Querem cercear a palavra do médico Ricardo Lagreca

Carlos Alberto,

Um simples artigo em que o médico cardiologista, professor da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), ex-diretor do HUOL (Hospital Universitário Onofre Lopes) e ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, em que faz críticas ao governo Bolsonaro por não saber combater a pandemia da Covid 19 que assusta o mundo e, claro, o Brasil, causou uma frenesi no meio médico do Rio Grande do Norte.

Lagreca, a quem tenho apreço, homem de reputação ilibada que dirigiu o HUOL por longos vinte anos e foi secretário de Saúde por 1 ano e três meses no governo Robinson Faria, deixando o governo por não concordar com ingerência política na pasta, e que ao deixar o cargo foi motivo de elogios por toda a imprensa potiguar, quando a mídia disse que naquele momento Robinson estava perdendo o seu melhor secretário, foi crucificado por colegas ao dizer em texto que "Não há mais lágrimas para chorar, há muita indignação para se mostrar". E é verdade! Dr Lagreca não disse nenhuma injúria, embora alguns não afeitos a liberdade de expressão não respeitem a palavra do médico pernambucano que adotou Natal como cidade para morar e trabalhar.

O que Dr Lagreca disse em artigo, publicado, inclusive, no blogdobarbosa é a mais pura e triste realidade que estamos presenciando por falta de uma política sanitária por parte do governo Bolsonaro. "Como um governo sem rumo, desorientado, desagregador, apoiado por políticas mantenedoras do “status quo “ não permitiu em nenhum momento que houvesse a  uniformidade Federativa, tão necessária nesses momentos de tamanha gravidade e que possivelmente teria dado um  outro rumo a esta tragédia".

E completou:

"Os órgãos de classe , por sua vez, seguem a mesma trilha, fazem a mesma política e lavam as mãos. A morbimortalidade dos profissionais de saúde observada entre nós assume uma cifra que ultrapassa o esperado. A cada dia que se passa sabemos de mais uma morte de um colega médico. Não deve ser assim. Algo precisa ser feito para maior cuidado de quem por obrigação e uma  boa dose de altruísmo é submetido a uma possibilidade de maior  exposição ao vírus".

Para usar um termo da medicina, Ricardo Lagreca foi cirúrgico em sua análise e talvez por isso tenha ferido os brios de colegas que não sabem o significado amplo da liberdade de expressão. Por isso Lagreca foi chamado de petista, como se ser petista fosse um mal. Aliás, ser petista é ser humanista, ao contrário de ser de direita ou ultra-direita, e porque não dizer fascista que não dão valor a vida.

Lembro Jair Messias Bolsonaro, que não consegue apenas lamentar os óbitos por covid-19. O instinto de sobrevivência do presidente brota de suas entranhas e irrompe pela boca, impedindo-o de fazer um comentário em que simplesmente transmita empatia. "A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo".

Os seguidores e admiradores de Jair Messias Bolsonaro certamente pensam como ele ao tecer críticas ao Dr Lagreca.

Cito o filósofo e linguista americano Noam Chomsky que disse que "o coronavírus é algo sério o suficiente, mas há algo mais terrível se aproximando". Ele se referia as ameaças de Trump à China. Mas aqui, no Brasil, já vivenciamos uma eterna ameaça do fascismo. E como disse
Chomsky, "o coronavírus é terrível e pode ter péssimas consequências, mas será superado, enquanto as outras não serão. Se deixarmos nosso destino com sociopatas bufões, será o fim".

A conferir!

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Querem macular o governo Fátima ouvindo o galo cantar não sabem onde

Carlos Alberto,

Diz um dito popular que quando alguém se refere a alguma coisa por escutar dizer sem saber do que se trata, ouviu o galo cantar não sabe onde. Isso se aplica aos que, referindo ou querendo explicar os fatos, ignoram as circunstâncias indispensáveis e essenciais.

Pois muito bem, caro leitor: nas terras de Poti estão ouvindo o galo cantar mais não sabem onde. Me reporto ao dito popular para dizer que pessoas e até entidades de classe estão tentando macular a imagem da governadora Fátima Bezerra para dizer que " o Governo Fátima do PT pagou quase R$ 2 milhões para empresa que só tem um médico implantar 30 leitos de UTI e até agora nada", numa referência a Organização Social (OS) Avante Social.

A bem da verdade, de acordo com o que relata o Termo de Audiência, no qual foi celebrado acordo com a Organização Social Instituto Jurídico para Efetivação da Cidadania e Saúde - Avante Social, vencedora do Chamamento Público Emergencial COVID 19 nº 02/2020, com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte (Cremern), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) e o Ministério Público Federal (MPF), nos autos da Ação Civil Pública nº 0004715-12.2012.4.05.8400, o governo do Estado do Rio Grande do Norte repassou o valor para a Justiça Federal no Rio Grande do Norte e o processo de implantação dos 30 leitos de UTI nos Hospitais João Machado e Alfredo Mesquita está sendo monitorado pela Justiça Federal.

Cumpre ressaltar, caro leitor, que compete a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) a fiscalização do cumprimento do contrato nº 512/2020 assinado com a Avante Social. A data prevista para a apresentação da prestação de contas desse 1º mês de vigência do contrato com a OS foi o dia 1º de julho.

Após a apresentação de contas pela OS, a Sesap analisará e enviará com parecer técnico à Justiça Federal para que se mantenha o pagamento da organização social ou não.

Por fim, destacamos que compete a OS nesse momento explicar por que não cumpriu os prazos estipulados em acordo judicial (abertura nos dias 21 e 30 de junho de 2020) dos leitos de UTI nas supracitadas Unidades Hospitalares.

Ouviram também o galo cantar, mas não sabem em que terreiro foi o cacarejo de que o governo estaria contratando uma OS com apenas um anestesiologista.

Pois é, sobre isso digo que a Secretaria de Estado da Saúde Pública esclarece que não é possível realizar uma licitação exigindo que na etapa de habilitação a empresa já apresente corpo clínico. Como ocorre com a contratação de empresas de mão-de-obra, a definição dos empregados só pode ser exigida no ato de assinatura do contrato. Inclusive, é possível determinar um prazo mesmo após a assinatura do contrato. 

Caso a Sesap fizesse a exigência de corpo clínico anteriormente à licitação, as empresas poderiam entrar na Justiça, por meio de Mandado de Segurança por restrição de concorrência. De qualquer forma, nesse momento, a Sesap esclarece que o processo de contratação está em fase de recurso, já que a Coopanest apresentou recurso e está no prazo da empresa apresentar a contrarrazão, a ser julgada.

Portanto, caro leitor, estas pessoas que ouvem o galo cantar não sabem onde, deveriam, primeiro, se informar melhor para não saírem por aí maculando a imagem do governo principalmente profissionais de imprensa que têm a responsabilidade de levar à sociedade a verdade.

Todo jornalista tem direito a ter opinião e a explicitar suas posições políticas. Mais que direito, tem até a obrigação. Mas não pode brigar com os fatos, nem confundir realidade com desejo.

Tenho dito!

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Wassef tem tudo pra ser o PC Farias do Messias

Carlos Alberto,

A coluna transforma em seu editorial um texto que não leva assinatura, mas que me foi passado em um grupo de redes e que considero que retrata bem o momento em que o Brasil vive no cenário político. O texto relata as ligações do advogado Frederick Wassef com a família Bolsonaro. Ou seja, Wassef tem tudo pra ser o PC Farias de Jair Messias Bolsonaro. Segue o texto:

Wassef, advogado chamado "anjo" que escondia o Queiroz, tem pelo menos nove procurações para advogar em em nome do clã Bolsonaro. São três de Bolsonaro, três de Flávio e outras três do Carluxo. Wassef tem casas em São Paulo, Brasília, Angra dos Reis e na Flórida, nos Estados Unidos. 

Ele foi responsável pelo pedido de suspender todas as investigações feitas com base no compartilhamento de dados bancários. Medida acatada por Dias Toffoli para proteger Flávio Bolsonaro.

Wassef era marido da empresária Maria Cristina Boner. No início dos anos 90, Boner apareceu em uma foto com o bilionário Bill Gates para anunciar que representaria a Microsoft.Boner disputa com seu outro ex-marido, Antonio Bruno Di Giovanni Basso, ex-vice-presidente de contas de mercado governamental da Microsoft, um patrimônio avaliado em mais de R$ 300 milhões. Wassef é advogado também do ex-marido de Boner.

Boner é ré por corrupção. Ela foi flagrada em um vídeo de 2006 no qual negocia propinas em troca de contratos com o governo do Distrito Federal (DF), à época comandado por José Roberto Arruda.
Boner, a ex-mulher do advogado "Anjo" de Bolsonaro, foi alvo da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Investigação ficou conhecida como “mensalão do DEM”.Boner recebeu 168 acusações por corrupção passiva e 21 por lavagem de dinheiro. 

E veja só: o advogado "Anjo" de Bolsonaro continua sendo advogado de Boner sua ex-mulher. Boner também aparece na Lava Jato. Uma de suas empresas, a B2BR, efetuou pagamentos às empresas de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Boner também integrou o consórcio Agiliza Rio, que ganhou R$ 32,4 milhões entre 2009 e 2013.

Agora a cereja do Bolo: Foi Wassef quem apresentou Fábio Wajngarten, atual secretário da SECOM, a Bolsonaro. O pai de Fábio, o cardiologista Maurício Wajngarten, e o empresário Henri Armand Szlezynger foram membros do Conselho Deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein.
Szlezynger é pai de Leo Edward Szlezynger, sócio de quem? Wassef, o advogado "anjo" de Bolsonaro. 

Wassef é próximo da cúpula do Einstein e foi um dos motivos que levaram Bolsonaro a ser transferido ao hospital depois da "facada" e também Fabrício Queiroz por ter "câncer”.

Voltando a Boner. Wassef é advogado dela junto com Paulo Henrique dos Santos Lucon. Lucon foi nomeado por Temer como conselheiro da Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP) e virou presidente do órgão no governo Bolsonaro.

Por fim… Boner, a ex- mulher do "Anjo", que recebeu 168 acusações por corrupção passiva e 21 por lavagem de dinheiro, fechou contrato com o Banco Central. 

*Ela vai cuidar da criptografia do sistema de pagamento instantâneo do Banco Central.

É de chorar! 

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Os ignóbeis e a boiada desprezam a democracia

Carlos Alberto,

Os ignóbeis de plantão seguidores do Messias desprezam a democracia tão duramente conquistada. Racismo, preconceitos, obscurantismo, negacionismo, ignorância, raiva, ódio, desprezo pela dor humana, homofobia, criminalização dos pobres, assassinatos, fazem parte do universo macro de uma parte da sociedade brasileira, como também de muitas relações familiares no atual contexto político-social que o Brasil vive, como bem colocou a socióloga Márcia Moussallem, em artigo publicado no Jornal GGN , do jornalista Luís Nassif.

Não se concebe que numa democracia grupos raivosos ardentes de vingança afrontem os Poderes constituídos, caso do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, ou que invadam hospitais sobre o pretexto de fiscalizar se alí tem doentes infectados por uma pandemia que assola o mundo e que no Brasil não é diferente. Estas pessoas sofrem de transtorno psicótico causados pelo ódio, talvez um mal maior ou tão igual ao coronavírus.

Não à toa são comparados a uma boiada guiada pela toada de um "Messias" que disse que veio para acabar com a corrupção no Brasil e com a "velha política" do toma lá da cá, mas o que se ver é tudo ao contrário do que dissera em campanha. Acuado pelas denúncias contra o seu governo, o Messias apelou para o toma lá da cá tão "combatido" por ele para tentar evitar um possível impeachment no Congresso Nacional, recriando até ministérios para alojar políticos do chamado "Centrão", que em outras palavras significa oportunistas de carteirinha.

Mais essa mesma boiada de ignóbeis com transtornos psicóticos, leva ao pé da letra o que o Messias diz e o defende com unhas e dentes como se ele fosse um líder messiânico no comando de uma seita. Uma seita que está levando o Brasil a bancarrota e a um cenário mórbido de muitas mortes e sofrimento que atinge uma grande parcela da população brasileira.

A cada dia ou semana vemos o Brasil virar uma anarquia onde autoridades são achincalhadas até por ministros de Estado e nada, absolutamente nada, se faz de concreto para se dar um basta nesta situação. O que se ver a cada ato estapafúrdio do Messias e de seus asseclas e seguidores, são discursos retóricos como resposta de líderes de entidades representativas da sociedade e dos Poderes - Judiciário e Legislativo - sem nenhuma ação efetiva capaz de dar um fim na caótica situação em que se encontra este Brasil varonil.

Vamos esperar até quando pra todo esse pandemônio acabar? Não bastasse a pandemia na saúde, em que brasileiros estão indo a óbito, e o Messias diz se tratar apenas de uma "gripezinha", temos que conviver com uma crise institucional no país que a cada dia se agrava mais.

Basta!

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Num governo fadado ao fracasso até 'guru' diz que Bolsonaro prevaricou

Carlos Alberto,

O governo do Messias está mesmo fadado ao fracasso. Ainda no último sábado (6) o seu "guru", filósofo Olavo de Carvalho, gravou um vídeo levado as redes sociais onde rompe com Jair Messias Bolsonaro e seu governo.

Olavo de Carvalho fez ameaças explícitas ao presidente da República. "Se as pessoas não conseguem derrubar o seu governo, eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo essa merda desse seu governo".

E mais: o "guru" bolsonarista disse que "o gabinete do ódio foi inventado contra mim, não contra o Bolsonaro. Se você não é capaz de me defender dessa gente toda, você não foi meu amigo. Só tira proveito".

Para tentar contornar a merda que Olavo de Carvalho jogou no ventilador,
um dia após receber críticas abertas do filósofo, o presidente Jair Bolsonaro promoveu um dos representantes da chamada ala ideológica do governo, Felipe Martins, de 31 anos. Ele ocupava o cargo de assessor-adjunto na Assessoria de Assuntos Internacionais, atualmente ligada à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Com a mudança de status, divulgada nesta segunda-feira (8), Martins passou para assessor-chefe da pasta.

Mas o estrago já estava feito. Olavo de Carvalho, um dos mentores desse governo fascista, chegou até a usar de palavriado chulo mandando o presidente Jair Bolsonaro enfiar uma condecoração que lhe foi atribuída "no cu" e tachou de prevaricação o que Bolsonaro vem fazendo contra crimes que estão sendo praticados no seu governo e não são apurados e ainda disse que o governo é "acobertado por generais covardes ou vendidos".

O guru de Bolsonaro ainda ofendeu Luciano Hang, o dono da Havan, que, segundo ele é um “palhaço”, que se veste de Zé Carioca, em alusão ao terno verde do empresário. Ele disse que Hang é “gente que não tem cultura e não gosta de quem tem”.

E sem a menor cerimônia, em resposta ao ataque, o dono da Havan também divulgou um vídeo para dizer que o guru bolsonarista fez apenas um desabafo, chutou o pau da barraca e que tem razão.

O empresário ainda pediu apoio financeiro ao filósofo para ajudá-lo a lutar pela direita no Brasil. Hang nega que tenha solicitado ajuda em dinheiro. Diz que só pediu para os apoiadores da direita comprarem livros do guru e se inscreverem nos cursos. O dono da Havan também sugere que advogados defendam Olavo gratuitamente.

Empresários apoiadores de Bolsonaro dizem que não vão dar dinheiro para ajudar o guru do presidente, Olavo de Carvalho, que foi multado em R$ 2,8 milhões por uma acusação de pedofilia contra o cantor e compositor Caetano Veloso.

Flávio Rocha (Riachuelo), Sebastião Bomfim (Centauro), Edgard Corona (SmartFit) e Washington Cinel (Gocil), que circulam no entorno do presidente, negaram intenção de participar da ajuda financeira.

Caetano Veloso botou quente no "guru" bolsonarista, que agora se vê numa situação vexatória atrás de dinheiro para pagar a multa imposta pela Justiça por injúria e difamação. Este é o governo do Messias que alguns incautos ainda insistem em defender.

Clique aqui para ver o vídeo

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Democracia em vertigem tá mais que atual

Carlos Alberto,

 'Democracia em Vertigem', documentário brasileiro de 2019 dirigido por Petra Costa, indicado ao Oscar de Melhor Documentário de Longa Metragem em 2020, define uma "tragédia épica de corrupção e traição no Brasil. O documentário retrata os bastidores do impeachment da primeira mulher presidente, Dilma Ruosseff, o julgamento do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, a eleição do candidato de extrema-direita, Jair Messias Bolssonaro, e a crise política-econômica, e agora mais precisamente, sanitária do Brasil. O filme entrelaça o pessoal e o político para narrar um momento decisivo da história recente do Brasil, também considerado como "uma advertência a todas as democracias do mundo" .

Me reporto ao documentário de Petra Costa para dizer quão é a realidade da alteração no centro do equilíbrio (vertigem) da democracia brasileira, neste momento em que enfrentamos uma crise institucional entre os poderes Executivo e Judiciário com afrontas e desafios frequentes do Messias presidente e a sua trupe de seguidores que carregam consigo o ódio na alma já transformados visivelmente em transtornos psicóticos. Prova maior é que todos os domingos, como se fosse uma seita, essa trupe de apoiadores se planta na frente do Palácio do Planalto, com a presença do "Messias", claro e obviamente, para decantar aos quatro cantos do Planalto a quebra da normalidade democrática com chavões pouco republicanos.

E quem é o maior culpado pela eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, o presidente com o maior índice de rejeição entre todos pós o processo de redemocratização do país? Você que votou nele! E não tenho o menor constrangimento em afirmar isso às "vivandeiras" do poder que têm saudades da ditadura, muitos deles (as) que nem vivenciaram ou, sequer, leram algum livro que fala sobre o regime militar no Brasil. Quando o deputado Eduardo Bolsonaro, com seus arroubos invocou a possibilidade de edição de um “novo AI-5” para enfrentar opositores, não foi um exagero retórico. Ele externou o que pensa o grupo que ora está no poder, a começar pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, que passou toda a sua vida como político a lamentar o fim da ditadura. Também é de Eduardo Bolsonaro a fala de que para fechar o Supremo Tribunal Federal basta "um jipe, um soldado e um cabo".

O Messias, por sua vez, tem como ídolo o torturador da ditadura militar Coronel Brilhante Ulstra - já falecido -, chegando a evocar seu nome na votação do impeachment da presidente Dilma. O Messias não faz por menos quando disse na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril que vai dar armas à população. A fala do presidente Jair Messias Bolsonaro sobre dar armas para a população foi rejeitada por 72% das pessoas entrevistadas em pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (31) pelo jornal Folha de S.Paulo. Menos mal.

Contudo, ainda neste domingo, em São Paulo, houve confrontos entre os grupos pró-Bolsonaro e os manifestantes antifascistas que foram à Paulista protestar em favor da democracia e contra o nazi-fascismo. Isso já é um reflexo dos discursos antidemocráticos e pouco republicano do Messias que não veio para salvar e sim dividir o Brasil.

Ditadura nunca mais!

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Data Venia Sr presidente, mas o governo do Sr acabou

Carlos Alberto,

O governo Jair Bolsonaro acabou literalmente. Um governo da ilegalidade que não se sustenta numa reunião ministerial, onde era pra se discutir os problemas do Brasil e procurar soluções, acabou virando uma comédia pastelão, onde ao menos 34 palavrões saíram da boca do presidente para reclamar principalmente que não recebia relatórios dos órgãos de informações do seu governo, mais precisamente da Polícia Federal.

Clara e abertamente o Messias disse na reunião a seus asseclas que queria armar a população para que ela possa se defender contra uma possível "ditadura". Ou as menções foram à formação de milícias fascistas armadas para reagirem à políticas públicas que lhes desagradem. A declaração do presidente foi muito grave, uma ameaça a democracia brasileira.

E o fato de que ele não iria deixar o clã se "fuder" e que para isso tinha o seu canal de informantes particular, que segundo o próprio atua melhor do que os´órgãos de informação de seu governo? A bem da verdade, o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), coordenado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), recebeu um total de 1.272 relatórios de inteligência produzidos por diversos órgãos do governo nos anos de 2019 e 2020. Esses relatórios são usados para repassar informações estratégicas ao Palácio do Planalto para ajudar na tomada de decisões. Claro, o Messias queria informações sobre o seu clã, óbviamente, em supostas investigações.

E os desmentidos frequentes sobre a sua interferência na Polícia Federal, que o Messias disse que no fatídico vídeo sobre a reunião ministerial não iria ficar provado nada. Como assim cara pálida? O presidente decidiu tirar Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal e avisou o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, horas antes da reunião ministerial de 22 de abril. É o que apontam mensagens trocadas entre Bolsonaro e Moro no início daquele dia. As mensagens integram o inquérito que apura supostas tentativas do presidente de tentar interferir na PF.

O Messias mostrou também na reunião com os asseclas como se deve agir para proteger os amigos:

" E assim nós devemos agir, como tava discutindo agora. O Iphan, não é? Tá la vinculado à Cultura. Eu fiz a cagada em escolher, nu ... não escolher uma, uma pessoa que tivesse o ... também um outro perfil. E uma excelente pessoa que tá lá, tá? Mas tinha que ter um outro perfil também. O Iphan para qualquer obra do Brasil, como para a do Luciano Hang. Enquanto tá lá um cocô petrificado de índio, para a obra, pô! Para a obra. O que que tem que fazer? Alguém do Iphan que resolva o assunto, né? E assim nós temos que proceder", afirmou o presidente.

Data Venia Sr presidente, mas nem o Sr merece ocupar a cadeira de presidente da República, nem tampouco os seus ministros merecem os cargos que têm. Olhem o que pregaram na reunião dita ministerial:

A "Maria Louca da República", se comparada a do Império é bem pior; quer
prender governadores e prefeitos. Paulo Guedes, o ministro da Economia que só pensa em privatização, inclusive, privatizar o Banco do Brasil, quer salvar os grandes empresários prejudicados com a pandemia da Covid-19 e mandar os médios e pequenos as favas. Aos servidores públicos ele manda bananas, tal qual o seu chefe.

Weintraub, ministro da Educação - será mesmo? - revela racismo aberto, ofende os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chamando-os de vagabundos. E Ricardo Salles, o ministro destruidor de florestas, revela toda a razão cínica que o populismo de direita de Bolsonaro tenta ocultar com seu proselitismo ativista.

Pra não ficar só na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril, que é o Dia do Descobrimento do Brasil, mas que pode ser chamado agora também do Dia da Ilegalidade, tamanha as ilegalidades colocadas nesta reunião, cito um fato que considero tão grave ou até maior do que já foi dito aqui. Me reporto a uma declaração do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que em entrevista publicada na imprensa na semana passada disse que "Bolsonaro quis alterar a bula da Cloroquina".

“Me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista. […] E a ideia que eles tinham era de alterar a bula do medicamento na Anvisa, colocando na bula indicação para Covid”, afirmou Mandetta. 

A cloroquina ganhou destaque no noticiário nacional, após ser defendida por Bolsonaro. A Apsen é a empresa farmacêutica responsável pela produção do remédio composto por hidroxicloroquina e tem como dono um eleitor bolsonarista, o empresário Renato Spallicci.

Ah, antes que esqueça: a jornalista Andréia Sadi informou em seu blog que o empresário Paulo Marinho lhe disse que tenta recuperar um antigo celular do ex-ministro Gustavo Bebianno, morto por infarto em março. O aparelho está nos Estados Unidos e guarda informações de um ano e meio da coordenação de campanha de 2018 do presidente Jair Bolsonaro

"Esse celular tem registros de conversas dele durante um ano e meio de convívio da campanha, entre ele e todas as pessoas que participaram da campanha", disse. "Eu não posso te dizer o que tem, até porque eu não tenho conhecimento, mas eu quero resgatar esse telefone, até pra saber o que tem ali, para acabar com essa dúvida, que é sua e que é minha também."

Paulo Marinho prestou depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, na semana passada, depois de afirmar que o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, foi avisado por um delegado da PF de que seu assessor, Fabrício Queiroz, seria alvo de uma operação policial. Isso na campanha eleitoral de 2018.

O empresário disse também que a ação foi adiada para que não deixasse a família em evidência em período eleitoral. Hoje, Marinho rompeu com o clã Bolsonaro e é pré-candidato do PSDB à prefeitura do Rio.

A conferir!

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Cloroquina pra quem tem transtorno pisicótico

Carlos Alberto,

 "Cloroquina, cloroquina, cloroquina lá do SUS, eu sei que tu me salvas em nome de Jesus", cantaram os apoiadores do Messias que levam o ódio no coração e sofrem de transtorno psicótico. Bolsonaro, não esqueçamos, é defensor intransigente do uso da cloroquina pra combater o coronavírus.

Assim, como Bolsonaro, seu discípulo, Trump insiste em fazer publicidade de um remédio específico como a cura para o Covid-19, embora médicos e pesquisadores tenham dúvidas sobre a utilidade do remédio ou seus efeitos colaterais em pacientes da doença.

Aliás, o jornal americano The New York Times investiga relações de Trump com laboratórios de cloroquina. Se a hidroxicloroquina se tornar um tratamento aceito, várias empresas farmacêuticas terão lucro, incluindo acionistas e executivos seniores com conexões com o presidente americano. O próprio Trump tem interesse financeiro pessoal na Sanofi, a farmacêutica francesa que fabrica o remédio.

Aqui no Brasil os fanáticos seguidores de Jair Messias Bolsonaro agora também levantam a bandeira da cloroquina e quem é contra é comunista. Dois ministros da Saúde já caíram fora do governo por discordar do Messias - Luis Henrique Mandetta e Nelson Teich - enquanto o país vê o número de vítimas da Covid-19 aumentar diariamente.

Nos bastidores, porém, auxiliares do presidente admitem que a ideia é que o general Pazuello, que ocupa interinamente a pasta da Saúde, assine a mudança no protocolo da cloroquina - como quer Bolsonaro - pois o governo tem sido alertado de que nenhum médico de renome concordará com a ideia.

É como bem disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, na sua conta pessoal no twitter: "a saída de dois ministros da saúde em menos de um mês e, o mais grave, em plena pandemia, nos deixa estarrecidos e preocupados com o futuro do nosso país. O que está acontecendo no Brasil não se vê em lugar nenhum do mundo: um governo mergulhado em uma crise política e que deixa em segundo plano, o que deveria ser seu principal dever no momento: o cuidado e a proteção com a saúde das pessoas".

Repito o que já dissera em artigo aqui na coluna:neste momento se faz necessário, mais do que nunca, alertar a população da importância da mudança comportamental ficando em casa e saindo a rua em caso de extrema necessidade. Percebe-se claramente que nos últimos dias houve um relaxamento no isolamento. Não é hora pra isso. Desacreditar os estudos realizados por especialistas é um desserviço à sociedade, como alguns vêm fazendo e até “jornalistas” que têm o papel fundamental, neste momento, de esclarecer a população sobre os perigos desse vírus que tem levado milhares a morte em todo o mundo.

Fingir que está tudo sob controle e debochar de estudos sérios com base científica, quando se percebe que o número de casos confirmados da Covid-19 aumenta em todo o país e, claro, também no Rio Grande do Norte, só faz sustentar o argumento de que a doença não passa de “uma gripezinha”, enquanto o coronavírus se alastra por todo o planeta.

Deixem os que sofrem de transtorno psicótico defenderem a cloraquina como prega o Messias deles. Hoje o remédio mais eficaz para evitar a contaminação é o isolamento social. Aliás, evitar a contaminação do coronavírus e dos que sofrem de transtorno psicótico, a bem da verdade.

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'Trabalhar é preciso, viver não é preciso'

Carlos Alberto,

Pelo o que diz, pensa e age o presidente Jair Bolsonaro, "trabalhar é preciso, viver não é preciso". Prova maior disso é que dois dias após o Brasil ultrapassar a casa das 10 mil mortes por coronavírus, já atingindo o patamar de mais de 11 mil óbitos, Jair Messias Bolsonaro, sem consultar, sequer, o ministro da Saúde, Nelson Teich, baixou decreto incluindo academias, salões e barbearias nos serviços essenciais, ou seja, que podem abrir.

Governadores reagem e afirmam que nada muda nas políticas de restrições em seus estados, respaldados por decisão anterior do STF (Supremo Tribunal Federal), que delegou aos estados decidir sobre o fim do isolamento social. Ainda bem que existem governantes coerentes e que pensam na vida das pessoas como prioridade número um, mesmo deixando de arrecadar impostos.

Exemplo disso é a governadora Fátima Bezerra (PT) que tem responsabilidade e quer preservar a vida do povo do Rio Grande do Norte com os decretos que determinam o isolamento social.  Aliás, o Rio Grande do Norte já ultrapassou os 90 óbitos por Covid-19, isso em apenas dois meses e se não fosse o isolamento social certamente a situação seria igual ou pior do que estados como Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ninguém se iluda porque não existe vacina contra a Covid-19, a melhor e mais eficaz imunização neste momento é o distanciamento das pessoas, até porque a criação de uma vacina específica para imunizar a população mundial ainda está em estudos e demanda um certo tempo. Até lá o isolamento social é a melhor maneira para se evitar o contágio segundo médicos e especialistas. Ignorância se pensar o contrário.

Não nos deixemos tomar conta pelo transtorno psicótico, este sim, talvez uma doença pior do que a Covid-19. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia alertado que a pandemia do novo coronavírus está desencadeando “um tsunami de ódio e xenofobia”. Ele fez um apelo para que as pessoas iniciem um “esforço total para acabar com o discurso de ódio globalmente”.

Infelizmente o "Capitão Covid" defende "o trabalho a vida" e acha que ir para a academia neste momento é "saudável". Esquece que uma academia é fechada com ar-condicionado e onde há aglomeração de pessoas.

Como diz a letra de Blowin' In The Wind, de Bob Dylan:

"Quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Até que ele possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter
Até que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento
A resposta está soprando ao vento

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Bolsonaro, Moro e Judas Iscariotes. Quem traiu quem?

Carlos Alberto,

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, conheceu nos últimos dias que não existe negociação entre patrão e empregado. Ao trocar 22 anos de magistratura por um cargo de primeiro escalão no governo Bolsonaro com a "promessa" de ser indicado depois para o cargo vitalício de ministro do Supremo Tribunal Federal, Moro caiu no conto do vigário.

Primeiro, mandou prender Lula porque sabia que se Lula fosse candidato atrapalharia os planos do seu ex-patrão de chegar à Presidência da República, o que Lula numa das oitivas com o então juiz Sérgio Moro profetizou:"eu queria lhe avisar uma coisa Dr Moro. Estes mesmos que me acusam hoje, se tiverem sinais de que eu serei absolvido, prepare-se porque os ataques ao Sr vão ser muito mais fortes". Clique aqui para conferir.

Depois, vazou propositalmente a delação do ex-ministro Antonio Palocci no segundo turno das eleições de 2018 com o propósito de favorecer Jair Bolsonaro na disputa com Fernando Haddad (PT). “Ele (Moro) estava muito próximo desse movimento político, tanto que no segundo turno ele fez aquele vazamento da delação do Palocci. A quem interessava isso? Ao adversário do PT. Depois, ele aceita o convite, que é muito criticado, para ser ministro deste governo Bolsonaro, cujo adversário ele tinha prendido. Ficou uma situação muito delicada, se discute a correição ética desse gesto”, disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, em entrevista publicada no portal da revista Época.

Sérgio Moro fala em não aparelhamento da Polícia Federal, depois de ter aparelhado a instituição para conseguir a injusta condenação de Lula.
O mesmo Sérgio Moro omite que, como juiz, ligou para o então delegado da PF em Curitiba, Ricardo Valeixo, amigo e diretor exonerado da PF por Bolsonaro agora, para impedir o cumprimento do habeas corpus concedido a Lula por Rogério Favretto naquele 8 de julho de 2018. Detalhe: Sérgio Moro estava de férias.

Caso as denúncias de Moro contra Bolsonaro sejam antigas, como ele mesmo disse que iria entregar à Polícia Federal o resultado de conversas de 15 meses mantidas com Bolsonaro e gravadas no seu celular, ele sabe que o presidente estaria cometendo um crime e ele como então ministro da Justiça permitiu sem tomar nenhuma providência como oficiar ao procurador-geral da Justiça e pedir demissão, o que não o fez anteriormente.

A Polícia Federal terá 60 dias para as investigações, começando pela oitiva deste sábado (2) com Sérgio Moro, para apresentação de suas provas.

Ou constata-se os crimes denunciados por Moro, nesse caso abre-se um processo contra Bolsonaro; ou processa-se Moro por denunciação caluniosa.

Se caracterizado o crime comum, Bolsonaro será imediatamente afastado do cargo por 180 dias, se houver autorização de 2/3 da Câmara. Isto se Bolsonaro não cooptar o Centrão para livrar ele de um processo de impeachment. O velho toma lá da cá, que Bolsonato tanto "condena".

Considerando que também foi assim na eleição de 2018 e nos meses seguintes, quando o mito Lava Jato trocou alianças com o mito da nostalgia do porão da ditadura, nada impede que aliados e adversários apontem o dedo para fazer a mesma pergunta: por que só agora?

Fato é que como disse o jornalista Paulo Moreira Leite, no Jornalistas pela Democracia, "quem pariu Bolsonaro que o embale", não é Sérgio Moro?

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Por muito menos Collor e Dilma sofreram impeachment. Fora Bolsonaro!

Carlos Alberto,

Aos incautos de plantão devo dizer que por muito menos Fernando Collor de Mello e Dilma Ruosseff sofreram impeachment. Para impedir Collor de continuar presidindo o país, basicamente as alegações eram caixa 2 de campanha e a compra de um Fiat Elba pra mulher dele usando o cartão do governo.

Convenhamos que hoje em dia, se alguém desviasse dinheiro para comprar "só" uma Elbinha tava "baum dimais da conta", pois hoje em dia qualquer pontezinha aí é motivação para desvio de dinheiro.

Já o controverso impeachment de Dilma Rousseff consistiu em uma questão processual. Dilma foi condenada por crime de responsabilidade.
Membros da comissão especial do impeachment da Câmara Federal se reuniram sete vezes, pra se ter ideia, com o objetivo de responder a uma pergunta: há ou não motivo para o afastamento da presidenta Dilma Rousseff? A resposta não foi tão simples porque envolveu aspectos técnicos e, acima de tudo, políticos.

O especialista em direito tributário e professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Ricardo Lodi Ribeiro, disse na época que
nenhum dos atos apontados na peça que acusava Dilma de ter cometido pedaladas fiscais constituía crime de responsabilidade. "Falta de apoio parlamentar, impopularidade e o conjunto geral da obra não alicerça pedido de impeachment”, concluiu.

Contudo, o conjunto geral da obra de Jair Messias Bolsonaro já merece, sim, que ele seja impedido de governar o país. Em menos de uma semana, para não falar de outros abusos cometidos pelo presidente, Bolsonaro já cometeu dois crimes que por si só são motivos suficientes para a abertura de um processo na Câmara para o impeachment. Há de salientar que já existem sete processos que o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, anda segurando não se sabe o motivo ou os motivos.

Bolsonaro participou de uma manifestação pública em que seus simpatizantes pediam o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e a volta da ditadura militar e do AI-5 (Ato Institucional número 5), que decretou o fechamento do Congresso e autorizava o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e municípios.

E agora, Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, em coletiva de imprensa, disse em claro e bom som que a mudança - na direção da Polícia Federal - era uma interferência política porque ele [Bolsonaro] pretende ter na PF alguém que lhe dê informações sobre investigações e inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal; para Moro, isso não é atribuição da Polícia Federal.

“O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da Polícia Federal”, denunciou Sérgio Moro.

Isso é crime de responsabilidade e Jair Messias Bolsonaro tem que responder por isso. Não se pode deixar impune uma pessoa que prega a volta da ditadura e que comete crime de responsabilidade tentando induzir um ministro da Justiça a colocar alguém na direção da Polícia Federal para repassar informações sigilosas a ele. Qual o interesse disso?

Da mesma forma Sérgio Moro denunciou outra ilegalidade cometida por Jair Bolsonaro e pedido dele [Moro], ou seja, receber "adicional" como forma de pensão.

Durante a coletiva, na qual anunciou a sua exoneração, o agora ex-ministro admitiu o que afirmou ter sido um “segredo”. “Tem uma única condição que eu coloquei, e que não ia revelar, iria manter o segredo. (…) Como eu estava abandonando 22 anos da magistratura, na qual contribui com a Previdência, pedi apenas que se algo me acontecesse, minha família não ficasse desamparada, sem uma pensão.”

Além de inusitado, caso confirmado, o pedido significaria uma ilegalidade. Isso porque o artigo 39 da Constituição [aqui], que trata sobre a remuneração dos servidores públicos, proíbe aos ministros de Estado “o acréscimo de qualquer gratificação, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”.

Tenho dito e repito agora mais do que nunca:

Fora Bolsonaro!

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De Covid-19, bufões e ignominiosos

Carlos Alberto,

Nestes tempos da pandemia de Covid-19 que é uma decorrência da doença respiratória aguda causada pelo Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 (SARS-CoV-2), se observa também um pandemônio de bufões e ignominiosos no Rio Grande do Norte.

Gosto sempre de repetir uma célebre frase do saudoso filósofo e escritor italiano, Umberto Eco, já falecido, de que "as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis". E completo: não só as redes sociais deram voz aos imbecis, mas também os microfones de Rádio e a telinha da TV.

Mas, Umberto Eco também dizia que “nem todas as verdades são para todos os ouvidos e nem todas as mentiras podem ser suportadas.”

Perfeito Umberto Eco!

E por que recorro ao filósofo italiano? Por um simples motivo: nestes tempos de coronavírus os bufões e ignominiosos estão arvorados em vomitar o que não sabem ou se sabem se fingem de rogados, o que é pior, brincam com a saúde do povo.

Deboches e mentiras são arrotados diariamente em redes sociais e em alguns programas "jornalísticos", com o afã de desqualificar o trabalho digno que profissionais de saúde vêm desempenhando, sem medir esforços, para salvar vidas. Eu estou falando em salvar vidas!

Até pesquisas científicas tentam desqualificar no Rio Grande do Norte, porque como já dissera em texto anterior, para alguns é melhor dissimular do que ouvir verdades. Lamentável que isso esteja ocorrendo. Diria até que por ser ano eleitoral querem transformar a Covid-19 como bandeira de campanha, e isto é porque no nosso estado o número de casos e de óbitos não chega nem perto do vizinho estado, o Ceará. Lá 100% dos leitos públicos de UTI para coronavírus estão ocupados. Imagina se a situação aqui estivesse igual ou pior do que lá?

Aqui no Rio Grande do Norte, os bufões e ignominiosos plantonistas das redes sociais e dos microfones radiofônicos e das telas de TV, criticam até o fato do governo ter pretendido montar um Hospital de Campanha, através de Chamada Pública, quando em todo o país vem se fazendo isso sem nenhum alarde. Mas, como o governo desconsiderou as propostas apresentadas por empresas concorrentes, porque estavam aquém do oferecido financeiramente e optou por assegurar leitos em instituições filantrópicas, certamente não vão faltar as línguas peçonhentas para criticar.

Estes bufões e ignominiosos não estão preocupados com a saúde do povo, querem fazer média com a doença que está matando milhões de pessoas em todo o mundo no pior estilo chanchada para uma platéia escassa de convicções. Fazem o jogo do descompromissado - pra não dizer outra coisa - presidente Jair Bolsonaro, que o jornal inglês Financial Times colocou entre os líderes mundiais que se negam a adotar medidas drásticas para combater a disseminação do coronavírus. 

*Ah, para os que não sabem: bufões, o mesmo que bobos, burlescos. E
ignominiosos, são pessoas deploráveis, infames, aviltantes, canalhas, etc e tal

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Para alguns é melhor dissimular do que ouvir verdades

Carlos Alberto,

Quando no final de março Anthony Fauci, especialista em doenças infectocontagiosas e conselheiro do presidente Donald Trump para a pandemia do novo coronavírus, afirmou que entre 100 mil e 200 mil pessoas podem morrer nos Estados Unidos vítimas da Covid-19, o mundo se espantou.

"Em função do que vemos hoje, diria que entre 100 mil e 200 mil", afirmou o doutor Fauci ao canal CNN sobre o possível número de mortes. Ele também citou "milhões de possíveis casos". 

Cauteloso, o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infectocontagiosas recordou, no entanto, que os modelos sempre são baseados em diferentes hipóteses. 

"Apresentam o pior e o melhor cenário. E geralmente a realidade fica em algum ponto intermediário", explicou. 

Contudo, a percepção do tamanho da tragédia do coronavírus na cidade de Nova York ganhou novos contornos depois que vieram à tona imagens de pessoas com trajes especiais enterrando caixões em valas comuns na última sexta-feira (10)

Me reporto ao fato, pois que no Rio Grande do Norte um grupo de especialistas da Universidade Federal (UFRN) e o médico Ricardo Volpe apresentaram estudos parecidos sobre o aumento de casos da Covid-19, levando em consideração o fato de parte da população do estado não está vivenciando uma mitigacão legítima, ou seja, quando aceita que não se pode deter a doença e trata de evitar ao máximo casos de contágio que fariam colapsar os sistemas público e privado de saúde, embora o governo já tenha baixado vários decretos para evitar que isso venha a ocorrer como aconteceu na Itália, por exemplo.

Neste momento se faz necessário, mais do que nunca, alertar a população da importância da mudança comportamental ficando em casa e saindo a rua em caso de extrema necessidade. Percebe-se claramente que nos últimos dias houve um relaxamento no isolamento. Não é hora pra isso. Desacreditar os estudos realizados por especialistas é um desserviço à sociedade, como alguns vêm fazendo e até "jornalistas" que têm o papel fundamental, neste momento, de esclarecer a população sobre os perigos desse vírus que tem levado milhares a morte em todo o mundo.

Fingir que está tudo sob controle e debochar de estudos sérios com base científica, quando se percebe que o número de casos confirmados da Covid-19 aumenta em todo o país e, claro, também no Rio Grande do Norte, só faz sustentar o argumento de que a doença não passa de "uma gripezinha", enquanto o coronavírus se alastra por todo o planeta.

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A Covid-19 não aceita radicalismo, politicagem, e muito menos mesquinharia

Carlos Alberto,

Estamos vivenciando, eu diria, um filme de ficção científica, tal a grandiosidade dessa pandemia que tomou conta do mundo sem o Planeta está preparado, nem mesmo as Nações mais ricas como os Estados Unidos.

Mas o que mais abomina é o radicalismo, a politicagem e a mesquinharia de pessoas que querem tirar proveito da doença que mata dezenas, centenas, milhões de pessoas. Não vou nem entrar em detalhes de mandatários de Nações, porque se não vão dizer que é ideologia. Mas não preciso nem citar nomes, porque a obviedade já trata de quem ou a quem me refiro.

Vou me deter ao plano local. O RN foi o primeiro Estado da Federação a elaborar um Plano de Contingência para Infecção Humana pela Covid-19. O Plano foi concluído ainda em fevereiro a partir da constituição de comitês de enfrentamento de emergência e eventos de importância de saúde pública coordenado pela sub-Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde por meio dos responsáveis pelas áreas temáticas que compõem o Plano.

Além disso, a governadora Fátima Bezerra baixou vários Decretos para conter o avanço da pandemia no RN, inclusive orientando a população ao isolamento, o que vem sendo sempre ressaltado pela própria governadora e autoridades sanitárias do estado nas entrevistas à imprensa. Mesmo assim, há críticas pontuais as ações governamentais. Considero isso radicalismo, politicagem ou quando menos mesquinharia.

Todos sabem e estão fartos de notícias que o Governo Fátima não está medindo esforços para, se não conter, ao menos amenizar a pandemia do coronavírus no Rio Grande do Norte, mesmo com todas as dificuldades que o setor saúde já enfrentava em nosso estado, agravadas mais agora com a Covid-19.

É sabido também, que tanto a rede pública quanto a rede privada hospitalar não suportaria um colapso na saúde, tal qual estão vivenciando países como Itália e Espanha, que ao contrário do Brasil e em especial o Rio Grande do Norte, tomaram medidas antecipadas para evitar uma calamidade maior, uma delas simples, mais de resultados satisfatórios como se tem provado, que é o isolamento das pessoas, orientando a ficarem em casa.

Como já observei o RN foi o primeiro estado da Federação a elaborar um Plano de Contingência para Infecção Humana pela Covid-19. E, como em todo o mundo, o governo do estado se preocupou em ter também o seu hospital de campanha, que será no estádio Arena das Dunas, objeto de críticas até por alguns profissionais e entidades médicas, certamente, por questões que fogem ao debate.

Fato é que com toda a celeuma, o Governo Fátima pensando na saúde dos potiguares, realizou uma Chamada Pública para montar o seu hospital de campanha. Trata-se de um reforço para a eventualidade de uma explosão no número de casos que necessite de internamento e que venha extrapolar a rede pública e privada hospitalar.

Ressalte-se que o governo promoveu uma chamada pública para contratação urgente em face da necessidade, antes restrito a instituições filantrópicas e Organizações Sociais e que na última sexta-feira (3), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre O Ministério Público do RN, Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral do Estado, possibilitou permitir também que a Chamada Pública para contratação da referida unidade inclua, também, sociedades empresariais hospitalares e de saúde em geral de todo o Brasil, inclusive, do RN.

Resta saber, depois de toda a celeuma criada, se as sociedades empresariais e hospitalares e de saúde em geral do Rio Grande do Norte têm condições de atender os requisitos da Chamada Pública? Sim, a pergunta se faz pertinente porquanto um dos questionamentos feitos pelo Sindicato dos Médicos do RN quanto a chamada pública, motivo de liminar que foi derrubada pela justiça, era exatamente que a primeira Chamada Pública só se referia a instituições filantrópicas e Organizações Sociais.

Mais uma vez repito, a ora é de somar esforços sem radicalismo, politicagem ou mesquinharia para salvar vidas. Isso é o que de fato importa.

A conferir!

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Um parasita ensinando a amebas a zombar de vírus

Carlos Alberto,

Me apropiei de uma brincadeira, embora que mórbida, que vi nas redes sociais onde dizia que "o Brasil virou um estudo sobre biologia: um parasita - no caso o presidente Bolsonaro - ensinando a amebas - os fanáticos por ele - a zombar de vírus - a Covid - 19, para demonstrar a minha total indignação com o comportamento, diria, até desumano do presidente da República.

Primeiro, Bolsonaro considera o coronavírus uma "gripezinha". Depois conclama os brasileiros a irem pra rua, contrariando o próprio ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que reafirmou neste sábado (28), a sua posição quanto ao isolamento social neste momento agudo que o Brasil atravessa no enfrentamento ao coronavírus. Em seguida, de maneira estapafúrdia, Bolsonaro lança uma campanha intitulada "O Brasil não pode parar", que custaria R$ 4,8 milhões aos cofres públicos, dinheiro esse pago pelo contribuinte e que poderia ser empregue na saúde, e que só não foi viabilizada porque o Ministério Público Federal solicitou que a Justiça suspendesse.

Achando pouco, Bolsonaro declarou na sexta-feira (27) que “alguns vão morrer” pelo novo coronavírus, mas não se “pode parar uma fábrica de automóveis porque tem mortes no trânsito”, voltando a afirmar que a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, era uma “gripezinha”.  .  Insensato, é o mínimo que se pode dizer de uma pessoa que não tem a mínima consideração pelo próximo.

Não a toa a revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo entre os cientistas, pulicou um artigo no qual critica as respostas de alguns governos que não foram rápidos ao exigir o isolamento da população devido ao coronavírus Sars-CoV-2. O único presidente citado diretamente foi Jair Bolsonaro. 

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O mundo está pagando um preço alto por seus erros

Carlos Alberto,

A pandemia do Covid-19 (novo coronavírus) serve de alerta ao Mundo, sobretudo, as grandes potências por investir pouco ou quase nada na ciência, privilegiando a indústria bélica e patrocinando guerras por interesses econômicos em detrimento da humanidade. Não dá para matar o vírus com um tiro de fuzil.

É preciso que os governantes entendam que o Covid-19 pode ser letal não fazendo diferença entre negros e brancos, pobres e ricos, mulheres e homens, crianças e idosos e, claro, os "poderosos". O novo coronavírus pode matar não parte de uma Nação, mas parte do Planeta, o que já vem ocorrendo.

O Covid-19 está fazendo estragos social, político e econômico sem distinguir classes sociais ou potências mundiais. É um verdadeiro apocalipse jamais imaginado, coisa que só se via, até então, em filmes de ficção. Chega ser assustador ver imagens de cidades com suas ruas desertas parecendo cidades fantasmas. Chocou ver caminhões do Exército italiano transportando urnas de idosos mortos pelo coronavírus.

Da mesma forma depoimentos de pessoas que convivem diariamente com o drama vivido na Europa e que se alastrou mundo afora, inclusive, no Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro desdenhou. Repito aqui o que disse o psicólogo Luís Carlos Bolzan, especialista em psicologia da saúde, mestre em gestão pública de saúde, em artigo: "a ignorância da pandemia é a pandemia da ignorância", numa referência direta ao presidente Jair Bolsonaro.

Estão vendo agora o por que que não dá para matar o corona com um tiro de fuzil? O Mundo está pagando um preço alto pelos equívocos dos nossos governantes e o egoísmo de alguns. Certamente estamos passando por uma provação para que mudemos nossas concepções de vida, que sejamos mais humanistas e que comecemos a pensar mais no próximo.

A conferir!

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Um médico fazendo humor com assunto tão sério

Carlos Alberto,

Num cenário em que a imprensa séria e profissional trava uma batalha contra as Fakes News que circulam nas redes sociais para evitar que informações mentirosas ganhem dimensão, e na hora em que o mundo da mesma forma trava uma outra grande batalha contra a pandemia do novo coranavírus (Covid-19), um médico, ex-secretário de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte - Domício Arruda - usa de forma equivocada o blog ao qual escreve - Território Livre - hospedado no jornal de maior circulação no estado - Tribuna do Norte -, para disseminar mentiras e confundir os seus leitores.

Se a intenção era fazer "humor", como ele mesmo postou no Território Livre depois da repercussão negativa, o humor saiu pela culatra, até porque no primeiro texto que postou, depois apagado, constava uma falsificação do brasão do governo do Rio Grande do Norte. Nem mesmo o mais ferrenho jornalista opositor ao governo, Gustavo Negreiros, poupou Domício Arruda, quando no embalo das críticas ao Dr Dráuzio Varela, ele afirmou que " Domício foi além, está “em busca de leitores qualificados“, transfere o erro dele para a ignorância do leitor. Dráuzio teve que pedir desculpas em um segundo momento, talvez Domício nem peça, porque o caso dele é totalmente irrelevante. Poderiam ter pedido desculpas imediatamente". Clique aqui para conferir.

A jornalista Thaísa Galvão em seu blog escreveu: "O domingo começa com o decreto fake publicado pela edição online do jornal Tribuna do Norte. Num momento em que o jornalismo vem sendo desqualificado, o jornal mais antigo do Rio Grande do Norte colabora com a própria desqualificação. Blog da edição online do jornal publicou um decreto inventado onde diz que o Governo do Estado está cancelando as aulas da rede pública por um mês, o que não é verdade. E o mais grave: inventa um PARÁGRAFO ÚNICO onde anuncia um futuro decreto de privatização da Uern. Veja aqui.

Já o ex-deputado e atual secretário estadual de Gestão de Projetos e Articulação Institucional, Fernando Mineiro, divulgou nota em que afirma que " o ex-secretário de Saúde do Governo Rosalba, médico Domício Arruda Câmara, prisioneiro do passado,  no blog Território Livre, hospedado na Tribuna do Norte, fez chacota com o assunto de extrema seriedade e gravidade, que mobiliza governos e sociedades em todo o mundo".  Mineiro vai além quando diz que o médico Domício Arruda cometeu "uma postura desrespeitosa e irresponsável, que certamente contraria a ética profissional, por induzir as pessoas a eventuais erros de interpretação e comportamento em relação ao documento da governadora e à pandemia".

O governo do estado, através da Secretaria de Comunicação Social, divulgou em Nota que, "ao publicar um “decreto de emergência” que nunca existiu, um veículo e seus autores agridem a si mesmos, atentam contra a própria credibilidade e décadas de história. Nos causou ainda mais surpresa que o ataque tenha partido de um médico conceituado na sociedade, inclusive ex-secretário de Estado de Saúde Pública, o que nos leva a crer que o autor da postagem sabia exatamente o que estava divulgando".

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Desta vez Bolsonaro se superou. De Gaulle tinha razão!

Carlos Alberto,

O presidente da República, Jair Bolsonaro, desta vez se superou. Ao achincalhar a imprensa ao escalar o humorista Márvio Lúcio, o Carioca, vestido de presidente, para comentar o crescimento pífio do PIB (Produto Interno Bruto), e distribuir bananas para os profissionais da imprensa que fazem a cobertura diária na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro não só agrediu aos profissionais de imprensa como também à Nação com o seu deboche transformando o Brasil numa republiqueta de bananas.

Bolsonaro só é comparado a personagem de Paulo Gracindo - já falecido - na novela global dos anos 1970, O Bem Amado, onde interpretava o prefeito Odorico Paraguaçu, tal a maneira como governa o país, sem preparo para o cargo e com deboche. A frase atribuída ao ex-presidente francês, Charles De Gaulle, de que "o Brasil não era um país sério", na famosa "guerra da Lagosta", em 1963, bem se aplica ao momento em que nós brasileiros vivenciamos.

Afora os arroubos de costume do presidente Jair Bolsonaro, tal qual convocar o povo para um ato público contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, através de redes sociais, agora esse achincalhe de colocar um humorista lhe representando para distribuir bananas para a imprensa que cobre o Palácio da Alvorada.

Ao menos serviu de lição aos colegas que todas as manhãs estão a lhe esperar à porta do Alvorada para ouvir asneiras. Parte dos jornalistas virou as costas e deixou o local na manhã de quarta-feira (4).  Ainda assim, o humorista insistiu com as provocações gritando que “não tem retaliação” e “outra pergunta, outra pergunta”. Muitos dos jornalistas que deixaram o local comentaram a agressão de Bolsonaro com reação dos profissionais nas redes sociais.

Bolsonaro brinca de ser presidente e precisa urgentemente ser interditado antes que o Brasil vire realmente uma republiqueta de bananas. Ele não desrespeita somente a classe dos jornalistas, a quem tem pavor, mas, sobretudo a instituição que representa, ou seja, a Presidência da República, que está sendo ridicularizada por um "presidente" sem a menor capacidade de ocupar o cargo e só tem o aplauso da claque que todas as manhãs se porta a frente do Palácio da Alvorada para aplaudir as bobagens que arrota. Parece mais um programa de auditório do quilate de Silvio Santos.

Urge o Supremo e o Congresso se pronunciarem e se posicionarem contra um presidente da República que não respeita os seus cidadãos (ãs) e leva no deboche tudo o que se fala dele e de seu governo, o que certamente não são coisas boas.

A conferir!

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Uma afronta a democracia

Carlos Alberto,

Quando um presidente da República se utiliza das redes sociais para incitar uma manifestação do povo contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, a primeira, instituição do qual ele fez parte, é sinal de que a nossa democracia está em frangalhos.

O comportamento do presidente Jair Bolsonaro foi insano, sem precedentes na frágil democracia brasileira. Como bem disse em editorial a Folha de S. Paulo, Bolsonaro com o seu ato, "pôs fogo na fervura do extremismo" que tomou conta do país, uma verdadeira afronta a democracia brasileira.

O Congresso Nacional tem que tomar uma posição diante do que vem ocorrendo e não adianta ficar só na retórica do discurso, tem que agir.
O ex-ministro do Tribunal de Justiça Gilson Dipp afirmou que não resta dúvida de que Jair Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao incentivar, pelo WhatsApp, um protesto contra o Congresso e o STF.

“Desta vez foi a gota d´água. Por muito menos Collor e Dilma sofreram impeachment”, afirmou Dipp.

Os arroubos de Bolsonaro contra a democracia já se tornaram uma constante. Dia sim outro sim ele solta farpas contra a mídia, repórteres, oposição e agora chegou ao ápice ao convocar o povo para ir as ruas pedir o fechamento do Congresso Nacional.

Como bem disse a jornalista Cynara Menezes, do site Jornalistas pela Democracia, "neste museu de grandes novidades chamado Brasil, descobriram que o presidente da República está disparando mensagens pelo whatsapp convocando para uma manifestação no dia 15 de março em favor do fechamento do Congresso Nacional. Qual a surpresa? Bolsonaro sempre defendeu isso. Bolsonaro homenageou torturador, a quem trata como “herói nacional”. Bolsonaro deu “nota 10” para a ditadura outro dia, não foi 20 anos atrás, não. Ele já era presidente".

E completa:

-Neste momento, porém, tudo o que sinto é raiva de quem nos jogou nesta situação e agora clama por 'união' contra Bolsonaro. Raiva, angústia e tristeza pelo Brasil que nos roubaram, exatamente como em 1964. Lutar ao lado de calhordas e vendilhões da pátria é a real 'escolha difícil'. A outra opção é o aeroporto.

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Cruzamos o limite da decência. Eu não entendo que surto foi esse!

Carlos Alberto,

 Vou me dar o direito de usar as palavras da jovem artista Leandra Leal que usou as redes sociais para expressar a sua indignação com o que vem ocorrendo em nosso País varonil.

-Cruzamos o limite da decência desde o dia em que um deputado elogiou um torturador. Durante toda a campanha ouvimos falas racistas, machistas, homofóbicas. Cruzamos a fronteira quando acharam que isso não era sério. Eu não entendo que surto foi esse.

Pois é, quando se tem um presidente que distribui bananas pra jornalistas, que é sabidamente homofóbico e misógino, que dia sim outro sim arrota seus arroubos para tanger a mídia para desviar os problemas maiores do país, até porque não tem conhecimento o suficiente para o debate, e quando se tem ainda um corpo de auxiliares despreparados, que compete com este mesmo presidente o besteirol vomitado para satisfazer seus egos, se faz a pergunta: que surto foi esse?

E como disse o jornalista Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, da chantagem do general ao caos no Ceará, o Brasil vive a "Era do Foda-se". "E o que é a "Era do Foda-se"? Sabe aquele esforço para se preocupar com as consequências das próprias ações e palavras e, no mínimo, manter as aparências? No contexto em que estamos, ele se aposenta ou tira férias, mandando avisar que só dá as caras quando a democracia plena voltar", alerta o jornalista.

Segundo o também jornalista Arnaldo Jabor, Bolsonaro tem a democracia, o jornalismo e a sexualidade como inimigos. "Há uma sexualidade torta no Executivo que acaba pautando uma vida política perversa", emendou em referência aos retrocessos que vêm sendo implementados pelo atual governo. 

Carnaval chegando e o que se ver são preconceitos e fobias ao invés de folias.

Mas, como a música de Sérgio Sampaio,
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Tenho dito!

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1-20 de 1951