CPI da Petrobras, uma CPI pra inglês ver

Carlos Alberto,

Com centenas de pedidos para abertura de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) sobre à mesa, o presidente da Câmatra, o agropecuarista Arthur Lira (PP-AL)), fiel escudeiro do capitão, vai se debruçar, a pedido do chefe da nação, sobre a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o conselho da Petrobras, após Bolsonaro chamar de "traição" com o povo o mais recente aumento no preço dos combustíveis anunciado pela empresa no mesmo dia. Um pano de fundo para levar à privatização da estatal.

As vésperas do pleito presidencial e onde figura em todas as pesquisas de intenção de voto sempre atrás de Lula (PT), pré-candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro, que é pré-candidato a reeleição está propondo a CPI da estatal petrolífera só pra inglês ver. É para o povo pensar que ele realmente tá interessado em baixar o preço dos combustíveis. Não tem outra justificativa.

Tanto assim que os deputados do Centrão, comandados pelo agropecuarista Arthur Lira e os alinhados ao presidente da República já se articulam para ter o controle da investigação. Eles querem evitar “surpresas”. A justificativa é simples. Nas palavras de um líder governista, “sabe-se como uma CPI começa, mas não como ela termina”, ainda mais em ano de eleições.

Está claro que se essa CPI sair mesmo será mais uma farsa e o pior, o próprio presidente Bolsonaro afirmou que o valor de mercado da petrolífera deve cair mais R$ 30 bilhões por causa da articulação do colegiado, como que apostando nos prejuizos que a estatal pode vir a ter. Na última sexta-feira (17), a Petrobras já havia perdido R$ 27,3 bilhões de valor de mercado com a delcaração de Bolsonaro de que iria pedir uma CPI.

O presidente indicou que avançará sobre José Mauro Coelho, presidente da Petrobras escolhido pelo seu governo em abril último. 

Quando se trata de aumento de combustíveis, o responsável é Bolsonaro, sendo o responsável pela nomeação do presidente da empresa e da maioria dos membros do conselho de administração. Portanto, não passa de mais uma fake news bolsonarista de que essa CPI, se sair, vai resolver o problema dos aumentos quase que semanais nos preços dos combustíveis.

Fato é que não são os frequentes reajustes nos preços dos combustíveis que incomodam Jair Bolsonaro, mas sim a sua reeleição porque os reajustes de preços que a estatal vem dando reflete diretamente na economia provocando a subida da inflação. E isso tem desgastado a sua gestão.

Para acabar com os reajustes abusivos é só votar o projeto 3421/21 do PSOL que acaba com a política de paridade de preço de importação (PPI), com base no dólar, criada no governo golpista de Michel Temer (MDB) e mantida no governo bolsonarista. Não precisa de nenhuma CPI pra inglês ver.

A conferir!


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A "fantasma boliviana" que assombra Bolsonaro

Carlos Alberto,

 Jeanine Añez  é o nome da "fantasma boliviana" que está nos pesadelos do presidente brasileiro, Jair Messias Bolsonaro. Añez foi presidenta da Bolívia condenada a dez anos de prisão por violar a Constituição de seu país e assumir a Presidência num golpe de Estado.

Não à toa Bolsonaro, vez por outra, lembra em suas falas a prisão de Jeanine Añez  por violar a constituição da Bolívia com discursos antidemocráticos. Agora mesmo, em Orlando (EUA), em coletiva a jornalistas brasileiros no último sábado (11), Bolsonaro voltou a repetir o discurso do medo: “o que aconteceu um ano atrás? Ela [Jeanine Añez ] foi presa preventivamente. E agora foi confirmado dez anos de cadeia para ela. Qual a acusação? Atos antidemocráticos. Alguém faz alguma correlação com Alexandre de Moraes e os inquéritos por atos antidemocráticos? Ou seja, é uma ameaça para mim quando deixar o governo?”, questionou.

Tem razão a preocupação e os pesadelos do Capitão, ele mesmo provocou esta situação! Contudo também tem razão, da mesma forma, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremto Tribunal Federal, relator dos inquéritos sobre atos antidemocráticos praticados pelo presidente da República. A título de exemplo, ainda em Orlando, Bolsonaro voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro e disse a jornalistas que o ministro Luís Roberto Barroso é  “mau-caráter” e “mentiroso”, por tê-lo acusado  de divulgar inquérito sigiloso. Não satisfeito com os seus arroubos, afirmou ainda que o ministro Alexandre de Moraes  “continua me perseguindo”, ao falar sobre o inquérito sobre fake news e o processo contra o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), seu fiel escudeiro.  

E foi mais além: "eu não quero baixar o nível na entrevista, mas o que esse cara tem na cabeça? O que é que ele está ganhando com isso? Quais são seus interesses? Ele está ligado a quem? Ou é um psicopata? Ele tem um problema”, numa referência a Alexandre de Moraes.

Bolsonaro está preocupado em perder as eleições com medo de ser preso como bem disse o ativista político e pré-candidato a deputado federal pelo PSOL em São Paulo, Guilherme Boulos: “Bolsonaro estica a corda nas ameaças golpistas, sendo muito mais um gesto de desespero do que uma demonstração de força".

Se Bolsonaro chegar a disputar as eleições ainda sai no lucro porque no meio do caminho tem uma pedra, tem uma pedra do meio do caminho, parafraseando o grande poeta, contista e cronista Carlos Drumond de Andrade.

A conferir!

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Bolsonaro dá mais um sinal de que não aceitará o resultado das urnas em caso de derrota. E convoca apoiadores à `guerra´

Carlos Alberto,

Diante de uma possibilidade de vitória do ex-presidente Lula (PT), já em primeiro turno nas eleiçoes presidenciais de outubro, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato a reeleição, dá mais um sinal de que, se perder, não aceitará o resultado das urnas.

Além do discurso de ódio e antidemocrático contra as instituições de justiça no país - Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, atingindo alguns de seus ministros, como Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Edson Fachin, e colocar em dúvida a lisura das urnas eletrônicas, já testadas e comprovadamente seguras, Bolsonaro, que já havia pedido para a população de bem se armar, convocou seus apoiadores para uma "guerra" em defesa do que chama de liberdade e para evitar que o Brasil siga o caminho de países que elegeram presidentes de esquerda, como Argentina, Venezuela e Chile.

Em discurso inflamado na cidade de Umuarama (PR), na sexta-feira (3), o capitão pediu que seus apoiadores se informem sobre a "guerra" que pretende promover contra seus adversários políticos. Ficam as perguntas: onde estão estas informações e que tipo de guerra contra seus adversários será essa que Jair Bolsonaro pretende promover?

"Não apenas eu, mas todos nós temos problemas internos no Brasil. Surgiu uma nova classe de ladrão, que são aqueles que querem roubar nossa liberdade" disse Bolsonaro no discurso na cidade paranaense. "Se precisar iremos à guerra, mas quero o povo ao meu lado consciente do que está fazendo e porque está lutando," enfatizou o presidente da República.

Bolsonaro disse ainda que não cabe apenas às Forças Armadas defender o país e que não se pode esperar 2023, 2024 para "ver a situação do Brasil e falar do que não fizemos em 2022". O que quis dizer Jair Messias Bolsonaro com isso?

O presidente do TSE, ministro Edson Fachin tem ressaltado sempre em suas falas as ameaças à democracia.

“Não tenhamos dúvida: no Brasil de hoje, estão em xeque as liberdades públicas e está em xeque a eficácia da escolha popular”, afirmou.

O golpe pós-eleitoral excita reações que, antes de vitórias e derrotas, não costumam expandir-se. Fato!

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Que país é esse!

Carlos Alberto,

Que país é esse onde um presidente da República conclama a "população de bem" a se armar em "defesa da democracia"? Que país é esse onde policiais rodoviários assassinam um cidadão, com transtornos mentais, num porta-malas de uma viatura em uma câmara de gás improvisada? Que país é esse onde um policial num curso preparatório ensina a alunos a improvisar câmara de gás? Que país é esse em que um policial de folga, completamente embriagado, entra numa loja de conveniência atirando a esmo ferindo pessoas e matando uma? Que país é esse em que um policial bombeiro atira num caixa de uma lanchonente siplesmente porque não teve um desconto de R$ 4 em seu lanche? Este país é o Brasil, onde a barbárie foi institucionalizada.

O cartunista e ativista político Carlos Latuff  disse que apesar de estar lidando com essas questões há muito tempo, às vezes se surpreende com esse tipo de "requinte nazifacista". E completou: "O Brasil naturalizou a barbárie".

E é verdade. Este país varonil de tanta barbárie presenciada no governo Bolsonaro, a começar pelo seu pedido para a "população de bem" se armar, parece que banalizou a criminalidade a ponto de um pastor evagélico dizer que estava muito orgulhoso do fato de sua igreja rifar, por R$ 100, uma espingarda calibre 12, tipo escopeta. O anúncio do sorteio foi publicado nas redes sociais pela igreja. Rifar armas e munição é proibido por decreto federal e por uma portaria no Ministério da Economia.

Disse o pastor da igreja evangélica Povo da Cruz:

-Nós respeitamos os pensamentos contrários. Não temos problema com isso porque o armamento é para o cidadão de bem. Seja ele ímpio ou cristão. Nós incentivamos a todo homem de bem que tenha uma arma para defesa da sua família. Aquele que nega e negligencia a defesa da sua família não pode ser chamado de homem” . Confira a reportagem clicando aqui

É isso que queremos para o Brasil, o incentivo a violência? É isso que queremos para o Brasil, a naturalização da barbárie?

Nunca na história desse país varonil se viu pregar tanta a violência como no governo Bolsonaro. O ódio tomou conta desse imenso Brasil. E o pior, tem gente que não enxerga isso ou não quer enxergar. Um presidente que prega o armamento e que desafia as instituições como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não merece está onde está. O povo brasileiro tem a grande chance de tirar Bolsonaro do poder já no primeiro turno da eleição em outubro, do contrário isso vai virar uma baderna.

Pesquisa Datafolha apontou que 55% dos brasileiros avaliam ser necessário se preocupar com a chance de Jair Bolsonaro (PL) tentar invalidar as eleições, caso perca. O índice de preocupação é maior entre os eleitores que declaram voto em Lula (70%). Já entre os que pretendem votar em Bolsonaro, cai para 26%. E invalidar as eleições significa criar um tumulto no país, igual ou pior que a invasão do Capitólio quando Donald Trump perdeu as eleições nos Estados Unidos. Não à toa Bolsonaro vem pedindo para a "população de bem" se armar para "defender a democracia".

A conferir!

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Conferindo os botões

Carlos Alberto,

Conferindo os botões, como diria o grande jornalista Mino Carta, chega-se a conclusão de que a pré-candidatura do ex-vice governador Fábio Dantas (Solidariedade) ao governo do Rio Grande do Norte vai ruim das pernas. Primeiro não conseguiu decolar em duas pesquisas de intenção de voto após o lançamento da sua pré-candidatura. Segundo, sequer, tem um nome ainda para ser o seu companheiro de chapa.

Fábio Dantas, que foi vice-governador de Robinson Faria (PL), que atrasou salários do funcionalismo público estadual, foi lançado pré-candidato a governador por oferecimento. Não era ou é o nome desejado pelo ex-ministro Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Senado, para ser o seu candidato a governador. Daí, as dificuldades enfrentadas dentro do próprio sistema, embora a blogosfera bolsonaristsa tente alavancar a sua candidatura com pesquisas como quem troca de roupa. Chega-se até a fazer avaliações positivas de sua "performance" eleitoral. Uma espécie de antídoto para Fábio Dantas não cair em desânimo.

Depois, o próprio Fábio Dantas não contribui para agradar aos novos aliados. Já disse e tem repetido sempre que não é o candidato de Bolsonaro à sucessão estadual, apesar de afirmar que vota para reeleger Jair Bolsonaro presidente. Talvez ou certamente para não ficar mal com os eleitores norte-riograndeses, já que a grande maioria, pelas pesquisas de intenção de voto, manifestam o desejo de votar em Lula (PT) na corrida ao Planalto. Fábio Dantas é político e como todo político prefere o pragmatismo a perder votos.

Por outro lado, seu partido, o Solidariedade, já manifestou oficialmente apoio à pré-candidatura de Lula, o que deixou ainda mais Fábio Dantas numa saia justa diante dos bolsonaristas de plantão.

Portanto, Fábio Dantas, segundo os botões consultados, tem muitos problemas como não crescer nas pesquisas de intenção de voto, ter o DNA dos Faria, já que participou diretamente do governo que deixou quatro folhas salariais em atraso do funcionalismo público, e isso os servidores não esquecem e nem perdoam, não ter um nome ainda para ser o seu vice, negar que é o candidato de Bolsonaro ao governo do Estado, e ter Rogério Marinho, relator da reforma trabalhista que retirou direitos dos trabalhadores, como o seu candidato ao Senado.

Fala-se ainda que Fábio Dantas não é bem visto pelos bolsonaristas por já ter sido filiado ao PCdoB e ao PSB, dois partidos de esquerda. Isso, no entanto, não deve ser levado em consideração, já que Fábio Dantas se filiou a estes dois partidos por conveniência. Com toda certeza Fábio Dantas nunca teve sobre o seucriado mudo Karl Marx. 

Daí, os botões levarem a ligeira impressão de que se até as convenções partidárias para oficializar as candidaturas com vistas ao pleito de outubro Fábio Dantas não decolar, ele desiste dela. Motivos não faltarão.

A menos que queira marcar presença para ficar mais conhecido para futuros pleitos eleitorais.

Importante ressaltar que tanto Lula como a governadora Fátima Bezerra (PT), candidata a reeleição, lideram todas as pesquisas de intenção de voto realizadas no Rio Grande do Norte com larga margem de vantagem, com Fátima podendo ser reeleita em primeiro turno. Bom ressaltar que Lula também é um grande puxador de votos.

Vamos ver se os botões têm razão.

A conferir!

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As oposições à governadora estão desnorteadas diante de uma iminente derrota

Carlos Alberto,

Diante de uma iminente derrota nas urnas em outubro, as oposições à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), pré-candidata à reeleição, parecem desnorteadas. As pré-candidaturas oposicionistas, tanto a do empresário Haroldo Azevedo (Patriota), quanto a de Fábio Dantas (Solidalidariedade), não têem projeto de governo e só ficam no discurso anti-PT, e não decolam nas pesquisas de intenção de voto.

Com o pífio desempenho do ex-vice-governador de Robinson Faria - que atrasou salários do funcionalismo público estadual -, Fábio Dantas, nas avaliações dos institutos de pesquisas após o lançamento de sua pré-candidatura, se voltou a cogitar para pré-candidato a governador o nome do senador Styvenson Valentim (Podemos), para tentar fazer sombra a reeleição de Fátima Bezerra que lidera todas as pesquisas com uma larga margem de vantagem sobre seus oponentes.

Se Styvenson embarcar nesta, que é mais uma campanha de blogs e emissoras de rádios bolsonaritas, poderá figurar na lista de nomes que já foram rifados para o ex-ministro Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Senado, chamar de seu pré-candidato a governador. Sobre isso, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, quebrou o silêncio na semana passada e numa entrevista a uma emissora de rádio do interior disse que não houve escolha pela sua candidatura primeiramente. Houve depois, que Carlos Eduardo (PDT) e Álvaro Dias (PSDB) abdicaram de sair candidatos a governador. Em outras palavras, o nome de Ezequiel só foi cogitado após o ex-prefeito e o atual prefeito de Natal não terem aceito saírem candidatos à sucessão estadual para fazer escada ao projeto político de Rogério Marinho.

Resta saber se Styvenson Valentim entrar na lista dos nomes rifados pelas oposições para pré-candidato a governador, Rogério Marinho vai abandonar Fábio Dantas. É possível, até porque foi Fábio Dantas foi quem se ofereceu ao ex-ministro de Bolsonaro para ser o pré-candidato a governador dele [Rogério]. Antes, sequer, o nome de Fábio Dantas figurava na lista dos rifados.

O favoritismo de Lula nas eleições presidenciais, assim como sua estabilidade nas pesquisas, é outro fator determinante para as oposições à governadora Fátima Bezerra estarem desnorteadas. Lula é puxador de votos, e Fátima é a candidata dele no Rio Grande do Norte.

Aliás, Fábio Dantas, pré-candidato a governador de Rogério Marinho, não quer ser considerado o candidato de Bolsonaro a governador do Rio Grande do Norte, mas disse que vota em sua reeleição. Dá pra entender?

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Fátima Bezerra consolida sua reeleição a cada pesquisa podendo ganhar já em primeiro turno

Carlos Alberto,

Ouso dizer que a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), candidata a reeleição, consolida a sua vitória nas urnas em outubro próximo a cada pesquisa, podendo ganhar já em primeiro turno. Três fatores contribuem pra isso: os compromissos assumidos na campanha passada que vêm sendo cumpridos, um aliado forte que puxa votos, caso do ex-presidente Lula, candidato novamente à Presidência da República, e a falta de um nome nas oposições capaz de fazer sombras nas urnas ao seu projeto político.

A pesquisa Seta/Band divulgada na última sexta-feira (6), já com o nome do candidato bolsonarista à sucessão estadual, o do ex-governador, Fábio Dantas (Solidariedade), comprova isso. Primeiro Fábio Dantas foi lançado como que um arremedo de pré-candidato a governador para que o ex-ministro Rogério Marinho (PL), pré-candidato a senador, pudesse chamar de seu. Fábio Dantas se ofereceu pra isso, após Marinho promover uma rifa de nomes e nenhum se sujeitou a satisfazer os caprichos do "todo queridinho", de Bolsonaro.

Segundo, como Fábio Dantas se ofereceu pra preencher uma lacuna que ninguém se sujeitou, não tem projeto político. Uma espécie de candidatura "não tem tu vai tu mesmo". Aliás, apesar de ser o pré-candidato a governador do bolsonarista de carteirinha Rogério Marinho, que foi relator da reforma trabalhista enquanto deputado federal e que retirou direitos dos trabalhadores, Fábio Dantas tem vergonha de dizer que é o pré-candidato a governador do presidente Jair Bolsonaro no Rio Grande do Norte, apesar de dizer que vota em Bolsonaro. De certa forma uma contradição. Vota em Bolsonaro, mas não quer dizer que é o seu candidato à sucessão estadual.

Fábio Dantas, sequer, tem o nome do seu companheiro de chapa. Parece, que assim como Rogério Marinho rifou nomes para ter um candidato a governador pra chamar de seu, Fábio Dantas vai ter que rifar nomes para ser o seu vice, ao contrário de Fátima Bezerra que já tem a chapa formada, com o deputado Walter Alves (MDB) para ser o seu vice e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT), candidato ao Senado

O outro pré-candidato a governador de oposição, empresário Haroldo Azevedo (Patriota), só faz presença nas pesquisas de intenção de voto, mas não assusta. Sua pontuação tem sido pífia em todas as avaliações de intenção de voto realizadas até agora.

Fala-se no nome do senador Styvenson Valetim (Podemos), mas até agora não passa de especulações e do desejo das oposições de ter um candidato "competitivo, que possa enfrentar a governadora Fátima Bezerra nas urnas. E não se sabe se seria tão competitivo assim.

A conferir!

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Bolsonaro continua jogando fora das quatro linhas e sabe do risco que é

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro insiste em jogar fora das quatro linhas. Depois de promover uma solenidade nas dependências do Palácio do Planalto para prestigiar o deputado Daniel Silveira (PTB), que recebeu indulto presidencial após o STF (Supremo Tribunal Federal) condená-lo a 8 anos e 9 meses de prisão e perda de mandato por discursos de ódio e atos antidemocráticos, ele convocou seus apoiadores a irem as ruas no 1º de maio, dia dedicado ao Trabalhador, para manifestar apoio ao parlamentar.

Bolsonaro gravou um vídeo exibido a apoiadores neste domingo (1º) em ato na avenida Paulista em apoio ao seu governo e ao correligionário. O presidente também foi a uma manifestação, em Brasília, mas não discursou. No entanto, no vídeo gravado endereçado aos apoiadores, deixou de forma explícita que já está em campanha pela reeleição.

"Agradeço ao criador pela minha vida e a todos vocês por terem acreditado e terem me ofertado essa missão de conduzir o destino do Brasil. Venceremos porque o bem sempre vence o mal. Muito obrigado a todos vocês. Deus, pátria, família" .

Em meio ao desemprego em alta, inflação subindo, combustíveis tendo preços majorados semana sim outra sim, Bolsonaro parece está mais preocupado em salvar sua pelo do que tentar sanar os problemas que afligem o país em provocações aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dias atrás Bolsonaro fraquejou e disse em público que não será uma Jeanine Añez, ex-presidente interina da Bolívia, presa e investigada por estar envolvida na derrubada de Evo Morales em 2019.

Durante evento chamado de “ato cívico pela liberdade de expressão”, o ocupante do Palácio do Planalto disse que a prisão da ex-presidente da Bolívia, por atos antidemocráticos, se assemelha com o que ocorre no Brasil atualmente.

No mesmo evento Bolsonaro deixou escapar uma informação que diz ter:

Recebeu “informes” sobre um possível pedido de prisão do vereador Carlos Bolsonaro, no âmbito do inquérito das fake news.

“O cerceamento da liberdade de expressão e das redes sociais não atingem apenas a mim. Quem foi meu marqueteiro? Foi o Carlos Bolsonaro. Por várias vezes, chegou informes para mim de ameaça de prisão [dele] por fake news. Vai prender o filho do presidente por fake news? É grave? É”, disse o presidente.

“Como é grave prender qualquer um. Mais grave ainda prender um parlamentar que tem liberdade para defender o que ele bem entender e usar da palavra como bem quiser também. Isso é liberdade. Dessa forma, podemos sonhar com um Brasil melhor”

Apesar disso, o presidente da República não falou como recebeu essas informações, nem de onde elas vieram.

Como se observa, Bolsonaro sabe das implicações que é jogar fora das quatro linhas.

A conferir!

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Todo cuidado para que novos ovos de serpentes não brotem nestas eleições

Carlos Alberto,

A ex-presidente Dilma Ruosseff foi cirúrgica ao dizer que Jair Bolsonaro (PL) é resultado de um “ovo da serpente chocado durante o impeachment” de 2016. Para Dilma, a eleição de Bolsonaro e a sua campanha à reeleição são frutos de uma aliança entre o neoliberalismo e o neofacismo.

De fato, é o que se tem observado na política brasileira com palanques formados por neoliberalistas e neofascistas, com discursos de ódio e retrocesso. “É este o preço cobrado pelos neoliberais para manter algum suporte ao neofascismo”, afirmou Dilma Ruosseff, citando a Reforma Trabalhista e o teto de gastos, reforçando que “a política neoliberal, junto com o neofascismo, constituem os grandes responsáveis pela catástrofe humanitária hoje existente no Brasil” .

O retrocesso nos remete também a Collor de Mello, hoje aliado de Bolsonaro, com o seu discurso de "bateu levou", não aceitando críticas da imprensa e dos adversários e até as costumeiras palavras chulas saídas da boca do presidente Jair Bolsonaro para agredir jornalistas e políticos que não sejam seus aliados são copiadas e reproduzidas.

O modelo, parece, como já disse no início deste texto, será replicado nos palanques estaduais nestas eleições. Sem discursos ou programas de governo para apresentarem, os candidatos neoliberais com o suporte do neofacismo, usam de palavriado pouco republicano para tentar descontruir adversários. Muitos deles já conhecidos da velha política.

Como não têm projetos políticos-administrativos para apresentarem aos eleitores (as), os candidatos majoritários neoliberais com suporte do neofacismo, apelam as mentiras para iludir o povo. Mas basta recorrer ao currículo deles para desmascará-los.

Portanto, caro leitor, cara leitora, não se deixem iludir. Tomemos todo cuidado para que novos ovos de serpentes não brotem nestas eleições. O resultado já conhecemos.

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Bolsonaro volta a desafiar as instituições, STF e TSE. Trégua foi só pra inglês ver

Carlos Alberto,

Depois de uma "trégua" após o 7 de setembro do ano passado quando colocou tanques do Exército para desfilar diante do Palácio do Planalto desafiando a democracia, o que foi um verdadeiro fiasco, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trégua foi só pra inglês ver!

Bolsonaro afirmou, na sexta-feira (15), que o governo não cumprirá o acordo feito em fevereiro entre o Tribunal Superior Eleitoral e o WhatsApp para combater a disseminação de informações falsas nas eleições de 2022. Segundo Bolsonaro, o acordo é “inaceitável, inadmissível e inconcebível”.

“Não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil com informações que eu tenho até esse momento”, disse ele, que participou de mais uma motociata em São Paulo.

A declaração de Bolsonaro é mais um ataque à democracia. Desde que assumiu o governo, ele vem fazendo ataques a ministros do STF e do TSE e tem colocado em dúvida a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, com o objetivo de passar à sociedade a mensagem de que os problemas do país estão nas instituições e não na sua falta de governabilidade.

Para reforçar o que Bolsonaro vem dizendo, a Revista Crusoé, durante uma semana, acompanhou o que o presidente envia em sua lista de transmissão no WhatsApp, na qual ele inclui apenas os aliados mais próximos.

“O resultado é um festival de fake news e de ódio, com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal, teorias conspiratórias sobre as urnas eletrônicas e insultos a artistas considerados adversários do governo.”, diz a reportagem.

Uma das mensagens destacadas pela revista mostra como Bolsonaro tenta usar a participação dos militares em um grupo do TSE para dar sustentação a seu discurso de que elas são passíveis de fraude.

Teorias conspiratórias sobre a pandemia e as vacinas é um dos temas preferidos de Jair Bolsonaro em suas redes de transmissão.

Como se observa, Bolsonaro continua a ameaçar o processo sucessório no Brasil e a desafiar os ministros do Supremo e da Justiça Eleitoral. 

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Será que o eleitor (a) vai esquecer tão depressa a inflação, o desemprego, e a corrução no governo do Jair?

Carlos Alberto,

A pergunta no título deste artigo é pertinente porquanto estamos nos aproximando do pleito eleitoral e, pasmem, a candidatura a reeleição do presidente Jair Bolsonaro dá sinais de que está mais viva do que nunca, de acordo com as pesquisas de intenção de voto.

Mas, será que o povo vai sofrer de amnésia até as eleições? Será que a população vai esquecer tão rapidamente o negativismo de Jair Bolsonaro no combate a pandemia da covid-19, que já levou a óbito mais de 650 mil brasileiros e brasileiras até agora? Será que o eleitor (a) não lembra mais que 31 pessoas morreram em Manaus, em apenas 24 horas, pela negligência do governo Bolsonaro em atender o pedido de socorro dos manauaras por falta de oxigênio nos hospitais que entraram em colapso?

Com tudo isso, um dos jornalistas mais experientes do Brasil, Janio de Freitas, escreveu artigo na Folha de S. Paulo contra a blindagem oferecida pelas elites a Jair Bolsonaro. De fato, Freitas tem razão.

De acordo com Janio de Freitas, “​nenhum presidente legítimo, desde o fim da ditadura de Getúlio em 1945 - e passando sem respirar sobre a ditadura militar - deu tantos motivos para ser investigado com rigor, exonerado por impeachment e processado, nem contou com tamanha proteção e tolerância a seus indícios criminais, quanto Jair Bolsonaro. Também na história entre o nascer da República e o da era getulista inexiste algo semelhante à atualidade. Não há polícia, não há Judiciário, não há Congresso, não há Ministério Público, não há lei que submeta Bolsonaro ao devido”.

“As demonstrações não cessam. Dão a medida da degradação que as instituições, o sistema operativo do país e a sociedade em geral, sem jamais terem chegado a padrões aceitáveis, sofrem nos últimos anos. E aceitam, apesar de muitos momentos dessa queda serem vergonhosos para tudo e todos no país”, acrescentou.

Só há um caminho para deter Jair Bolsonaro. É torná-lo inelegível, e pra isso motivos não faltam. O ministro Alexandre de Moraes, que vai assumir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em meados do ano e irá presidir o pleito, tem sob sua mesa vários processos que podem levar Jair Bolsonaro a inelegibilidade, desde as fake news na campanha passada e se estendendo no atual governo com a instalação do "gabinete do ódio", até os arroubos e desafios às instituições, que tinha parado após o 7 de setembro do ano passado, e que voltaram agora com Jair Bolsonaro insultando ministros do Supremo, incluindo aí o próprio Alexandre de Moraes, e mais os colegas Edson Fachin e Luiz Roberto Barroso.

A conferir!

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Bolsonaro dá sinais de que, se perder, não aceitará o resultado das urnas

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro dá sinais claros de que se perder a eleição em outubro não aceitará o resultado das urnas. O presidente se mexe pra isso. Nos últimos dias o capitão tem feito questão de deixar de maneira ostensiva o seu pensamento com relação ao pleito.

No dia 31 de março (quinta-feira) numa solenidade alusiva ao Regime Militar de 1964, que se configurou numa ditadura, Bolsonaro enalteceu as Forças Armadas e voltou a criticar de forma velada os ministros do Supremo Tribunal Federal mandando-os "calar a boca".

Na sexta-feira (1), em uma cerimônia que pretendia ser secreta, fechada à imprensa, Bolsonaro deu posse ao novo ministro da Defesa e ao novo comandante do Exército e insinuou aos comandantes e generais de todo o país um convite para um golpe de Estado. O evento marcou a saída do general Braga Netto do ministério para ser o companheiro de chapa de Bolsonaro nas eleições. 

Disse ipsis litteris aos comandantes militares: “Vivemos um momento onde há decisões e em última análise fogem do campo político e vem pro campo militar”. Para reforçar a ideia de que deseja um golpe contra as eleições e a democracia, acrescentou a seguir: “Jamais podemos nós ousar imaginar dois, três anos à frente, voltar seus olhos para o passado e se perguntar: o que eu não fiz para que chegássemos a esse ponto? Certas coisas não se conquistam para sempre”.

As declarações retomam a escalada fracassada que preparou o ato do 7 de setembro de 2021, quando Bolsonaro ensaiou um golpe de Estado.

Apesar do caráter quase secreto da cerimônia, horas depois o programa “Pingo dos Is”, da bolsonarista TV Jovem Pan, obteve e divulgou  trechos do discurso de Bolsonaro. 

Além dos arroubos que costuma fazer, Bolsonaro se aproximou do segmento evangélico para tentar cooptar votos dos fiéis, não se importando de indicar pastores amigos seus para, junto ao Ministério da Educação, montar um esquema que intermediava obras do MEC em troca de propina. E aí, claro, a compra de votos.

Como denunciaram vários prefeitos, essa intermediação era feita em troca de propinas de R$ 15 mil a R$ 30 mil em dinheiro ou ouro e também de até R$ 70 mil em compras de bíblias. Uma dessas edições do Livro Sagrado trazia fotos dos pastores Gilmar e Arilton e também do próprio Milton Ribeiro para serem distribuídas aos fiéis.

O ex-ministro Milton Ribeiro, também evangélico e demitido após o escândalo, confirmou em áudio comprometedor divulgado pela Folha, que foi o presidente quem o orientou a receber os dois religiosos.

Como se observa, é preciso muita atenção nos sinais que Jair Bolsonaro está dando.

A conferir!

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Quem foi que disse que no governo Bolsonaro não há corrupção? Tem sim, o que não há é investigação

Carlos Alberto,

Bolsonaristas costumam dizer que no governo de Jair Bolsonaro não há corrupção. Há sim, e não é pouca, o que não há é investigação. E a corrupção no governo Bolsonaro é pulverizada envolvendo vários segmentos.

Alguns exemplos de corrupção no governo Bolsonaro, para ficar nos mais recentes, podemos citar o bolsolão dos pastores evangélicos no Ministério da Educação (MEC), o ministério paralelo montado no Ministério da Saúde,
envolvendo até médicos, para a compra de vacinas superfaturadas para imunização contra a covid-19, conforme constatou a CPI da Covid no Senado, e as emendas secretas, que ficou conhecido como "tratoraço", que trata de beneficiar parlamentares governistas com gordas verbas públicas.

A ONG Transparência Internacional enviou, no início de março, ao Grupo de Trabalho Antissuborno da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (WGB/OCDE), um relatório detalhando os principais retrocessos nos marcos legais e institucionais anticorrupção do país em 2021 e recomendações para a reversão deste cenário.

O relatório “Brazil: Setbacks in the Legal and Institutional Anti-Corruption Frameworks” complementa denúncias anteriores realizadas pela Transparência Internacional – Brasil em 2019 e 2020. Esta atualização traz novas evidências sobre a perda de independência e crescimento da ingerência política por parte do governo federal sobre órgãos fundamentais na luta contra a corrupção, como a Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, Receita Federal, COAF, entre outros.

A ingerência também se estende a órgãos de controle em outras áreas, como a ambiental, que vêm sofrendo um verdadeiro desmanche, com graves consequências no enfrentamento de crimes ambientais e violações de direitos humanos. No Congresso Nacional, os retrocessos na transparência do processo legislativo (principalmente, o orçamento secreto) foram destaques, além da reforma que enfraqueceu a Lei de Improbidade Administrativa, uma das principais leis anticorrupção do país, relata o documento. 

O bolsolão do MEC virou o maior escândalo de corrupção do governo Bolsonaro. O ministro Milton Ribeiro criou uma estrutura paralela no MEC controlada por lobistas evangélicos, que vendiam vantagens para obtenção de verbas do Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ele já é acusado de cometer crimes de improbidade administrativa e tráfico de influência. O presidente Bolsonaro é o mentor do esquema.

Além de inoperante, o Ministério da Educação (MEC) virou um pardieiro, um ambiente sórdido e corrompido. Fato inconteste!

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"Rude" e sem "finesse" é muito pouco para Bolsonaro

Carlos Alberto,

O ministro "queridinho" do presidente Jair Bolsonaro, Rogério Marinho (do Desenvolvimento Regional), pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, disse em evento para empresários em São Paulo, ao qual estavam presentes a elite empresarial do RN como Flávio Rocha e Marcelo Alecrim, que Bolsonaro é um “homem rude”, “que não tem a finesse”, mas o “maior patriota” que conheceu, postou em sua coluna a jornalista Bela Megalle, de O Globo.

Não esqueçamos, caro leitor, que Jair Bolsonaro, além de "rude" e sem "finesse", como bem colocou o seu ministro "queridinho", em seu governo foram a óbitos pelo negacionismo bolsonarista contra a vacinação mais de 650 mil pessoas, a gasolina chegou a estratosfera com o litro a R$ 8, já quase batendo nos dois dígitos não custa muito, a fila de osso, carcaça de frango vendida em supermercado, inflação galopante, aumento do número de desempregados, retorno do Brasil ao mapa da fome, situação do Brasil como pária internacional, sem falar o caso das rachadinhas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro ou o escândalo do orçamento secreto (o tratoraço), alvo de investigação da Polícia Federal.

Portanto, caro leitor, não deixemos nos enganar. O "pacote de Bondades" anunciado dias atrás por Bolsonaro, para tentar reaquecer a economia e reduzir sua rejeição junto à população mais pobre, nada mais é do que um pacote eleitoeiro, onde entre as medidas anunciadas estão a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS e a liberação de um saque no valor de R$ 1 mil do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores com carteira assinada. O impacto da antecipação do 13º será de aproximadamente R$ 55 bilhões; o dos saques do INSS, de outros R$ 30 bilhões. Além dessas medidas, o governo anunciou também um novo programa de microcrédito para a população de baixa renda.

Em tempo: para reforçar o cuidado que temos que ter, o professor João Cezar de Castro Rocha, da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), referência brasileira no estudo da “guerra cultural” afirmou que a militância bolsonarista não só não se esgotou como está voltando com toda a força.

É preciso está atento e forte!

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Não queremos um pária governando o Brasil

Carlos Alberto,

Um dos artigos mais sensato e realista que já li nos últimos dias é do empresário Ricardo Semler, ex-CEO da Semco e hoje seu maior acionista, autor do best-seller “Virando a Própria Mesa”. Semler escreveu sobre Lula, Bolsonaro, terceira via e Putin na Folha de S. Paulo.

Há de se dizer que não foi um artigo escrito por um político de esquerda ou algum militante esquerdista, mas um representante da elite brasileira que enxerga com outros olhos o momento político que o Brasil enfrenta.

De acordo com Semler, é hora de união em torno do ex-presidente Lula “para evitar o pior”. “Pergunto: é impossível imaginar Bolsonaro arrumando conflitos nas fronteiras com Argentina ou Venezuela? Ou se imaginando um autocrata eleito para ser beligerante? Está longe dos sonhos dele ser o ‘Putin das bananas’?”, escreveu. 

"Nem fico surpreso ao ver o Brasil citado como aliado passivo do líder russo - combina. O que espanta é ver colegas da elite não se mobilizando para terminar com o reinado em vigor, sentenciou o empresário.

E prossegue em sua análise:

"Há alguns anos estava óbvio que a elite seria omissa, o que levaria a um Brasil humilhado, mais pobre e de baixo QI. A ideia de que Paulo Guedes, de pouca competência e alta vaidade, seria o porto seguro dos empresários já era risível. Agora, a obstinada procura míope pela terceira via continua criando um risco substancial à nação. (…)"

Para Ricardo Semler, se Bolsonaro se reeleger "o Brasil vai para a categoria de “rogue country” —pária institucional, como já tem ocorrido na prática. Irá se juntar à Hungria, à Venezuela e às Filipinas como um “paiseco” que aguarda o fim da ditadura democratizada. (…)

O maior acionista da Semco ´é taxativo: "nem Lula nem Dilma ruossef tem ilhas secretas ou dinheiro em contas suíças -Putin, num país de economia menor, roubou algo como US$ 100 bilhões, e os nossos ACMs, Malufs, Quércias, Sarneys - todos terceiras vias apoiados pela elite econômica - foram acusados de desvios bilionários".

E completa:

"É hora de empresários importantes e as centenas de jovens milionários se associarem para evitar o pior. Chega de centrão, ou acreditar que a direita de baixo intelecto é uma solução para o país. É hora de negociar com Lula um Armínio Freaga, um Pedsro Malan ou um Pércio Arida. Hora de financiar um caminho saudável, manifestar-se contra a barbárie burra em que nos metemos por falta de visão.

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A épica saga criada pelo escritor J.R.R. Tolkien "O Senhor dos Anéis´ parece saiu da ficção"

Carlos Alberto,

A épica saga criada pelo escritor J.R.R. Tolkien "O Senhor dos Anéis" parece saiu da ficção e virou realidade com a guerra da Ucrânia, protagonizada pelo presidente da Rússia Vladimir Putin vivenciada nos dias de hoje.

A guerra é nefasta sob todos os aspectos, onde não há vencedores nem vencidos e só interessa aos tiranos. Desde novembro do ano passado, a comunidade internacional debate as ameaças de invasão russa na Ucrânia em uma discussão que envolve herança histórica e cultural e lembra conflitos da época da Guerra Fria. Pontos não resolvidos, até então, foram usados como justificativa para o ataque militar à Ucrânia.

O argumento usado por Putin para a invasão russa seria a expansão pelo oriente da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) - grupo criado em 1949, após a 2ª Guerra Mundial, para evitar o avanço da União Soviética ao ocidente. Com capital em Moscou, a União Soviética foi um país que existiu entre 1922 e 1991. Foi criada após a Revolução Russa de 1917, quando Lênin e o partido bolchevique derrubaram a monarquia russa e instalaram a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Na época da criação da Otan, a resposta dos soviéticos foi a criação do Pacto de Varsóvia, que funcionaria de forma semelhante ao grupo ocidental, com apoio mútuo entre os integrantes. Polônia, Alemanha Oriental e Bulgária foram alguns dos países que participaram. O Pacto de Varsóvia foi encerrado junto com a dissolução da União Soviética, no fim de 1991.

Putin vê suas ações como defensivas, pois a entrada da Ucrânia para um bloco abertamente hostil à Rússia como a Otan deixaria a Rússia encurralada geopoliticamente.

Contudo nada justifica uma guerra onde civis são mortos como idosos e crianças e famílias são obrigadas a se separarem. O Mundo hoje vive um filme antigo passado na década de 1940 com a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha. E o pior, sob o medo de uma guerra nuclear.

Tenho visto muitos pontos de vista diferentes no decorrer destes dias sobre a guerra da Ucrânia, alguns deles com comparações que também não se justificam. Falo dos Estados Unidos, um país que costuma se intrometer na soberania de outros países, ou através de guerra, caso do Vietnã, Iran e Afeganistão, ou através de patrocínio de golpes militares, casos do Chile e do próprio Brasil, ou através de embargos, caso de Cuba. Da mesma forma digo que nada se justifica. A tirania é igual do mesmo jeito.

Como jornalista sempre defendi a liberdade de imprensa, o que Putin está cerceando. O governo russo ao aprovar uma lei que pode punir até 15 anos de prisão quem reportar sobre a guerra e a invasão da Ucrânia em território russo, está cerceando a liberdade de imprensa. Veículos da imprensa internacional anunciaram o fechamento de suas atividades na Rússia. Putin vê suas ações como defensivas, pois a entrada da Ucrânia para um bloco abertamente hostil à Rússia como a Otan deixaria a Rússia encurralada geopoliticamente.

Como contrainformação, o governo Putin, através de seu Ministério da Educação, chegou ao cúmulo de criar aulas digitais para que os alunos das escolas de todo o país “entendam o que é verdade e mentira” quanto ao avanço das tropas russas na Ucrânia, sob o ponto de vista russo.

Vi uma reportagem em que um jovem soldado russo foi capturado por forças ucranianas e disse, chorando, que fora enganado pelo governo, quando lhe disseram que ele iria apenas participar de um treinamento de guerra, e não de uma guerra para matar civis indefesos. Um outro soldado russo, também capturado pelos ucranianos, foi recebido com uma sopa e lhe foi permitido falar com a mãe. As forças ucranianas disseram que ele poderia ser repatriado, desde que sua mãe fizesse o pedido para não ter que ser preso pelo Exército russo.

São essas coisas que me fazem dizer que tirano é tirano seja em qualquer lugar do mundo, não há diferença. Temos um exemplo bem claro disso que se deixarem ele vai mais além do que foi. Não preciso desenhar o que estou dizendo.

A conferir!

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Guerra estúpida, gente estúpida

Carlos Alberto,

A melhor definição dessa guerra estúpida promovida por gente estúpida como Putin, veio do ex-presidente Lula: “ninguém pode concordar com guerra, ataques militares de um país contra o outro. A guerra só leva a destruição, desespero e fome. O ser humano tem que criar juízo e resolver suas divergências em uma mesa de negociação, não em campos de batalha”, disse Lula, numa crítica clara e sem subterfúgios à decisão da Rússia, governada por Vladimir Putin, de iniciar os ataques à Ucrânia.

A ação militar russa sem motivo aparente está levando a morte de civis ucranianos e a separação de famílias, com o governo ucraniano sendo obrigado a adotar a Lei Marcial para defender o país do invasor, proibindo todos os cidadãos do sexo masculino de 18 a 60 anos de deixarem o país, informou oficialmente o Serviço de Guarda de Fronteiras do Estado. Segundo o órgão, a decisão é válida pelo tempo que a Lei Marcial tiver em vigor.

Esse filme o mundo todo já viu e o final todos sabemos. A estupidez humana chega a tanto que o presidente russo, Vladimir Putin, defendeu um golpe militar na Ucrânia. Em pronunciamento, ele disse que os próprios militares ucranianos deveriam aplicar o golpe. Sobre golpes militares, lembrai-vos dos EUA que apoiou o golpe militar no Chile com o general Pinochet tomando o poder de forma sangrenta. No Brasil não foi diferente. A tirania de Putin é tão igual a tirania yankee.

Putin voltou a acusar os ucranianos de esconderem “armas pesadas” que ameaçam a Rússia, uma prática das "grandes potências", vide novamente os Estados Unidos que tempos atrás acusou o Irã de ter arma nuclear. Embora os Estados Unidos tivessem acusado o Irã de ser um risco para a segurança mundial por possivelmente poder desenvolver uma bomba nuclear, os americanos estão no topo do ranking de armas nucleares e foram os únicos a adotá-las em um guerra. Hiroshima e Nagasaki no Japão em 1945.

O mesmo faz agora Putin contra a Ucrânia, temendo o país vizinho se aliar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e virar uma "ameaça" à Rússia.

Não vamos transformar também essa guerra estúpida em ideológica, como alguns tentam fazer. Fosse assim, Bolsonaro, que não se pronunciou até agora, já teria condenado o comunismo, e da mesma forma Trump, ex-presidente dos Estados Unidos. E porque eles não condenam Putin. certamente por interesses outros que está numa guerra cibernética. Lembrai-vos caros leitores, que na eleição de Trump existiu uma suspeição de que a Rússia estava por trás.

Agora, Bolsonaro teve encontro com Putin, às vésperas de explodir a guerra contra a Ucrânia, inclusive, levando na comitiva presidencial o vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, que será o coordenador de sua provável campanha a reeleição e o assessor presidencial Tércio Arnaud, integrante do chamado “gabinete do ódio” do Palácio do Planalto.

Aliás, na Rússia, de Putin, Carluxo e Tércio Arnaud discutiram a plataforma Telegran, usada na campanha de Trump. Essa ferramenta não tem representante no Brasil e pode ignorar ordens judiciais. Telegram não assinou acordo com TSE para conter fake news de campanhas eleitorais.

Sobre isso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de alguns perfis no Telegram e alertou a empresa que, caso a ordem não seja cumprida, o aplicativo será suspenso e terá de pagar multa. O ministro é relator do inquérito sobre as milícias digitais na Corte.

Sabem agora o por quê de Bolsonaro não ter criticado Putin por ter mandado a Rússia invadir a Ucrância, ou querem que desenhe?

Lula tá coberto de razão: "ninguém pode concordar com guerra, ataques militares de um país contra o outro. A guerra só leva a destruição, desespero e fome"

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Não cabe mais ao Capitão o discurso anticomunismo

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro terá que abandonar o discurso anticomunismo. Certamente isso não vai agradar a caserna e aos seus fiéis seguidores. Em Moscou, em meio ao temor de parte da comunidade internacional em relação a uma possível invasão russa à Ucrânia, o capitão de terno, gravata e coturno, para não fugir a tradição, classificou a relação do Brasil com a Rússia como um "casamento perfeito" e elogiou o presidente Vladimir Putin dizendo que ele "busca a paz".

No entanto, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o Brasil “parece estar do outro lado de onde está a maioria da comunidade global” ao comentar a viagem de Jair Bolsonaro à Rússia.

A secretária de imprensa reforçou as palavras de um porta-voz do Departamento de Estado americano, que afirmara que o momento da visita do presidente brasileiro a Vladimir Putin, com os russos ameaçando invadir a Ucrânia, “não poderia ser pior”.

Bolsonaro, que admirava o ex-presidente americano Donald Trump, parece agora idolatrar o presidente russo Vladimir Putin. O mandatário brasileiro chegou a se vangloriar de ter sentado ao lado de Putin com uma distância de apenas 1 metro e meio, enquanto o presidente da França, Emmanoel Macron, quando esteve com Putin sentou numa mesa que media aproximadamente 5 metros de um lado a outro. Cada um numa ponta.

Esquece o capitão, que Macron se recusou a cumprir as exigências sanitárias do governo russo, como por exemplo, de fazer quarentena e não sair do hotel. Bolsonaro cumpriu a quarentena. Portanto, ele não deveria se vangloriar porque esteve próximo de Putin. Na visita que fez a Petrópoles (RJ), no retorno ao Brasil, para ver os estragos causados pelas fortes chuvas caídas na cidade fluminense, Bolsonaro fez um sobrevoo de helic´óptero e não se tem notícias que tenha se aproximado, nem que fosse de 1 metro e meio, de qualquer desabrigado ou de familiares que perderam parentes.

Detalhe: na ditadura se dizia que comunista comia criancinhas. Esse discurso nem o capitão vai poder usar, nem seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, o Carluxo, que cuida das redes sociais do pai e que acompanhou a comitiva presidencial para participar de uma estranha reunião sobre segurança digital com os russos.

Aliás, sobre essa pauta, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito dos atos antidemocráticos no STF, para que seja investigada a participação de Carlos Bolsonaro na comitiva presidencial.

Além disso, o parlamentar também quer que seja investigada a atuação do assessor presidencial Tércio Arnaud, integrante do chamado “gabinete do ódio” do Palácio do PlanaltoA suspeita do parlamentar é que os dois foram obter informações sobre o aplicativo Telegram.

A conferir!

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O circo mambembe em que se transformou a vinda de Bolsonaro e sua trupe ao RN

Carlos Alberto,

A vinda do presidente Jair Bolsonaro e asseclas como os ministros Rogério Marinho (do Desenvolvimento Regional) e Fábio Faria (das Comunicações) ao Rio Grande do Norte, para inaugurar um trecho da transposição do rio São Francisco que irá trazer águas para o estado, se transformou numa panaceia digno de um circo mambembe.

Primeiro, como vem fazendo o seu "marketing", tentaram popularizar o presidente com um regabofe num local público - uma praça de alimentação -, em Caicó, onde estavam presentes o prefeito da cidade e, até, imagine caro leitor, o prefeito de Natal, capital do RN, o caicoense Álvaro Dias, que deixou seus afazeres para recepcionar Bolsonaro, negacionista igual a ele. No cardápio, sem veneno, claro (rsrsrs), carne de sol e macaxeira. A conta ninguém sabe quem pagou. Bolsonaro costuma dizer que em suas viagens usa sempre o cartão corporativo da Presidência da República para pagar suas despesas. Até acredito que a parte dele tenha pago com o cartão corporativo. Mas, a parte dos convivas, quem pagou? Cada um pagou a carne de sol com macaxeira que comeu? A conta ninguém sabe ninguém viu.

Em Jucurutu no dia seguinte, onde foi visitar a Barragem de Oiticica, um palanque foi armado para que o presidente e os ministros falassem e fizessem proselitismo político, inclusive, com transmissão da TV Brasil, uma estatal do governo. Aliás, objeto de uma ação do PT, PSB e bancada petista no Senado e bancada socialista na Câmara por campanha antecipada, que é ilegal, e uso de recursos públicos para fins eleitorais.

No palco, sobre as luzes da ribalta, o ministro Fábio Faria, após ouvir a claque do colega de governo Rogério Marinho gritar seu nome para o Senado, se dirigiu a ele e como quem foge da raia insinuou que não disputará mais a senatória, devendo concorrer a reeleição (Fábio Faria é deputado federal licenciado). Os dois estavam numa disputa fratricida para ver quem ganharia a simpatia do patrão para ser senador pelo Rio Grande do Norte nas eleições de outubro. A bem da verdade, Bolsonaro já tinha preterido o nome do genro de Silvio Santos, optando por apoiar Rogério Marinho, coordenador das emendas secretas - o famoso tratoraço - que beneficiou a bancada do centrão na Câmarasegundo a imprensa nacional.

Já em Jardim de Piranhas, onde Bolsonaro iria liberar as comportas para a chegada das águas do São Francisco ao Rio Grande do Norte, a trupe do circo mambembe seguiu em uma cavalociata - uma espécie de passeata de cavalo - e não mais numa jumenciata, como anunciado pelo próprio presidente, do centro da cidade até o local onde as comportas seriam abertas. Aí, veio a decepção. Como não combinaram nada com as águas (rsrsrs), elas não chegaram a tempo ao Rio Grande do Norte e os pau-de-araras presentes à solenidade, tiveram que se contentar com uma mangueira, certamente de um carro-pipa, revivendo a velha seca no sertão.

Por fim, no mesmo dia em que o circo mambembe se apresentou no Rio Grande do Norte, pesquisa Quaest  apontou que a rejeição a Jair Bolsonaro no Nordeste subiu de 56% a 61% apenas de janeiro a fevereiro. Isso em meio a chacotas de Bolsonaro contra os nordestinos a quem chamou de “pau de arara” em sua live semanal e depois, em viagem a Pernambuco, antes de vir ao Rio Grande do Norte, acrescentou outras ofensas como "cabeçudos" e "aratacas". Detalhe: a Quaest  registrou também que quando se trata apenas do Nordeste, Lula vai a 61% das intenções de voto para à Presidência da República, e Bolsonaro, alcança apenas pífios 13%.

Diante do fadado fracasso de Jair Bolsonaro nas eleições, aconselho o ministro Rogério Marinho, assim como fez o seu colega Fábio Faria, jogar a toalha e desistir de qualquer pleito eleitoral. Até porque o bolsonarismo não encontrou ninguém para chamar de seu candidato a governador no Rio Grande do Norte. Nem mesmo o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, que teve o nome lançado num "balão de ensaio" dias atrás, se juntou a trupe do circo mambembe no Seridó. Ninguém quer servir de "boi de piranha" para os projetos pessoais de Rogério Marinho e Fábio Faria. Fato!

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Não basta dizer que tá arrependido de ter apoiado Bolsonaro, tem que agir

Carlos Alberto,

Sabem aquela velha máxima de que "não basta ser pai tem que participar", muito bem aplicada num antigo comercial do Gelol? Pois é, agora aplica-se ao ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que quer ser o candidato ao Senado da governadora Fátima Bezerra (PT), candidata a reeleição.

Carlos Eduardo Alves anda dizendo aos quatro cantos que está arrependido de ter apoiado Jair Bolsonaro para presidente da República. Claro e óbvio, quer ser o candidato de Fátima ao Senado e se ainda defendesse Bolsonaro isso estaria totalmente fora de cogitação.

Ocorre que Carlos Eduardo Alves se arrependeu, mas precisa agir de fato como um anti-bolsonarista. Não basta dizer apenas que está arrependido de ter apoiado Bolsonaro, é preciso agir e criticar todos aqueles que defendem Bolsonaro, inclusive, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), que é negacionista e que já cogitou sair candidato a governador compondo chapa com ele [Carlos Eduardo] para o Senado.

Outra: Ciro Gomes (PDT), pretenso candidato à Presidência da República, vive a criticar Lula. Carlos Eduardo Alves, sendo o candidato ao Senado da petista Fátima Bezerra terá necessariamente que discordar do seu correligionário. Aliás, já deveria ter iniciado o discurso contra o que diz Ciro Gomes.

Lula tem dito que se for eleito novamente presidente do Brasil não quer correr o risco de Dilma Ruosseff, que sofreu um impeachment por um golpe de Estado. O ex-presidente sempre que pode afirma em suas entrevistas que quer uma bancada forte de apoio ao seu governo no Congresso Nacional, incluindo aí petistas e aliados. Para isso tá incentivando alianças nos estados do PT com outros partidos que não são necessariamente de esquerda como o MDB, por exemplo.

Carlos Eduardo Alves é do PDT, e precisa alinhar o seu discurso com o PT de Lula e de Fátima Bezerra.

Não basta dizer que tá arrependido de ter apoiado Bolsonaro, tem que agir

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