A coluna entra em recesso e espera que no retorno as oposições à governadora já tenham um candidato pra chamar de seu

Carlos Alberto,

A Coluna está entrando em recesso por alguns dias para recarregar as baterias retornando no dia 1º de fevereiro. Até lá, espero que as oposições no Rio Grande do Norte já tenham um candidato pra chamar de seu com vistas a enfrentar a governadora Fátima Bezerra (PT) nas urnas, candidata de Lula a reeleição

Os alquimistas estão trabalhando a todo vapor para encontrar a fórmula certa capaz de gerar um candidato competitivo para disputar com a petista, líder absoluta em todas as pesquisas de intenção de voto realizadas até agora. O problema é que as fórmulas não agradam os candidatos de oposições já lembrados até agora.

Nem os ministros bolsonaristas - Fábio Faria, das Comunicações, e Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional - estão dispostos a enfrentar Fátima Bezerra nas urnas. Seria até interessante ver Fábio Faria candidato a governador e Rogério Marinho, candidato ao Senado, ambos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro. Uma chapa puro sangue com DNA bolsonarista. Mas nem esta fórmula tá agradando aos bolsonaristas. Temem que a fórmula seja um fracasso e as urnas os aposentem.

Os alquimistas tentam de todas as formas emplacar o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), candidato a governador. Ele resiste com receio de perder a eleição e, claro, o mandato de prefeito. Já jurou de pés juntos que não deixará o mandato de prefeito. Mesmo os alquimistas prometendo que os Alves lhe farão companhia, ou seja, Walter Alves (MDB) para ser seu vice, Carlos Eduardo Alves (PDT), para o Senado, e Garibaldi Alves (MDB) para deputado federal.

Ocorre que Walter e Garibaldi Alves estão em entendimentos com o PT para compor chapa numa aliança envolvendo o MDB e o PT. Walter para vice de Fátima e Garibaldi para a Câmara Federal. As tratativas para isso estão sendo feitas com a direção nacional do PT.

Mas os alquimistas falam até no deputado bolsonarista General Girão, sem falar no ex-prefeito de Lajes, deputado federal Benes Leocádio e no senador Styvenson Valentim. As fórmulas são inúmeras, mas sem sucesso até o momento.

De tanto as oposições insistirem na tentativa de encontrar um candidato competitivo pra chamar de seu, e ninguém querer se submeter a "boi de piranha", a governadora Fátima Bezerra vai acabar se elegendo por WO, por falta de candidatos nas oposições. Rsrsrsrs

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O ministro Fábio Faria e suas proezas

Carlos Alberto,

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, que luta para ser o indicado do centrão para formar chapa com o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, está se tornando pródigo em suas proezas - ação ou dito que é usado no sentido irônico para brincar ou ser maldoso.

Depois de dizer em novembro do ano passado que a escritora Daniela Abade praticou fake news ao relatar no twitter que o ex-guru do presidente Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, teria fugido do Brasil a bordo de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), enviado aos Estados Unidos para ser utilizado pelo ministro das Comunicações, Faria saiu-se com essa: "FAKE NEWS!! Não conheço Olavo de Carvalho, nunca o vi na vida".

Detalhe: segundo apuração realizada pela escritora Daniela Abade, evidências apontam que Olavo de Carvalho pode ter embarcado, em São Paulo, em aeronave da FAB que foi utilizada pelo ministro Fábio Faria, das Comunicações, nos Estados Unidos. A partir de dados do Flight Aware, a escritora apontou que o avião que foi utilizado por Faria teria partido da capital paulista no dia 13 de novembro, às 12h48, e feito um trajeto distinto do habitual.

A aeronave Legacy VC99B aterrissou em um aeroporto pequeno nos Estados Unidos e parte de sua rota no Brasil não pôde ser captada pelos sistemas de monitoramento.

Em vídeo publicado no dia 16 de novembro, Olavo admitiu que partiu para os EUA em um “voo repentino”. “Como eu vim parar aqui? Quando eu estava no hospital me ofereceram um voo repentino, que partiria em 15 minutos, e eu aceitei”, disse o ex-guru bolsonarista. Ele não deu mais detalhes sobre o porquê de ter tido que embarcar às pressas. A Aeronáutica negou na época.

Agora Fábio Faria, filho do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, após participar de um evento evangélico em Orlando (EUA) na última sexta-feira (7) e de um jantar ao lado do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que está com prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, por plantar fake news ofensivas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e é foragido da Justiça, afirmou que não tinha conhecimento da participação de Allan dos Santos no evento.

“Fui convidado para discursar num evento de um pastor de uma igreja que eu e minha família frequentamos quando estamos em Orlando. Não havia nenhuma indicação que entre os presentes estaria alguém com problemas com a Justiça brasileira. Se eu soubesse que ele iria, eu não teria comparecido”, declarou.

No entanto, nas fotos postadas na redes sociais pelos presentes, tanto no evento quanto no jantar, mostram o ministro das Comunicações, Fábio Faria, bem à vontade ao lado do blogueiro Allan dos Santos.

O que o ministro de Jair Bolsonaro, Fábio Faria, está fazendo com suas proezas em dizer que "desconhecia" os fatos narrados é um acinte ao povo brasileiro. Os dois episódios descritos acima são faltas de respeito aos brasileiros (as). Dizer que não conhece Olavo de Carvalho e que nunca o viu na vida e que desconhecia a presença de um foragido da Justiça no evento evangélico ao qual, tanto ele, como Allan dos Santos foram convidados, é querer zombar das pessoas.

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2021, um ano para ser esquecido

Carlos Alberto,

O ano de 2021 é para ser esquecido. No dia 1 de novembro os dados da Universidade Johns Hopkins apontavam que o mundo atingiu mais de 5 milhões de mortes por Covid-19. Detalhe: O número foi atingido 117 dias após o registro de 4 milhões de vítimas fatais.

Os países com mais mortes seguem sendo os Estados Unidos, com 745 mil óbitos, Brasil, com 607 mil, e Índia em terceiro, com 458 mil. Os dados são da Johns Hopkins, mas a OMS acredita que os números de vítimas fatais são maiores que os oficiais. Isso na data de 1 de novembro último.

No caso do Brasil temos um outro agravante. O presidente Jair Bolsonaro é declaradamente negacionista, não acredita na ciência e o seu último embate foi contra a vacinação em menores de 5 a 11 anos de idade.

Sabe-se que a Covid-19 já matou mais que outras epidemias dos séculos 20 e 21. A ebola, por exemplo, foi erradicada pela primeira vez em 1976, mas voltou a ser preocupante em 2018, em quatro anos do novo surto, a doença já matou cerca de 15,3 mil pessoas na África.

A chegada do novo ano serve para fazermos uma reflexão, sobretudo, em nosso país, onde temos um presidente negacionista e que dificulta as ações no combate a pandemia a ponto de ser chamado de "genocida".

Não se trata aí de uma discussão ideológica como tenta fazer Jair Bolsonaro, ou até mesmo religiosa, mas de salvar vidas. O ano de 2021 serviu, no entanto, para que o Mundo mudasse seu comportamento e, claro, o Brasil.

Não podemos encarar 2021 como o ano que nunca acabou em virtude da pandemia continuar e, lamentavelmente, matando mais pessoas. É preciso nos conscientizarmos de que o negacionismo só faz contribuir para que mais óbitos aconteçam em nosso país e que cheguemos a casa de 1 milhão de pessoas mortas.

Se o presidente Bolsonaro não acredita nas vacinas, que fique só pra ele, e não saia por aí dizendo que vacina tal causa efeitos colaterais, que vacina X mata crianças e que remédio pra piolho previne a Covid.

Por isso mais do que nunca é preciso esquecer 2021 e repetir "Vacina Já pra adultos e crianças.

Feliz 2022 com muita Saúde e esperanças renovadas num Brasil e num mundo melhor, mais justo, mais fraterno e com inclusão social!

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Governo Fátima recupera a memória do estado e autoestima dos servidores

Carlos Alberto,

A receita de um governo de excelência está no ato ou nos atos do que promete e cumpre. É o caso da gestão da governadora, professora Fátima Bezerra (PT), que ao cabo de três anos vem cumprindo o que prometera em campanha. Dois exemplos podemos citar: O governo petista resgatou a autoestima e a dignidade dos servidores com o pagamento dos salários em dia e dentro do mês trabalhado, e a memória do Rio Grande do Norte com obras de recuperação do Teatro Alberto Maranhão, a Pinacoteca do Estado, A Biblioteca Pública Câmara Cascudo e o Forte dos Reis Magos.

Muitos dirão que salário em dia é obrigação de qualquer governo. Concordo e a própria governadora Fátima Bezerra já disse isso. Ocorre que governos passados não cumpriram com suas obrigações e atrasaram salários do funcionalismo público estadual, caso dos ex-governadores Geraldo Melo, Rosalba Ciarlini e mais recentemente Robinson Faria, pai do ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria, que vive a plantar fake news nas redes sociais contra Fátima Bezerra e seu governo.

A bem da verdade, o governo Fátima vem pagando o salário em dia do funcionalismo público desde o primeiro mês de seu governo, além de quatro folhas em atraso deixadas pelo pai do ministro das Comunicações, Fábio Faria. O governo Fátima também não faltou com o 13º dos servidores. E sabem o por quê? Competência na gestão financeira da máquina pública e probidade administrativa.

No que diz respeito a recuperação da memória de nosso estado, o governo Fátima investiu na cultura, porque um povo sem memória não tem história pra contar, diferentemente de seus antecessores que deixaram obras iniciadas e inacabadas por incompetência ou por não valorizar mesmo a cultura. Ou as duas coisas juntas!

Me restrinjo a falar sobre estes pontos porque entendo serem relevantes não só para os servidores públicos, mas, como também para o povo do Rio Grande do Norte. Ou seja, a autoestima, a dignidade e a memória de sua história. Teria até muitos outros pontos para abordar, como o projeto, já aprovado pela Assembleia Legislativa dos Consórcios Interfederativo de Saúde com a implantação de policlínicas em municípios pólos do estado, um grande avanço na área da saúde, a atração de investimentos para o RN, sobretudo no setor eólico - maior produtor eólico do país na área
o Rio Grande do Norte deverá estocar energia produzida pelo vento. Para isso, o governo assinou protocolo com a empresa EV Brasil Consultoria em novembro último -. significando dizer que é mais geração de emprego e renda para o povo potiguar.

Contudo, a oposição bolsonarista insiste em querer macular a imagem da governadora Fátima Bezerra e sua gestão, através da CPI da Covid, que chamo de "CPI dos Aflitos", tal a aflição dos parlamentares de oposição que compuseram o colegiado em tentar desestabilizar um governo que deu certo e que recuperou o Rio Grande do Norte do caos administrativo-financeiro em que se encontrava. Certamente as cassandras do poder querem o retorno do atraso para lotear os cargos públicos e quebrar o estado novamente.

Bom que se diga, mais uma vez, que apesar do relatório paralelo do presidente e ao mesmo tempo "relator" da CPI, deputado Kelps Lima, pedindo o indiciamento da governadora por improbidade administrativa na compra dos respiradores pulmonares, através do Consórcio Nordeste, que sofreu calote da empresa contratada, o Consórcio Nordeste, formado pelos governos dos nove estados da região, acionou a Justiçapara reaver osR$ 48 milhões pagos em abril à empresa Hemp Care. O valor foi repassado para aquisição de 300 respiradores. A empresa se apresentava como revendedora de uma fabricante chinesa de ventiladores pulmonares.

Detalhe: a Justiça já determinou o bloqueio dos bens da empresa HempShare, que deixou de entregar os equipamentos comprados por R$ 48 milhões aos estados nordestinos. A decisão foi tomada após uma ação aberta pelo Consórcio Nordeste - que representa os estados da região - contra a empresa.

Os respiradores foram comprados para atender as necessidades dos estados no auge da pandemia do novo coronavírus e o pagamento, antecipado. A compra foi realizada de forma conjunta, pelos estados, através do Consórcio Nordeste, que é liderado pela Bahia e, desde o início da pandemia do novo coronavírus, vem realizando compras unificadas de equipamentos para a região.

Ressalte-se que o presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto que torna lei uma medida provisória que, entre outros pontos, possibilita a compra sem licitação de produtos, insumos e serviços para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. No caso dos respiradores, que são produtos, estão inseridos neste projeto. Portanto...

Faço o registro acima para dizer que o deputado Kelps Lima, que é pré-candidato a deputado federal com o apoio do "padrinho", ministro das Comunicações, Fábio Faria, pretenso candidato ao Senado, sem o apoio de Bolsonaro que já se pronunciou favorável a candidatura à senatória do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, conseguiu os seus 15 minutos de fama com a "CPI dos Aflitos" com os holofotes voltados pra ele, mas corre o risco de ter as luzes da ribalta apagadas.

A conferir!

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A CPI da farsa usou e abusou do lawfere para incriminar a governadora Fátima Bezerra

Carlos Alberto,

A CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a qual denominei de "CPI dos Aflitos", tal qual o desespero da oposição comandada pelo presidente do colegiado, deputado Kelps Lima, em querer incriminar a governadora Fátima Bezerra (PT), pelo calote sofrido na compra de respiradores através do Consórcio Nordeste, não passou de uma farsa. E a conclusão a que chegou um relatório paralelo produzida pela maioria oposicionista do colegiado não passou de um puro casuísmo.

Com um relatório modificado, diferentemente do qual foi apresentado pelo seu relator, deputado Francisco do PT, o texto final é burlesco sob o ponto de vista jurídico. Como a oposição bolsonarista é maioria na CPI, incluiu-se no final um pedido de indiciamento por improbidade administrativa da governadora Fátima Bezerra, do governador da Bahia, Rui Costa, dos ex-ministros de Estado Carlos Gabas e Edinho Silva (atual prefeito de Araraquara/SP), do secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia. Além deles, empresários e outros servidores públicos também foram indiciados. Coincidentemente os deputados de oposição na CPI, todos bolsonaristas, incluíram dois governadores e um prefeito do PT e um ex-ministro de Estado, também do PT. Ou seja, um relatório sob encomenda.

Um relatório para inglês ver e dar holofotes ao deputado bolsonarista Kelps Lima, que só assim agrada ao padrinho de sua candidatura a deputado federal, ministro Fábio Faria. Curioso nisso tudo é que o relatório paralelo da oposição, reconhece que não houve qualquer iniciativa de apropriação de recursos públicos por nenhum agente de governo na condução do combate a covid no estado.

No entanto, rigorosamente o relatório paralelo da "CPI dos Aflitos" seguiu os preceitos jurídicos do ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, hoje pretenso candidato à Presidência da República. Apropriou-se do artifício do lawfere, ou seja, a oposição bolsonarista abusou do uso ou manipulação das leis como um instrumento de combate a um oponente desrespeitando os procedimentos legais e os direitos do indivíduo que se pretende eliminar. Fato!

Porém, quem entende um pouco do juridiquês sabe perfeitamente que muitas destas conclusões que o relatório paralelo chegou não irão prosperar, porque o que a oposição bolsonarista apontou como "realidade" na prática não existe e aí se enxergam algumas incongruências.

Mais uma vez se prova que a "CPI dos Aflitos" teve objetivos puramente políticos-eleitoreiros colocando holofotes, sobretudo, no deputado bolsonarista Kelps Lima, coisa que venho dizendo desde o início dos trabalhos do colegiado.

Os 15 minutos de fama de Kelps Lima se foram. Agora é esperar o que temos pela frente.

A conferir!

Em tempo: o relatório paralelo da "CPI dos Aflitos" só faz confirmar o que já havia dito em artigo aqui na Coluna e no blogdobarbosa dias atrás. Confira clicando aqui



Kelps Lima queria o pedido de indiciamento da governadora, no mínimo

Carlos Alberto,

O relatório final da CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a qual chamo de "CPI dos Aflitos", apresentado pelo relator, deputado Francisco do PT, frustrou o presidente do colegiado, deputado Kelps Lima (Solidariedade).

No mínimo o parlamentar bolsonarista esperava que o documento pedisse o indiciamento da governadora Fátima Bezerra (PT), que ao contrário do presidente Jair Bolsonaro, conforme relatório da CPI do Senado, foi sugerido o indiciamento por 9 crimes.

No caso de Bolsonaro há acusações de crime contra a humanidade, charlatanismo e infração de medida sanitária preventiva, por exemplo, o que não caberia à governadora Fátima Bezerra, certamente.

Com depoimentos de 78 pessoas, somados a 192 ofícios expedidos e centenas de arquivos analisados, o relator chegou à conclusão de que “as contratações realizadas pelo governo do Rio Grande do Norte foram movidas pelo intuito de salvar vidas e que o trabalho dos servidores públicos do estado foi pautado pela mais profunda lisura e profissionalismo, inclusive, com a cobertura da imprensa às reuniões do colegiado.

O relator apontou que há elementos suficientes para o indiciamento de quatro pessoas que participaram da negociação da venda de respiradores pulmonares aos nove estados que compõem o Consórcio Nordeste, e que sofreram calote.

Com base nos dados levantados pela CPI, ficou evidente que os dirigentes da empresa Hempcare firmaram contrato com o Consórcio Nordeste afirmando a existência de contrato com a The 8TH Mettalurgical Construction Group Company Limited para o fornecimento de respiradores pulmonares. Contudo, a representação oficial da China informou que o contrato não existia e que a empresa mencionada não fabricava respiradores pulmonares.

“A apresentação do contrato é comprovação suficiente de dolo dos dirigentes da Hempcare. Esses elementos, pois, são suficientes a reconhecer materialidade do crime de estelionato e autoria de Cristiana Prestes Taddeo e Luiz Henrique Ramos Jovino”, disse Francisco do PT.

Ainda sobre o contrato, o relator disse que a execução do crime de estelionato teve a participação essencial de Cleber Isaac Ferraz Soares e de Paulo de Tarso Carlos, proprietário da Biogeoenergy. Para Francisco do PT, as transações financeiras entre a Hampcare e os referidos agentes, em razão de negociação com a Biogeoenergy Fabricação e Locação de Equipamentos Ltda, demonstra que ambos foram beneficiados financeiramente. 

Portanto, o deputado bolsonarista Kelps Lima se frustrou porque esperava que a governadora Fátima Bezerra ou alguém do governo fosse responsabilizado pelo calote sofrido pelo Consórcio Nordeste, já que no que diz respeito à condução da pandemia pelo governo do estado nenhum tipo de irregularidade foi encontrado nos contatos firmados.

O que Kelps Lima queria era holofote para sua campanha a deputado federal com o apoio do ministro das Comunicações, Fábio Faria. De certa forma conseguiu, mas saiu frustrado com a conclusão do relatório. Como sempre disse, a "CPI dos Aflitos" foi criada, primeiro, para tentar desgastar o governo Fátima e, segundo, para tentar imputar um crime aos governadores de esquerda no Nordeste pela compra de respiradores pulmonares que nunca foram entregues devido ao calote sofrido, mas que o caso já está na esfera da Justiça.

A "CPI dos Aflitos", que parece foi encomendada, ficou mesmo só no palanque político-eleitoreiro.

Fato!

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Que tal uma chapa com DNA bolsonarista ao Governo e ao Senado nas eleições 2022 no RN?

Carlos Alberto,

O meu desejo de consumo (rsrsrs) é ver uma chapa com DNA bolsonarista na disputa ao Governo e ao Senado nas eleições do próximo ano no Rio Grande do Norte. O pleito estadual, diria, seria nacionalizado, numa eventual disputa entre a governadora Fátima Bezerra (PT), apoiado por Lula, candidato à Presidência, e, digamos, o ministro das Comunicações Fábio Faria, candidato a governador, apoiado pelo presidente Bolsonaro, que deverá tentar a reeleição.

Coloco o nome de Fábio Faria como candidato a governador porque ele já foi preterido por Bolsonaro para ser o candidato a ser apoiado pelo Planalto ao Senado. O presidente preferiu apoiar o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Ambos os ministros são "ferrenhos" opositores à governadora Fátima Bezerra, como já disse Faria. Já Rogério Marinho, em entrevista recente ao portal Metrópoles, disse que o seu sistema até março define um nome para ser o candidato a governador, inclusive, com um plano de governo.

Não sei o por quê de Fábio Faria e Rogério Marinho insistirem tanto na senatória, se só há uma vaga para a próxima eleição. E por isso mesmo andam atrás de um nome para chamar de seu como candidato a governador. Fábio Faria já andou conversando com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que ainda não se definiu se sai candidato à sucessão de Fátima Bezerra ou ao Senado. Por enquanto serve de laboratório de pesquisas de intenção de voto. Mas, mesmo tendo procurado Carlos Eduardo Alves, Fábio Faria andou criticando ele nos últimos dias por sua indecisão na oposição à Fátima Bezerra.

Já Rogério Marinho, incentivou à candidatura do deputado Federal, Benes Leocádio, ao governo, mas diante da dificuldade do parlamentar em decolar, tudo indica que o ministro desistiu do projeto. Benes mordeu a isca de Marinho, não sei se vai alimentar o "sonho".

Fato é que tanto Fábio Faria quanto Rogério Marinho não têm projeto para o Rio Grande do Norte, têm sim projetos pessoais, e têm medo de enfrentar a petista Fátima Bezerra nas urnas. Lembro que Fátima Bezerra já desbancou as oligarquias e derrotou na última eleição o pai do ministro Fábio Faria, Robinson Faria.

Aliás, o ministro das Comunicações chegou a receber um "mimo" do filho do presidente, deputado federal Flávio Bolsonaro, que aventou a possibilidade do genro de Silvio Santos, ser o candidato a vice de seu pai nas eleições presidenciais do próximo ano. O "mimo", na verdade, foi mais para aliviar a barra do presidente, que preferiu apoiar Rogério Marinho na única vaga ao Senado pelo Rio Grande do Norte. Diria que Flávio Bolsonaro abriu a "Porta da Esperança" para Fábio Faria.

O risco que os dois ministros correm numa chapa com DNA bolsonarista - Governo e Senado - é as urnas aposentarem eles. E mesmo com carreira solo para o Senado, cada um no seu quadrado, o risco ainda é grande.

A conferir!

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Ombudsman da Folha tem razão

Carlos Alberto,

O jornalista José Henrique Mariante, ombudsman da Folha de S. Paulo, falou sobre um tema bastante preocupante em todo o mundo que retrata a realidade dos jornais impressos nos dias de hoje.

Mariante disse da instabilidade dos jornais impressos e sentenciou: "o modelo de jornal impresso não se sustenta, e o desta Folha [Folha de S. Paulo], se a leitura ainda é feita com o papel sujando as mãos, também parece com os dias contados. É um fenômeno mundial, dramático em países de grande população leitora.".

Lamentavelmente é a pura verdade o que ele disse. E acrescentou: “nada disso seria um problema se a transição do impresso para o eletrônico fosse um caminho tranquilo, uma mudança de cultura a ser apreendida pela Redação e disposta em etapas para o público. Só que ela está mais para revolução, das sangrentas, com desafios diferentes a cada esquina. Conteúdo brota nas telas a partir de gente sem qualificação jornalística assim como de pessoal bem preparado e a soldo de agências de publicidade, empresas, bancos de investimentos e outros. Redes sociais mudam as regras do jogo constantemente. Departamentos de TI, fundamentais nesses novos ambientes, consomem orçamentos que já são limitados. A lista só faz crescer”.

Sobre o que José Henrique Mariante afirmou, de que "conteúdo brota nas telas - de computadores - a partir de gente sem qualificação jornalística, assim como das redes sociais", acrescento o que falou o escritor e filósofo italiano Umberto Eco - in memorian - de que "as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis que, antes, só falavam nos bares, após um copo de vinho e não causavam nenhum mal para a coletividade, nós os fazíamos calar imediatamente, enquanto hoje eles têm o mesmo direito de palavra do que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis".

De fato, as redes sociais estão "substituindo" a imprensa profissional, seja ela escrita, falada ou televisada levando informações muitas vezes mentirosas às pessoas, e como bem disse o ombudsman da Folha,"o risco é ver tudo isso se perder junto com o obrigatório descarte do supérfluo, como um dia o impresso será tratado". 

Acesse o blogdobarbosa, 14 anos no ar sempre em defesa da democracia e da liberdade de expressão, clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br



O governo Fátima e o óbvio ululante da 'CPI dos Aflitos'

Carlos Alberto,

Como diria o saudoso jornalista, escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, é óbvio ululante que a CPI da Covid instalada na Assembleia Legislativa por insistência do deputado bolsonarista, Kelps Lima, presidente do colegiado, tem objetivos claramente eleitoreiro. Já falei inúmeras vezes sobre isso. Kelps é pré-candidato a deputado federal e usa a "CPI dos Aflitos" como bandeira de campanha.

Retomo o assunto porquanto nos últimos dias surgiram duas novidades no que diz respeito a condução do combate a pandemia por parte do governo estadual, objeto de instalação da CPI. A primeira novidade é que a Control (Controladoria-Geral do Estado) concluiu relatório de fiscalização sobre o contrato firmado em 2021 com a empresa M. A. Engenharia Clínica e Hospitalar, o qual foi objeto da Operação Lectus, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria Geral da União. A auditoria interna do governo foi realizada a partir de solicitação do secretário de Saúde Pública do Estado (Sesap), Cipriano Maia, para averiguar regularidade da execução dos contratos investigados na Operação, o que resultou em pedidos de exoneração de duas servidoras de carreira, injustamente citadas na operação da PF.

Bom que se diga que a equipe de auditoria identificou algumas lacunas no processo de contratação e problemas relacionados a execução, contudo, na avaliação do Controlador-Geral do Estado, Pedro Lopes, “da análise realizada pela equipe da Controladoria, não foram evidenciadas irregularidades processuais que comprometessem a contratação realizada pela SESAP”.

O contrato firmado com a empresa em 2021 teve por objeto a gestão integrada de equipamentos e pessoal para abertura de leitos de UTI, com o fim de implantar até 40 leitos de UTI a serem instalados nos Hospitais Colônia Dr. João Machado e Giselda Trigueiro, destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. O valor pactuado foi de R$ 10,8 milhões, para 180 dias de prestação de serviço a contar de 31 de março, objeto, inclusive, de investigação da CPI.

Ao analisar a conformidade da contratação, a auditoria concluiu que o processo se encontra bem instruído, obedecendo as principais disposições normativas que regem a matéria. Confira mais detalhes sobre o assunto clicando aqui.

A outra novidade, assunto abordado por mim no BB News TV no blogdobarbosa e no Canal Youtube - clique aqui pra ver - , se refere
ao fato de que o Rio Grande do Norte foi qualificado como um dos seis melhores estados do Brasil no uso da ciência para o combate à pandemia da Covid-19. O estado recebeu a nota 9,2, ficando atrás apenas da Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e empatado com o Espírito Santo. 

Os dados são fruto do trabalho “Ciência e pseudociência durante a pandemia de COVID-19: o papel dos ‘intermediários do conhecimento’ nas políticas dos governos estaduais no Brasil”, divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e feito pelo pesquisador Rodrigo Fracalossi de Moraes.

Importante ressaltar que o estudo avaliou a atuação dos comitês científicos e a interação deles com os entes responsáveis pela aplicação das políticas de combate à Covid-19 nos estados. Foram avaliados os comitês potiguares que atuam junto às secretarias de Estado da Saúde Pública e da Educação. No levantamento feito, o RN despontou com os melhores indicadores em termos de transparência e influência dos comitês, entre outros. 

O estado também obteve as melhores pontuações ao afastar o uso de medidas não-científicas, como recomendação do suposto “tratamento precoce/kit Covid” ou a busca pela imunidade de rebanho, como fez o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), que determinou à Secretaria Municipal de Saúde a distribuição do medicamento Ivermectina no tratamento da covid-19. 

O documento finaliza elogiando a iniciativa da Sesap em montar seu comitê estadual com especialistas de referência com formações em diversas áreas.

Portanto, certamente estes dois fatos novos devem ter frustrado os deputados de oposição que compõem à "CPI dos Aflitos", e claro, ao prefeito tucano Álvaro Dias, pretenso candidato a governador nas eleições do próximo ano, políticos estes negacionistas na mesma linha do presidente Jair Bolsonaro.

*Ah, antes que esqueça: óbvio ululante significa a verdade que está na cara; a verdade que é tão palpável que clama aos céus; aquilo que é claramente evidente e incontestável.


CPI dos Aflitos: Kelps Lima tira "carta de seguro" com declaração de empresário

Carlos Alberto,

O presidente da CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a qual estou chamando de "CPI dos Aflitos", deputado Kelps Lima, além de trazer os holofotes para si, tirou uma espécie de "carta de seguro" ao dizer que o Sr Paulo de Tarso, proprietário da BioGeoenergy, empresa envolvida no calote ao Consórcio Nordeste na compra de respiradores pulmonares que nunca foram entregues, "trouxe elementos importantes que envolvem agentes públicos de fora do RN". Ou seja, Kelps Lima esperava que o depoente comprometesse o governo Fátima, mas deu com os burros n`água e tirou logo a carta de seguro pra dizer que não foi ele que deu a declaração.

Qual o objetivo afinal da "CPI dos Aflitos"? Apurar possíveis irregularidades na condução da pandemia contra a covid por parte do governo do Rio Grande do Norte, que até agora não foram encontradas, inclusive, por parte de órgãos controladores e fiscalizadores tanto da União quanto do estado, ou servir ao governo Bolsonaro como retaliação aos governadores do Nordeste, por serem de esquerda e que fazem parte do Consórcio Nordeste, como resposta à CPI da Covid do Senado, que atribuiu 9 crimes ao presidente da República, tais quais prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime de falsificação de documentos particulares, crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo), crimes contra a humanidade (nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos)?

A pergunta é pertinente porquanto no mesmo dia em que o Sr Paulo de Tarso prestou depoimento em sessão secreta na "CPI dos Aflitos", um pedido seu ao deputado Kelps Lima, ou seja, um depoimento sigiloso com a participação apenas dos parlamentares que compõem o colegiado e do procurador-geral da República no estado, e, portanto, sigiloso porque as declarações do empresário também correm em segredo de justiça, o próprio Kelps Lima, ao que tudo indica tratou de vazar as declarações do depoente porque no dia seguinte, a deputada bolsonarista Carla Zambelli postou nas redes sociais o vídeo produzido pela assessoria do presidente da CPI chamando a atenção do "depoimento bomba". clique aqui para ver. Não só isso, o presidente Bolsonaro, também no dia seguinte ao depoimento de Paulo de Tarso, se referiu ao assunto junto a um grupo de apoiadores no "cercadinho" do Palácio da Alvorada. Ou seja, alguém vazou as declarações do Sr Paulo de Tarso para Carla Zambelli e para Bolsonaro. E quem estaria interessado nisso?

A pergunta acima não é difícil de responder, pelo fato do deputado Kelps Lima, no mesmo dia do depoimento do empresário Paulo de Tarso na CPI, em entrevista à uma emissora de rádio local nas primeiras horas da manhã, ter abraçado de vez o bolsonarismo e anunciado apoio à candidatura ao Senado do ministro das Comunicações, Fábio Faria, nas eleições de 2022.

Sempre disse e repito que a "CPI dos Aflitos" é um palanque político-eleitoral para servir de plataforma a deputados de oposição que compõem o colegiado visando as eleições do próximo ano, lembrando que o deputado Kelps Lima é candidato a deputado federal.

Como está difícil encontrar algum tipo de irregularidade na condução do combate a pandemia por parte do governo Fátima Bezerra (PT), os membros de oposição da "CPI dos Aflitos", voltaram suas baterias para o Consórcio Nordeste, mais especificamente sobre o contrato para a compra de respiradores pulmonares que resultou em calote por parte da empresa contratada. Aliás, chamo a atenção dos leitores para uma reportagem da Agência Brasil, que pertence ao governo federal datada de 1 de junho de 2020 sob o título "Acusada de fraude, empresa tentou vender respiradores a outros estados". clique aqui para ler.

Dias atrás, a Justiça deu decisão liminar favorável ao governo do Rio Grande do Norte, em Ação Civil Pública, para assegurar a devolução dos recursos públicos utilizados como pagamento dos 30 respiradores pulmonares adquiridos em conjunto com os demais estados do Nordeste.

Sobre isso, o governo do Rio Grande do Norte, sem nenhum estardalhaço, já vem movendo desde maio uma ação coletiva junto com os demais estados que participam do Consórcio Nordeste, para ressarcimento de respiradores não entregues pela empresa Hempcare Pharma Representações LTDA.

Bom que se diga que a compra dos respiradores pulmonares foi fundamentada na Lei  n 13.979 de fevereiro de 2020, que decretou a emergência em saúde pública no país.

Em 28 de agosto do ano passado, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Thiago Martins Guterrez, concluiu em parecer encaminhado ao conselheiro Gilberto Jales, do TCE, que não cabia citação pessoal do secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia.

A respeito dos recursos antecipados para a compra dos respiradores, e não entregues, o chefe do Ministério Público de Contas destacou, à época, que há investigações que se debruçam sobre o caso na seara criminal, realçando que o papel do TCE neste caso é verificar se houve crime na antecipação dos recursos.

Para o chefe do MPC, a antecipação de recursos, mesmo antes de celebrar contrato, não configura crime, dado o momento de emergência sanitária que era exigido.

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Justiça frustra "CPI dos Aflitos"

Carlos Alberto,

A decisão liminar favorável ao governo do Rio Grande do Norte, em Ação Civil Pública, para assegurar a devolução dos recursos públicos utilizados como pagamento dos 30 respiradores pulmonares adquiridos em conjunto com os demais estados do Nordeste, frustrou os membros da oposição da CPI da Covid na Assembleia Legislativa, a qual chamo de "CPI dos Aflitos" porque só serve de palanque político-eleitoreiro para àqueles deputados que precisam de "holofotes" para aparecer.

Bom que se diga que uma decisão liminar pressupõe que o processo seja de um caso urgente e que a pessoa que moveu esta ação tenha muitas chances de ganhar o processo. Desta forma, existindo urgência e uma "aparência de direito", isto permite que o juiz conceda uma ordem em caráter liminar. É o caso do Rio Grande do Norte e dos estados que fazem parte do Consórcio Nordeste.

A decisão da justiça se soma ao conjunto de medidas que o governo Fátima Bezerra (PT) tem adotado para restituição dos valores - quase R$ 5 milhões - despendidos pelo estado na compra dos 30 respiradores, que nunca foram entregues.

No auge da pandemia, quando o mundo inteiro buscava desesperadamente adquirir ventiladores pulmonares, essenciais para sobrevivência de infectados pelo coronavírus nos hospitais, o governo do Rio Grande do Norte aderiu à compra conjunta, através do Consórcio Nordeste, destes equipamentos numa tentativa de garantir o direito aos cidadãos potiguares de lutar pela vida.

Agora fica provado, mais uma vez, que o governo Fátima está empenhado em reaver os recursos aplicados na compra dos ventiladores pulmonares.
“A Procuradoria Geral do Estado vem atuando diligentemente em seu papel constitucional, empreendendo todos os esforços para reaver os recursos estaduais indevidamente desviados do nosso estado”, afirmou o Procurador-geral Dr.  Luiz Antônio Marinho.

Ocorre que alguns membros da "CPI dos Aflitos" querem "holofotes" e um palanque político-eleitoral para chamar de seu. Querem até que o governo do Rio Grande do Norte deixe o Consórcio Nordeste. Aliás, usam o Consórcio Nordeste para tentar colocar um "bode expiatório" na anti-sala da Governadoria, sem sucesso.

A "CPI dos Aflitos" faz água e ao que tudo indica não conseguirá o seu intento.

A conferir!

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Governo que pensa nos desassistidos, nos servidores e na saúde da população

Carlos Alberto,

Os incautos que me perdoem, mas a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), em que pese as dificuldades financeiras encontradas, sobretudo pela pandemia, pensa nos desassistidos, nos servidores e na saúde da população. Não à toa, ela que é candidata à reeleição, desponta com certa margem de folga nas pesquisas de intenção de voto para o governo do estado.

Na semana passada, por exemplo, a governadora Fátima Bezerra tomou ao menos três medidas que corroboram com o que eu digo. Anunciou que o governo do estado fará a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda de escolas públicas da rede estadual de ensino e mulheres em situação de vulnerabilidade extrema, determinando aos secretários de pastas vinculadas às políticas de atendimento às mulheres e adolescentes para que implementem o mais rápido possível essa ação.

A decisão da governadora do Rio Grande do Norte ocorre menos de um mês após o presidente Jair Bolsonaro vetar a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema, o que reacendeu amplo debate nacional quanto à necessidade de implementação da medida que garante direitos e dignidade.

Fátima Bezerra também anunciou no Dia do Servidor, 28 de outubro, que no primeiro quadrimestre de 2022 o governo iniciará a recomposição de algumas carreiras, corrigindo distorções salariais de mais de uma década, sobretudo aquelas cujos vencimentos são os mais defasados no estado. "A nossa equipe econômica chegou a um  percentual de recomposição salarial de 15% e essa medida beneficiará mais de 35 mil servidores e servidoras, ativos e inativos", observou a governadora.

Preocupados com o aumento da taxa de ocupação de leitos em todo o estado do Rio Grande do Norte e também o aumento de casos Covid, representantes da sociedade e o governo se reuniram e escreveram uma nota conjunta com medidas preventivas importantes no combate à pandemia, sob o comando da governadora Fátima Bezerra. O indicador composto, parâmetro utilizado para dar cor ao mapa do RN tem mostrado o estado mais amarelo e isso é um sinal de alerta para o governo.

Pra finalizar, a governadora Fátima Bezerra foi convidada para participar da 26ª Conferência das Nações Unidas em Glasgow, na Escócia, para falar sobre democracia, gênero e energias.

Ressalte-se que nunca na história política do Rio Grande do Norte um governador (a) foi convidado (a) para participar de um evento de tamanha importância. 

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Faça o que eu digo não faça o que eu faço

Carlos Alberto,

O ditado popular "faça o que eu digo não faça o que eu faço" se aplica bem ao presidente Jair Messias Bolsonaro. Na campanha presidencial Bolsonaro e bolsonaristas usaram as redes sociais para espalhar mentiras, inclusive existem inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o assunto.

Bolsonaro disse em campanha, por exemplo, que jamais iria fazer a "velha política". Mentira, Bolsonaro se aliou ao centrão para se sustentar no poder e não sofrer impeachment. O seu maior aliado é o presidente da Câmara, Arhur Lira, que está sentado sobre mais de 100 pedidos para abertura de processo de impedimento do presidente e já afirmou e reafirmou que não irá colocar nenhum em pauta.

Bolsonaro afirmou em campanha que no seu governo não iria ter corrupção. No entanto, a CPI da Covid provou o contrário, com o Ministério da Saúde merecendo uma atenção especial sobre o assunto, inclusive, o relatório do colegiado pede o indiciamento do presidente e mais três filhos por vários crimes.

Bolsonaro tencionava acabar com o Bolsa Família, um programa que atende a mais de 14 milhões de famílias carentes criado no governo Lula, mas voltou atrás. O governo vai apenas mudar de nome passando a ser chamado de Auxílio Brasil que promete pagar R$ 400 por família/mês até dezembro do próximo ano, ou seja, até após as eleições presidenciais quando Bolsonaro espera se reeleger e aí, sim, quem sabe, acabar com o benefício. Com aprovação em queda Bolsonaro quer que vigore o novo valor a partir do próximo mês até o final do ano eleitoral.

Como se observa, três mentiras foram amplamente divulgadas pelo então candidato, Jair Bolsonaro, na campanha eleitoral passada para à Presidência da República, e que agora estão vindo abaixo: a mentira de que não iria fazer a velha política, a mentira de que iria acabar com a corrupção e a mentira de que iria acabar com o Bolsa Família.

Portanto, caro leitor/eleitor não se deixe iludir pelas falsas promessas de campanha para não cair no conto do vigário. No governo Bolsonaro a velha política continua existindo, a corrupção continua prevalecendo e o Bolsa Família não acabou nem vai acabar, apenas mudará de nome.

E, Bolsonaro, se for mesmo candidato a reeleição não terá discurso!

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A que ponto a insensatez humana pode chegar

Carlos Alberto,

Um bolsonarista, em São Paulo, comprou no domingo (17) todas as edições da revista Istoé numa banca para gravar um vídeo rasgando as publicações que estampa na capa uma foto de Jair Bolsonaro com um "bigode" pintado numa alusão ao nazista Adfolf Hitler e com a manchete "As práticas abomináveis do mercador da morte".

Não vou entrar no mérito da reportagem. Vou me deter na ação insana do indivíduo que saiu de sua casa para ir a uma banca de revistas e desembolsar R$ 60 para comprar todas as quatro publicações disponíveis naquele estabelecimento, depois fazer um vídeo rasgando as revistas e publicar na Internet.

O fato gerou repercussão nas redes sociais. “Que tática inteligente”, ironizaram os internautas.

"O bolsominion é muito burro, pagou $60,00 reais por quatro revistas, kkkk dando lucro pra IstoÉ, eu aconselho que todas as revistas façam o mesmo, rapidinho esgota!", ironizou outro internauta.

"Eu vou ajudar a ele. Fiz um levantamento nas 35 bancas da minha cidade há um estoque de 120 revistas. Manda o pix de 1.788,00 para mim que vou comprar todas e envio para ele. Manda o pix aí otário", pontuou outro internauta.

Francamente, por mais que o militante bolsonarista queira ajudar o presidente comprando quatro revistas numa banca de jornal na tentativa de ninguém ler a reportagem, ele só fez despertar o interesse das pessoas na matéria.

O retorno da fome no país já é uma realidade. Estão cada vez mais comuns cenas de brasileiros recorrendo a ossos e outras partes do boi que seriam descartadas para se alimentar.  A inflação registrada somente em relação às carnes frescas, no período de julho de 2020 a junho de 2021, foi de 38%, segundo o acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Relatório da FAO, organização da ONU para alimentação e agricultura, divulgado em julho último revelou que dobrou o número de brasileiros que passam fome desde 2018.

Sendo assim, melhor seria este Sr que comprou quatro Istoé pra depois rasgar, ter doado os R$ 60 a uma pessoa necessitada, ao menos teria feito uma boa ação diante da fome que assola o país. 

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A monetização na internet propiciou o jornalismo de ocasião

Carlos Alberto,

Não sou contra se ganhar dinheiro como jornalista editando portais, até porque jornalista é um profissional e como tal tem direito ao seu ganha pão. Ocorre que, a profissão de jornalista se prostituiu, qualquer um hoje se diz jornalista e coloca um site, um blog, seja lá o que for, para ganhar dinheiro com a monetização da internet. Basta que o seu canal tenha tantos acessos, muitas vezes por robôs, e, pronto: tá feita a sua renda mensal, em alguns casos plantando mentiras.

Sou do tempo em que a profissão de jornalista era levada a sério. A imprensa era respeitada, hoje isso não ocorre mais. As pessoas dão mais credibilidade ao que se publica em sites e blogs mercantilistas que visam o $ e nas redes sociais que plantam mentiras do que escreve um Jornalista profissional. Sim, Jornalista com J maiúsculo.

Outro dia li um texto assinado por Claudio Odri, jornalista e professor de história, sob o título "A ignorância democrática das redes e o jornalismo de ocasião" em que dizia que, "andamos indignados com a situação do país e decepcionados com nossos representantes. Sobram denúncias e isto não é novidade. A diferença é que agora as provas aparecem. Seja porque a Justiça está "mais competente" ou os corruptos "menos zelosos", o fato é que processos se transformam em denúncias e viram inquéritos. Alguns, transitados e julgados, resultam em prisões.

Perdidos nesse cenário estão os meios de comunicação que tentam capturar a indignação popular. Ao interpretar os anseios populares abrem mão da sua função primordial que é informar. Antes, para produzir sua matéria-prima, a notícia, havia um processo de pesquisa, levantamento de dados, checagem de fontes, ouvir contraditórios e opiniões divergentes para nos auxiliar na formação de um ponto de vista crítico e construtivo sobre a realidade. Não é mais assim. Todos tem opinião que não passa de palpite."

Certamente o que disse Odri em seu artigo tem a ver com o que ocorre hoje, ou seja, o jornalismo deixou de ter sua função, que é o de apurar a matéria e com isso a profissão abriu espaço para a "prostituição". Prova maior disso foi o que disse o jornalista investigativo Joaquim de Carvalho, que produziu um documentário sobre a farsa da facada em Bolsonaro na campanha à Presidência da República para a TV 247, um canal independente que incomoda a mídia tradicional fazendo um jornalismo sério como nos bons tempos.

Ao ter o seu documentário criticado por parte de alguns colegas, Joaquim de Carvalho disse: "os veículos de imprensa comerciais “perderam o senso ético na prática do bom  jornalismo. Os jornais não têm mais o monopólio da palavra".

Daí volto a repetir que o jornalismo de ocasião se aproveitou disso. Hoje, qualquer um se acha no direito de ser jornalista, a profissão se prostituiu de uma forma tal com o advento da internet que as fake news têm mais credibilidade do que uma reportagem apurada como se aprende ou se aprendeu nos bancos de faculdade.

Blogs e sites são criados para servir de interesses políticos, muitas vezes maculando a reputação de adversários.

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, a jornalista filipina Maria Ressa acusou o Facebook de ser uma ameaça à democracia. Segundo ela, a empresa de Mark Zuckerberg falha em proteger seus usuários contra a disseminação do ódio e a desinformação, além de ser “tendenciosa contra os fatos”.

O Facebook se tornou o maior distribuidor de notícias do mundo e “ainda assim é tendencioso contra os fatos, é tendencioso contra o jornalismo”, disse Ressa.

A chefe do portal de notícias Rappler tem sido alvo de intensa campanha de ódio dos apoiadores do presidente filipino Rodrigo Duterte. “Estes ataques online nas mídias sociais têm um propósito. Eles são direcionados e usados como uma arma”, disse a ex-jornalista, que trabalhou na CNN Filipinas. As apurações do portal Rappler têm exposto a guerra de Duterte contra as drogas, com execuções extrajudiciais. 

Os filipinos estão no topo do mundo no tempo gasto em mídia social, de acordo com estudos de 2021 realizados por empresas de gerenciamento de mídia social.

Procurado para comentar as observações da Ressa, um porta-voz do Facebook disse que a empresa investe na remoção e na redução de visibilidade de conteúdo nocivo.

É fato que as informações que chegam as redes precisam tem um maior rigor no que diz respeito a sua credibilidade. Já houve um certo avanço, mas ainda é muito pouco.

Pelo fim do jornalismo de ocasião, pelo fim da prostituição no jornalismo, pelo bem da informação com credibilidade. A democracia agradece!



Falta de decoro: marca maior dos bolsonaristas

Carlos Alberto,

Por falta de argumento que possa convencer seus eleitores é comum parlamentares bolsonaristas se utilizarem de palavras chulas para tentar desqualificar adversários políticos. É o caso do deputado estadual Cel Azevedo (PSC), que merece ir à comissão de Ética da Assembleia Legislativa por faltar com decoro parlamentar agredindo acintosamente a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT)

De forma desrespeitosa e grosseira, usando palavras chulas e sendo até homofóbico, por não ter argumentos, repito, o deputado-militar se dirigiu a governadora Fátima Bezerra dizendo que "a governadora insiste em fazer menino com o pinto dos outros". Azevedo se refere ao fato de Fátima Bezerra ter distribuído viaturas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros. O parlamentar disse que são veículos comprados pelo governo federal e doados aos estados, e que Fátima estaria se aproveitando da situação como
se fossem resultados de ações do seu governo.

Esquece o "nobre deputado" que o governo federal compra as viaturas com dinheiro do contribuinte, inclusive, dinheiro do contribuinte do Rio Grande do Norte. Lembro também ao "nobre deputado" que o Brasil tem um sistema federativo e o princípio federativo presidencialista pressupõe a partilha da União com os entes federativos. O Cel Azevedo como militar e deputado deveria saber disso, mas parece desconhecer o princípio federativo.

Contudo, é comum vermos bolsonaristas destilando ódio por falta de argumentos. É um reflexo do presidente que temos, sem a devida compostura que o cargo exige. Lamentavelmente o nosso país vive um momento dos mais tristes da história republicana. Com mais de meio milhão de pessoas mortas por Covid, resultado do negacionismo de Bolsonaro, inflação galopante, desemprego crescente, devastação da Amazônia, corrupção, enfim, um desastre total e ainda temos que aturar a falta de decoro de certos políticos.

Confira aqui o que disse o deputado Cel Azevedo publicado no Blog do BG

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Não é mágica, é gestão mesmo

Carlos Alberto,

Dias atrás a governadora do Rio Grande do Norte, professora Fátima Bezerra, do PT, publicou um artigo no jornal Tribuna do Norte sob o título: Não é milagre, é gestão". Agora, quando o seu governo completa mil dias, é hora de dizer "Não é mágica, é gestão mesmo".

Muitos podem até discordar, mas a gestão da professora Fátima Bezerra está fazendo o diferencial a começar por colocar o salário em dia do funcionalismo público, pago dentro do mês desde o primeiro dia de seu governo. O que uns dirão, certamente: mas isso é obrigação de todo governo! Concordo, só que os últimos governos não fizeram a lição de casa e atrasaram o pagamento dos servidores públicos. Ressalte-se que se não fosse o salário em dia dos servidores, coisa sagrada, a crise pandêmica da Covid-19 no estado poderia está bem ´pior.

Devo dizer ainda que a gestão Fátima Bezerra vem cumprindo com os compromissos assumidos em campanha, tais quais o próprio salário em dia, o pagamento do passivo atrasado do governo Robinson Faria - pai do ministro das Comunicações, Fábio Faria, ´ -pretenso candidato ao Senado que vive a plantar fake news contra o governo petista -, ressaltando que parte desse passivo já foi liquidado e outra parte já tem agenda para pagamento, retomada das obras deixadas por governos passados, como o hospital da Mulher em Mossoró, a reforma do Teatro Alberto Maranhão, reforma do Papódromo, reforma de escolas, etc e tal.

Na área da saúde, que pra mim Fátima Bezerra pode ser considerada a "governadora da Saúde", a petista equipou os hospitais da rede pública estadual com UTIs para pacientes covid que, como bem disse em entrevista à InterTV Cabugi, a promotora da Saúde, Iara Pinheiro, aos UTIs covid servirão como um legado para a rede pública hospitalar do estado. Saliente-se que Iara Pinheiro fez essa declaração na semana em que a governadora decidiu trocar o hospital de Campanha a ser instalado em Natal e que só serviria a pacientes covid da Grande Natal, por instalar as UTIs no interior.

A gestão Fátima Bezerra tem sob controle o combate a pandemia, colocando o Rio Grande do Norte sempre numa situação estável em números de casos registrados e de óbitos, além de intensificar a vacinação, conforme noticia sempre o Consórcio de Mídias, tendo sido o primeiro estado da Federação a implantar um Protocolo Covid logo no início da pandemia, tão logo foram registrados casos no Brasil.

Ainda sobre o combate à pandemia, no início de agosto último, o secretário executivo-adjunto do Ministério da Saúde, Alessandro Vasconcelos, ao participar, em Natal, de uma reunião para avaliar o cenário atual da pandemia no Rio Grande do Norte, elogiou o trabalho do governo Fátima e disse ter orgulho de ser potiguar. “Acompanho de perto o Regula RN e o caminho de reestruturação, o acompanhamento do fluxo de pacientes e o uso racional de recursos do estado do Rio Grande do Norte salvou muitas vidas. Tenho muito orgulho do meu estado. Tenho muito orgulho de saber que minha família é cuidada por vocês, sei que estão em boas mãos”, observou.

Fátima Bezerra também cumpre outro compromisso de campanha que foi o de instalar nas regiões do estado os consórcios interfederativos de saúde. Projeto exitoso instalado no vizinho estado do Ceará. Os primeiros a serem implantados serão em Açu, na Região do Vale, e em Caicó, Região Seridó. Em novembro do ano passado, a governadora sancionou a lei que institui e disciplina os Consórcios Interfederativos de Saúde no Rio Grande do Norte (Lei nº 10.798/2020), proposta pela administração estadual e aprovada pela Assembleia Legislativa.

Mas não só na área da saúde a gestão Fátima Trabalha. O maior programa para reestruturação e fortalecimento da educação no Rio Grande do Norte foi lançado pela governadora professora Fátima Bezerra. O “Programa Nova Escola Potiguar” reúne várias ações estruturantes que iniciam um novo momento da educação estadual. O investimento será de R$ 400 milhões em construção física de novas escolas, reformas, aquisição de equipamentos, capacitação e formação continuada dos educadores, e redução do analfabetismo.

A governadora Fátima Bezerra lembrou que a melhor forma de homenagear o educador Paulo Freire, que se vivo fosse teria completado 100 anos, foi com o projeto da Nova Escola Potiguar – a criação dos institutos estaduais de educação profissional, tecnologia e inovação do Rio Grande do Norte, os IERNs. Um investimento que reúne um conjunto de ações estruturantes que marcarão um novo momento da educação estadual no RN – assim como o foi quando lutou incansavelmente pela implementação dos IFRNs no Estado.

Enfim, o espaço não caberia para dizer das tantas ações que o governo da petista Fátima Bezerra tem feito pelo Rio Grande do Norte e em benefício do povo potiguar. São inúmeros os projetos nas áreas social, econômica e política. Daí repetir, sem medo de ser feliz, que, "Não é mágica, é gestão mesmo" .

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Documentário jogou luzes sobre pontos obscuros de um episódio controverso da campanha eleitoral de 2018

Carlos Alberto,

Em que pese a mídia corporativa colocar dúvidas no documentário “Bolsonaro e Adélio, uma fakeada no coração do Brasil”, produzido pelo jornalista investigativo Joaquim de Carvalho, do portal Brasil 247, e levado ao ar na TV 247 e no YouTube, já tendo alcançado mais de 1 milhão de visualizações desde que foi lançado, fato é que o documentário jogou
luzes sobre pontos obscuros de um episódio controverso da campanha eleitoral de 2018, que foi a suposta facada em Jair Messias Bolsonaro.

Joaquim de Carvalho foi enfático ao rebater os ataques da mídia tradicional ao seu trabalho jornalistico investigativo: “Os jornais não têm mais o monopólio da palavra” e apontou que novos veículos midiáticos conseguem “furar a bolha”, como no caso da TV 247. Ele ainda destacou que os veículos de imprensa comerciais “perderam o senso ético na prática do bom  jornalismo”.

O experiente jornalista Alex Solnik, do portal Diário do Centro do Mundo (DCM), que já atuou no Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete escreveu que, “independentemente da motivação e da natureza das críticas – algumas nitidamente enviesadas e de índole duvidosa –, o dado concreto é que o documentário tem um valor em si mesmo nestes tempos em que a distopia, a mentira, a mistificação e a falsificação da realidade são recursos instrumentais de um projeto de dominação e poder”.

E completou:

“Por isso, em caso de dúvida, investigue-se. E, no caso da suposta facada, não faltam dúvidas, contradições, lacunas e coincidências que precisam ser apuradas para se alcançar a real verdade acerca deste fato”.

Alex Solnik vai mais além. Segundo o jornalista, “é preciso anotar um benefício colateral do documentário do Joaquim de Carvalho: o de manter vivos na memória pública outros episódios que, assim como a suposta facada, são recobertos de mistério, sigilo e opacidade, como alguns deles a abaixo relembrados”:

1. o tráfico internacional de 39 Kg de cocaína por sargento da Aeronáutica em avião da frota presidencial da FAB [25/6/2019].

O general Augusto Heleno, do GSI, o órgão responsável pela segurança presidencial, chegou a lamentar a “falta de sorte ter acontecido justamente na hora de um evento internacional [sic] [aqui];

2. o atentado terrorista perpetrado por bando bolsonarista contra a sede do Porta dos Fundos. O ato, ocorrido na noite de 24 de dezembro de 2019, foi o 1º atentado a bombas perpetrado pela extrema-direita desde o fim da ditadura.

Um dos criminosos [Eduardo Fauzi], filiado ao mesmo PSL do Bolsonaro, fugiu do país para a Rússia e não foi extraditado [aqui e aqui];

3. a execução [ou “queima de arquivo?”], em 9 de fevereiro de 2020, de Adriano da Nóbrega, miliciano do esquema do clã dos Bolsonaro, cujas mãe e ex-esposa faziam parte da engrenagem de peculato [“rachadinha”] do gabinete de Flávio Bolsonaro. Muitos mistérios, coincidências e pontos obscuros rondam este caso [aqui – enigmas da morte do miliciano ligado aos Bolsonaro]:

– Adriano tinha contra si uma ordem de captura internacional da Interpol desde janeiro de 2019. Apesar disso, porém, em 31/1/2020 [9 dias antes da execução] o então ministro da Justiça Sérgio Moro o excluiu da lista de bandidos mais procurados do país. Terá sido uma arapuca para o miliciano relaxar a segurança e facilitar sua localização? [aqui];

– Adriano era um alvo fácil para ser capturado com vida, mas foi executado: estava numa chácara isolada, sozinho, sem comparsas, sem munições, com arsenal limitado [1 revolver, 1 pistola 9 mm e 2 espingardas enferrujadas], sitiado no interior de uma pequena casa e cercado de dezenas de policiais armados e equipados. O advogado de Adriano declarou que ele sabia que era alvo de queima de arquivo;

– o proprietário do imóvel onde Adriano foi executado na cidade baiana de Esplanada, distante 155 km da capital Salvador, é um vereador do PSL, do mesmo partido pelo qual Bolsonaro foi eleito;

– o filho presidencial Eduardo Bolsonaro visitava Salvador pela 1ª vez em quase 40 anos de vida justo no exato dia em que o miliciano foi executado. Segundo publicou na rede social naquele 9 de fevereiro, “Satisfação conhecer Salvador com @alexandrealeluia” [aqui];

– gravações telefônicas autorizadas mostram que durante a fuga de Adriano, comparsas da rede de proteção dele fizeram contato com um pessoa tratada como “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro” – que o MP/RJ deduz tratar-se das sedes dos palácios do Planalto e Alvorada, que possuem fachadas inteiras de vidro [aqui];

– os conteúdos e os nomes dos contatos constantes nos 17 aparelhos celulares que pertenciam ao miliciano, apesar de fundamentais para desvelar as conexões do criminoso, continuam guardados a 7 chaves;

4. o esconderijo de Fabrício Queiroz, comparsa e capataz do clã dos Bolsonaro, na casa do advogado Frederick Wassef;

5. o assassinato da Marielle, cuja investigação é bastante tortuosa e tumultuada, e que envolve muitos aspectos nebulosos:

– o isolamento absoluto e a incomunicabilidade total de Ronnie Lessa – assassino da Marielle e vizinho de Jair e Carlos Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra;

– a presença de Carlos Bolsonaro no Vivendas da Barra [e não em sessão da Câmara de Vereadores, como alegado] na tarde de 14 de março de 2018, no mesmo momento em que os assassinos da Marielle – Ronnie Lessa e Élcio Queiroz – ultimavam os preparativos do crime;

– o sumiço das gravações do interfone e a “saída do ar”, para não dizer desaparecimento, do porteiro do condomínio Vivendas da Barra.

Minha observação: é preciso que os repórteres da mídia corporativa deixem os assentos das cadeiras de redação, confortavelmente instalados em grandes salas com ar-condicionado, apurando as notícias pelo celular ou mandando e-mails com perguntas para serem respondidas sem questionamentos, e ir às ruas apurar o fato, como fez o experiente jornalista Joaquim de Carvalho.

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A farsa da facada vem à tona

Carlos Alberto,

O repórter investigativo Joaquim de Carvalho, do portal Brasil 247, foi a Juiz de Fora, Montes Claros e Florianápolis para apurar o caso que mudou a história do Brasil. A versão oficial tem mentiras e muitas pistas não foram seguidas. O caso precisa ser reaberto e o vereador Carlos Bolsonaro investigado.

Sempre disse que a “facada” em Jair Messias Bolsonaro, às vésperas dos debates na campanha à Presidência da República, era uma farsa para que Bolsonaro não fosse aos eventos, até porque não tem preparo. Depoimentos de eis aliados como o do deputado Gustavo Bebiano, ex-secretário-geral da Presidência (já falecido), do deputado Alexandre Frota e da deputada
Joyce Hasselmann, já levavam à minha desconfiança, sem falar que que a “facada” não produziu uma gora de sangue, sequer.

Em janeiro de 2020, o jornalista Luiz Nassif, em comentário no Jornal GGN (YouTube) já levantava suspeitas sobre o suposto atentado. Confira aqui. Agora já não restam mais dúvidas com o documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil” produzido pela TV Brasil 247, conduzido e editado pelo experiente jornalista Joaquim de Carvalho.

O documentário é inconteste e mostra que o inquérito da Polícia Federal não seguiu a linha do auto atentado, apesar de existirem evidências nesse sentido.

Logo depois da facada ou suposta facada em Juiz de Fora, houve um movimento que parece sincronizado para associar Adélio à ideologia de esquerda.

Esse movimento resultou na publicação de notas na imprensa que mostravam Adélio em um protesto pela renúncia de Temer em maio de 2018 e a informação pela Câmara dos Deputados de que Adélio visitou o parlamento em agosto de 2013.

O que a imprensa não contou é que o protesto tinha sido organizado por um militante bolsonarista e Adélio já não participava do PSOL quando entrou na Câmara.

Outro fato intrigante é que Jair Bolsonaro usou parte da verba em emendas a que tinha direito como deputado federal para destinar R$ 2 milhões para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, em Minas Gerais. O hospital atendeu Bolsonaro — à época presidenciável — após ele ter sido “esfaqueado” no início de setembro durante um ato de campanha no Centro da cidade mineira.

O deputado Alexandre Frota disse ao portal Brasil 247 que Bolsonaro tinha um câncer no intestino, benigno, e precisava operar. “Juntou a fome com a vontade de comer e ganhou a eleição, de 8 segundos de TV passou a ter 24 horas”.

Em tempo: ao leitor interessado em conhecer como se deu a farsa da facada sugiro ver o documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil”, clicando aqui



O que as instituições estão esperando para dar um basta em Bolsonaro?

Carlos Alberto,

Das duas uma: ou as instituições estão esperando o momento certo para dar um cheque-mate em Bolsonaro, ou o capitão tem a proteção de forças ocultas que lhe garantem manter-se no poder. O país atravessa uma grave crise política e institucional com reflexos na economia. Inflação galopante, investidores deixando o país devido a insegurança jurídica em face da crise, a Amazônia sendo devastada, estatais vendidas a preços de banana, pandemia que ainda não está sob controle em função do atraso na compra de vacinas, e uma CPI que a cada semana são revelados esquemas de superfaturamento e corrupção envolvendo pessoas do governo na compra de imunizantes e insumos para o combate a Covid-19.

Bolsonaro, desesperado, promove motociatas com dinheiro público e convoca para atos públicos contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e incita seus seguidores. O próprio presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou​ um vídeo pedindo o brasileiro que “não se deixe convencer por quem agride os Poderes Legislativo e Judiciário”.

“A participação cidadã na política, reivindicando direitos com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a democracia. Por isso, não se deixe convencer por quem agride os Poderes Legislativo e o Judiciário. A existência de três Poderes impede o totalitarismo, fortalecendo a liberdade de cada pessoa”, afirmou dom Walmor de Azevedo. Confira clicando aqui.

Os seguidores de Bolsonaro, movidos pelo ódio, insistem em defender o indefensável: O aumento da fome e do desemprego? O aumento dos combustíveis e dos alimentos? Da crise energética? Das mansões compradas por seus filhos em Brasília com dinheiro das rachadinhas, a valores absurdos ou da impunidade do presidente e do seu clã? Da violência que aumenta cada vez mais no país? São essas as bandeiras de defesa dos bolsonaristas, de um presidente que prometeu acabar com a corrupção e até agora o que se viu foi exatamente o contrário. Assim como disse que não iria fazer a velha política e se aliou ao pior do que há na política, o centrão, para se manter no poder.

Ora, ora, ora, caro leitor, tá mais do que na hora de dar um Fora Bolsonaro antes que seja tarde demais.

A conferir!

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