Data Venia Sr presidente, mas o governo do Sr acabou

Carlos Alberto,

O governo Jair Bolsonaro acabou literalmente. Um governo da ilegalidade que não se sustenta numa reunião ministerial, onde era pra se discutir os problemas do Brasil e procurar soluções, acabou virando uma comédia pastelão, onde ao menos 34 palavrões saíram da boca do presidente para reclamar principalmente que não recebia relatórios dos órgãos de informações do seu governo, mais precisamente da Polícia Federal.

Clara e abertamente o Messias disse na reunião a seus asseclas que queria armar a população para que ela possa se defender contra uma possível "ditadura". Ou as menções foram à formação de milícias fascistas armadas para reagirem à políticas públicas que lhes desagradem. A declaração do presidente foi muito grave, uma ameaça a democracia brasileira.

E o fato de que ele não iria deixar o clã se "fuder" e que para isso tinha o seu canal de informantes particular, que segundo o próprio atua melhor do que os´órgãos de informação de seu governo? A bem da verdade, o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), coordenado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), recebeu um total de 1.272 relatórios de inteligência produzidos por diversos órgãos do governo nos anos de 2019 e 2020. Esses relatórios são usados para repassar informações estratégicas ao Palácio do Planalto para ajudar na tomada de decisões. Claro, o Messias queria informações sobre o seu clã, óbviamente, em supostas investigações.

E os desmentidos frequentes sobre a sua interferência na Polícia Federal, que o Messias disse que no fatídico vídeo sobre a reunião ministerial não iria ficar provado nada. Como assim cara pálida? O presidente decidiu tirar Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal e avisou o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, horas antes da reunião ministerial de 22 de abril. É o que apontam mensagens trocadas entre Bolsonaro e Moro no início daquele dia. As mensagens integram o inquérito que apura supostas tentativas do presidente de tentar interferir na PF.

O Messias mostrou também na reunião com os asseclas como se deve agir para proteger os amigos:

" E assim nós devemos agir, como tava discutindo agora. O Iphan, não é? Tá la vinculado à Cultura. Eu fiz a cagada em escolher, nu ... não escolher uma, uma pessoa que tivesse o ... também um outro perfil. E uma excelente pessoa que tá lá, tá? Mas tinha que ter um outro perfil também. O Iphan para qualquer obra do Brasil, como para a do Luciano Hang. Enquanto tá lá um cocô petrificado de índio, para a obra, pô! Para a obra. O que que tem que fazer? Alguém do Iphan que resolva o assunto, né? E assim nós temos que proceder", afirmou o presidente.

Data Venia Sr presidente, mas nem o Sr merece ocupar a cadeira de presidente da República, nem tampouco os seus ministros merecem os cargos que têm. Olhem o que pregaram na reunião dita ministerial:

A "Maria Louca da República", se comparada a do Império é bem pior; quer
prender governadores e prefeitos. Paulo Guedes, o ministro da Economia que só pensa em privatização, inclusive, privatizar o Banco do Brasil, quer salvar os grandes empresários prejudicados com a pandemia da Covid-19 e mandar os médios e pequenos as favas. Aos servidores públicos ele manda bananas, tal qual o seu chefe.

Weintraub, ministro da Educação - será mesmo? - revela racismo aberto, ofende os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chamando-os de vagabundos. E Ricardo Salles, o ministro destruidor de florestas, revela toda a razão cínica que o populismo de direita de Bolsonaro tenta ocultar com seu proselitismo ativista.

Pra não ficar só na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril, que é o Dia do Descobrimento do Brasil, mas que pode ser chamado agora também do Dia da Ilegalidade, tamanha as ilegalidades colocadas nesta reunião, cito um fato que considero tão grave ou até maior do que já foi dito aqui. Me reporto a uma declaração do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que em entrevista publicada na imprensa na semana passada disse que "Bolsonaro quis alterar a bula da Cloroquina".

“Me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista. […] E a ideia que eles tinham era de alterar a bula do medicamento na Anvisa, colocando na bula indicação para Covid”, afirmou Mandetta. 

A cloroquina ganhou destaque no noticiário nacional, após ser defendida por Bolsonaro. A Apsen é a empresa farmacêutica responsável pela produção do remédio composto por hidroxicloroquina e tem como dono um eleitor bolsonarista, o empresário Renato Spallicci.

Ah, antes que esqueça: a jornalista Andréia Sadi informou em seu blog que o empresário Paulo Marinho lhe disse que tenta recuperar um antigo celular do ex-ministro Gustavo Bebianno, morto por infarto em março. O aparelho está nos Estados Unidos e guarda informações de um ano e meio da coordenação de campanha de 2018 do presidente Jair Bolsonaro

"Esse celular tem registros de conversas dele durante um ano e meio de convívio da campanha, entre ele e todas as pessoas que participaram da campanha", disse. "Eu não posso te dizer o que tem, até porque eu não tenho conhecimento, mas eu quero resgatar esse telefone, até pra saber o que tem ali, para acabar com essa dúvida, que é sua e que é minha também."

Paulo Marinho prestou depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, na semana passada, depois de afirmar que o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, foi avisado por um delegado da PF de que seu assessor, Fabrício Queiroz, seria alvo de uma operação policial. Isso na campanha eleitoral de 2018.

O empresário disse também que a ação foi adiada para que não deixasse a família em evidência em período eleitoral. Hoje, Marinho rompeu com o clã Bolsonaro e é pré-candidato do PSDB à prefeitura do Rio.

A conferir!

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Cloroquina pra quem tem transtorno pisicótico

Carlos Alberto,

 "Cloroquina, cloroquina, cloroquina lá do SUS, eu sei que tu me salvas em nome de Jesus", cantaram os apoiadores do Messias que levam o ódio no coração e sofrem de transtorno psicótico. Bolsonaro, não esqueçamos, é defensor intransigente do uso da cloroquina pra combater o coronavírus.

Assim, como Bolsonaro, seu discípulo, Trump insiste em fazer publicidade de um remédio específico como a cura para o Covid-19, embora médicos e pesquisadores tenham dúvidas sobre a utilidade do remédio ou seus efeitos colaterais em pacientes da doença.

Aliás, o jornal americano The New York Times investiga relações de Trump com laboratórios de cloroquina. Se a hidroxicloroquina se tornar um tratamento aceito, várias empresas farmacêuticas terão lucro, incluindo acionistas e executivos seniores com conexões com o presidente americano. O próprio Trump tem interesse financeiro pessoal na Sanofi, a farmacêutica francesa que fabrica o remédio.

Aqui no Brasil os fanáticos seguidores de Jair Messias Bolsonaro agora também levantam a bandeira da cloroquina e quem é contra é comunista. Dois ministros da Saúde já caíram fora do governo por discordar do Messias - Luis Henrique Mandetta e Nelson Teich - enquanto o país vê o número de vítimas da Covid-19 aumentar diariamente.

Nos bastidores, porém, auxiliares do presidente admitem que a ideia é que o general Pazuello, que ocupa interinamente a pasta da Saúde, assine a mudança no protocolo da cloroquina - como quer Bolsonaro - pois o governo tem sido alertado de que nenhum médico de renome concordará com a ideia.

É como bem disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, na sua conta pessoal no twitter: "a saída de dois ministros da saúde em menos de um mês e, o mais grave, em plena pandemia, nos deixa estarrecidos e preocupados com o futuro do nosso país. O que está acontecendo no Brasil não se vê em lugar nenhum do mundo: um governo mergulhado em uma crise política e que deixa em segundo plano, o que deveria ser seu principal dever no momento: o cuidado e a proteção com a saúde das pessoas".

Repito o que já dissera em artigo aqui na coluna:neste momento se faz necessário, mais do que nunca, alertar a população da importância da mudança comportamental ficando em casa e saindo a rua em caso de extrema necessidade. Percebe-se claramente que nos últimos dias houve um relaxamento no isolamento. Não é hora pra isso. Desacreditar os estudos realizados por especialistas é um desserviço à sociedade, como alguns vêm fazendo e até “jornalistas” que têm o papel fundamental, neste momento, de esclarecer a população sobre os perigos desse vírus que tem levado milhares a morte em todo o mundo.

Fingir que está tudo sob controle e debochar de estudos sérios com base científica, quando se percebe que o número de casos confirmados da Covid-19 aumenta em todo o país e, claro, também no Rio Grande do Norte, só faz sustentar o argumento de que a doença não passa de “uma gripezinha”, enquanto o coronavírus se alastra por todo o planeta.

Deixem os que sofrem de transtorno psicótico defenderem a cloraquina como prega o Messias deles. Hoje o remédio mais eficaz para evitar a contaminação é o isolamento social. Aliás, evitar a contaminação do coronavírus e dos que sofrem de transtorno psicótico, a bem da verdade.

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'Trabalhar é preciso, viver não é preciso'

Carlos Alberto,

Pelo o que diz, pensa e age o presidente Jair Bolsonaro, "trabalhar é preciso, viver não é preciso". Prova maior disso é que dois dias após o Brasil ultrapassar a casa das 10 mil mortes por coronavírus, já atingindo o patamar de mais de 11 mil óbitos, Jair Messias Bolsonaro, sem consultar, sequer, o ministro da Saúde, Nelson Teich, baixou decreto incluindo academias, salões e barbearias nos serviços essenciais, ou seja, que podem abrir.

Governadores reagem e afirmam que nada muda nas políticas de restrições em seus estados, respaldados por decisão anterior do STF (Supremo Tribunal Federal), que delegou aos estados decidir sobre o fim do isolamento social. Ainda bem que existem governantes coerentes e que pensam na vida das pessoas como prioridade número um, mesmo deixando de arrecadar impostos.

Exemplo disso é a governadora Fátima Bezerra (PT) que tem responsabilidade e quer preservar a vida do povo do Rio Grande do Norte com os decretos que determinam o isolamento social.  Aliás, o Rio Grande do Norte já ultrapassou os 90 óbitos por Covid-19, isso em apenas dois meses e se não fosse o isolamento social certamente a situação seria igual ou pior do que estados como Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ninguém se iluda porque não existe vacina contra a Covid-19, a melhor e mais eficaz imunização neste momento é o distanciamento das pessoas, até porque a criação de uma vacina específica para imunizar a população mundial ainda está em estudos e demanda um certo tempo. Até lá o isolamento social é a melhor maneira para se evitar o contágio segundo médicos e especialistas. Ignorância se pensar o contrário.

Não nos deixemos tomar conta pelo transtorno psicótico, este sim, talvez uma doença pior do que a Covid-19. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia alertado que a pandemia do novo coronavírus está desencadeando “um tsunami de ódio e xenofobia”. Ele fez um apelo para que as pessoas iniciem um “esforço total para acabar com o discurso de ódio globalmente”.

Infelizmente o "Capitão Covid" defende "o trabalho a vida" e acha que ir para a academia neste momento é "saudável". Esquece que uma academia é fechada com ar-condicionado e onde há aglomeração de pessoas.

Como diz a letra de Blowin' In The Wind, de Bob Dylan:

"Quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Até que ele possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter
Até que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento
A resposta está soprando ao vento

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Bolsonaro, Moro e Judas Iscariotes. Quem traiu quem?

Carlos Alberto,

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, conheceu nos últimos dias que não existe negociação entre patrão e empregado. Ao trocar 22 anos de magistratura por um cargo de primeiro escalão no governo Bolsonaro com a "promessa" de ser indicado depois para o cargo vitalício de ministro do Supremo Tribunal Federal, Moro caiu no conto do vigário.

Primeiro, mandou prender Lula porque sabia que se Lula fosse candidato atrapalharia os planos do seu ex-patrão de chegar à Presidência da República, o que Lula numa das oitivas com o então juiz Sérgio Moro profetizou:"eu queria lhe avisar uma coisa Dr Moro. Estes mesmos que me acusam hoje, se tiverem sinais de que eu serei absolvido, prepare-se porque os ataques ao Sr vão ser muito mais fortes". Clique aqui para conferir.

Depois, vazou propositalmente a delação do ex-ministro Antonio Palocci no segundo turno das eleições de 2018 com o propósito de favorecer Jair Bolsonaro na disputa com Fernando Haddad (PT). “Ele (Moro) estava muito próximo desse movimento político, tanto que no segundo turno ele fez aquele vazamento da delação do Palocci. A quem interessava isso? Ao adversário do PT. Depois, ele aceita o convite, que é muito criticado, para ser ministro deste governo Bolsonaro, cujo adversário ele tinha prendido. Ficou uma situação muito delicada, se discute a correição ética desse gesto”, disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, em entrevista publicada no portal da revista Época.

Sérgio Moro fala em não aparelhamento da Polícia Federal, depois de ter aparelhado a instituição para conseguir a injusta condenação de Lula.
O mesmo Sérgio Moro omite que, como juiz, ligou para o então delegado da PF em Curitiba, Ricardo Valeixo, amigo e diretor exonerado da PF por Bolsonaro agora, para impedir o cumprimento do habeas corpus concedido a Lula por Rogério Favretto naquele 8 de julho de 2018. Detalhe: Sérgio Moro estava de férias.

Caso as denúncias de Moro contra Bolsonaro sejam antigas, como ele mesmo disse que iria entregar à Polícia Federal o resultado de conversas de 15 meses mantidas com Bolsonaro e gravadas no seu celular, ele sabe que o presidente estaria cometendo um crime e ele como então ministro da Justiça permitiu sem tomar nenhuma providência como oficiar ao procurador-geral da Justiça e pedir demissão, o que não o fez anteriormente.

A Polícia Federal terá 60 dias para as investigações, começando pela oitiva deste sábado (2) com Sérgio Moro, para apresentação de suas provas.

Ou constata-se os crimes denunciados por Moro, nesse caso abre-se um processo contra Bolsonaro; ou processa-se Moro por denunciação caluniosa.

Se caracterizado o crime comum, Bolsonaro será imediatamente afastado do cargo por 180 dias, se houver autorização de 2/3 da Câmara. Isto se Bolsonaro não cooptar o Centrão para livrar ele de um processo de impeachment. O velho toma lá da cá, que Bolsonato tanto "condena".

Considerando que também foi assim na eleição de 2018 e nos meses seguintes, quando o mito Lava Jato trocou alianças com o mito da nostalgia do porão da ditadura, nada impede que aliados e adversários apontem o dedo para fazer a mesma pergunta: por que só agora?

Fato é que como disse o jornalista Paulo Moreira Leite, no Jornalistas pela Democracia, "quem pariu Bolsonaro que o embale", não é Sérgio Moro?

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Por muito menos Collor e Dilma sofreram impeachment. Fora Bolsonaro!

Carlos Alberto,

Aos incautos de plantão devo dizer que por muito menos Fernando Collor de Mello e Dilma Ruosseff sofreram impeachment. Para impedir Collor de continuar presidindo o país, basicamente as alegações eram caixa 2 de campanha e a compra de um Fiat Elba pra mulher dele usando o cartão do governo.

Convenhamos que hoje em dia, se alguém desviasse dinheiro para comprar "só" uma Elbinha tava "baum dimais da conta", pois hoje em dia qualquer pontezinha aí é motivação para desvio de dinheiro.

Já o controverso impeachment de Dilma Rousseff consistiu em uma questão processual. Dilma foi condenada por crime de responsabilidade.
Membros da comissão especial do impeachment da Câmara Federal se reuniram sete vezes, pra se ter ideia, com o objetivo de responder a uma pergunta: há ou não motivo para o afastamento da presidenta Dilma Rousseff? A resposta não foi tão simples porque envolveu aspectos técnicos e, acima de tudo, políticos.

O especialista em direito tributário e professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Ricardo Lodi Ribeiro, disse na época que
nenhum dos atos apontados na peça que acusava Dilma de ter cometido pedaladas fiscais constituía crime de responsabilidade. "Falta de apoio parlamentar, impopularidade e o conjunto geral da obra não alicerça pedido de impeachment”, concluiu.

Contudo, o conjunto geral da obra de Jair Messias Bolsonaro já merece, sim, que ele seja impedido de governar o país. Em menos de uma semana, para não falar de outros abusos cometidos pelo presidente, Bolsonaro já cometeu dois crimes que por si só são motivos suficientes para a abertura de um processo na Câmara para o impeachment. Há de salientar que já existem sete processos que o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, anda segurando não se sabe o motivo ou os motivos.

Bolsonaro participou de uma manifestação pública em que seus simpatizantes pediam o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e a volta da ditadura militar e do AI-5 (Ato Institucional número 5), que decretou o fechamento do Congresso e autorizava o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e municípios.

E agora, Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, em coletiva de imprensa, disse em claro e bom som que a mudança - na direção da Polícia Federal - era uma interferência política porque ele [Bolsonaro] pretende ter na PF alguém que lhe dê informações sobre investigações e inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal; para Moro, isso não é atribuição da Polícia Federal.

“O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da Polícia Federal”, denunciou Sérgio Moro.

Isso é crime de responsabilidade e Jair Messias Bolsonaro tem que responder por isso. Não se pode deixar impune uma pessoa que prega a volta da ditadura e que comete crime de responsabilidade tentando induzir um ministro da Justiça a colocar alguém na direção da Polícia Federal para repassar informações sigilosas a ele. Qual o interesse disso?

Da mesma forma Sérgio Moro denunciou outra ilegalidade cometida por Jair Bolsonaro e pedido dele [Moro], ou seja, receber "adicional" como forma de pensão.

Durante a coletiva, na qual anunciou a sua exoneração, o agora ex-ministro admitiu o que afirmou ter sido um “segredo”. “Tem uma única condição que eu coloquei, e que não ia revelar, iria manter o segredo. (…) Como eu estava abandonando 22 anos da magistratura, na qual contribui com a Previdência, pedi apenas que se algo me acontecesse, minha família não ficasse desamparada, sem uma pensão.”

Além de inusitado, caso confirmado, o pedido significaria uma ilegalidade. Isso porque o artigo 39 da Constituição [aqui], que trata sobre a remuneração dos servidores públicos, proíbe aos ministros de Estado “o acréscimo de qualquer gratificação, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”.

Tenho dito e repito agora mais do que nunca:

Fora Bolsonaro!

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De Covid-19, bufões e ignominiosos

Carlos Alberto,

Nestes tempos da pandemia de Covid-19 que é uma decorrência da doença respiratória aguda causada pelo Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 (SARS-CoV-2), se observa também um pandemônio de bufões e ignominiosos no Rio Grande do Norte.

Gosto sempre de repetir uma célebre frase do saudoso filósofo e escritor italiano, Umberto Eco, já falecido, de que "as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis". E completo: não só as redes sociais deram voz aos imbecis, mas também os microfones de Rádio e a telinha da TV.

Mas, Umberto Eco também dizia que “nem todas as verdades são para todos os ouvidos e nem todas as mentiras podem ser suportadas.”

Perfeito Umberto Eco!

E por que recorro ao filósofo italiano? Por um simples motivo: nestes tempos de coronavírus os bufões e ignominiosos estão arvorados em vomitar o que não sabem ou se sabem se fingem de rogados, o que é pior, brincam com a saúde do povo.

Deboches e mentiras são arrotados diariamente em redes sociais e em alguns programas "jornalísticos", com o afã de desqualificar o trabalho digno que profissionais de saúde vêm desempenhando, sem medir esforços, para salvar vidas. Eu estou falando em salvar vidas!

Até pesquisas científicas tentam desqualificar no Rio Grande do Norte, porque como já dissera em texto anterior, para alguns é melhor dissimular do que ouvir verdades. Lamentável que isso esteja ocorrendo. Diria até que por ser ano eleitoral querem transformar a Covid-19 como bandeira de campanha, e isto é porque no nosso estado o número de casos e de óbitos não chega nem perto do vizinho estado, o Ceará. Lá 100% dos leitos públicos de UTI para coronavírus estão ocupados. Imagina se a situação aqui estivesse igual ou pior do que lá?

Aqui no Rio Grande do Norte, os bufões e ignominiosos plantonistas das redes sociais e dos microfones radiofônicos e das telas de TV, criticam até o fato do governo ter pretendido montar um Hospital de Campanha, através de Chamada Pública, quando em todo o país vem se fazendo isso sem nenhum alarde. Mas, como o governo desconsiderou as propostas apresentadas por empresas concorrentes, porque estavam aquém do oferecido financeiramente e optou por assegurar leitos em instituições filantrópicas, certamente não vão faltar as línguas peçonhentas para criticar.

Estes bufões e ignominiosos não estão preocupados com a saúde do povo, querem fazer média com a doença que está matando milhões de pessoas em todo o mundo no pior estilo chanchada para uma platéia escassa de convicções. Fazem o jogo do descompromissado - pra não dizer outra coisa - presidente Jair Bolsonaro, que o jornal inglês Financial Times colocou entre os líderes mundiais que se negam a adotar medidas drásticas para combater a disseminação do coronavírus. 

*Ah, para os que não sabem: bufões, o mesmo que bobos, burlescos. E
ignominiosos, são pessoas deploráveis, infames, aviltantes, canalhas, etc e tal

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Para alguns é melhor dissimular do que ouvir verdades

Carlos Alberto,

Quando no final de março Anthony Fauci, especialista em doenças infectocontagiosas e conselheiro do presidente Donald Trump para a pandemia do novo coronavírus, afirmou que entre 100 mil e 200 mil pessoas podem morrer nos Estados Unidos vítimas da Covid-19, o mundo se espantou.

"Em função do que vemos hoje, diria que entre 100 mil e 200 mil", afirmou o doutor Fauci ao canal CNN sobre o possível número de mortes. Ele também citou "milhões de possíveis casos". 

Cauteloso, o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infectocontagiosas recordou, no entanto, que os modelos sempre são baseados em diferentes hipóteses. 

"Apresentam o pior e o melhor cenário. E geralmente a realidade fica em algum ponto intermediário", explicou. 

Contudo, a percepção do tamanho da tragédia do coronavírus na cidade de Nova York ganhou novos contornos depois que vieram à tona imagens de pessoas com trajes especiais enterrando caixões em valas comuns na última sexta-feira (10)

Me reporto ao fato, pois que no Rio Grande do Norte um grupo de especialistas da Universidade Federal (UFRN) e o médico Ricardo Volpe apresentaram estudos parecidos sobre o aumento de casos da Covid-19, levando em consideração o fato de parte da população do estado não está vivenciando uma mitigacão legítima, ou seja, quando aceita que não se pode deter a doença e trata de evitar ao máximo casos de contágio que fariam colapsar os sistemas público e privado de saúde, embora o governo já tenha baixado vários decretos para evitar que isso venha a ocorrer como aconteceu na Itália, por exemplo.

Neste momento se faz necessário, mais do que nunca, alertar a população da importância da mudança comportamental ficando em casa e saindo a rua em caso de extrema necessidade. Percebe-se claramente que nos últimos dias houve um relaxamento no isolamento. Não é hora pra isso. Desacreditar os estudos realizados por especialistas é um desserviço à sociedade, como alguns vêm fazendo e até "jornalistas" que têm o papel fundamental, neste momento, de esclarecer a população sobre os perigos desse vírus que tem levado milhares a morte em todo o mundo.

Fingir que está tudo sob controle e debochar de estudos sérios com base científica, quando se percebe que o número de casos confirmados da Covid-19 aumenta em todo o país e, claro, também no Rio Grande do Norte, só faz sustentar o argumento de que a doença não passa de "uma gripezinha", enquanto o coronavírus se alastra por todo o planeta.

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A Covid-19 não aceita radicalismo, politicagem, e muito menos mesquinharia

Carlos Alberto,

Estamos vivenciando, eu diria, um filme de ficção científica, tal a grandiosidade dessa pandemia que tomou conta do mundo sem o Planeta está preparado, nem mesmo as Nações mais ricas como os Estados Unidos.

Mas o que mais abomina é o radicalismo, a politicagem e a mesquinharia de pessoas que querem tirar proveito da doença que mata dezenas, centenas, milhões de pessoas. Não vou nem entrar em detalhes de mandatários de Nações, porque se não vão dizer que é ideologia. Mas não preciso nem citar nomes, porque a obviedade já trata de quem ou a quem me refiro.

Vou me deter ao plano local. O RN foi o primeiro Estado da Federação a elaborar um Plano de Contingência para Infecção Humana pela Covid-19. O Plano foi concluído ainda em fevereiro a partir da constituição de comitês de enfrentamento de emergência e eventos de importância de saúde pública coordenado pela sub-Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde por meio dos responsáveis pelas áreas temáticas que compõem o Plano.

Além disso, a governadora Fátima Bezerra baixou vários Decretos para conter o avanço da pandemia no RN, inclusive orientando a população ao isolamento, o que vem sendo sempre ressaltado pela própria governadora e autoridades sanitárias do estado nas entrevistas à imprensa. Mesmo assim, há críticas pontuais as ações governamentais. Considero isso radicalismo, politicagem ou quando menos mesquinharia.

Todos sabem e estão fartos de notícias que o Governo Fátima não está medindo esforços para, se não conter, ao menos amenizar a pandemia do coronavírus no Rio Grande do Norte, mesmo com todas as dificuldades que o setor saúde já enfrentava em nosso estado, agravadas mais agora com a Covid-19.

É sabido também, que tanto a rede pública quanto a rede privada hospitalar não suportaria um colapso na saúde, tal qual estão vivenciando países como Itália e Espanha, que ao contrário do Brasil e em especial o Rio Grande do Norte, tomaram medidas antecipadas para evitar uma calamidade maior, uma delas simples, mais de resultados satisfatórios como se tem provado, que é o isolamento das pessoas, orientando a ficarem em casa.

Como já observei o RN foi o primeiro estado da Federação a elaborar um Plano de Contingência para Infecção Humana pela Covid-19. E, como em todo o mundo, o governo do estado se preocupou em ter também o seu hospital de campanha, que será no estádio Arena das Dunas, objeto de críticas até por alguns profissionais e entidades médicas, certamente, por questões que fogem ao debate.

Fato é que com toda a celeuma, o Governo Fátima pensando na saúde dos potiguares, realizou uma Chamada Pública para montar o seu hospital de campanha. Trata-se de um reforço para a eventualidade de uma explosão no número de casos que necessite de internamento e que venha extrapolar a rede pública e privada hospitalar.

Ressalte-se que o governo promoveu uma chamada pública para contratação urgente em face da necessidade, antes restrito a instituições filantrópicas e Organizações Sociais e que na última sexta-feira (3), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre O Ministério Público do RN, Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral do Estado, possibilitou permitir também que a Chamada Pública para contratação da referida unidade inclua, também, sociedades empresariais hospitalares e de saúde em geral de todo o Brasil, inclusive, do RN.

Resta saber, depois de toda a celeuma criada, se as sociedades empresariais e hospitalares e de saúde em geral do Rio Grande do Norte têm condições de atender os requisitos da Chamada Pública? Sim, a pergunta se faz pertinente porquanto um dos questionamentos feitos pelo Sindicato dos Médicos do RN quanto a chamada pública, motivo de liminar que foi derrubada pela justiça, era exatamente que a primeira Chamada Pública só se referia a instituições filantrópicas e Organizações Sociais.

Mais uma vez repito, a ora é de somar esforços sem radicalismo, politicagem ou mesquinharia para salvar vidas. Isso é o que de fato importa.

A conferir!

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Um parasita ensinando a amebas a zombar de vírus

Carlos Alberto,

Me apropiei de uma brincadeira, embora que mórbida, que vi nas redes sociais onde dizia que "o Brasil virou um estudo sobre biologia: um parasita - no caso o presidente Bolsonaro - ensinando a amebas - os fanáticos por ele - a zombar de vírus - a Covid - 19, para demonstrar a minha total indignação com o comportamento, diria, até desumano do presidente da República.

Primeiro, Bolsonaro considera o coronavírus uma "gripezinha". Depois conclama os brasileiros a irem pra rua, contrariando o próprio ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que reafirmou neste sábado (28), a sua posição quanto ao isolamento social neste momento agudo que o Brasil atravessa no enfrentamento ao coronavírus. Em seguida, de maneira estapafúrdia, Bolsonaro lança uma campanha intitulada "O Brasil não pode parar", que custaria R$ 4,8 milhões aos cofres públicos, dinheiro esse pago pelo contribuinte e que poderia ser empregue na saúde, e que só não foi viabilizada porque o Ministério Público Federal solicitou que a Justiça suspendesse.

Achando pouco, Bolsonaro declarou na sexta-feira (27) que “alguns vão morrer” pelo novo coronavírus, mas não se “pode parar uma fábrica de automóveis porque tem mortes no trânsito”, voltando a afirmar que a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, era uma “gripezinha”.  .  Insensato, é o mínimo que se pode dizer de uma pessoa que não tem a mínima consideração pelo próximo.

Não a toa a revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo entre os cientistas, pulicou um artigo no qual critica as respostas de alguns governos que não foram rápidos ao exigir o isolamento da população devido ao coronavírus Sars-CoV-2. O único presidente citado diretamente foi Jair Bolsonaro. 

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O mundo está pagando um preço alto por seus erros

Carlos Alberto,

A pandemia do Covid-19 (novo coronavírus) serve de alerta ao Mundo, sobretudo, as grandes potências por investir pouco ou quase nada na ciência, privilegiando a indústria bélica e patrocinando guerras por interesses econômicos em detrimento da humanidade. Não dá para matar o vírus com um tiro de fuzil.

É preciso que os governantes entendam que o Covid-19 pode ser letal não fazendo diferença entre negros e brancos, pobres e ricos, mulheres e homens, crianças e idosos e, claro, os "poderosos". O novo coronavírus pode matar não parte de uma Nação, mas parte do Planeta, o que já vem ocorrendo.

O Covid-19 está fazendo estragos social, político e econômico sem distinguir classes sociais ou potências mundiais. É um verdadeiro apocalipse jamais imaginado, coisa que só se via, até então, em filmes de ficção. Chega ser assustador ver imagens de cidades com suas ruas desertas parecendo cidades fantasmas. Chocou ver caminhões do Exército italiano transportando urnas de idosos mortos pelo coronavírus.

Da mesma forma depoimentos de pessoas que convivem diariamente com o drama vivido na Europa e que se alastrou mundo afora, inclusive, no Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro desdenhou. Repito aqui o que disse o psicólogo Luís Carlos Bolzan, especialista em psicologia da saúde, mestre em gestão pública de saúde, em artigo: "a ignorância da pandemia é a pandemia da ignorância", numa referência direta ao presidente Jair Bolsonaro.

Estão vendo agora o por que que não dá para matar o corona com um tiro de fuzil? O Mundo está pagando um preço alto pelos equívocos dos nossos governantes e o egoísmo de alguns. Certamente estamos passando por uma provação para que mudemos nossas concepções de vida, que sejamos mais humanistas e que comecemos a pensar mais no próximo.

A conferir!

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Um médico fazendo humor com assunto tão sério

Carlos Alberto,

Num cenário em que a imprensa séria e profissional trava uma batalha contra as Fakes News que circulam nas redes sociais para evitar que informações mentirosas ganhem dimensão, e na hora em que o mundo da mesma forma trava uma outra grande batalha contra a pandemia do novo coranavírus (Covid-19), um médico, ex-secretário de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte - Domício Arruda - usa de forma equivocada o blog ao qual escreve - Território Livre - hospedado no jornal de maior circulação no estado - Tribuna do Norte -, para disseminar mentiras e confundir os seus leitores.

Se a intenção era fazer "humor", como ele mesmo postou no Território Livre depois da repercussão negativa, o humor saiu pela culatra, até porque no primeiro texto que postou, depois apagado, constava uma falsificação do brasão do governo do Rio Grande do Norte. Nem mesmo o mais ferrenho jornalista opositor ao governo, Gustavo Negreiros, poupou Domício Arruda, quando no embalo das críticas ao Dr Dráuzio Varela, ele afirmou que " Domício foi além, está “em busca de leitores qualificados“, transfere o erro dele para a ignorância do leitor. Dráuzio teve que pedir desculpas em um segundo momento, talvez Domício nem peça, porque o caso dele é totalmente irrelevante. Poderiam ter pedido desculpas imediatamente". Clique aqui para conferir.

A jornalista Thaísa Galvão em seu blog escreveu: "O domingo começa com o decreto fake publicado pela edição online do jornal Tribuna do Norte. Num momento em que o jornalismo vem sendo desqualificado, o jornal mais antigo do Rio Grande do Norte colabora com a própria desqualificação. Blog da edição online do jornal publicou um decreto inventado onde diz que o Governo do Estado está cancelando as aulas da rede pública por um mês, o que não é verdade. E o mais grave: inventa um PARÁGRAFO ÚNICO onde anuncia um futuro decreto de privatização da Uern. Veja aqui.

Já o ex-deputado e atual secretário estadual de Gestão de Projetos e Articulação Institucional, Fernando Mineiro, divulgou nota em que afirma que " o ex-secretário de Saúde do Governo Rosalba, médico Domício Arruda Câmara, prisioneiro do passado,  no blog Território Livre, hospedado na Tribuna do Norte, fez chacota com o assunto de extrema seriedade e gravidade, que mobiliza governos e sociedades em todo o mundo".  Mineiro vai além quando diz que o médico Domício Arruda cometeu "uma postura desrespeitosa e irresponsável, que certamente contraria a ética profissional, por induzir as pessoas a eventuais erros de interpretação e comportamento em relação ao documento da governadora e à pandemia".

O governo do estado, através da Secretaria de Comunicação Social, divulgou em Nota que, "ao publicar um “decreto de emergência” que nunca existiu, um veículo e seus autores agridem a si mesmos, atentam contra a própria credibilidade e décadas de história. Nos causou ainda mais surpresa que o ataque tenha partido de um médico conceituado na sociedade, inclusive ex-secretário de Estado de Saúde Pública, o que nos leva a crer que o autor da postagem sabia exatamente o que estava divulgando".

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Desta vez Bolsonaro se superou. De Gaulle tinha razão!

Carlos Alberto,

O presidente da República, Jair Bolsonaro, desta vez se superou. Ao achincalhar a imprensa ao escalar o humorista Márvio Lúcio, o Carioca, vestido de presidente, para comentar o crescimento pífio do PIB (Produto Interno Bruto), e distribuir bananas para os profissionais da imprensa que fazem a cobertura diária na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro não só agrediu aos profissionais de imprensa como também à Nação com o seu deboche transformando o Brasil numa republiqueta de bananas.

Bolsonaro só é comparado a personagem de Paulo Gracindo - já falecido - na novela global dos anos 1970, O Bem Amado, onde interpretava o prefeito Odorico Paraguaçu, tal a maneira como governa o país, sem preparo para o cargo e com deboche. A frase atribuída ao ex-presidente francês, Charles De Gaulle, de que "o Brasil não era um país sério", na famosa "guerra da Lagosta", em 1963, bem se aplica ao momento em que nós brasileiros vivenciamos.

Afora os arroubos de costume do presidente Jair Bolsonaro, tal qual convocar o povo para um ato público contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, através de redes sociais, agora esse achincalhe de colocar um humorista lhe representando para distribuir bananas para a imprensa que cobre o Palácio da Alvorada.

Ao menos serviu de lição aos colegas que todas as manhãs estão a lhe esperar à porta do Alvorada para ouvir asneiras. Parte dos jornalistas virou as costas e deixou o local na manhã de quarta-feira (4).  Ainda assim, o humorista insistiu com as provocações gritando que “não tem retaliação” e “outra pergunta, outra pergunta”. Muitos dos jornalistas que deixaram o local comentaram a agressão de Bolsonaro com reação dos profissionais nas redes sociais.

Bolsonaro brinca de ser presidente e precisa urgentemente ser interditado antes que o Brasil vire realmente uma republiqueta de bananas. Ele não desrespeita somente a classe dos jornalistas, a quem tem pavor, mas, sobretudo a instituição que representa, ou seja, a Presidência da República, que está sendo ridicularizada por um "presidente" sem a menor capacidade de ocupar o cargo e só tem o aplauso da claque que todas as manhãs se porta a frente do Palácio da Alvorada para aplaudir as bobagens que arrota. Parece mais um programa de auditório do quilate de Silvio Santos.

Urge o Supremo e o Congresso se pronunciarem e se posicionarem contra um presidente da República que não respeita os seus cidadãos (ãs) e leva no deboche tudo o que se fala dele e de seu governo, o que certamente não são coisas boas.

A conferir!

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Uma afronta a democracia

Carlos Alberto,

Quando um presidente da República se utiliza das redes sociais para incitar uma manifestação do povo contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, a primeira, instituição do qual ele fez parte, é sinal de que a nossa democracia está em frangalhos.

O comportamento do presidente Jair Bolsonaro foi insano, sem precedentes na frágil democracia brasileira. Como bem disse em editorial a Folha de S. Paulo, Bolsonaro com o seu ato, "pôs fogo na fervura do extremismo" que tomou conta do país, uma verdadeira afronta a democracia brasileira.

O Congresso Nacional tem que tomar uma posição diante do que vem ocorrendo e não adianta ficar só na retórica do discurso, tem que agir.
O ex-ministro do Tribunal de Justiça Gilson Dipp afirmou que não resta dúvida de que Jair Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao incentivar, pelo WhatsApp, um protesto contra o Congresso e o STF.

“Desta vez foi a gota d´água. Por muito menos Collor e Dilma sofreram impeachment”, afirmou Dipp.

Os arroubos de Bolsonaro contra a democracia já se tornaram uma constante. Dia sim outro sim ele solta farpas contra a mídia, repórteres, oposição e agora chegou ao ápice ao convocar o povo para ir as ruas pedir o fechamento do Congresso Nacional.

Como bem disse a jornalista Cynara Menezes, do site Jornalistas pela Democracia, "neste museu de grandes novidades chamado Brasil, descobriram que o presidente da República está disparando mensagens pelo whatsapp convocando para uma manifestação no dia 15 de março em favor do fechamento do Congresso Nacional. Qual a surpresa? Bolsonaro sempre defendeu isso. Bolsonaro homenageou torturador, a quem trata como “herói nacional”. Bolsonaro deu “nota 10” para a ditadura outro dia, não foi 20 anos atrás, não. Ele já era presidente".

E completa:

-Neste momento, porém, tudo o que sinto é raiva de quem nos jogou nesta situação e agora clama por 'união' contra Bolsonaro. Raiva, angústia e tristeza pelo Brasil que nos roubaram, exatamente como em 1964. Lutar ao lado de calhordas e vendilhões da pátria é a real 'escolha difícil'. A outra opção é o aeroporto.

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Cruzamos o limite da decência. Eu não entendo que surto foi esse!

Carlos Alberto,

 Vou me dar o direito de usar as palavras da jovem artista Leandra Leal que usou as redes sociais para expressar a sua indignação com o que vem ocorrendo em nosso País varonil.

-Cruzamos o limite da decência desde o dia em que um deputado elogiou um torturador. Durante toda a campanha ouvimos falas racistas, machistas, homofóbicas. Cruzamos a fronteira quando acharam que isso não era sério. Eu não entendo que surto foi esse.

Pois é, quando se tem um presidente que distribui bananas pra jornalistas, que é sabidamente homofóbico e misógino, que dia sim outro sim arrota seus arroubos para tanger a mídia para desviar os problemas maiores do país, até porque não tem conhecimento o suficiente para o debate, e quando se tem ainda um corpo de auxiliares despreparados, que compete com este mesmo presidente o besteirol vomitado para satisfazer seus egos, se faz a pergunta: que surto foi esse?

E como disse o jornalista Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, da chantagem do general ao caos no Ceará, o Brasil vive a "Era do Foda-se". "E o que é a "Era do Foda-se"? Sabe aquele esforço para se preocupar com as consequências das próprias ações e palavras e, no mínimo, manter as aparências? No contexto em que estamos, ele se aposenta ou tira férias, mandando avisar que só dá as caras quando a democracia plena voltar", alerta o jornalista.

Segundo o também jornalista Arnaldo Jabor, Bolsonaro tem a democracia, o jornalismo e a sexualidade como inimigos. "Há uma sexualidade torta no Executivo que acaba pautando uma vida política perversa", emendou em referência aos retrocessos que vêm sendo implementados pelo atual governo. 

Carnaval chegando e o que se ver são preconceitos e fobias ao invés de folias.

Mas, como a música de Sérgio Sampaio,
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Tenho dito!

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Que governo probo é esse do capitão. Mito?

Carlos Alberto,

A pergunta no título deste artigo se faz necessária diante de tanta improbidade e por que não dizer aberração. Senão vejamos: O governo Bolsonaro empossou como seu ministro do Desenvolvimento Regional, o ex-secretário de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, subordinado a Paulo Guedes, o ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN). Até aí nada de mais, não fossem os cinco inquéritos que Marinho responde envolvendo lavagem de dinheiro, crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica e peculato.

O novo ministro do Desenvolvimento Regional nomeado por Bolsonaro, responde aos inquéritos (3386, 3026, 4168, 4474 e 4484) no STF (Supremo Tribunal Federal). É público!

Pra quem não sabe ou finge não saber, o Ministério Público Federal investiga ainda o tucano Rogério Marinho por crimes supostamente praticados na campanha eleitoral para a prefeitura de Natal em 2012. De acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal, há indícios de que o parlamentar teve participação em crimes de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Não bastasse isso, o ex-ministro do Trabalho e ex-deputado federal Ronaldo Nogueira foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (12) da função de presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Filiado ao PTB e ministro do Trabalho no governo de Michel Temer, Nogueira foi alvo de busca e apreensão na Operação Gaveteiro, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada para investigar a suspeita de desvio de R$ 50 milhões no antigo Ministério do Trabalho.

De acordo com a PF, as irregularidades ocorreram de 2016 a 2018. Nogueira foi alvo de busca e apreensão. Muitos perguntarão: e daí, o crime foi cometido no governo Temer. Acontece que mesmo sendo investigado e suspeito pelas irregularidades cometidas, Nogueira vinha se mantendo ministro do governo Bolsonaro.

Pra ficar apenas em três exemplos de improbidade no governo Bolsonaro, cito também o ministro "todo poderoso" da Economia, Paulo Guedes, que já é de conhecimento público que ele é investigado sob suspeita de fraudes em fundos de pensão em estatais. Isso não é novidade pra ninguém, inclusive, para o próprio presidente Jair Bolsonaro.

O Ministério Público Federal acusa o economista Paulo Guedes, guru de Jair Bolsonaro (PSL), de se associar a executivos para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou R$ 1 bilhão em operações suspeitas. Um procedimento investigativo criminal ainda apura se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária. Guedes também é investigado por possível emissão de títulos sem lastros e negociar, através dessa operação fraudulenta, recursos de sete fundos. Ao mesmo tempo, Guedes costurou um programa de governo para Bolsonaro e indica nomes para um eventual governo que favoreçam seus negócios.

Reportagem da Folha de S. Paulo de outubro de 2018, portanto, antes mesmo dele ser empossado ministro da Economia do governo Bolsonaro,
nomeou as entidades supostamente fraudadas por Paulo Guedes: "entre as entidades estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As transações foram feitas a partir de 2009".

Daí se perguntar: a probidade do governo Bolsonaro é vero ou um mito?

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A verdade sobre a reforma da previdência estadual

Carlos Alberto,

Para os incautos que não leem, desconhecem ou usam de má-fé, devo dizer que a reestruturação da previdência nos estados, é fruto de uma exigência do governo federal que já realizou a sua reforma previdenciária. Com o desfecho no plano nacional, os estados ficam obrigados a realizar suas reformas até 31 de julho de 2020, sob pena de receberem sanções.

Na alteração do Art. 167 da Constituição, que trata das vedações, está dito que o estado que não estiver enquadrado nas regras da previdência, ou seja, sem déficit atuarial ou financeiro, terá seu Certificado de Regularização Previdenciária suspenso. Assim sendo, todos os estados estão sendo obrigados a realizar a reforma da previdência. Dizer outra coisa é má-fé.

Os estados ficam obrigados a mostrar que não têm déficit ou que adotaram medidas para saná-lo ao longo do tempo. Caso isso não ocorra, ficarão impedidos de receberem transferências de recursos federais, firmar convênios e de obter aval para empréstimos. Ou seja, o estado que não realizar a reforma, ficará ingovernável. Essa foi a maneira sútil encontrada pelo governo Bolsonaro de pressionar os entes federativos a também promoverem a reestruturação previdenciária.

Contudo, a bem da verdade, o Rio Grande do Norte tem uma das situações de maior gravidade com relação ao déficit da previdência. Inclusive se forem considerados apenas os estados do Nordeste. "Estamos em pior condição porque, ao contrário dos demais estados que já vinham adotando medidas para equalizar o rombo, aqui os governos só agravaram esse déficit, retirando recursos que compunham o fundo previdenciário sob o pretexto de atualização de salários, o que não ocorreu", disse a a governadora Fátima Bezerra em sua mensagem anual dirigida à Assembleia Legislativa.

Em 2019, por mês, o déficit nas contas do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado (Ipern) foi de R$ 120 milhões. Isso correspondeu a um débito de R$ 1,57 bilhão/ano, valor 15,6% superior ao de 2018. E só foi possível cobrir a diferença no ano passado, porque o Poder Executivo aportou recursos do Tesouro Estadual ao Ipern.

De um ano para o outro, o desfalque foi ampliado em R$ 212 milhões. "Infelizmente, os governos passados – todos eles – permitiram essa situação chegar ao profundo desequilíbrio de hoje. Se nada for feito, esse problema será ainda maior ao fim de 2020. Nossa previsão é de que o déficit atinja R$ 1,875 bilhão este ano, um incremento de meio bilhão de reais em apenas dois anos", pontuou Fátima Bezerra.

Há de se ressaltar que a proposta de reforma previdenciária do estado foi discutida junto ao Fórum dos Servidores de forma democrática e participativa, diferentemente da reforma previdenciária realizada pelo governo Bolsonaro.

Em sua mensagem anual a governadora fez questão de dizer que o governo tem mantido uma relação de permanente diálogo, inclusive com o setor produtivo do estado, visando a consolidação de novos investimentos e fortalecimento dos negócios já existentes. E citou o Programa RN + Competitivo, + Produtivo, + Inclusivo, um conjunto de treze iniciativas para estimular a retomada do crescimento econômico por meio da atração de investimentos, qualificação profissional e geração de empregos. Destacou também o Proedi, que contempla demandas de mais de 10 anos do setor industrial do estado e que foi construído em conjunto com quem produz e emprega. 

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Gente estúpida, gente hipócrita!

Carlos Alberto,

Não há como descrever pessoas sem o mínimo de educação e sem instrução a não ser dizer: gente estúpida, gente hipócrita! Me refiro a alguns eleitores de Jair Bolsonaro, que de uma forma ou de outra acreditaram no "Messias" para "salvar" o Brasil. Certamente não seria salvar o Brasil da ignorância, pois que quem elegeu Jair Messias Bolsonaro se inclui nos ignorantes que, sequer, sabem distinguir uma democracia livre com liberdade de expressão com um governo que quer a imprensa sob o jugo do poder.

Não sei se tenho dó ou tristeza de ver que pessoas foram utilizadas por robôs em redes sociais, que pregavam a mentira para eleger um presidente que já disse em alto e bom som que não nasceu para o cargo, mas sim para ser militar. Aliás, o que Bolsonaro faz muito bem ao acordar logo cedo e no portão do Palácio do Alvorada, é usar a imprensa para dizer seus arroubos, muitas vezes contra os próprios jornalistas que ali participam da chacrinha diária.

Transar, ou melhor, no popular mesmo, trepar no Brasil agora só quem é de esquerda e faz balbúrdia nas universidades públicas. Portanto, se abstenham. Escrevam paralisação com "Z" e imprecionante e não impessionante como preconiza o ministro da Educação Abraham Weintraub - sim, eu disse ministro da Educação, ou seria ministro da Educassão? - e considerem, assim como Bolsonaro considerou, Paulo Freire um energúmeno. Pra quem não sabe Paulo Freire foi o
patrono da educação brasileira. Digam ainda que o golpe militar de 64 foi apenas um "regime democrático de força". E façam como o presidente Jair Bolsonaro, que perdoou o holocausto de Hitler irritando os israelenses a quem ele diz ser amigo. Sigam ainda Olavo de Carvalho, o “guru” que guia os passos vacilantes do governo em direção ao abismo.

Aliás, vou enumerar aqui ao mesnos 10 absurdos ditos por Jair Bolsonaro:

1 – “Não pode o pai chegar em casa, encontrar o Joãozinho de 6 anos de idade, brincando de boneca por influência da escola

2 – “Não sabia que o Eduardo Cunha tinha problemas com a Justiça”

3 – “Paulo Guedes (economista da campanha do PSL) é meu posto Ipiranga”

4 – “Os portugueses nem pisavam na África, os próprios negros que entregavam os escravos”

5 – “Que dívida histórica é essa que temos com os negros?”

6 – “Políticas para que a mortalidade infantil deixe de subir? Tem a ver com a questão da alimentação da mãe, muitas gestantes não fazem sua higiene bucal também”.

7 – “Trump está fazendo um excelente governo no seu país”.

8 – “Tenho mais de 500 projetos apresentados em 27 anos” (São 176, corrigiu um dos entrevistadores)

9 – “Não fui maldoso quando disse que um quilombola que pesava 7 arrobas não serve nem para procriar” (Bolsonaro foi condenado por racismo pela frase)

10 – “O sentimento que tenho nas ruas é que tenho mais votos que Lula. Todo modo, as eleições estarão sob suspeição”

É claro que Bolsonaro pelo despreparo não seria eleito se tivesse participado dos debates. Mas, como usou uma rede de robôs para difundir fake news sobre seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), acabou ganhando a eleição

Tenho dito!

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O Brasil vive um momento nefasto

Carlos Alberto,

Como diz a letra da música "Pessoa Nefasta", do grande Gilberto Gil -
Tu, pessoa nefasta
Vê se afasta teu mal
Teu astral que se arrasta tão baixo no chão
Tu, pessoa nefasta
Tens a aura da besta
Essa alma bissexta, essa cara de cão

O Brasil vive um momento nefasto sob todos os pontos de vista. Como bem disse o jornalista Jamil Chade, que é correspondente internacional em Genebra (Suíça), relatando o choque com o caso do vídeo nazista de Roberto Alvim (ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro), que foi ao ar na quinta-feira (16) à noite, foram registrados vários episódios de perplexidade e indignação na Europa e concluiu:

"A realidade é que, depois de um dos maiores escândalos de corrupção, do caos político, da Amazônia, da situação dos indígenas, da violência dos policiais, dos elogios ao general Pinochet, agora é o fascismo que contribui para desmanchar uma imagem cultivada pelo Brasil no exterior por décadas."

Lembro que Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, citado em frases por Roberto Alvim, disse: "Temos que fazer o povo crer que a fome, a sede, a escassez e as enfermidades são culpa de nossos opositores, e fazer com que nossos simpatizantes repitam isso a todo momento".

O site Intercept Brasil teve acesso a um e-mail confidencial enviado a diretores de entidades como a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e a Fundação Nacional das Artes (Funarte). No texto, um assessor do secretário-adjunto especial de Cultura José Paulo Martins, em nome de Martins, expõe detalhadamente os mesmos ideais proclamados por Alvim e que levaram à queda do dramaturgo. O e-mail foi disparado dois dias antes do vídeo que cita frases de Goebbels.

No e-mail, o então assessor e agora secretário interino pede aos interlocutores que organizem “objetivos e ações para 2020″ levando em consideração alguns pontos prioritários: o nacionalismo, a exaltação à família, a “profunda ligação com Deus” e a “luta contra o que degenera”. Este último tópico é uma associação direta ao nazismo, que tinha o conceito de “arte degenerada” – aquela considerada imoral e perigosa por não seguir os parâmetros do regime.

Diz o texto:

"Há o interesse precípuo em promover o renascimento no cenário cultural e artístico, fortalecidos por princípios e valores da nossa civilização, onde a Pátria, a Família, a determinação e, em especial, a nossa profunda ligação com Deus, norteie o que nos propomos a realizar. Que o nosso trabalho tenha as virtudes da fé, da lealdade, da coragem e da luta contra o que degenera; e que estas virtudes sejam alcançados ao território sagrado das obras de arte. Uma Cultura com obras que configurem toda a importância para a harmonia dos brasileiros com a sua terra e sua natureza, elevando a nação acima de interesses particulares".

Lamentável ter que dizer aos meus leitores que os eleitores de Bolsonaro foram ludibriados e eu diria até que prostituídos ao se deixar enganar.

Tenho dito! 

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É proibido proibir

Carlos Alberto,

Quero continuar a ter o direito de protestar nas ruas, afinal ainda vivemos numa democracia. A liberdade de expressão está na Constituição Federal e usurpar esse direito é uma afronta a Carta Magna do país.

Digo isto porque a Folha divulgou que o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro não foi marcado só pela retórica do presidente e de seu entorno contra protestos de rua, mas também por uma avalanche de propostas no Congresso que fecham o cerco a manifestantes. Tramitam hoje na Câmara e no Senado ao menos 70 projetos de lei nessa direção. Destes, 21 foram apresentados em 2019. Até então, 2013 liderava o ranking de ano com mais proposições do tipo, com 12 projetos de lei.

Quero ter o direito de contestar o Governo, o Congresso, a Justiça, enfim, ter liberdade para me expressar como cidadão. Esse direito não me pode ser usurpado, como também a qualquer outro cidadão (ã) de bem que paga seus impostos e elege os nossos governantes e parlamentares. Como dizia o saudoso Ulysses Guimarães, político só tem medo do povo na rua, e certamente está aí a explicação para a explosão no número de projetos de lei que restringem o direito ao protesto.

Tá na hora do povo ocupar ruas e avenidas deste país varonil para protestar contra o fim do direito ao protesto, antes que seja tarde. É assim que começa uma ditadura. Aqui e acolá se ensaia a lei da chibata, só não enxerga quem não quer.

Outra: como cidadão e jornalista prezo pela liberdade de expressão e me indigna o fato de que querem usurpar esse direito de nós. Aliás, impor a subserviência ou o silêncio do jornalismo é parte essencial do plano de Bolsonaro.

A conferir!

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Fátima Bezerra sem medo de ser feliz

Carlos Alberto,

Em que pese as dificuldades encontradas deixadas pela gestão passada, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), sem medo de ser feliz, cumpriu com o que prometeu em sua campanha em seu primeiro ano de governo, embora, os abutres de plantão queiram manchar o que não tem descanso, nem nunca terá. Ou seja: a governadora trabalha pelo Estado e não descansa um dia. Fato!

Na área da segurança, por exemplo, calo do último governo, Fátima Bezerra conseguiu promover a redução em diversos índices de violência, como a queda de 43,2% nos latrocínios e de 33, 2% de homicídios dolosos e redução de 17,3% para lesões corporais seguidas de morte. Hoje, se observa um policiamento ostensivo nas ruas, o que antes não ocorria. É claro que existem assaltos pontuais, até porque a polícia não pode está em todo lugar, mas a segurança teve uma melhora sensível aos olhos da população.

Na saúde, problema crônico no país, o governo Fátima atingiu o índice de 12% das receitas correntes, conforme o piso constitucional, percentual esse que não foi atingido no governo que lhe antecedeu. Encaminhou ainda para a Assembleia Legislativa Projeto de Lei que cria os consórcios interfederativos de saúde, o que possibilitará, após sua aprovação, a instalação de policlínicas nas regionais de saúde, beneficiando assim os usuários do SUS, projeto êxitoso no vizinho estado do Ceará e que foi proposta de campanha da então candidata Fátima Bezerra. Ainda na Saúde, o governo promoveu a contratação de 1.056 concursados. Entre outras conquistas o governo fez publicar ainda o enquadramento de 41 servidores que aguardavam desde 2014.

O Programa Nota Potiguar, da Secretaria de Estado da Tributação (Set), conseguiu um aumento de 25 milhões no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), incentivando as pessoas a se tornarem aliadas do governo no combate à sonegação de impostos. Já foram cadastrados mais de 220 mil usuários no aplicativo e esse estímulo foi responsável pela emissão de 14 milhões de notas fiscais eletrônicas em 53 mil estabelecimentos cadastrados.

O programa também tem uma parte social e já destinou R$ 795 mil para 141 instituições filantrópicas. Em prêmios, foram dados R$ 590 mil, divididos para 30 contribuintes cadastrados. Além deles, mais de 22 mil pessoas inscritas no programa foram beneficiadas com descontos de até 10% no IPVA de 2020 e 11.500 ingressos foram trocados para partidas de futebol.

A atividade turística, que é a grande indústria do estado, também teve uma significativa mudança de 2018 para a atual temporada. Se teve um aumento de 22,3% no número de voos para Natal. Em números reais, isso é um incremento de 143 mil pessoas a mais chegando em nosso Estado.

Sem falar que a governadora Fátima Bezerra deu prioridade a colocar os salários dos servidores em dia, pagando dentro do mês, inclusive, o 13º de 2019, e até atrasados do governo Robinson.

Portanto, é válido plagiar Chico Buarque e dizer:

O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas 

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1-20 de 1945