Novo partido abre disputa por comando do diretório no Rio Grande do Norte

Diógenes Dantas,
GazetadoPovo/online
A união PPS com o PMN foi sacramentada ontem (17) em Brasília durante congressos extraordinários e registro em cartório eleitoral.

É natural que o deputado estadual Antônio Jácome, ex-dirigente do PMN no Estado, esteja ansioso para confirmar seu nome como primeiro presidente estadual do MD - Mobilização Democrática, resultado da fusão do PPS com o PMN.

A união dos dois partidos foi sacramentada ontem (17) em Brasília durante congressos extraordinários e registro em cartório eleitoral.


Agora, segundo a legislação eleitoral, corre o rito do processo que vai culminar com a homologação do plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

Se tudo estiver em ordem com as duas legendas, o registro final do MD sai em menos de 60 dias.

Um dirigente nacional do PPS, que cuidou do registro do novo partido, me informou que a única coisa que está definida sobre comando da legenda é a executiva nacional.

O presidente do MD é o deputado federal Roberto Freire, ex-líder do PPS, e a vice Telma Ribeiro, ex-líder do PMN. Só.

Segundo esta fonte, o novo partido vai levar pelo menos um mês para promover as acomodações locais. E o resultado será fruto de muita conversa entre os atuais políticos que formam as antigas legendas.

Por conta disso é prematuro dizer quem estará no comando da legenda aqui no Rio Grande do Norte ou em qualquer lugar do país.

O deputado Antônio Jácome externou ontem o desejo enorme de presidir a nova legenda. O que é legítimo. Mas ele está distante de uma confirmação.
Eu também conversei com o ex-deputado Wober Júnior. As palavras são de Wober: 

"Não há nada decidido sobre o comando do MD no Rio Grande do Norte. Eu defendo que todos fiquem no partido. Quero lutar pelo fortalecimento da legenda no Estado e no país. Vamos conversar com todos para encontrar o melhor caminho", declarou.

Quando eu lhe questionei sobre o comunicado de Jácome assumindo desde já a presidência da legenda no Estado, Wober, num tom irônico, me respondeu: "Ele é muito amigo de Roberto Freire, Diógenes! É muito influente junto a Roberto Freire! Deve ser verdade".

Olha, o deputado Antônio Jácome, ex-vice-governador do Estado, que já tem um filho vereador em Natal e representa um segmento religioso, tem importância política para continuar dirigindo uma legenda. Mas o que se coloca hoje é que ele tem pressa para assumir o comando do MD sem aguardar as conversas que vão definir a composição do novo partido.

Eu não tenho dúvida que o deputado Roberto Freire, bastante conhecedor do cenário local (ele já esteve aqui inúmeras vezes e participou de várias campanhas), vai acompanhar de perto a acomodação partidária no Rio Grande do Norte.

Juntamente com o ex-deputado Wober Júnior, Roberto Freire vai querer agregar em vez de dividir. Por ele, todos que faziam o PPS e o PMN devem ficar no novo MD. E, segundo Wober, assim será o tom das conversas que se iniciam hoje nos estados.

O presidente da AL, Ricardo Motta, tem interesse de permanecer no MD, mas se depara com uma grande dificuldade.

A legenda já nasce fazendo oposição ao governo federal, coisa que Motta não aceita. Se for assim, ele prefere migrar para o PP, partido que é dirigido pelo filho, vereador Rafael Motta.

Se Ricardo Motta correr para o PP, Raimundo Fernandes, outro deputado PMN, vai atrás. E o pastor Jácome fica livre para assumir o MD, claro, se Roberto Freire e Wober Júnior concordarem. É o que está em discussão. O resto é ansiedade.

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