Turismo nacional ainda patina com faturamento reduzido devido aos estragos da covid

Airton Bulhões,

  Apesar dos avanços da vacinação na prevenção da covid vários setores continuam amargando prejuízos financeiros e o principal deles foi o turismo.

Para a Federação do Comércio de São Paulo diante dos números, é possível imaginar uma recuperação mais forte do turismo no fim deste ano e início de 2022, em virtude das férias, de mais pessoas vacinadas e de mais flexibilizações das atividades

  Entretanto, a economia terá desafios, como inflação elevada, crise hídrica, falta de oportunidades no mercado de trabalho, crédito mais caro, entre outros pontos, que devem conduzir o cenário a um ritmo de crescimento mais fraco e, por consequência, um poder de compra mais restrito, impactando, negativamente o setor de serviços e turismo.

  Segundo dados da Federação do Comércio de São Paulo com  base nos dados dos IBGE o faturamento do turismo nacional de julho ficou 25,8% abaixo do resultado consolidado no mesmo período de 2019, o que corresponde a R$ 4,4 bilhões a menos nas receitas do setor, já descontada a inflação do período.

. No mês, entretanto, o setor obteve um faturamento de R$ 12,7 bilhões, alta de 46,6%.

  Em termos absolutos, isso representa R$ 4 bilhões a mais em relação a julho de 2020. No entanto, é importante considerar que, nesse mesmo período, no ano passado, o setor ainda enfrentava um momento crítico, por isso, base de comparação ficou fragilizada.

  No acumulado do ano, de janeiro a julho, houve crescimento de 2,9%, mas também queda de 15,9% nos 12 meses.

  A atividade mais impactada pela retração segue sendo o transporte aéreo, que, na comparação com o mesmo mês do ano pré-pandemia, registrou queda de 44,8%.

  Como a vacinação não atingiu um porcentual adequado para redução total das restrições, o que implica menos viagens, em julho, especificamente, apesar do período de férias, a oferta de assentos nos voos domésticos ficou 22% abaixo de 2019.

O cenário ainda de muitas incertezas também limita a operação das cadeias hoteleiras e de restaurantes, serviços que estão 24,2% abaixo do nível de antes da crise sanitária.

  A variação ficou próxima da registrada pelo grupo de atividades culturais, recreativas e esportivas (-26,9%).

  Com a menor oferta de voos, aliada às restrições ainda existentes pelo País, as famílias optaram por realizar viagens de proximidade, utilizando carros próprios, alugados ou ônibus, fazendo estes setores alcançarem cada vez mais rápido os patamares pré-pandemia.


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