaturas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros. O parlamentar disse que são veículos comprados pelo governo federal e doados aos estados, e que Fátima estaria se aproveitando da situação como
se fossem resultados de ações do seu governo.

Esquece o "nobre deputado" que o governo federal compra as viaturas com dinheiro do contribuinte, inclusive, dinheiro do contribuinte do Rio Grande do Norte. Lembro também ao "nobre deputado" que o Brasil tem um sistema federativo e o princípio federativo presidencialista pressupõe a partilha da União com os entes federativos. O Cel Azevedo como militar e deputado deveria saber disso, mas parece desconhecer o princípio federativo.

Contudo, é comum vermos bolsonaristas destilando ódio por falta de argumentos. É um reflexo do presidente que temos, sem a devida compostura que o cargo exige. Lamentavelmente o nosso país vive um momento dos mais tristes da história republicana. Com mais de meio milhão de pessoas mortas por Covid, resultado do negacionismo de Bolsonaro, inflação galopante, desemprego crescente, devastação da Amazônia, corrupção, enfim, um desastre total e ainda temos que aturar a falta de decoro de certos políticos.

Confira aqui o que disse o deputado Cel Azevedo publicado no Blog do BG

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Não é mágica, é gestão mesmo

Carlos Alberto,

Dias atrás a governadora do Rio Grande do Norte, professora Fátima Bezerra, do PT, publicou um artigo no jornal Tribuna do Norte sob o título: Não é milagre, é gestão". Agora, quando o seu governo completa mil dias, é hora de dizer "Não é mágica, é gestão mesmo".

Muitos podem até discordar, mas a gestão da professora Fátima Bezerra está fazendo o diferencial a começar por colocar o salário em dia do funcionalismo público, pago dentro do mês desde o primeiro dia de seu governo. O que uns dirão, certamente: mas isso é obrigação de todo governo! Concordo, só que os últimos governos não fizeram a lição de casa e atrasaram o pagamento dos servidores públicos. Ressalte-se que se não fosse o salário em dia dos servidores, coisa sagrada, a crise pandêmica da Covid-19 no estado poderia está bem ´pior.

Devo dizer ainda que a gestão Fátima Bezerra vem cumprindo com os compromissos assumidos em campanha, tais quais o próprio salário em dia, o pagamento do passivo atrasado do governo Robinson Faria - pai do ministro das Comunicações, Fábio Faria, ´ -pretenso candidato ao Senado que vive a plantar fake news contra o governo petista -, ressaltando que parte desse passivo já foi liquidado e outra parte já tem agenda para pagamento, retomada das obras deixadas por governos passados, como o hospital da Mulher em Mossoró, a reforma do Teatro Alberto Maranhão, reforma do Papódromo, reforma de escolas, etc e tal.

Na área da saúde, que pra mim Fátima Bezerra pode ser considerada a "governadora da Saúde", a petista equipou os hospitais da rede pública estadual com UTIs para pacientes covid que, como bem disse em entrevista à InterTV Cabugi, a promotora da Saúde, Iara Pinheiro, aos UTIs covid servirão como um legado para a rede pública hospitalar do estado. Saliente-se que Iara Pinheiro fez essa declaração na semana em que a governadora decidiu trocar o hospital de Campanha a ser instalado em Natal e que só serviria a pacientes covid da Grande Natal, por instalar as UTIs no interior.

A gestão Fátima Bezerra tem sob controle o combate a pandemia, colocando o Rio Grande do Norte sempre numa situação estável em números de casos registrados e de óbitos, além de intensificar a vacinação, conforme noticia sempre o Consórcio de Mídias, tendo sido o primeiro estado da Federação a implantar um Protocolo Covid logo no início da pandemia, tão logo foram registrados casos no Brasil.

Ainda sobre o combate à pandemia, no início de agosto último, o secretário executivo-adjunto do Ministério da Saúde, Alessandro Vasconcelos, ao participar, em Natal, de uma reunião para avaliar o cenário atual da pandemia no Rio Grande do Norte, elogiou o trabalho do governo Fátima e disse ter orgulho de ser potiguar. “Acompanho de perto o Regula RN e o caminho de reestruturação, o acompanhamento do fluxo de pacientes e o uso racional de recursos do estado do Rio Grande do Norte salvou muitas vidas. Tenho muito orgulho do meu estado. Tenho muito orgulho de saber que minha família é cuidada por vocês, sei que estão em boas mãos”, observou.

Fátima Bezerra também cumpre outro compromisso de campanha que foi o de instalar nas regiões do estado os consórcios interfederativos de saúde. Projeto exitoso instalado no vizinho estado do Ceará. Os primeiros a serem implantados serão em Açu, na Região do Vale, e em Caicó, Região Seridó. Em novembro do ano passado, a governadora sancionou a lei que institui e disciplina os Consórcios Interfederativos de Saúde no Rio Grande do Norte (Lei nº 10.798/2020), proposta pela administração estadual e aprovada pela Assembleia Legislativa.

Mas não só na área da saúde a gestão Fátima Trabalha. O maior programa para reestruturação e fortalecimento da educação no Rio Grande do Norte foi lançado pela governadora professora Fátima Bezerra. O “Programa Nova Escola Potiguar” reúne várias ações estruturantes que iniciam um novo momento da educação estadual. O investimento será de R$ 400 milhões em construção física de novas escolas, reformas, aquisição de equipamentos, capacitação e formação continuada dos educadores, e redução do analfabetismo.

A governadora Fátima Bezerra lembrou que a melhor forma de homenagear o educador Paulo Freire, que se vivo fosse teria completado 100 anos, foi com o projeto da Nova Escola Potiguar – a criação dos institutos estaduais de educação profissional, tecnologia e inovação do Rio Grande do Norte, os IERNs. Um investimento que reúne um conjunto de ações estruturantes que marcarão um novo momento da educação estadual no RN – assim como o foi quando lutou incansavelmente pela implementação dos IFRNs no Estado.

Enfim, o espaço não caberia para dizer das tantas ações que o governo da petista Fátima Bezerra tem feito pelo Rio Grande do Norte e em benefício do povo potiguar. São inúmeros os projetos nas áreas social, econômica e política. Daí repetir, sem medo de ser feliz, que, "Não é mágica, é gestão mesmo" .

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Documentário jogou luzes sobre pontos obscuros de um episódio controverso da campanha eleitoral de 2018

Carlos Alberto,

Em que pese a mídia corporativa colocar dúvidas no documentário “Bolsonaro e Adélio, uma fakeada no coração do Brasil”, produzido pelo jornalista investigativo Joaquim de Carvalho, do portal Brasil 247, e levado ao ar na TV 247 e no YouTube, já tendo alcançado mais de 1 milhão de visualizações desde que foi lançado, fato é que o documentário jogou
luzes sobre pontos obscuros de um episódio controverso da campanha eleitoral de 2018, que foi a suposta facada em Jair Messias Bolsonaro.

Joaquim de Carvalho foi enfático ao rebater os ataques da mídia tradicional ao seu trabalho jornalistico investigativo: “Os jornais não têm mais o monopólio da palavra” e apontou que novos veículos midiáticos conseguem “furar a bolha”, como no caso da TV 247. Ele ainda destacou que os veículos de imprensa comerciais “perderam o senso ético na prática do bom  jornalismo”.

O experiente jornalista Alex Solnik, do portal Diário do Centro do Mundo (DCM), que já atuou no Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete escreveu que, “independentemente da motivação e da natureza das críticas – algumas nitidamente enviesadas e de índole duvidosa –, o dado concreto é que o documentário tem um valor em si mesmo nestes tempos em que a distopia, a mentira, a mistificação e a falsificação da realidade são recursos instrumentais de um projeto de dominação e poder”.

E completou:

“Por isso, em caso de dúvida, investigue-se. E, no caso da suposta facada, não faltam dúvidas, contradições, lacunas e coincidências que precisam ser apuradas para se alcançar a real verdade acerca deste fato”.

Alex Solnik vai mais além. Segundo o jornalista, “é preciso anotar um benefício colateral do documentário do Joaquim de Carvalho: o de manter vivos na memória pública outros episódios que, assim como a suposta facada, são recobertos de mistério, sigilo e opacidade, como alguns deles a abaixo relembrados”:

1. o tráfico internacional de 39 Kg de cocaína por sargento da Aeronáutica em avião da frota presidencial da FAB [25/6/2019].

O general Augusto Heleno, do GSI, o órgão responsável pela segurança presidencial, chegou a lamentar a “falta de sorte ter acontecido justamente na hora de um evento internacional [sic] [aqui];

2. o atentado terrorista perpetrado por bando bolsonarista contra a sede do Porta dos Fundos. O ato, ocorrido na noite de 24 de dezembro de 2019, foi o 1º atentado a bombas perpetrado pela extrema-direita desde o fim da ditadura.

Um dos criminosos [Eduardo Fauzi], filiado ao mesmo PSL do Bolsonaro, fugiu do país para a Rússia e não foi extraditado [aqui e aqui];

3. a execução [ou “queima de arquivo?”], em 9 de fevereiro de 2020, de Adriano da Nóbrega, miliciano do esquema do clã dos Bolsonaro, cujas mãe e ex-esposa faziam parte da engrenagem de peculato [“rachadinha”] do gabinete de Flávio Bolsonaro. Muitos mistérios, coincidências e pontos obscuros rondam este caso [aqui – enigmas da morte do miliciano ligado aos Bolsonaro]:

– Adriano tinha contra si uma ordem de captura internacional da Interpol desde janeiro de 2019. Apesar disso, porém, em 31/1/2020 [9 dias antes da execução] o então ministro da Justiça Sérgio Moro o excluiu da lista de bandidos mais procurados do país. Terá sido uma arapuca para o miliciano relaxar a segurança e facilitar sua localização? [aqui];

– Adriano era um alvo fácil para ser capturado com vida, mas foi executado: estava numa chácara isolada, sozinho, sem comparsas, sem munições, com arsenal limitado [1 revolver, 1 pistola 9 mm e 2 espingardas enferrujadas], sitiado no interior de uma pequena casa e cercado de dezenas de policiais armados e equipados. O advogado de Adriano declarou que ele sabia que era alvo de queima de arquivo;

– o proprietário do imóvel onde Adriano foi executado na cidade baiana de Esplanada, distante 155 km da capital Salvador, é um vereador do PSL, do mesmo partido pelo qual Bolsonaro foi eleito;

– o filho presidencial Eduardo Bolsonaro visitava Salvador pela 1ª vez em quase 40 anos de vida justo no exato dia em que o miliciano foi executado. Segundo publicou na rede social naquele 9 de fevereiro, “Satisfação conhecer Salvador com @alexandrealeluia” [aqui];

– gravações telefônicas autorizadas mostram que durante a fuga de Adriano, comparsas da rede de proteção dele fizeram contato com um pessoa tratada como “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro” – que o MP/RJ deduz tratar-se das sedes dos palácios do Planalto e Alvorada, que possuem fachadas inteiras de vidro [aqui];

– os conteúdos e os nomes dos contatos constantes nos 17 aparelhos celulares que pertenciam ao miliciano, apesar de fundamentais para desvelar as conexões do criminoso, continuam guardados a 7 chaves;

4. o esconderijo de Fabrício Queiroz, comparsa e capataz do clã dos Bolsonaro, na casa do advogado Frederick Wassef;

5. o assassinato da Marielle, cuja investigação é bastante tortuosa e tumultuada, e que envolve muitos aspectos nebulosos:

– o isolamento absoluto e a incomunicabilidade total de Ronnie Lessa – assassino da Marielle e vizinho de Jair e Carlos Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra;

– a presença de Carlos Bolsonaro no Vivendas da Barra [e não em sessão da Câmara de Vereadores, como alegado] na tarde de 14 de março de 2018, no mesmo momento em que os assassinos da Marielle – Ronnie Lessa e Élcio Queiroz – ultimavam os preparativos do crime;

– o sumiço das gravações do interfone e a “saída do ar”, para não dizer desaparecimento, do porteiro do condomínio Vivendas da Barra.

Minha observação: é preciso que os repórteres da mídia corporativa deixem os assentos das cadeiras de redação, confortavelmente instalados em grandes salas com ar-condicionado, apurando as notícias pelo celular ou mandando e-mails com perguntas para serem respondidas sem questionamentos, e ir às ruas apurar o fato, como fez o experiente jornalista Joaquim de Carvalho.

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A farsa da facada vem à tona

Carlos Alberto,

O repórter investigativo Joaquim de Carvalho, do portal Brasil 247, foi a Juiz de Fora, Montes Claros e Florianápolis para apurar o caso que mudou a história do Brasil. A versão oficial tem mentiras e muitas pistas não foram seguidas. O caso precisa ser reaberto e o vereador Carlos Bolsonaro investigado.

Sempre disse que a “facada” em Jair Messias Bolsonaro, às vésperas dos debates na campanha à Presidência da República, era uma farsa para que Bolsonaro não fosse aos eventos, até porque não tem preparo. Depoimentos de eis aliados como o do deputado Gustavo Bebiano, ex-secretário-geral da Presidência (já falecido), do deputado Alexandre Frota e da deputada
Joyce Hasselmann, já levavam à minha desconfiança, sem falar que que a “facada” não produziu uma gora de sangue, sequer.

Em janeiro de 2020, o jornalista Luiz Nassif, em comentário no Jornal GGN (YouTube) já levantava suspeitas sobre o suposto atentado. Confira aqui. Agora já não restam mais dúvidas com o documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil” produzido pela TV Brasil 247, conduzido e editado pelo experiente jornalista Joaquim de Carvalho.

O documentário é inconteste e mostra que o inquérito da Polícia Federal não seguiu a linha do auto atentado, apesar de existirem evidências nesse sentido.

Logo depois da facada ou suposta facada em Juiz de Fora, houve um movimento que parece sincronizado para associar Adélio à ideologia de esquerda.

Esse movimento resultou na publicação de notas na imprensa que mostravam Adélio em um protesto pela renúncia de Temer em maio de 2018 e a informação pela Câmara dos Deputados de que Adélio visitou o parlamento em agosto de 2013.

O que a imprensa não contou é que o protesto tinha sido organizado por um militante bolsonarista e Adélio já não participava do PSOL quando entrou na Câmara.

Outro fato intrigante é que Jair Bolsonaro usou parte da verba em emendas a que tinha direito como deputado federal para destinar R$ 2 milhões para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, em Minas Gerais. O hospital atendeu Bolsonaro — à época presidenciável — após ele ter sido “esfaqueado” no início de setembro durante um ato de campanha no Centro da cidade mineira.

O deputado Alexandre Frota disse ao portal Brasil 247 que Bolsonaro tinha um câncer no intestino, benigno, e precisava operar. “Juntou a fome com a vontade de comer e ganhou a eleição, de 8 segundos de TV passou a ter 24 horas”.

Em tempo: ao leitor interessado em conhecer como se deu a farsa da facada sugiro ver o documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil”, clicando aqui



O que as instituições estão esperando para dar um basta em Bolsonaro?

Carlos Alberto,

Das duas uma: ou as instituições estão esperando o momento certo para dar um cheque-mate em Bolsonaro, ou o capitão tem a proteção de forças ocultas que lhe garantem manter-se no poder. O país atravessa uma grave crise política e institucional com reflexos na economia. Inflação galopante, investidores deixando o país devido a insegurança jurídica em face da crise, a Amazônia sendo devastada, estatais vendidas a preços de banana, pandemia que ainda não está sob controle em função do atraso na compra de vacinas, e uma CPI que a cada semana são revelados esquemas de superfaturamento e corrupção envolvendo pessoas do governo na compra de imunizantes e insumos para o combate a Covid-19.

Bolsonaro, desesperado, promove motociatas com dinheiro público e convoca para atos públicos contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e incita seus seguidores. O próprio presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou​ um vídeo pedindo o brasileiro que “não se deixe convencer por quem agride os Poderes Legislativo e Judiciário”.

“A participação cidadã na política, reivindicando direitos com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a democracia. Por isso, não se deixe convencer por quem agride os Poderes Legislativo e o Judiciário. A existência de três Poderes impede o totalitarismo, fortalecendo a liberdade de cada pessoa”, afirmou dom Walmor de Azevedo. Confira clicando aqui.

Os seguidores de Bolsonaro, movidos pelo ódio, insistem em defender o indefensável: O aumento da fome e do desemprego? O aumento dos combustíveis e dos alimentos? Da crise energética? Das mansões compradas por seus filhos em Brasília com dinheiro das rachadinhas, a valores absurdos ou da impunidade do presidente e do seu clã? Da violência que aumenta cada vez mais no país? São essas as bandeiras de defesa dos bolsonaristas, de um presidente que prometeu acabar com a corrupção e até agora o que se viu foi exatamente o contrário. Assim como disse que não iria fazer a velha política e se aliou ao pior do que há na política, o centrão, para se manter no poder.

Ora, ora, ora, caro leitor, tá mais do que na hora de dar um Fora Bolsonaro antes que seja tarde demais.

A conferir!

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Prefiro feijão no prato do que um fuzil na mão

Carlos Alberto,

Até quando vamos ter que aturar declarações estapafúrdias e bravatas de um presidente da República que idolatra um torturador como o Cel Brilhante Ulstra, terror dos terrores da ditadura militar? E que faz questão de explicitar isso.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”.

Palavras do Sr presidente da República Jair Messias Bolsonaro dirigidas a apoiadores do seu governo.

Sou mesmo idiota, prefiro feijão no prato do que um fuzil na mão!

Até quando vamos ter que ver os poderes constitucionais serem desafiados por um presidente que falta com o decoro que o cargo exige como chamar o presidente do TSE, Luiz Roberto Barroso de "filho da puta"?

Até quando o Supremo Tribunal Federal vai continuar com a retórica do discurso e ver um pedido de impeachment de um ministro da Corte - caso de Alexandre de Moraes - ser solicitado pelo presidente da República, sem colocar em prática, como declarou na semana passada o presidente do STF, ministro Luiz Fux, medidas enérgicas: "é inadmissível uma “ditadura sectária” na democracia e que pedido de impeachment de ministro do Supremo tenha “roupagem de ameaça”.

Para Fux, diante de uma ameaça, a Corte deve tomar medidas de urgência, mesmo que sejam “drásticas”. “É preferível evitar que o cão morda”, afirmou.

Aliás, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, publicou neste domingo (29) um importante alerta para todos aqueles que estejam eventualmente planejando um golpe de estado ou um ataque a outros poderes no dia 7 de setembro. “No Brasil, como reação ao regime autoritário instalado no passado ainda próximo, a Constituição de 1988 estabeleceu, no capítulo relativo aos direitos e garantias fundamentais, que ‘constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis e militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático’”, escreve o ministro, em artigo publicado na Folha.

Daí dizer:

Que o Supremo saia da retórica e parta para a prática antes que seja tarde demais.

E que o 7 de setembro seja realmente o Dia da Independência do Brasil com feijão no prato!

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Lula vence mais uma na Justiça e se fortalece mais ainda na corrida presidencial

Carlos Alberto,

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve mais uma vitória na Justiça se fortalecendo mais ainda à corrida presidencial. Agora são 17 vitórias de Lula na justiça contra acusações falsas imputadas à sua pessoa pela Lava Jato comandada pelo ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Sérgio Moro.

A Justiça Federal, em Brasília, decidiu rejeitar o pedido de reabertura do caso inventado pela Lava Jato de Curitiba. Como resultado, por prescrição ou inexistência de provas, o ex-presidente está livre do processo, pelo qual havia sido condenado a 12 anos e 11 meses de prisão e multa pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, em sentença confirmada em prazo recorde, por unanimidade, e ampliada para 17 anos e mês e 10 dias de prisão, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região.

A decisão proferida neste fim de semana pela Juíza Federal Pollyanna Kelly Maciel Martins Alves, da 12ª Vara Federal de Brasília, rejeitou, de forma incensurável, o pedido do procurador da República Frederico Paiva para que fosse reiniciada uma ação penal contra o ex-presidente Lula no caso do “sítio de Atibaia”.

A decisão coloca fim a mais um caso que foi utilizado pela Lava Jato para perseguir o ex-presidente Lula e que chegou a receber uma sentença condenatória proferida por “aproveitamento” de uma decisão anterior lançada pelo ex-juiz Sergio Moro (sentença do “copia e cola”). Desde 2016 a defesa de Lula mostra que Lula foi vítima de lawfare e a decisão ora proferida reforça essa situação.

Não tenhamos dúvida, Lula tem tudo para ganhar a campanha à Presidência da República já em primeiro turno, se, claro, um novo golpe não foi tramado neste país varonil para impedir o petista de chegar pela terceira vez ao Palácio do Planalto.

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Ninguém se iluda, está em curso um novo golpe contra a democracia

Carlos Alberto,

Diante das pesquisas de intenção de voto que projetam o ex-presidente Lula sempre na dianteira na corrida presidencial de 2022, com possibilidades até de ganhar no primeiro turno, ninguém se iluda, está em curso um novo golpe para tentar evitar que o petista assuma pela terceira vez à Presidência da República.

Os fatos são notórios. O presidente Bolsonaro tem declarado isso abertamente seja para seus seguidores no "cercadinho" do Palácio da Alvorada, todas as manhãs, seja nas suas lives semanais nas quintas-feiras. A PEC do voto impresso, defendida por Bolsonaro à exaustão, que foi derrubada na Câmara e arquivada foi apenas uma cortina de fumaça. Na verdade a intenção de Bolsonaro com o voto impresso era tumultuar o resultado da eleição caso ele perdesse e tentar ganhar no tapetão, como fez Donald Trump nas eleições americanas.

Contudo, esse projeto ainda não está de todo abortado. O portal Brasil 247 divulgou que Steve Bannon, ideólogo da extrema-direita mundial e estrategista de Donald Trump, vem utilizando seu peso político para apoiar a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, o filho 03 de Jair, chegou a se encontrar com Bannon na última terça-feira (10), em simpósio organizado por Mike Lindell, empresário trumpista e um dos principais responsáveis pela divulgação de teorias conspiratórias sobre a vitória de Joe Biden nos Estados Unidos, em 2020.

Eduardo foi convidado a subir ao palco e foi apresentado por Bannon como “o terceiro filho do Trump dos trópicos”. O deputado espalhou mentiras sobre as urnas eletrônicas e apresentou vídeos das motociatas do chefe de governo. 

Em discurso inicial, Bannon atacou o ex-presidente Lula e afirmou que a eleição presidencial de 2022 no Brasil é “a mais importante de todos os tempos na América do Sul”. 

"Essa eleição é a segunda mais importante no mundo e a mais importante de todos os tempos na América do Sul. Bolsonaro vai ganhar, a não ser que seja roubada pelas, adivinhem só, as máquinas”, disse Bannon.

Victor Candido, um economista que presta consultoria ao Banco Santander, escreveu um relatório, no qual defende um golpe de Estado para evitar o retorno de Lula à Presidência da República, de acordo com reportagem de Andy Robinson, no site Ctxt.

Candido escreveu: “Dito isso, é preciso reconhecer um problema na eleição de 2022: a perspectiva de retorno ao poder da máquina de corrupção do governo Lula”.

Em outro trecho, disse: “Se o sistema político e judicial, se o establishment político brasileiro acha cômico o governo Bolsonaro, o retorno de Lula e seus aliados representa uma ameaça bem mais séria. Hoje, Lira é o presidente da Câmara, mas sob um governo do PT, seria um modesto aliado abrigado em um cargo menor”.

Um artigo publicado na sexta-feira (13) no jornal Estado de S. Paulo sinalizou que grandes empresários estão dispostos a se mobilizar mais uma vez contra a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a soberania popular, depois de uma sucessão de golpes que empurrou o Brasil ao fascismo: o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016, a prisão política de Lula em 2018 e agora as ameaças a um processo eleitoral limpo. Trata-se do texto “Nem Lula, nem Bolsonaro”, assinado por Pedro Passos, dono da Natura, Pedro Wongtschowski, do grupo Ultra e Horácio Lafer Piva, ex-presidente da Fiesp.

Portanto, se nada for feito para conter os abusos que Bolsonaro vem cometendo, o Brasil corre o sério risco de presenciar outro golpe contra a democracia. Se tem três opções de evitar um novo golpe: a cassação da chapa Bolsonaro/Mourão pelo TSE com base no inquérito das Fakes News, inclusive no STF, onde se apura as mentiras produzidas desde a época da campanha eleitoral até os dias atuais, o impeachment de Bolsonaro, que o presidente da Câmara, Arthur Lira, do centrão e seu aliado, segura, e a inelegibilidade de Jair Messias Bolsonaro pelos crimes que vem cometendo a ponto de chamar o presidente do TSE, ministro Luiz Roberto Barroso de "filho da puta".

A opção que acho mais favorável neste momento é a da inelegibilidade porquanto são inúmeros os processos em andamento no Supremo contra o presidente da República. Não só isso; o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, tiveram um encontro fora da agenda oficial na última terça-feira, dia do desfile militar de Jair Bolsonaro, que foi um fiasco.

Temendo o risco de ruptura institucional, Barroso foi duro contra a investida golpista de Bolsonaro. Ele questionou Mourão sobre a possibilidade de as Forças Armadas embarcarem em uma aventura golpista do chefe de governo. 

Diante dessa reunião entre Barroso e Mourão, fica claro que a possibilidade de cassação da chapa pelo TSE está descartada. O impeachment de Bolsonaro também é pouco provável pelo fato de Lira resistir em colocar em pauta um dos mais de 100 pedidos de impedimento do presidente que adormecem sobre a sua mesa. A não ser que o STF obrigue ele a colocar em votação um dos pedidos como fez com Senado para que fosse aberta a CPI da Covid.

Aliás, já existe um pedido para abertura de impeachment muito forte e sustentado. Na última sexta-feira (13) a Associação de Vítimas e de Familiares de Vítimas da Covid-19 Brasil (Avico Brasil) protocolou na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro por comprovado crime de responsabilidade e atentado contra a saúde pública e à Constituição Federal de 1988. Na petição endereçada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), as vítimas da pandemia ressaltam que o presidente menosprezou o Sars-Cov-2 (novo coronavírus), o que levou à morte mais de meio milhão de brasileiros e fez do Brasil como um dos países mais afetados pela covid-19.

Portanto, se nada for feito um novo golpe contra a democracia que já vem sendo anunciado será concretizado.

A conferir! 

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O Brasil sob uma crise institucional e no limite da democracia

Carlos Alberto,

O Brasil não está sob ameaça de uma crise institucional, o Brasil já vivencia uma crise institucional causada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com seus arroubos e críticas, sobretudo, as instituições e seus membros, caso do STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ápice da crise se acentuou com as falas de Bolsonaro contra o sistema eleitoral brasileiro, acusando de haver fraudes nas urnas eletrônicas sem provas e agora chamando o presidente do TSE, ministro
Luís Roberto Barroso de “filho da puta”.O episódio foi transmitido no Facebook de Bolsonaro, mas o vídeo foi deletado minutos depois. Mas as redes registraram. Clique aqui para ver.

O presidente Bolsonaro extrapolou os limites e não respeita, sequer, o decoro que o cargo exige. O jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna no jornal O Globo neste domingo (8), foi perfeito ao definir a crise institucional que o país enfrenta dizendo que Aras e Lira são cúmplices da escalada autoritária de Bolsonaro.

"Na semana em que Jair Bolsonaro xingou a mãe de um ministro do Supremo e ameaçou dar golpe para escapar da Justiça, dois personagens se destacaram pela omissão: o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente da Câmara, Arthur Lira. Ambos chegaram aonde estão com ajuda do presidente.

“A Constituição afirma que cabe ao Ministério Público defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais. Aras ignora esses deveres para proteger quem o nomeou. Sua incúria expõe o Judiciário a desgastes e começa a gerar um clima de insurreição na PGR”, prossegue o colunista.

“Na Câmara, Lira continua a segurar mais de uma centena de pedidos de impeachment. Sua omissão impede que o presidente seja julgado por múltiplos crimes de responsabilidade. E vale como incentivo para que continue a delinquir”, pontua Mello Franco, a respeito da prevaricação de Lira.

As ameaças frequentes de Bolsonaro à democracia são sinais de um perdedor principalmente ao dizer que sem voto impresso não haverá eleições no próximo ano. Bolsonaro disse que iria provar que existem fraudes nas urnas eletrônicas, mas em uma de suas lives semanais disse que não tem como provar e ficou apenas nas ilações.

Verdade é que Bolsonaro e seu governo entraram num beco sem saída diante de escândalos de corrupção na compra de vacinas para o combate à pandemia e do negacionismo bolsonarista que estão sendo comprovados pela CPI da Covid instalada no Senado. Além disso, soma-se o Orçamento Paralelo para comprar parlamentares da base governista no Congresso Nacional, denominado de "tratoraço" e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios apresentada no início deste mês à Câmara pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que no fundo significa uma pedalada fiscal.

“O texto prevê que as despesas com sentenças da Justiça poderão ser pagas com uma fração do valor em 2022 e mais nove parcelas anuais. As mudanças previstas na PEC criam uma margem de cerca de R$ 40 bilhões no Orçamento de 2022”, informa o Globo.

Detalhe: O aumento do Bolsa Família para R$ 400 foi condicionada à aprovação do texto.

Para Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara, a PEC dos precatórios “constitucionaliza a pedalada fiscal”.

“O governo já tem na lei 14057/20 o mecanismo pra negociar com os credores. Mas não querem negociar querem dar calote!”

Enquanto sobe o tom contra as instituições, Jair Bolsonaro é alvo de sete investigações criminais e eleitorais abertas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois inquéritos mais recentes, um processo administrativo no TSE e a inclusão no inquérito das fake news, foram abertos na semana passada. 

“A situação de Bolsonaro está chegando ao limite, e foi ele que forçou essa situação”, escreveu o jornalista Merval Pereira, em O Globo. “Quando o presidente da República anuncia que vai sair da Constituição para combater o STF, ultrapassa os limites da democracia. Bolsonaro está avançando num terreno que não controla”. 

Assim como ocorreu com o Senado, que através de uma liminar do ministro Barroso foi obrigado a instalar a CPI da Covid, certamente a Câmara agora vai também ser obrigada a analisar a admissibilidade do pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Neste sábado (7), o Movimento Vem Pra Rua protocolou no Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança contra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O documento pede para que a Corte obrigue Lira a analisar a admissibilidade do pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O movimento também questiona a concentração de poder nas mãos do presidente da Câmara para a abertura do processo. 

“Bolsonaro dá a impressão de que está metido numa briga com o ministro Luís Roberto Barroso, mas sabe que sua encrenca é com o ministro Alexandre de Moraes”, diz Elio Gaspari.

A conferir!

Foto reproduzida da Internet

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À oposição e aos críticos de plantão: Aceitem que dói menos

Carlos Alberto,

Quando falo que a oposição quer punir a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT, por fazer uma gestão de excelência, falo com embasamento. E não venham falar que sou petista ou estou sendo parcial, até porque no jornalismo não existe imparcialidade, isso é utopia. Já falei sobre isso. Fosse assim os colegas que criticam o governo Fátima seriam parciais. Não, a oposição e os críticos fazem a parte deles, no entanto, é preciso ter serenidade.

Entendo que a crítica pela crítica não faz bem a democracia. Quando se critica tem-se que ter fundamento, do contrário passa a ser vazia na tentativa de descontruir um governo, um adversário político ou seja lá o que valha. Volto a repetir, a oposição e alguns críticos querem punir a governadora Fátima Bezerra por vir cumprindo os compromissos de campanha e fazer uma gestão séria e proba voltada para o Rio Grande do Norte e seu povo.

A governadora Fátima Bezerra colocou em dia os salários do funcionalismo público dentro do mês trabalhado, inclusive com calendário de pagamento, saldando as folhas e 13º em atraso deixados pelo seu antecessor, o ex-governador Robinson Faria (PSD), pai do ministro das Comunicações Fábio Faria, retomou obras paralisadas envolvendo recursos federais que se não fossem retomadas o dinheiro retornaria para a União, está investindo na Saúde, com implatação de novas UTIs na rede de saúde pública, retomou a obra do Hospital da Mulher em Mossoró, com recursos do Banco Mundial e contrapartida do governo estadual, está reformando o Teatro Alberto Maranhão, reformou o Papódromo no Centro Administrativo que servirá como um espaço cultural e agora lançou o Programa Nova Escola Potiguar, tudo isso tem incomodado a oposição e os críticos de plantão.

Sobre o Programa Nova Escola Potiguar, faço um parêntese aqui para esclarecer os incautos ou os de má-fé:

O maior programa para reestruturação e fortalecimento da educação no Rio Grande do Norte, lançado na sexta-feira (30), pela governadora, professora Fátima Bezerra, reúne várias ações estruturantes que iniciam um novo momento da educação estadual. O investimento será de R$ 400 milhões em construção física de novas escolas, reformas, aquisição de equipamentos, capacitação e formação continuada dos educadores, e redução do analfabetismo.

O investimento será possível em função do aumento de arrecadação obtido pela política de gestão fiscal e financeira estabelecida a partir de 2019, que permitirá a aplicação de R$ 60 milhões em ações de apoio tecnológico e valorização profissional docente, acrescido de R$ 50,5 milhões, a serem aplicados nas ações de infraestrutura física no ano de 2022 (manutenções). A outra parte dos recursos investidos vem do antigo Fundef, recebidos pelo estado a partir de uma ação judicial que tramitou por 18 anos contra o governo federal. Os recursos, no montante de R$ 280 milhões, são referentes à diferença que a União não repassou quando da transformação do Fundef no atual Fundeb.

“Quando assumi o governo, pedi à Procuradoria Geral do Estado que desse todo foco nesta ação porque sabia da importância. Fui ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e disse das dificuldades do estado e que o dinheiro faria muita diferença. O ministro foi muito sensível e, uma semana após, o processo foi finalizado e os recursos chegaram para o RN”, disse Fátima Bezerra, que, como deputada federal atuou fortemente para a criação do Fundef e na transformação em Fundeb.

Há, quanto ao retorno as aulas, que alguns críticos insistem em dizer que o governo "abandonou" os alunos, é bom que se esclareça que o governo Fátima tentou retornar as aulas, após a "estabilidade" da pandemia no estado, mas o Sinte/RN recorreu justificando que pra isso todos (as) os professores teriam que estar vacinados, o que é pertinente. O governo não pode por em risco a saúde dos educadores e de alunos.

Mas alguns dirão que a rede privada retornou as aulas. Certo! Ocorre que na rede privada a maioria dos alunos não depende do transporte público, que aliás é bastante deficitário, mas parecendo latas de sardinha. Na rede privada pais e familiares de alunos vão deixar os alunos em carros confortáveis e com ar-condicionado e muitas escolas oferecendo estacionamento próprio. Ou seja, temos aí uma situação diferenciada para os alunos da rede pública e da rede privada. Fazer comparações e dizer que o governo Fátima não determina o retorno as aulas é ser um incauto ou usar de má-fé.

Portanto, repito, aceitem que dói menos!

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Reportagem da Veja sobre respiradores deve frustrar CPI dos Aflitos na ALRN

Carlos Alberto,

A Revista Veja publicou uma extensa reportagem sobre o título "Processos sigilosos revelam golpes contra os cofres públicos na pandemia" e cita o caso do calote que o Consórcio Nordeste recebeu na compra dos ventiladores pulmonares. Em nenhum momento, no entanto, o nome da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), é citado.

O que a publicação reporta não é mais nenhuma novidade. O assunto já está sob os cuidados da CPI da Covid que investiga governadores suspeitos de ilicitudes envolvendo processos de compra de respiradores. São citados os governadores da Bahia, Rui Costa (PT), do Pará, Helder Barbalho (MDB), e Wilson Lima (PSC), do Amazonas.

Bom relembrar que no caso do Rio Grande do Norte, já foi divulgado exaustivamente que o governo petista da governadora Fátima Bezerra vem movendo desde maio uma ação coletiva junto com os demais estados que participam do Consórcio Nordeste, para ressarcimento dos respiradores não entregues pela empresa Hempcare Pharma Representações LTDA. Aliás, os membros da CPI dos Aflitos na Assembleia Legislativa - àqueles que estão pendurados num pincel para tentar se eleger e arrumaram um palanque político-eleitoral pra isso - sabem disso.

Ninguém, absolutamente, ninguém, inclusive, os membros da CPI dos Aflitos, desconhece - o que a reportagem da Veja também reforça - que todo o processo administrativo de contratação foi conduzido pelo Estado da Bahia, através da PGE-BA (Procuradoria Geral do Estado da Bahia). Como o Estado da Bahia era, na época, o ente líder do Consórcio contratante, detentor da legitimidade ativa para promover em juízo a cobrança dos valores, o Estado do Rio Grande do Norte, através da PGE, vem acompanhando a atuação da PGE-BA para reaver em juízo os valores pagos pelos equipamentos.

A Veja ao invés de requentar matéria devia procurar saber das investigações da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União e do Ministério Público Federal sobre a compra de respiradores sucateados e superfaturados comprados pela Prefeitura do Natal que resultaram na Operação Rebotalho.

A operação desencadeada no início de julho, portanto há quase um mês, decorreu de inquérito policial instaurado em novembro de 2020, com base em auditoria da CGU, que identificou indícios de montagem e direcionamento da dispensa de licitação, além de superfaturamento no montante de R$ 1.433.340,00.

Elementos de prova já colhidos indicam que os aparelhos respiradores adquiridos pela Secretaria Municipal de Saúde são sucateados, chegando a 15 anos de uso, e parte deles possui origem clandestina, haja vista a empresa fabricante ter informado que os números de série não correspondem a equipamentos por ela produzidos.

Com a palavra os membros da CPI dos Aflitos!

Em tempo: clique aqui para ler a reportagem completa da Veja



Até que ponto a disputa fratricida entre Marinho e Faria interessa ao eleitor?

Carlos Alberto,

Não sei qual o maior grau de importância para o eleitor, se a disputa fratricida entre os dois ministros Rogério Marinho e Fábio Faria para ver quem ganha a simpatia do presidente Jair Bolsonaro para disputar o Senado, ou se o fato dos dois temerem a disputa direta com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT, candidata a reeleição.

Os dois já se lançaram candidatos a senatória, inclusive, com formação de chapas. O lógico aí seria a formação de uma chapa puro-sangue, com um disputando o Governo e o outro o Senado,

No entanto, me parece que tanto Rogério Marinho quanto Fábio Faria temem o desafio de enfrentar Fátima Bezerra nas urnas, mesmo tecendo críticas a governadora e até com divulgação de fake news em redes sociais contra o governo petista. Se criticam o governo petista deveriam disputar a sucessão estadual para apresentar propostas para o estado, do contrário as críticas não passam de discursos retóricos.

O certo é que, assim como o presidente Jair Bolsonaro defende o voto impresso, um retrocesso que beneficia os currais eleitorais com a quebra do sigilo do voto, Rogério Marinho e Fábio Faria parecem querer reeditar o "voto camarão". Pra quem não sabe no chamado "voto camarão" o eleitor escolhe o corpo tirando a cabeça. Cada eleitor que escolha por si. Portanto, se os ministros Rogério Marinho e Fábio Faria não formarem chapa única, com um saindo candidato ao governo e o outro ao Senado, e optando ambos por formação de chapas isoladas, os candidatos ao governo apoiados por eles correm esse risco. Olhos bem abertos deputado Benes Leocádio e prefeito de Ceará Mirim, Júlio César Soares, vocês podem tá embarcando numa canoa furada.

Lembrando que o deputado federal Benes Leocádio já se pronunciou candidato a governador formando chapa majoritória com o ministro Rogério Marinho, candidato ao Senado. E o prefeito de
Ceará Mirim, Júlio César Soares, já foi anunciado pelo ministro Fábio Faria como o seu candidato ao governo e ele [Faria] à senatória.

Acho que o eleitor bolsonarista gostaria de ver o destemor dos ministros Rogério Marinho e Fábio Faria formando chapa puro-sangue com o apoio, óbviamente, do presidente Jair Bolsonaro, que se não houver nenhum percalço até as eleições, deverá sair candidato a reeleição com ou sem o voto impresso, como deseja.

A conferir!

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Argentina de Messi "cagou" para o Brasil bolsonarista

Carlos Alberto,

A Argentina é campeã da Copa América 2021! Não poderia ser melhor para los hermanos ver a seleção deles ser campeã e ganhando no tempo normal de jogo para a seleção brasileira de Neymar e Cia dentro do Maracanã. Ufa! Um novo Maracanaço. O primeiro foi em 1950, quando perdemos para o Uruguai a Copa do Mundo. Maracanã, o karma sulamericano da seleção brasileira. Sem falar no chocolate da Alemanha de 7 a 1, na Copa do Mundo realizada no Brasil, mas este foi no Mineirão.

A diferença é que desta vez o governo Bolsonaro apostou todas as fichas no ópio brasileiro que é o futebol, ou seja, a seleção brasileira sendo campeã da Copa América, dentro do Maracanã, o povo brasileiro iria esquecer o preço do gás de cozinha, a alta dos combustíveis, a inflação galopante, os escândalos dia sim outro sim envolvendo o presidente, o negacionismo do governo contra a ciência que está levando o país a mais de meio milhão de pessoas mortas pela Covid-19 e a CPI da Covid, que a cada dia revela os esquemas montados para compra de vacinas superfaturadas.

A Copa América só foi realizada no Brasil porque o presidente Jair Bolsonaro fez de tudo para trazê-la pra cá, mesmo o país passando por uma grande crise sanitária sem precedentes em nossa história. A própria Argentina, país que acabou se sagrando campeão do torneio, recusou a realização do evento lá devido a pandemia.

Durante a final da Copa América, o canal do sogro da ministro da "Propaganda", Fábio Faria, segundo o UOL, teve 20,3 pontos de audiência em São Paulo, e a Globo ficou com 19,3. Durante o torneio foi a única vez que o STB do sogrão conseguiu bater a emissora dos Marinho, assim mesmo com um alcance de audiência desprezível. Em 2019, na semifinal entre Argentina e Brasil do mesmo torneio, a Globo marcou 44 pontos de audiência.

Fato é que com um belo gol de Di Maria, ainda no primeiro tempo, a equipe argentina venceu por 1 a 0 o Brasil, na noite de sábado (10), no Maracanã, e chegou à 15ª taça do torneio continental. Agora, a Albiceleste é a maior campeã, ao lado do Uruguai. A seleção brasileira não consegue o bicampeonato e estaciona em nove taças, em terceiro no ranking.

Ao contrário de Neymar que não consegue um título pela seleção principal do Brasil , acabou também a espera de Lionel Messi pelo primeiro título com a camisa da seleção argentina. Campeão de tudo com o Barcelona, o craque já havia sido vice-campeão da Copa América em 2007, 2015 e 2016, além de ter ficado também com o segundo lugar da Copa do Mundo de 2014, perdendo a decisão para a Alemanha, no próprio Maracanã.

Daí repetir que a Argentina de Messi, mesmo dentro do Maracanã, não tomou conhecimento do Brasil e "cagou" literalmente nos sonhos de Bolsonaro e bolsonaristas para ver a seleção brasileira campeã e o povo brasileiro embebecido pelo ópio do ufanismo da "pátria de chuteiras", esquecendo os problemas que afligem o país a ponto de 54% das pessoas já quererem o seu impeachment, segundo pesquisa DataFolha divulgada horas antes da final.

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E o superfaturamento de respiradores não será apurado pela Câmara não?

Carlos Alberto,

A Câmara Municipal do Natal vai se omitir diante da Operação Rebotalho, realizada pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal, para investigar a suspeita de superfaturamento na aquisição de respiradores pulmonares comprados pela Prefeitura do Natal para o Hospital de Campanha?

Calcula-se que o prejuízo aos cofres públicos municipais possa chegar a mais de R$ 1,4 milhão. Além disso, entre os crimes em escrutínio, estão a dispensa indevida de licitação e o peculato.

A operação Rebotalho desencadeada na última quinta-feira (1) decorreu de inquérito policial instaurado em novembro de 2020, com base em auditoria da CGU, que identificou indícios de montagem e direcionamento da dispensa de licitação, além de superfaturamento no montante de R$ 1.433.340,00.

Os elementos de prova já colhidos indicam que os aparelhos respiradores adquiridos pela Secretaria Municipal de Saúde são sucateados, chegando a 15 anos de uso, e parte deles possui origem clandestina, haja vista a empresa fabricante ter informado que os números de série não correspondem a equipamentos por ela produzidos.

Em face disso, visando a reparação do dano causado aos cofres públicos, a Justiça Federal autorizou o bloqueio desses valores em contas dos envolvidos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de dispensa indevida de licitação e peculato, e, se condenados, poderão cumprir penas de até 17 anos de reclusão.

É preciso que a Câmara Municipal do Natal agora abra uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para saber até que ponto a gestão municipal está envolvida no escândalo, e se o prefeito Álvaro Dias tinha conhecimento do fato, e se tinha deve ser responsabilizado também.

Na Assembleia Legislativa, sem nenhuma denúncia de qualquer tipo de irregularidade na condução da pandemia por parte do governo do estado, a oposição decidiu abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o que chamo de CPI dos Aflitos, para apurar possíveis irregularidades. Ao contrário das denúncias e da Operação Rebotalho, os deputados trabalham sobre ilações.

Resta a Câmara Municipal do Natal, com base no que já apurou a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal abrir uma CEI e ir a fundo para mais investigações e punir os culpados, se for o caso.

A conferir!

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Situação se tornou insustentável. Não dá mais!

Carlos Alberto,

A situação do governo Bolsonaro se tornou insustentável. Caiu por terra o discurso de que no seu governo não haveria corrupção. A gota d`água são os indícios muito fortes de fraude num processo de R$ 1,6 bilhão para aquisição de vacinas, falo da vacina indiana Covaxin. O presidente prevaricou ao tomar conhecimento de que o líder do governo, Ricardo Barros, confirmado por ele mesmo, estaria envolvido, e não tomou as providências, apenas insinuou que iria tomá-las. Caiu por terra, repito, a avaliação de que o governo Bolsonaro podia cometer erros, mas não havia corrupção.

Agora mesmo a Revista Fórum e o Canal CNN estampam que o governo Bolsonaro pode estar envolvido em outro escândalo na compra de vacinas com ligação direta também do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

De acordo com os dois órgão de imprensa a negociação da compra da vacina do laboratório chinês CanSino também entrou na mira da CPI da Covid.

Segundo a Fórum e a CBN, a comissão pretende investigar uma carta de intenção assinada pelo Ministério da Saúde para a aquisição de 60 milhões de doses do imunizante por aproximadamente R$ 5 bilhões.

A reportagem teve acesso a um documento assinado em 4 de junho prevendo que a negociação deve ser feita pela Belcher Farmacêutica do Brasil.

Detalhe:

A CPI também quer saber mais sobre a ligação da empresa com o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, do PP. É que um dos sócios é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, que foi presidente da empresa de urbanização de Maringá, a Urbamar, durante a gestão de Ricardo Barros como prefeito da cidade, entre as décadas de 1980 e 1990.”

Além disso o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues, já disse que o colegiado investiga, ainda, o suposto lobby do presidente Jair Bolsonaro para a compra de insumos na Índia por empresas brasileiras para fabricação de cloroquina como tratamento preventivo à Covid-19.

Neste domingo (27) mais um azimute foi acrescentado as investigações da CPI. Segundo o jornal O Globo, a ex-mulher de Eduardo Pazuello procurou a CPI da Covid se oferecendo para depor.

“Andréa enviou um e-mail elencando os pontos que poderia abordar num depoimento sobre atos que têm o ex-marido como protagonista.”

De acordo com o site O Antagonista, usando um certo sarcasmo, "há uma ex-mulher em todos os escândalos brasileiros. As ex-mulheres são a mais confiável instituição nacional".

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Oposição quer punir governadora por fazer gestão de excelência

Carlos Alberto,

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), autorizou a instalação da CPI dos Aflitos, nome que estou dando à CPI da Covid para investigar as ações do governo Fátima Bezerra(PT) no combate a pandemia. Ocorre que Ezequiel estará prevaricando se instalar a CPI dos Aflitos antes mesmo de concluir a CPI da Arena das Dunas que adormece nos gabinetes da Assembleia.

O próprio deputado Kelps Lima (Solidariedade), um dos 10 parlamentares de oposição que subscreveram o pedido da nova Comissão Parlamentar de Inquérito, já colocou o assunto em questão. Se isso ocorrer, ou seja, os trabalhos da CPI dos Aflitos entrar na frente da CPI da Arena das Dunas, não só o presidente da Casa estará prevaricando, como o próprio Regimento Interno estará sendo atropelado e fica mais evidenciado ainda que o colegiado tenciona fazer palanque político visando as eleições de 2022.

Outra coisa que deixa claro é que a oposição parece querer punir a governadora Fátima Bezerra por fazer uma gestão de excelência colocando em dia os salários do funcionalismo público dentro do mês trabalhado, inclusive com calendário de pagamento, saldando as folhas e 13º em atraso deixados pelo seu antecessor, o ex-governador Robinson Faria (PSD), pai do ministro das Comunicações Fábio Faria, que minimizou as mais de 500 mil pessoas mortas por Covid no Brasil, números estes atingidos sábado, 19 de junho.

Não só isso, o governo Fátima retomou obras paralisadas de governos passados como o Hospital da Mulher, em Mossoró, a recuperação do Teatro Alberto Maranhão, a recuperação do Forte dos Reis Magos e o anfiteatro do Papódromo que servirá agora para apresentações culturais. Detalhe: se as obras não fossem retomadas os recursos retornariam para os credores, como o Banco Mundial, por exemplo, sem falar nas mais de 80 UTIs implantadas na rede pública de saúde do estado para o atendimento aos pacientes Covid que ficarão como legado para a rede pública hospitalar espalhadas por todo o Rio Grande do Norte.

Sobre a CPI dos Aflitos, o governo do estado divulgou nota ressaltando que
"recebe com serenidade a decisão do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, de acatar com ressalvas o requerimento de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado pela bancada de oposição".

E completa:

-O Governo do RN reafirma o seu compromisso inegociável com a vida, o respeito à ciência, e o diálogo que imprimiu desde o início com os demais Poderes do Estado e a sociedade.

Fica claro que a oposição quer botar um "bode expiatório" dentro da sala do governo para tentar punir a governadora Fátima Bezerra. Só não enxerga quem não quer ou tá de má vontade.

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Sem ódio e sem paixões, dêem uma chance a democracia antes que seja tarde

Carlos Alberto,

Todos sabem minhas opiniões políticas, até porque como jornalista e principalmente como cidadão tenho o direito e o dever de me expressar livre e democraticamente, conforme a Constituição Federal.

Daí me reservar o direito de fazer um apelo público sem ódio e sem paixões. Dêem uma chance à Democracia antes que ela acabe de vez em nosso país.

Não vou entrar aqui no mérito de quem votou ou deixou de votar em Bolsonaro, tendo em vista que o voto é livre (ainda), mas fato é que o Brasil vive um momento de turbulência política, econômica e social, sobretudo, com o agravamento da pandemia do coronavírus por falta de uma política sanitária governamental e, pior ainda, pela insistência do negacionismo do presidente Jair Bolsonaro.

Me reporto a um artigo do general Santos Cruz no jornal O Estado de S. Paulo para externar, mais uma vez, a minha preocupação com a nossa frágil democracia. Segundo o militar do Exército, “a mentalidade anarquista do presidente age para destruir e desmoralizar as instituições, e banalizar o desrespeito pessoal, funcional e institucional. Junto com seguidores extremistas, alimenta um fanatismo que certamente terminará em violência.”

-O alerta do general Santos Cruz precisa ser ouvido. Ele representa o que o Exército tem de melhor, e é com ele que podemos contar para defender a democracia, disse o jornalista Diogo Mainardi, que é de direita, no site O Antagonista.

O general Carlos Alberto Santos Cruz, que chegou a exercer a chefia da Secretaria de Governo, hoje ocupada pelo general Ramos, foi exonerado em 2019 e a baixa foi atribuída ao “desalinhamento” com o presidente em questões como comunicação e a centralização de poder na sua pasta.

Afirmo e reafirmo que o presidente Jair Bolsonaro continua desafiando as instituições e isso é um perigo à democracia. Denúncias afloram na CPI da Covid sobre o uso do chamado "gabinete do ódio" para plantar notícias falsas até com relação ao uso de medicamentos não eficaz no tratamento da covid-19 e agora mais um agravante: o senador Randolfe Rodrigues, vice presidente da CPI, disse que o "gabinete paralelo" atuava com um esquema de corrupção. Clique aqui para ver e ouvir.

Sem falar no bolsolão, esquema de compra de votos de parlamentares do centrão denunciado pelo Estadão, numa clara afronta à sociedade e ao próprio TCU (Tribunal de Contas da União), órgão controlador das contas públicas, que já está investigando o caso.

Portanto, sem essa de esquerda, direita, centro-direita ou seja lá o que o vá-lha, é preciso deter a sanha anti-democrática do presidente Jair Bolsonaro antes que seja tarde demais. Àqueles (as) que defendem o presidente com unhas e dentes sem enxergar a um palmo do nariz o perigo da "mentalidade anarquista" de Bolsonaro, como bem afirmou o general Santos Cruz, podem se arrepender mais tarde e chorar o leite derramado. O alerta vem sendo feito não só no Brasil, mas de forma mundial.

A conferir!

Em tempo: veja e ouça o meu comentário no BB News TV no blogdobarbosa e no Canal Youtube. Falo sobre o presidente Jair Bolsonaro continuar desafiando as instituições sem nada acontecer. Confira aqui 



Investigue-se o que revelou o jornalista Dinarte Assunção

Carlos Alberto,

O jornalista Dinarte Assunção revelou no Jornal das 6 da 96FM que as denúncias que fez em seu blog (Blog do Dina) sobre o Hospital de Campanha de Natal, estão sob investigação da Polícia Federal e que o caso já subiu para o Tribunal Regional Federal (5ª Região), por ter o prefeito Álvaro Dias foro privilegiado.

Assunção disse ainda que suas reportagens sobre o Hospital de Campanha já chegaram também à CPI da Covid no Senado Federal. Trata-se de contratação de empresas em caráter emergencial e que sigilos foram quebrados tanto telemáticos quanto telefônicos.

Para que alguém não lance mão sobre a hipótese dele está criando uma "teoria da conspiração", Assunção afirmou que todas estas informações ele tem obtido através de milhares de páginas em PDF que todos os dias chegam as suas mãos.

É hora da Câmara Municipal de Natal se debruçar sobre o assunto que já está na esfera policial e judicial. Ao contrário da CPI dos Aflitos criado na Assembleia Legislativa para apurar a aplicação dos recursos federais por parte do governo do estado para o combate a pandemia, que os órgãos de controle não identificaram nenhuma irregularidade, no caso do Hospital de Campanha o assunto já tomou dimensões nacionais em função das possíveis irregularidades.

O fato da Câmara Municipal de Natal ficar calada e não ter se pronunciado sobre a possibilidade de abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para ir a fundo nas investigações, é preocupante, até porque se houve algum tipo de irregularidade investigue-se.

O prefeito Álvaro Dias (PSDB) também precisa se pronunciar sobre o assunto. Estranho é a imprensa ficar calada sobre um fato que pode se transformar num grande escândalo, tendo em vista que envolve recursos federais.

O jornalista Dinarte Assunção fez a revelação sobre as investigações numa emissora de Rádio, portanto, tornando-a pública, e não vi nenhuma repercussão na mídia papa-jerimum. Estranho, muito estranho mesmo!

Em tempo: clique aqui para ver e ouvir o que disse o jornalista Dinarte Assunção

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O povo nas ruas vai mostrar sua força e derrotar Bolsonaro

Carlos Alberto,

O povo finalmente foi as ruas contra o Governo Jair Bolsonaro. A cada depoimento na CPI Genocida o governo Bolsonaro só faz se complicar, tantas são as contradições e mentiras. A menos que não se queira enxergar ou por ser um admirador do "mito".

A CPI já conta com material suficiente para incriminar o Governo Bolsonaro por negligência e incapacidade de lidar com a crise sanitária que o país enfrenta.

Desde a falta de vacinas até a insistência no negacionismo não podem passar despercebidos

Fato!

Agora o povo está nas ruas pedindo pelo seu impeachment, um fator preponderante para a sua saída.

Sempre gosto de repetir o que dizia o saudosos deputado Ulysses Guimarães: "político só tem medo do povo nas ruas".

E é verdade, tanto assim que o vereador Carlos Bolsonaro, o 02, filho do presidente postou nas redes sociais:
"Enquanto os portais de 'mídia' minimizam e ridicularizam as milhões de pessoas em manifestações do povo e motociatas, hoje os mesmos não fazem uma crítica! Uma coisa dá pra perceber, tá liberado aglomerar, desde que $eja 'do bem'. Apesar da discrepância bizarra lá vem a narrativa".

Isso já é o medo da pressão popular contra o governo do seu pai. Sintomática a reação do vereador.

"O povo vai mostrar sua força e derrotar Bolsonaro! É a pressão popular que pode virar o jogo!", afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). "O lugar de Bolsonaro não é na Presidência da República, é no banco dos réus", disse Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Deputado Henrique Fontana (PT-RS) criticou a "ausência de esforços para a compra de vacina em tempo hábil".

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1-20 de 2017