Atentado nos EUA reacende medo do terror em países que realizam grandes eventos

Diógenes Dantas,
TVI
Três explosões no final da maratona de Boston deixaram 3 mortos e 144 feridos. Polícia não tem ideia de quem cometeu o crime.

Não vivemos num país odiado como os Estados Unidos. Não convivemos com grupos radicais religiosos ou políticos. Não ameaçamos países vizinhos ou somos ameaçados. Mas o Brasil deve ficar alerta diante de episódios como o de ontem (15) no final da maratona de Boston.

Foram três explosões. Três mortos até agora, entre os quais uma criança de oito anos. 144 feridos, 17 em estado grave.

Bastaram 15 segundos para o pânico se instalar novamente após doze anos dos atentados às torres gêmeas de Nova Iorque e ao Pentágono, em Washington, no fatídico onze de setembro de 2001.

O atentado de ontem é um sinal claro de que a guerra contra o terrorismo está longe de acabar. Qualquer um pode virar alvo em qualquer lugar do mundo.

O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo de futebol no próximo ano e as Olímpiadas em 2016, no Rio de Janeiro.

Em todas as sedes destes eventos, Natal está entre as cidades da Copa, o risco é real. Eu diria, talvez, potencial. Digo isto sem nenhuma intenção de fazer alarme ou coisa que o valha. Não. Apenas eu acho que precisamos discutir e nos informar mais sobre os dispositivos de segurança que estão sendo planejados e executados para os dois eventos internacionais.

Milhares de pessoas vão circular e participar das programações esportivas e festivas da Copa da Fifa e das Olímpiadas. O mínimo que se exige das autoridades de segurança pública do país é transparência.

Esperamos que as medidas garantam a segurança de todos. E, para que isso ocorra, são necessários investimentos vultosos e qualificação dos profissionais que vão trabalhar nos dois eventos.

Cenas como as de ontem em Boston são preocupantes e inaceitáveis. Quem comete esse tipo de crime não tem pena do ser humano. Não tem pena de uma criança de oito anos. Não tem pena de nada. O autor do atentado de ontem só tem um objetivo: espalhar o medo.

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