Reportagem da Veja sobre respiradores deve frustrar CPI dos Aflitos na ALRN

Carlos Alberto,

A Revista Veja publicou uma extensa reportagem sobre o título "Processos sigilosos revelam golpes contra os cofres públicos na pandemia" e cita o caso do calote que o Consórcio Nordeste recebeu na compra dos ventiladores pulmonares. Em nenhum momento, no entanto, o nome da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), é citado.

O que a publicação reporta não é mais nenhuma novidade. O assunto já está sob os cuidados da CPI da Covid que investiga governadores suspeitos de ilicitudes envolvendo processos de compra de respiradores. São citados os governadores da Bahia, Rui Costa (PT), do Pará, Helder Barbalho (MDB), e Wilson Lima (PSC), do Amazonas.

Bom relembrar que no caso do Rio Grande do Norte, já foi divulgado exaustivamente que o governo petista da governadora Fátima Bezerra vem movendo desde maio uma ação coletiva junto com os demais estados que participam do Consórcio Nordeste, para ressarcimento dos respiradores não entregues pela empresa Hempcare Pharma Representações LTDA. Aliás, os membros da CPI dos Aflitos na Assembleia Legislativa - àqueles que estão pendurados num pincel para tentar se eleger e arrumaram um palanque político-eleitoral pra isso - sabem disso.

Ninguém, absolutamente, ninguém, inclusive, os membros da CPI dos Aflitos, desconhece - o que a reportagem da Veja também reforça - que todo o processo administrativo de contratação foi conduzido pelo Estado da Bahia, através da PGE-BA (Procuradoria Geral do Estado da Bahia). Como o Estado da Bahia era, na época, o ente líder do Consórcio contratante, detentor da legitimidade ativa para promover em juízo a cobrança dos valores, o Estado do Rio Grande do Norte, através da PGE, vem acompanhando a atuação da PGE-BA para reaver em juízo os valores pagos pelos equipamentos.

A Veja ao invés de requentar matéria devia procurar saber das investigações da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União e do Ministério Público Federal sobre a compra de respiradores sucateados e superfaturados comprados pela Prefeitura do Natal que resultaram na Operação Rebotalho.

A operação desencadeada no início de julho, portanto há quase um mês, decorreu de inquérito policial instaurado em novembro de 2020, com base em auditoria da CGU, que identificou indícios de montagem e direcionamento da dispensa de licitação, além de superfaturamento no montante de R$ 1.433.340,00.

Elementos de prova já colhidos indicam que os aparelhos respiradores adquiridos pela Secretaria Municipal de Saúde são sucateados, chegando a 15 anos de uso, e parte deles possui origem clandestina, haja vista a empresa fabricante ter informado que os números de série não correspondem a equipamentos por ela produzidos.

Com a palavra os membros da CPI dos Aflitos!

Em tempo: clique aqui para ler a reportagem completa da Veja



Até que ponto a disputa fratricida entre Marinho e Faria interessa ao eleitor?

Carlos Alberto,

Não sei qual o maior grau de importância para o eleitor, se a disputa fratricida entre os dois ministros Rogério Marinho e Fábio Faria para ver quem ganha a simpatia do presidente Jair Bolsonaro para disputar o Senado, ou se o fato dos dois temerem a disputa direta com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT, candidata a reeleição.

Os dois já se lançaram candidatos a senatória, inclusive, com formação de chapas. O lógico aí seria a formação de uma chapa puro-sangue, com um disputando o Governo e o outro o Senado,

No entanto, me parece que tanto Rogério Marinho quanto Fábio Faria temem o desafio de enfrentar Fátima Bezerra nas urnas, mesmo tecendo críticas a governadora e até com divulgação de fake news em redes sociais contra o governo petista. Se criticam o governo petista deveriam disputar a sucessão estadual para apresentar propostas para o estado, do contrário as críticas não passam de discursos retóricos.

O certo é que, assim como o presidente Jair Bolsonaro defende o voto impresso, um retrocesso que beneficia os currais eleitorais com a quebra do sigilo do voto, Rogério Marinho e Fábio Faria parecem querer reeditar o "voto camarão". Pra quem não sabe no chamado "voto camarão" o eleitor escolhe o corpo tirando a cabeça. Cada eleitor que escolha por si. Portanto, se os ministros Rogério Marinho e Fábio Faria não formarem chapa única, com um saindo candidato ao governo e o outro ao Senado, e optando ambos por formação de chapas isoladas, os candidatos ao governo apoiados por eles correm esse risco. Olhos bem abertos deputado Benes Leocádio e prefeito de Ceará Mirim, Júlio César Soares, vocês podem tá embarcando numa canoa furada.

Lembrando que o deputado federal Benes Leocádio já se pronunciou candidato a governador formando chapa majoritória com o ministro Rogério Marinho, candidato ao Senado. E o prefeito de
Ceará Mirim, Júlio César Soares, já foi anunciado pelo ministro Fábio Faria como o seu candidato ao governo e ele [Faria] à senatória.

Acho que o eleitor bolsonarista gostaria de ver o destemor dos ministros Rogério Marinho e Fábio Faria formando chapa puro-sangue com o apoio, óbviamente, do presidente Jair Bolsonaro, que se não houver nenhum percalço até as eleições, deverá sair candidato a reeleição com ou sem o voto impresso, como deseja.

A conferir!

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Argentina de Messi "cagou" para o Brasil bolsonarista

Carlos Alberto,

A Argentina é campeã da Copa América 2021! Não poderia ser melhor para los hermanos ver a seleção deles ser campeã e ganhando no tempo normal de jogo para a seleção brasileira de Neymar e Cia dentro do Maracanã. Ufa! Um novo Maracanaço. O primeiro foi em 1950, quando perdemos para o Uruguai a Copa do Mundo. Maracanã, o karma sulamericano da seleção brasileira. Sem falar no chocolate da Alemanha de 7 a 1, na Copa do Mundo realizada no Brasil, mas este foi no Mineirão.

A diferença é que desta vez o governo Bolsonaro apostou todas as fichas no ópio brasileiro que é o futebol, ou seja, a seleção brasileira sendo campeã da Copa América, dentro do Maracanã, o povo brasileiro iria esquecer o preço do gás de cozinha, a alta dos combustíveis, a inflação galopante, os escândalos dia sim outro sim envolvendo o presidente, o negacionismo do governo contra a ciência que está levando o país a mais de meio milhão de pessoas mortas pela Covid-19 e a CPI da Covid, que a cada dia revela os esquemas montados para compra de vacinas superfaturadas.

A Copa América só foi realizada no Brasil porque o presidente Jair Bolsonaro fez de tudo para trazê-la pra cá, mesmo o país passando por uma grande crise sanitária sem precedentes em nossa história. A própria Argentina, país que acabou se sagrando campeão do torneio, recusou a realização do evento lá devido a pandemia.

Durante a final da Copa América, o canal do sogro da ministro da "Propaganda", Fábio Faria, segundo o UOL, teve 20,3 pontos de audiência em São Paulo, e a Globo ficou com 19,3. Durante o torneio foi a única vez que o STB do sogrão conseguiu bater a emissora dos Marinho, assim mesmo com um alcance de audiência desprezível. Em 2019, na semifinal entre Argentina e Brasil do mesmo torneio, a Globo marcou 44 pontos de audiência.

Fato é que com um belo gol de Di Maria, ainda no primeiro tempo, a equipe argentina venceu por 1 a 0 o Brasil, na noite de sábado (10), no Maracanã, e chegou à 15ª taça do torneio continental. Agora, a Albiceleste é a maior campeã, ao lado do Uruguai. A seleção brasileira não consegue o bicampeonato e estaciona em nove taças, em terceiro no ranking.

Ao contrário de Neymar que não consegue um título pela seleção principal do Brasil , acabou também a espera de Lionel Messi pelo primeiro título com a camisa da seleção argentina. Campeão de tudo com o Barcelona, o craque já havia sido vice-campeão da Copa América em 2007, 2015 e 2016, além de ter ficado também com o segundo lugar da Copa do Mundo de 2014, perdendo a decisão para a Alemanha, no próprio Maracanã.

Daí repetir que a Argentina de Messi, mesmo dentro do Maracanã, não tomou conhecimento do Brasil e "cagou" literalmente nos sonhos de Bolsonaro e bolsonaristas para ver a seleção brasileira campeã e o povo brasileiro embebecido pelo ópio do ufanismo da "pátria de chuteiras", esquecendo os problemas que afligem o país a ponto de 54% das pessoas já quererem o seu impeachment, segundo pesquisa DataFolha divulgada horas antes da final.

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E o superfaturamento de respiradores não será apurado pela Câmara não?

Carlos Alberto,

A Câmara Municipal do Natal vai se omitir diante da Operação Rebotalho, realizada pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal, para investigar a suspeita de superfaturamento na aquisição de respiradores pulmonares comprados pela Prefeitura do Natal para o Hospital de Campanha?

Calcula-se que o prejuízo aos cofres públicos municipais possa chegar a mais de R$ 1,4 milhão. Além disso, entre os crimes em escrutínio, estão a dispensa indevida de licitação e o peculato.

A operação Rebotalho desencadeada na última quinta-feira (1) decorreu de inquérito policial instaurado em novembro de 2020, com base em auditoria da CGU, que identificou indícios de montagem e direcionamento da dispensa de licitação, além de superfaturamento no montante de R$ 1.433.340,00.

Os elementos de prova já colhidos indicam que os aparelhos respiradores adquiridos pela Secretaria Municipal de Saúde são sucateados, chegando a 15 anos de uso, e parte deles possui origem clandestina, haja vista a empresa fabricante ter informado que os números de série não correspondem a equipamentos por ela produzidos.

Em face disso, visando a reparação do dano causado aos cofres públicos, a Justiça Federal autorizou o bloqueio desses valores em contas dos envolvidos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de dispensa indevida de licitação e peculato, e, se condenados, poderão cumprir penas de até 17 anos de reclusão.

É preciso que a Câmara Municipal do Natal agora abra uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para saber até que ponto a gestão municipal está envolvida no escândalo, e se o prefeito Álvaro Dias tinha conhecimento do fato, e se tinha deve ser responsabilizado também.

Na Assembleia Legislativa, sem nenhuma denúncia de qualquer tipo de irregularidade na condução da pandemia por parte do governo do estado, a oposição decidiu abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o que chamo de CPI dos Aflitos, para apurar possíveis irregularidades. Ao contrário das denúncias e da Operação Rebotalho, os deputados trabalham sobre ilações.

Resta a Câmara Municipal do Natal, com base no que já apurou a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal abrir uma CEI e ir a fundo para mais investigações e punir os culpados, se for o caso.

A conferir!

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Situação se tornou insustentável. Não dá mais!

Carlos Alberto,

A situação do governo Bolsonaro se tornou insustentável. Caiu por terra o discurso de que no seu governo não haveria corrupção. A gota d`água são os indícios muito fortes de fraude num processo de R$ 1,6 bilhão para aquisição de vacinas, falo da vacina indiana Covaxin. O presidente prevaricou ao tomar conhecimento de que o líder do governo, Ricardo Barros, confirmado por ele mesmo, estaria envolvido, e não tomou as providências, apenas insinuou que iria tomá-las. Caiu por terra, repito, a avaliação de que o governo Bolsonaro podia cometer erros, mas não havia corrupção.

Agora mesmo a Revista Fórum e o Canal CNN estampam que o governo Bolsonaro pode estar envolvido em outro escândalo na compra de vacinas com ligação direta também do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

De acordo com os dois órgão de imprensa a negociação da compra da vacina do laboratório chinês CanSino também entrou na mira da CPI da Covid.

Segundo a Fórum e a CBN, a comissão pretende investigar uma carta de intenção assinada pelo Ministério da Saúde para a aquisição de 60 milhões de doses do imunizante por aproximadamente R$ 5 bilhões.

A reportagem teve acesso a um documento assinado em 4 de junho prevendo que a negociação deve ser feita pela Belcher Farmacêutica do Brasil.

Detalhe:

A CPI também quer saber mais sobre a ligação da empresa com o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, do PP. É que um dos sócios é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, que foi presidente da empresa de urbanização de Maringá, a Urbamar, durante a gestão de Ricardo Barros como prefeito da cidade, entre as décadas de 1980 e 1990.”

Além disso o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues, já disse que o colegiado investiga, ainda, o suposto lobby do presidente Jair Bolsonaro para a compra de insumos na Índia por empresas brasileiras para fabricação de cloroquina como tratamento preventivo à Covid-19.

Neste domingo (27) mais um azimute foi acrescentado as investigações da CPI. Segundo o jornal O Globo, a ex-mulher de Eduardo Pazuello procurou a CPI da Covid se oferecendo para depor.

“Andréa enviou um e-mail elencando os pontos que poderia abordar num depoimento sobre atos que têm o ex-marido como protagonista.”

De acordo com o site O Antagonista, usando um certo sarcasmo, "há uma ex-mulher em todos os escândalos brasileiros. As ex-mulheres são a mais confiável instituição nacional".

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Oposição quer punir governadora por fazer gestão de excelência

Carlos Alberto,

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), autorizou a instalação da CPI dos Aflitos, nome que estou dando à CPI da Covid para investigar as ações do governo Fátima Bezerra(PT) no combate a pandemia. Ocorre que Ezequiel estará prevaricando se instalar a CPI dos Aflitos antes mesmo de concluir a CPI da Arena das Dunas que adormece nos gabinetes da Assembleia.

O próprio deputado Kelps Lima (Solidariedade), um dos 10 parlamentares de oposição que subscreveram o pedido da nova Comissão Parlamentar de Inquérito, já colocou o assunto em questão. Se isso ocorrer, ou seja, os trabalhos da CPI dos Aflitos entrar na frente da CPI da Arena das Dunas, não só o presidente da Casa estará prevaricando, como o próprio Regimento Interno estará sendo atropelado e fica mais evidenciado ainda que o colegiado tenciona fazer palanque político visando as eleições de 2022.

Outra coisa que deixa claro é que a oposição parece querer punir a governadora Fátima Bezerra por fazer uma gestão de excelência colocando em dia os salários do funcionalismo público dentro do mês trabalhado, inclusive com calendário de pagamento, saldando as folhas e 13º em atraso deixados pelo seu antecessor, o ex-governador Robinson Faria (PSD), pai do ministro das Comunicações Fábio Faria, que minimizou as mais de 500 mil pessoas mortas por Covid no Brasil, números estes atingidos sábado, 19 de junho.

Não só isso, o governo Fátima retomou obras paralisadas de governos passados como o Hospital da Mulher, em Mossoró, a recuperação do Teatro Alberto Maranhão, a recuperação do Forte dos Reis Magos e o anfiteatro do Papódromo que servirá agora para apresentações culturais. Detalhe: se as obras não fossem retomadas os recursos retornariam para os credores, como o Banco Mundial, por exemplo, sem falar nas mais de 80 UTIs implantadas na rede pública de saúde do estado para o atendimento aos pacientes Covid que ficarão como legado para a rede pública hospitalar espalhadas por todo o Rio Grande do Norte.

Sobre a CPI dos Aflitos, o governo do estado divulgou nota ressaltando que
"recebe com serenidade a decisão do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, de acatar com ressalvas o requerimento de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado pela bancada de oposição".

E completa:

-O Governo do RN reafirma o seu compromisso inegociável com a vida, o respeito à ciência, e o diálogo que imprimiu desde o início com os demais Poderes do Estado e a sociedade.

Fica claro que a oposição quer botar um "bode expiatório" dentro da sala do governo para tentar punir a governadora Fátima Bezerra. Só não enxerga quem não quer ou tá de má vontade.

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Sem ódio e sem paixões, dêem uma chance a democracia antes que seja tarde

Carlos Alberto,

Todos sabem minhas opiniões políticas, até porque como jornalista e principalmente como cidadão tenho o direito e o dever de me expressar livre e democraticamente, conforme a Constituição Federal.

Daí me reservar o direito de fazer um apelo público sem ódio e sem paixões. Dêem uma chance à Democracia antes que ela acabe de vez em nosso país.

Não vou entrar aqui no mérito de quem votou ou deixou de votar em Bolsonaro, tendo em vista que o voto é livre (ainda), mas fato é que o Brasil vive um momento de turbulência política, econômica e social, sobretudo, com o agravamento da pandemia do coronavírus por falta de uma política sanitária governamental e, pior ainda, pela insistência do negacionismo do presidente Jair Bolsonaro.

Me reporto a um artigo do general Santos Cruz no jornal O Estado de S. Paulo para externar, mais uma vez, a minha preocupação com a nossa frágil democracia. Segundo o militar do Exército, “a mentalidade anarquista do presidente age para destruir e desmoralizar as instituições, e banalizar o desrespeito pessoal, funcional e institucional. Junto com seguidores extremistas, alimenta um fanatismo que certamente terminará em violência.”

-O alerta do general Santos Cruz precisa ser ouvido. Ele representa o que o Exército tem de melhor, e é com ele que podemos contar para defender a democracia, disse o jornalista Diogo Mainardi, que é de direita, no site O Antagonista.

O general Carlos Alberto Santos Cruz, que chegou a exercer a chefia da Secretaria de Governo, hoje ocupada pelo general Ramos, foi exonerado em 2019 e a baixa foi atribuída ao “desalinhamento” com o presidente em questões como comunicação e a centralização de poder na sua pasta.

Afirmo e reafirmo que o presidente Jair Bolsonaro continua desafiando as instituições e isso é um perigo à democracia. Denúncias afloram na CPI da Covid sobre o uso do chamado "gabinete do ódio" para plantar notícias falsas até com relação ao uso de medicamentos não eficaz no tratamento da covid-19 e agora mais um agravante: o senador Randolfe Rodrigues, vice presidente da CPI, disse que o "gabinete paralelo" atuava com um esquema de corrupção. Clique aqui para ver e ouvir.

Sem falar no bolsolão, esquema de compra de votos de parlamentares do centrão denunciado pelo Estadão, numa clara afronta à sociedade e ao próprio TCU (Tribunal de Contas da União), órgão controlador das contas públicas, que já está investigando o caso.

Portanto, sem essa de esquerda, direita, centro-direita ou seja lá o que o vá-lha, é preciso deter a sanha anti-democrática do presidente Jair Bolsonaro antes que seja tarde demais. Àqueles (as) que defendem o presidente com unhas e dentes sem enxergar a um palmo do nariz o perigo da "mentalidade anarquista" de Bolsonaro, como bem afirmou o general Santos Cruz, podem se arrepender mais tarde e chorar o leite derramado. O alerta vem sendo feito não só no Brasil, mas de forma mundial.

A conferir!

Em tempo: veja e ouça o meu comentário no BB News TV no blogdobarbosa e no Canal Youtube. Falo sobre o presidente Jair Bolsonaro continuar desafiando as instituições sem nada acontecer. Confira aqui 



Investigue-se o que revelou o jornalista Dinarte Assunção

Carlos Alberto,

O jornalista Dinarte Assunção revelou no Jornal das 6 da 96FM que as denúncias que fez em seu blog (Blog do Dina) sobre o Hospital de Campanha de Natal, estão sob investigação da Polícia Federal e que o caso já subiu para o Tribunal Regional Federal (5ª Região), por ter o prefeito Álvaro Dias foro privilegiado.

Assunção disse ainda que suas reportagens sobre o Hospital de Campanha já chegaram também à CPI da Covid no Senado Federal. Trata-se de contratação de empresas em caráter emergencial e que sigilos foram quebrados tanto telemáticos quanto telefônicos.

Para que alguém não lance mão sobre a hipótese dele está criando uma "teoria da conspiração", Assunção afirmou que todas estas informações ele tem obtido através de milhares de páginas em PDF que todos os dias chegam as suas mãos.

É hora da Câmara Municipal de Natal se debruçar sobre o assunto que já está na esfera policial e judicial. Ao contrário da CPI dos Aflitos criado na Assembleia Legislativa para apurar a aplicação dos recursos federais por parte do governo do estado para o combate a pandemia, que os órgãos de controle não identificaram nenhuma irregularidade, no caso do Hospital de Campanha o assunto já tomou dimensões nacionais em função das possíveis irregularidades.

O fato da Câmara Municipal de Natal ficar calada e não ter se pronunciado sobre a possibilidade de abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para ir a fundo nas investigações, é preocupante, até porque se houve algum tipo de irregularidade investigue-se.

O prefeito Álvaro Dias (PSDB) também precisa se pronunciar sobre o assunto. Estranho é a imprensa ficar calada sobre um fato que pode se transformar num grande escândalo, tendo em vista que envolve recursos federais.

O jornalista Dinarte Assunção fez a revelação sobre as investigações numa emissora de Rádio, portanto, tornando-a pública, e não vi nenhuma repercussão na mídia papa-jerimum. Estranho, muito estranho mesmo!

Em tempo: clique aqui para ver e ouvir o que disse o jornalista Dinarte Assunção

Acesse o blogdobarbosa, 13 anos no ar sempre em defesa da democracia e da liberdade de expressão, clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


O povo nas ruas vai mostrar sua força e derrotar Bolsonaro

Carlos Alberto,

O povo finalmente foi as ruas contra o Governo Jair Bolsonaro. A cada depoimento na CPI Genocida o governo Bolsonaro só faz se complicar, tantas são as contradições e mentiras. A menos que não se queira enxergar ou por ser um admirador do "mito".

A CPI já conta com material suficiente para incriminar o Governo Bolsonaro por negligência e incapacidade de lidar com a crise sanitária que o país enfrenta.

Desde a falta de vacinas até a insistência no negacionismo não podem passar despercebidos

Fato!

Agora o povo está nas ruas pedindo pelo seu impeachment, um fator preponderante para a sua saída.

Sempre gosto de repetir o que dizia o saudosos deputado Ulysses Guimarães: "político só tem medo do povo nas ruas".

E é verdade, tanto assim que o vereador Carlos Bolsonaro, o 02, filho do presidente postou nas redes sociais:
"Enquanto os portais de 'mídia' minimizam e ridicularizam as milhões de pessoas em manifestações do povo e motociatas, hoje os mesmos não fazem uma crítica! Uma coisa dá pra perceber, tá liberado aglomerar, desde que $eja 'do bem'. Apesar da discrepância bizarra lá vem a narrativa".

Isso já é o medo da pressão popular contra o governo do seu pai. Sintomática a reação do vereador.

"O povo vai mostrar sua força e derrotar Bolsonaro! É a pressão popular que pode virar o jogo!", afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). "O lugar de Bolsonaro não é na Presidência da República, é no banco dos réus", disse Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Deputado Henrique Fontana (PT-RS) criticou a "ausência de esforços para a compra de vacina em tempo hábil".

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Governo torna-se réu confesso quando um ministro diz que o "O2" foi o responsável pela eleição do pai

Carlos Alberto,

O que quis dizer o ministro das Comunicações, Fábio Faria, ao discursar num evento público no Piauí, que o vereador Carlos Bolsonaro, o "02", foi o responsável pela eleição do pai? E que ele tinha que ir pra Brasília ficar ao lado do presidente Jair Bolsonaro, mesmo sendo vereador no Rio de Janeiro.

Será que tem a ver com o fato do presidente querer publicar um decreto proibindo redes sociais de apagarem posts com fake News ou discursos de ódio?

Todos sabem que Carlos Bolsonaro é quem comanda as redes sociais do pai presidente. Essa insinuação e esse apelo do ministro das Comunicações foi sintomático, objeto, inclusive, do meu comentário no BB News TV no blogdobarbosa e no Canal Youtube. Clique aqui para conferir.

A título de esclarecimento, o governo Jair Bolsonaro prepara um decreto com o objetivo de proibir que sites e redes sociais apaguem publicações ou suspendam usuários de suas plataformas. A Secretaria de Cultura elaborou o texto nas últimas semanas e a Advocacia-Geral da União deu parecer favorável. Se for aprovado, o decreto pode ter como consequência o aumento da propagação de informações falsas. Nos últimos meses, o Google e o Facebook retiraram publicações e vídeos de Bolsonaro sob o argumento de que espalhavam mentiras. O projeto foi encaminhado ao Palácio do Planalto na última semana.

O decreto prevê que os provedores de serviço só poderão agir por determinação judicial ou para suspender perfis falsos, automatizados ou inadimplentes. De acordo com informações do jornal O Globo, o bloqueio de conteúdos sem decisão judicial só poderá ocorrer em casos específicos, como apologia ao crime, nudez, violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, apoio a organizações criminosas ou a terroristas, e incitação de atos de ameaça ou violência. 

A proposta do governo, no entanto, “subverte” o Marco Civil da internet. 
Além disso, instituiria um órgão público que vai dizer como as plataformas vão aplicar medidas de moderação na internet, o que é um absurdo.

Imaginemos se esse decreto for aprovado, as eleições de 2022 estarão totalmente comprometidas pelos números de fake news que irão às redes sociais tentando direcionar o voto como ocorreu na eleição passada para à Presidência da República e o resultado todos sabemos.

Em tempo: clique aqui para ver o vídeo da fala do ministro Fábio Faria



O Brasil precisa acordar antes que cheguemos a 1 milhão de mortos por covid

Carlos Alberto,

Em que pese as denúncias contra o seu governo e o seu clã, o presidente Jair Bolsonaro tenta se garantir no Poder com um "guarda-chuva" que abriu desde a sua posse colocando militares em pontos chaves de sua gestão, se aproximando do Centrão, recorrendo ao populismo com bravatas falando todos os dias a um grupo de seguidores na frente do Alvorada parecendo coisa articulada, usando o gabinete do ódio para produzir fake news contra seus adversários e interferindo na Polícia Federal, como denunciou o ex-ministro Sérgio Moro.

Contudo, a CPI do Genocídio como está sendo chamada a CPI da Covid e agora mais recente o escândalo do Bolsolão, podem e devem produzir efeitos devastadores sobre o Planalto. No caso do Bolsolão, por exemplo, deputados de oposição ingressaram na semana passada com uma representação junto à Procuradoria da República no Distrito Federal, solicitando a abertura de um inquérito por improbidade administrativa contra o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em função do orçamento paralelo operado pelo governo para comprar parlamentares no Congresso.

Gosto sempre de repetir o saudoso deputado Ulysses Guimarães: político só tem medo do povo nas ruas, e parece que isso já começa a ocorrer, mesmo que de maneira pontual, mas a pesquisa DataFolha divulgada dias atrás reforça isso relatando que o brasileiro já concorda com o impeachment. Ou seja, para impedir Bolsonaro de continuar governando o país esta força tem que vir das ruas, pois que o presidente da Câmara, Arthur Lira, está sentado sobre dezenas de processos que pedem a abertura de uma CPI, mas já disse que não vai colocar nenhum em pauta. Lira é um dos beneficiados pelo Bolsolão. O povo tem que pressionar Arthur Lira e o Congresso Nacional, sobretudo.

O infectologista Julio Croda afirmou em entrevista à CNN Brasil na semana passada,que o ritmo lento da vacinação contra a Covid no país contribui para o surgimento de novas variantes do coronavírus.

A chance de ocorrer novas mutações da Covid-19 no Brasil é enorme”, disse. Nosso índice está em 7,7% da população que completou o esquema vacinal. Ainda é muito baixo para impedir a circulação viral. Enquanto 80% da população não estiver vacinada e com a pouca adesão às medidas preventivas o vírus vai continuar circulando.”

Enquanto isso o presidente Bolsonaro continua pregando o negacionismo e dando maus exemplos usando suas lifes às quintas-feiras para pregar o uso de medicações sem nenhuma comprovação científica contra a covid-19 e saindo às ruas se aglomerando com pessoas sem usar máscara.

Em editorial, O Estadão, sob o título "Bolsonaro está louco?", comenta o pedido de afastamento de Jair Bolsonaro, protocolado no Supremo Tribunal Federal por sete juristas, segundo os quais é preciso reconhecer a "incapacidade civil" do presidente para exercer o cargo.

Ainda em março a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que já foi aliada do presidente Jair Bolsonaro, protocolou uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que destitui um presidente em caso de incapacidade mental e pede apoio à população para a sua propositura.

O Brasil precisa acordar urgentemente antes que cheguemos a 1 milhão de mortos por covid. Já caminhamos para meio milhão de vítimas. 

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Golpista Eduardo Cunha quer voltar para as luzes da ribalta

Carlos Alberto,

Liberado da prisão domiciliar o golpista Eduardo Cunha quer voltar para as luzes da ribalta.

Ainda que esteja proibido de participar das eleições de 2022, diz que quer fortalecer o seu MDB, já tão desgastado.

Cunha quer ter influência na composição de palanques e articula a recomposição do partido na Câmara.

Cunha, que atuou nos bastidores para eleger o engavetador Arthur Lira, presidente da Câmara, quer dar a "governabilidade" que Jair Bolsonaro tanto precisa para se manter no Poder.

Não à toa o golpista Eduardo Cunha quer manter a "governabilidade" de Jair Bolsonaro.

Segundo O Estadão em reportagem neste domingo (9), o rolo compressor de Bolsonaro para comprar apoio de deputados, diga-se, Centrão, envolve recursos da ordem de R$ 3 bilhões do Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta essa comandada pelo potiguar Rogério Marinho.

De acordo com o jornal, Bolsonaro montou, no final de 2020, um orçamento secreto e paralelo em emendas parlamentares.

Boa parte do dinheiro era para à compra de tratores por valores até 259% acima da referência.

Num país sério isso levaria ao impedimento do presidente.

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A soberba e o preconceito de Paulo Guedes é o retrato do governo Bolsonaro

Carlos Alberto,

O ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, sem saber que uma reunião fechada em que participava estava sendo gravada, depois levada as redes socias mostrou toda a sua soberba e preconceito ao reclamar o acesso dos mais pobres à universidade por meio do Fies, citando como exemplo filho de porteiro.

Paulo Guedes e o governo Bolsonaro sim, é que são incompetentes porque com ele a frente da economia o Brasil bateu recorde de desempregados, 14, 4 milhões de brasileiros

Mas Paulo Guedes, não custa lembrar, é neoliberal e representa a elite brasileira que detesta pobre, assim como o seu patrão, Jair Bolsonaro.

O país em que o ministro da Economia fala que filho de porteiro não pode ter acesso à universidade, está fadado a decadência. Filho de porteiro, pobre, negro, também tem direito a um lugar ao sol. Imbecis são os que pensam diferente.

Mas a resposta veio imediata:

Professor universitário formado em Química, com mestrado e doutorado, André Senna, filho de um porteiro, que também foi “vendedor ambulante, vigilante, um monte de coisa”, fez um relato emocionante em entrevista à TV 247 na noite da última sexta-feira (30) ao comentar a declaração preconceituosa do ministro da Economia, Paulo Guedes, que reclamou o acesso dos mais pobres à universidade por meio do Fies.

Para Senna, Guedes é “insignificante” e não conhece o Brasil e os brasileiros. “Esse senhor não conhece nosso país, não conhece o nosso povo e não conhece pessoas como eu. Aliás, como eu existem milhares de pessoas, que conseguiram ir lá na universidade e mudar a história de uma família inteira. Então esse senhor não conhece nosso país, e é simplesmente lastimável uma pessoa dessa ocupando um cargo tão importante, que é a Economia, e ele simplesmente falar um absurdo desse. Só que, sinceramente, isso me dá mais força”.

Paulo Guedes podia ter dormido sem essa!

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Bolsonaro despreza a ciência; não é novidade é fato

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro ao vetar do Orçamento 2021 R$ 200 milhões destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, dá provas mais uma vez do seu desprezo pela ciência.

Com a capação dos recursos, o programa de produção de uma vacina genuinamente brasileira contra o coronavírus que está sendo desenvolvido pela pasta, pode e deve ficar prejudicado.

O corte veio um dia após o ministro Marcos Pontes ter participado da live do presidente, na última quinta-feira (22), para falar sobre o imunizante que o seu ministério estava produzindo.

Por outro lado, Bolsonaro determinou meses atrás que o Laboratório do Exército produzisse 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina que fez o governo gastar mais de R$ 1 milhão em recursos públicos.

Muitos dirão que R$ 1 milhão não é nada frente aos R$ 200 milhões que seriam para a produção de vacina. Mas o problema está exatamente aí: Bolsonaro priorizou a fabricação de um medicamento já comprovado cientificamente não ser eficaz contra o coronavírus. Ou seja, mesmo pífio em relação aos R$ 200 milhões, o R$ 1 milhão foi dinheiro público torrado a troco de nada.

É lamentável que quando o país se aproxima de 400 mil mortes por covid-19, o presidente da República ainda insista no negativismo e contra a ciência.

Daí o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, ter batido duro em Jair Bolsonaro pelo negacionismo da pandemia. De acordo com o político português, "Bolsonaro deve ser o único presidente no mundo que não apenas negou a doença, mas desvalorizou a ciência e a vacina".

Espera-se que a CPI da Pandemia não acabe em pizza e venha a esclarecer muita coisa.

A conferir!

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O desprezo aos que cultivam os germes do ódio!

Carlos Alberto,

Quem acompanha o meu Blog e a minha coluna no portal Nominuto.com sabe que prezo pela Democracia e a Liberdade de Expressão.

Mas desde o golpe sofrido pela ex-presidente Dilma se instalou neste país um clima de ódio e mentiras.

Com a eleição de Bolsonaro esse clima se acentuou mais ainda, porque quem apoia ele segue cegamente o seu pensamento como se fosse uma seita.

Bolsonaro não aceita o contraditório, da mesma forma que seus ministros e apoiadores.

É preciso entender que a essência da Democracia é a convivência dos contrários, mas parece que essa essência não está no dicionário do presidente Jair Bolsonaro e dos bolsonaristas.

Infelizmente o Brasil vive essa realidade.

Aqui mesmo no Rio Grande do Norte, temos a vivência de quão é visível este ódio com a esquerda, sobretudo, com o PT. Dois ministros do governo Bolsonaro, Fábio Faria e Rogério Marinho, ambos do Rio Grande do Norte, vivem a plantar mentiras nas redes sociais e em sites sem a menor credibilidade contra o governo petista da professora Fátima Bezerra.

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Portanto, o desprezo aos que cultivam os germes do ódio!

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Lamentável as inverdades do presidente contra a governadora

Carlos Alberto,

Lamentável que um presidente da República, usando do seu cargo, plante inverdades contra uma governadora de Estado apenas porque ela é sua adversária política. Falo das fake news usadas pelo presidente Jair Bolsonaro, quando disse a um grupo de apoiadores que o Governo Fátima teria usado verbas federais destinadas ao combate à pandemia para pagamento do funcionalismo público.

Jair Bolsonaro poupou o nome do site em que se baseou para destilar as fake news, mas nem precisava, o site tem endereço em Mossoró, e todos sabemos de quem se tratar. Mas, não custa dizer que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, já havia dito a mesma coisa dias atrás. Portanto, temos tudo pra crer que as acusações contra o governo Fátima Bezerra, do PT, sem qualquer lastro fático ou que se assemelhe à verdade, tem também as digitais do ministro das Comunicações, filho do ex-governador Robinson Faria, que deixou os salários do funcionalismo atrasado, inclusive 13º, e genro do dono do SBT, empresário Silvio Santos, que recebe gordas verbas federais.

"Mas nosso governo não tem o que temer. Agimos dentro dos princípios da Constituição, com seriedade e honestidade. Tanto que nosso jurídico já foi acionado e está encaminhando o devido processo legal para reposição da verdade", disse a governadora Fátima Bezerra nas redes sociais.

O presidente Bolsonaro e seus asseclas continuam agindo como se a campanha para 2022 já tivesse começado plantando mentiras para ludibriar incautos e ingênuos. Gente que acredita que comunista come criancinha.

Fato é que emparedado com a possível instalação de uma CPI da Pandemia no Senado, Bolsonaro quer dividir a conta da crise sanitária que está sendo conduzida de forma equivocada pelo seu governo, com os governadores. Aí se utiliza de inverdades plantadas por sites bolsonaristas para tentar desqualificar adversários políticos e desviar o foco da questão, que é a crise sanitária que cada vez mais se agrava no país, sem sequer ter o cuidado de checar a informação.

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"Sou hoje coautora de crimes dolosos, por ter sido autora de um crime culposo em 2018"

Carlos Alberto,

O desabafo acima é da advogada e dramaturga Becky S. Korich que fez um mea culpa público, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, por ter votado em Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018.

“Aconteceu em outubro de 2018. Vai ver que mudando, as coisas melhoram, pensei. Constrangimento. Vontade de mudar de assunto. Todavia, me apoio na minha dignidade para ter a coragem de prosseguir com a assunção do meu erro, talvez assim eu durma melhor esta noite”, escreveu a advogada.

É real e notório o descontentamento de alguns que votaram no capitão Jair Messias Bolsonaro para presidente da República. As pesquisas de opinião pública têm retratado isso. A imprensa, da mesma forma, começa a publicar editoriais pedindo o impeachment de Jair Bolsonaro. Até Washington Post, um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos, pediu em editorial o impedimento de Bolsonaro.

“O Brasil de Bolsonaro não conseguiu impedir a covid-19. Agora ele pode estar visando a democracia”, diz o texto de um dos mais importantes jornais do mundo, pedido o seu afastamento.

A crise sanitária sem precedentes e sem controle que o país enfrenta, somado a crise política, diria até institucional, e o descontrole da economia com a inflação subindo e o desemprego em massa, além da insatisfação do maior PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil representado pela poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), não deixam dúvidas que o presidente já começa a ficar sozinho, com o centrão - partidos políticos que apoiam o governo - também dando sinais de insatisfação.

A meu ver a saída não seria o impeachment, até porque o processo demanda demanda tempo e no meio de uma pandemia isso agravaria ainda mais a crise pela qual passa o país.

Bom seria que o presidente Jair Bolsonaro tivesse o mínimo de hombridade e renunciasse ao cargo. Bom para ele e, claro, para os brasileiros (as).

A conferir!

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Na guerra das vaidades políticas quem ganha é a sociedade

Carlos Alberto,

Na guerra das vaidades políticas entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, quem ganha é o povo, ao menos quanto a imunização contra o covid-19.

No dia em que o governador de São Paulo anunciou a vacina do Instituto Butantã, a ButanVac, contra o coronavírus, o presidente da República, seu desafeto, poucas horas depois, determinou ao ministro da Ciência, Marcos Pontes, anunciar que o governo estava produzindo três vacinas.

A diferença é que o Butantã já deverá iniciar os ensaios clínicos das fases 1 e 2 com 1.800 pessoas. Já o governo Bolsonaro, não sabe quando os testes serão iniciados.

Menos mal! Sabemos que nem Bolsonaro nem Doria tem compromisso com a verdade, não tem mocinho neste duelo, mas, o importante é que o Brasil caiu na real, o pelo menos, espero, e precisa também produzir suas próprias vacinas.

Agora é aguardar os resultados e torcer para que todos os brasileiros (as) sejam imunizados (as), independente da natureza da vacina e que a guerra das vaidades políticas possam trazer mais benefícios à sociedade como esta.

A conferir!

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É preciso dividir a conta da pandemia com parlamentares da base aliada. Eles têm medo de perder o voto

Carlos Alberto,

O jornalista Xico Sá fez uma provocação em sua conta no twitter de que é preciso começar a mostrar (politicamente) cada um deputado e senador da base aliada como sócios da carnificina na crise sanitária que o Brasil enfrenta. "Quem apoia genocida também tem sangue nas mãos, escreveu", Xico Sá.

De fato o jornalista tem razão. Se o país está na situação em que está, com quase 300 mil pessoas mortas por covid-19 a culpa não é única e exclusivamente do presidente Bolsonaro. A conta tem que ser divida com a sua base de apoio no Congresso Nacional.

Um exemplo disso é que a maior parte dos nossos parlamentares votaram contra o auxílio emergencial que é pra ser dado pelo governo federal, apoiando a micropolítica do ministro Paulo Guedes. Quem é aqui do Rio Grande do Norte da bancada federal que tá fazendo o "genocídio" acontecer? Quais são os parlamentares que apoiam ou concordam com o que Bolsonaro prega? Uma pergunta que não quer calar e não é difícil responder.

O que ocorre é que o Parlamento é visto como "patinho feio" da República, e sempre uma nuvem negra paira sobre o Congresso Nacional, mas o parlamentar ou parlamentares não, porque o sistema é feito pra dar invisibilidade e poder a estes indivíduos que fazem da política um mercantilismo e, porquanto, continuar a fazer o toma lá da cá.

É preciso entender que estes políticos mercantilistas que fazem parte da base aliada do governo Bolsonaro, muitos deles do centrão, só pensam em ganhar dinheiro, mas tem medo de perder o voto, no entanto.

Portanto, é preciso focar nestes parlamentares e dizer que eles são corresponsáveis direto pelo o que Bolsonaro faz ou prega. Se não se fizer isso, estes parlamentares da base governista vão continuar assinando embaixo do que o presidente da República diz sobre a crise sanitária que o Brasil enfrenta.

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Cuidado com as falsas notícias e os falsos messias

Carlos Alberto,

Parece que a possibilidade do Lula sair candidato novamente à Presidência da República fez com que as noticias falsas - pra não ter que americanizar a coisa e chamar de fake news - voltassem a proliferar com força total. O Facebook e o Instagran estão mandado ver. Alguns acusam até o governo Fátima Bezerra (PT) de tá por trás dessa "censura". Seria muita influencia do governo junto as redes sociais. Acredito que Fátima Bezerra não tenha tanta força assim, mas há os que acham, evidentemente.

Fato é que o ódio a Lula, a Fátima, e ao PT, é porque diferentemente da direita conservadora e reacionária a esquerda tem um pensamento humanista voltado para o bem-estar das pessoas. Isso incomoda porque esse pensamento humanista beneficia também as classes menos favorecidas. Daí as falsas notícias contra os governos de esquerda.

Aliás, em artigo publicado no jornal Tribuna do Norte sob o título "Um ano em defesa da vida, da ciência e da saúde", a governadora disse que não descansará enquanto todo o povo potiguar não estiver vacinado, não sossegará enquanto pacientes estiverem à espera de leitos de UTI e não terá paz enquanto o povo chora a partida dos seus entes queridos.

Isso certamente incomoda e muito os negativistas que pensam em cifrões em detrimento da saúde e da vida das pessoas. É preciso entender que já não temos pessoas em risco, mas uma Nação em risco.

Foi, sobretudo, por plantarem notícias falsas na última campanha presidencial que hoje temos um presidente da República que nega a ciência. Não podemos permitir que ocorra mais isso, sob pena de vivermos um País de mentiras.

A filósofa e psicanalista Cynthia Fleury, em sua obra intitulado La fin du courage nos provoca à reflexão sobre os modos de converter o desânimo em reivindicar o futuro, pois as democracias e, consequentemente, os cidadãos não podem sucumbir nesse desamparo. Ou seja, se, de um lado, todos são afetados por essa degradação moral e política, de outro, trata-se de transpor o caos e encontrar formas de se opor à entropia democrática a partir da ética da coragem como virtude para a manutenção da democracia, a proteção do sujeito e a transformação.

Fleury nos remete a coragem, inclusive, "para desobedecer, pois, ao se seguir um outro de forma servil, alienada e suicida, quais serão os efeitos disso para a democracia? Quais são as consequências quando as pessoas seguem alguém cujo mandamento em plena pandemia é o de não usar máscaras, tampouco tomar vacinas, e sim se aglomerar, fingir nada estar ocorrendo, colocando a vida de milhares em risco".

Portanto, digo e repito, não se deixem enganar por falsas notícias. Elas contaminam a sociedade e levam a descrença das coisas sérias. Esse artifício de plantar fake news em blogs, sites e redes sociais cabe a quem tem ódio a esquerda, e tão somente. 

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1-20 de 2006